Um peixe fora d’água!

Publicado: 03/08/2010 por Mari Espada em Artigos
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As minhas revistas Auto Sport, Cláudia e Arquitetura e Construção dividem a mesma prateleira, os meus ídolos Lewis Hamilton, Jamie Oliver e Zaha Hadid dividem o mesmo coração, se mundos tão diferentes habitam o meu universo, porque não podem habitar o seu?

É fato que a maioria das mulheres não gosta de automobilismo, mas se observarmos bem a maioria das pessoas (de todos os tipos!) não se interessa por esse esporte.

É claro que, ainda assim, existem muito mais homens que acompanham a Fórmula 1, do que mulheres que possuem o mesmo hobbie.

Mas acredito que isso ocorra por questões sócio-culturais que envolvem a educação de meninos e meninas, e até mesmo por não haver (atualmente na Fórmula 1) pilotos mulheres, com quem as torcedoras possam a se identificar e durante esse post vocês verão as 5 destemidas que honraram seus capacetes.

Maria Teresa de Filippis Itália - 1958 a 1959, 5 corridas

Mas porque a maioria das pessoas não admira esse esporte como nós?

Lendo os comentários do post “Quem são vocês?” é fácil perceber que a maioria de nós ama este esporte devido aos laços de sangue ou de amizade.

No meu caso, foi uma influência daquelas deliciosas manhãs de domingo ao lado de dois grandes heróis da minha infância, meu pai e meu irmão. E claro que, aos poucos, esses dois heróis me apresentaram a um terceiro, Ayrton Senna, e por causa deste eu nunca mais pude viver sem respirar Fórmula 1.

E continuei acompanhando este esporte porque a estratégia envolvida no desenvolvimento das equipes e nas decisões dos pilotos em pista (sob pressão total!), são coisas que me atraíram muito. Principalmente quando temos dois pilotos que sabem aproveitar o seu talento de formas diferentes; e trilhando caminhos opostos, chegam ao mesmo objetivo (como Lewis e Jenson). Essa sagacidade me impressiona!

Lella Lombardi - Itália, 1974 a 1976, 17 corridas, 0,5 pontos

Porém, quem não teve influências externas ou uma motivação para começar a acompanhar a Fórmula 1 ainda na infância, dificilmente começaria a acompanhar esse esporte sozinho.

Penso na infância, pois é nessa fase que recebemos a base para formar a nossa personalidade. Por isso, se continuarmos a criar nossos filhos e filhas de maneiras diferentes, estaremos reduzindo gradativamente a população de torcedores de Fórmula 1. Se meus pais tivessem tido preconceito por eu gostar de um “esporte de menino”, hoje eu não teria uma das maiores paixões da minha vida!

Divina Galica - Inglaterra, 1976 a 1978, 3 corridas

É ainda na infância que começamos a nossa história!

Porém nem tudo são influências externas. Pois iniciar uma paixão é fácil, mas para continuar apaixonado precisamos que se torne amor verdadeiro.

E o que faz uma pessoa “amar de verdade” a Fórmula 1?

Para amar esse esporte é preciso, antes de qualquer coisa, que se entenda tudo o que ali acontece! E para entender, é preciso ter paciência para acompanhar mais de uma, duas ou três corridas… Senão continuaremos achando que se trata de um monte de carros rodando, rodando e rodando.

Desire Wilson - Africa do Sul, 1980, 1 corrida

Mas mesmo depois de entender o básico do funcionamento da Fórmula 1, este esporte ainda pode ser complexo demais para a maioria das pessoas. E isso ocorre, pois neste esporte muitas coisas acontecem “offline”.

Não é como o futebol, que basta acompanhar as partidas e anotar os pontos de cada time no campeonato. E as informações adicionais necessárias, de técnicos ou jogadores, podem-se obter facilmente através de um telejornal.

A Fórmula 1 não acontece apenas nas corridas de domingo! Esse esporte é desenvolvido na pré-temporada, nos bastidores, no meio da semana entre as corridas, nos treinos livres, etc. E para piorar a situação, isso é muito mal divulgado na mídia brasileira mais popular (a TV).

Giovanna Amati - Itália, 1992, 3 corridas

E por isso blogs como o Ultrapassagem são fundamentais na vida de um verdadeiro torcedor de Fórmula 1!

No fim das contas, eu convivo com todos esses mundos dentro de mim, mas me sinto sozinha, um peixe fora d’água… Porém não por ser uma mulher neste mundo masculino, e sim por ser uma torcedora de Fórmula 1 neste país do futebol.

E vocês, como se sentem?

comentários
  1. Alex-Ctba disse:

    “Pois iniciar uma paixão é fácil, mas para continuar apaixonado precisamos que se torne amor verdadeiro.”

    Sublime! O feeling do Sirlan estava certo. Tem uma escritora dentro dessa arquiteta, apaixonada por F1 e pelo Miltinho.

    Ótima estréia Mari e bem-vinda oficialmente ao time.

  2. Mari Espada disse:

    Ah não! Pára tudoooo!!!
    Gente, neste post os comentários são de vocês…

    Obrigada pelo apoio e pelas belas ilustrações, Claudemir!

  3. Sirlan Pedrosa disse:

    Valeu Mari,

    Como você bem definiu na infância a cultural separação de carros para os meninos e bonecas para as meninas praticamente definem os interesses dos futuros adultos.

    O engraçado é que hoje vocês mulheres já são muito envolvidas com automóveis, praticamente todas dirigem e quase 50% dos compradores de de carros novos são mulheres.

    Talvez uma mulher pilotando em alto nível na F1 fizesse esse público despertar para este esporte. “Depois de três corridas” estariam apaixonadas.

    Na F Indy esse movimento já está acontecendo. A Danica Patrick é uma piloto competitiva que já ganhou corridas e hoje algumas provas chegam a ter cinco mulheres no grid.

    Aqui no Brasil eu lembro da Maria Cristina Rosito que corria de F Ford. Hoje temos a Bia Figueiredo que anda muito bem, e é uma mulher muito bonita e feminina. A matriarca delas é D Juzi Fittipaldi, a mãe do Emerson. Ela não só gostava de corridas como chegou a pilotar em Interlagos de carros e de moto. Isso nos anos 50….

    Que nosso Ultrapassagem seja cada vez mais acessado pelo público feminino, e possamos agregar novas “Maris” em nosso pequeno espaço.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • Mari Espada disse:

      Sirlan! Viu só o que eu fiz com a sua sugestão? Obrigada pelo start, hein!!! =)

      Certamente se tivessemos mulheres no automobilismo, sendo pilotos e também engenheiras, o público feminino iria despertar para este esporte.
      Claro que temos as fabulosas Danica Patrick e Bia Figueiredo, mas precisamos disso na Fórmula 1, que é o topo do automobilismo e, por isso, tem mais visibilidade!

  4. Mari Espada disse:

    Aliás Claudemir, valeu por deixar a capa do Hamilton na frente de todas!!! A-DO-RO!!!

    • Uma puxadinha de saco básica para a nossa Atena, que vem batalhando em um universo masculino e preconceituoso, não só da parte do homens, mas também das mulheres que acham um absurdo uma mulher gostar de F1.

      Mas não se acostume com post’s assim, venha escrever conosco o dia a dia da F1, na parte gossip e técnica também.

      • Mari Espada disse:

        Realmente, Claudemir…
        As mulheres conseguem ser mais preconceituosas doque os homens!

        E sobre escrever posts mais técnicos…
        Eu adoraria, mas ainda tenho muito que aprender! (com vocês!)

        Já foi uma vitória essa estréia, você nem imagina o tamanho da barreira que precisei vencer… na verdade, ainda sinto-me um pouco envergonhada! =)

        Pensei em tentar escrever sobre a história do Hamilton…
        E se você quiser me sugerir algum outro tema, vou fazer o meu melhor para desenvolvê-lo, pode ter certeza!

        Mas precisarei de ajuda na parte técnica, sem dúvida!

  5. Felipinho disse:

    Belo texto !
    Parabéns!!!

  6. Allan Wiese disse:

    Parabéns Mari, belíssimo texto!

    De fato a F1 ainda é um esporte muito masculino. Até mesmo no Paddock os cargos que são ocupados pelas mulheres são os que já o são em outras áreas, mas os cargos da “essência” do esporte ainda são predominantemente masculinos. Com certeza isso deve mudar ao longo do tempo mas parece que a F1, que sempre se orgulhou de estar na vanguarda, está atrasada nesse quesito.
    Mas são as “Maris” que acompanham a categoria que podem incentivar outras a sonharem em um dia ocuparem um cargo em meio à tantos homens. Um processo, assim como em qualquer outra área.

    • Mari Espada disse:

      Certamente Allan, a essência do esporte ainda é mesmo masculina.
      Mas isso porque a F1 ainda não se deixou descobrir a alta capacidade das mulheres para algumas atividades. Em muitas montadoras as mulheres já ocupam as linhas de montagem em áreas que exigem atenção aos detalhes, como tapeçaria e acabamento interno.

      Todos só tem a ganhar com uma equipe mista… e eu ainda quero ver uma F1 assim!

  7. Fernando Kesnault disse:

    A participação feminina em competições automobilisticas vem aumentando com o tempo. A prova da IndyCar realizada em São Paulo, todos se recordam que tínhamos 5 representantes do sexo frágil(??) no grid e isso é ótimo. Na Europa já contamos com várias pilotos mulheres e na França vem desde a década de 60.

    Mari parabens pela sinceridade e minhas congratulações por “amar” este esporte que desde que tenho consciência de quem sou adoro e curto, sem bem que hoje em dia curto mais as provas de Turismo (V8 Australian, DTM, Nascar Sprint Cup, TC2000, WTCC) e Esporte-Prototipos (LeMans Series) do que a f-1. Mas que gosta de automobilismo assiste de tudo e é o que faço.

    Um abraço a todos.

    • Mari Espada disse:

      Obrigada Fernando! A sinceridade faz parte de mim, você verá sempre essa característica em meus textos… fazer o que??? =)

      E espero ver cada vez mais mulheres nos grids de largada pelo mundo…
      Mas precisamos vê-las na F1 também, pois essa categoria é o auge do automobilismo, e estando no topo elas poderão incentivar outras a desejarem isso também!

      É um efeito cascata… mais pilotAs, mais torcedorAs, mais pilotAs…
      Ainda quero ver essa equação se desenvolver!

  8. Mari Espada disse:

    E para quem é “futeboleiro” me diga se a minha impressão está correta… Fórmula 1 é mesmo mais complexa doque Futebol, né?

    • Alex-Ctba disse:

      É só comparar quantas regras tem cada esporte. Futebol é o chamado livro de 17 (18) regras.

      F1 tem 46 artigos e 5 apêndices no Regulamento Esportivo e 21 Artigos no Regulamento Técnico. Esses artigos se dividem em vários subgrupos.

      Os Gênios ou malandros como Newey e Brawn, sempre conseguem achar brechas nesses regulamentos.

      Numa partida de Futebol, existem 3 árbitros mais um reserva. Numa corrida de F1 existem 7 stewards mais o Diretor de Prova.

      A F1, utiliza-se amplamente dos diversos recursos eletrônicos disponíveis, para julgar os lances polêmicos, enquanto que o Futebol, reluta em colocar um chip na bola ou utilizar-se do replay, para evitar erros absurdos como o Gol do Lampard da Inglaterra contra a Alemanha anulado ilegitimamente, ou o impedimento do Teves da Argentina não marcado contra o México

      Campeões do Mundo, como a mesma Inglaterra já foram decididos em lances polêmicos. Bom aí, tem o Prost em 89, tb campeão com um lance polêmico.

      Mas enfim, não tem nem comparação. A única complicação para as mulheres, generalizando é claro, é elas entenderem a regra do Impedimento rsrs

      Abs

    • Allan Wiese disse:

      É mais ou menos como o Alex falou Mari.
      As mais complexas táticas e os esquemas técnicos mais complicados sempre terão esse objetivo: fazer gols e não tomar gols.
      E chuteira, meião, caneleira, calção e camisa não mudam em absolutamente nada a maneira como o jogador joga seu futebol.
      E outra: qual o preço de uma entrada no Maracanã em um domingo de clássico dos milhões, como nesse dia 01/08, que bateu recorde de público do brasileirão até aqui? E qual o preço de uma entrada em Interlagos?
      Quem pode jogar futebol de brincadeira? Todo mundo que tenha uma bola e um espaço plano (nem precisa ser plano que a piazada faz a festa). E quem pode brincar de kart, por exemplo?
      Por essas e por outras que o público da F1 é tão restrito.

    • Futebol eu sou como mulher, rsrs.

      Só assisto o Parmeiras contra o urTimão, e nem de copa eu gosto muito, ainda mais essa de 2010.

      Que merda foi essa copa!

      Gosto mesmo é de cheiro de borracha queimando, gasolina e monóxido poluindo os pulmões.

      • Mari Espada disse:

        Tô contigo Claudemir!
        Mas adorei a explicação dos meninos sobre os detalhes técnicos do futebol. Obrigada Allan e Alex!

        Ah, aliás… Eu entendo o que é impedimento, viu??? =)

      • Eu também entendo, só não sei como o bandeirinha desse último jogo não entende o que é impedimento.

        Ô juizão, o Jorge Henrique estava 3 km na frente da zaga do Palmeiras.

        Mas no segundo tempo ele tomou um intensivão e aprendeu direitinho e marcou 3 contra o Palmeiras, todos daquele curintiano infiltrado nas fileiras palestrinas do Ewerton.

      • Alex-Ctba disse:

        é nóis memo mano. o bandeira tá ligado q se marcá contra nóis a casa caiu pra ele.

  9. André disse:

    A Mari entende mais de F-1 do que eu.

    • Mari Espada disse:

      Que isso André… Eu só entendo o suficiente para amar a F1!
      Agora entender de “verdade verdadeira” é com esses meninos aí em cima. =)

  10. Divina disse:

    Não tenho paciência nem pra ver corrida nem pra ver jogo de futebol, estou aqui porque sou a sogra puxa-saco da Mari, mas estou sempre torcendo pelas mulheres e adoraria ver mais e mais mulheres participando dos esportes como competidoras ao invés das tão conhecidas exploradoras dos atletas homens, como tem sido o caso frequente dessas “modelo-manequins” que só querem fisgar um atleta rico de qualquer ramo, elas envergonham as mulheres que se valorizam um pouco mais.

  11. Fernando M. disse:

    Belo texto, Mari!
    Se eu já sofro aqui na minha empresa em que todos respiram futebol 24 horas por dia, imagina para uma mulher dizer: meu negócio mesmo é F1!

    Mas a falta de mulher na F1 está muito mais ligada ao fato de que é sonho de todo piá pançudo (esse pessoa do sul… tá louco, hein?!) que pratica automobilismo chegar à f1. E se são tão poucos que conseguem competir no meio de centenas no mundo que tentam chegar, imagina para as mulheres que estão em número consideravelmente menor. E é claro que tem um preconceito rolando também, claramente.

    Ah, quando falou que é preciso assistir mais de uma corrida para gostar me lembrou o Massa disputando o título em 2008. Todo mundo assistindo a corrida em Interlagos, todo mundo comentando e um monte de gente falando asneira. A gente que acorda de madrugada, acompanha pré-temporada, lê sites estrangeiros, blogs, sites das equipes, procura informações técnicas, acompanha no live timing, liga o computador e já vai dar uma lida no mundo da F1 sofre com essas coisas… Mas de repente é por uma corrida dessas, por um momento assim que mais pessoas vão acompanhar a F1, mais vão se apaixonar e maior será a chance de homens e mulheres competirem em várias categorias do automobilismo para chegar lá, onde todos um dia já quiseram estar!

    • Mari Espada disse:

      Fernando, você falou e disse!
      “Mas de repente é por uma corrida dessas, por um momento assim que mais pessoas vão acompanhar a F1”

      Basta uma corrida emocionante para desejarmos entrar de cabeça neste mundo da F1!
      E é por isso que eu gosto do Hamilton…
      Ele, principalmente em uma corrida de recuperação, nos dá tanta emoção que prende a nossa atenção mesmo sem querermos.

      Era igualzinho com o Senna! Ah, que saudade!

      PS. No meu trabalho todo só falam em futebol também! Por isso quando eu for chefe será pré-requisito de seleção gostar de F1. Hehehe…

  12. Maria Tereza disse:

    O maridão, os primos e o tio vão falar depois, porque agora é a vez da mãe coruja!!!!!. Mariana, parabéns pelo belo texto escrito. Essa paixão pela F1 veio crescendo junto com vc a cada corrida que assistia e no momento está tão forte quanto a paixão que mostrava quando assistia aos jogos do seu time do coração (Corinthians né…) onde colocava o uniforme completo do time! Até as chuteiras!!! . Voltando à F1, vc está me “contaminado” porque tenho me interessado um pouco mais pelo esporte, só até o ponto de saber quem ganhou a corrida e sempre esperando que seja o Hamilton, só para ver vc feliz!!! Beijos

    • Mari Espada disse:

      Gente, essa é a minha mãe!
      E como a minha família toda é corinthiana… ela veio aqui me entregar! Hehehe.

    • Um ponto a menos pra corintiana.

      Já que eu sou PALMEIRENSE vai ficar na caixa de spam por 1 semana, rsrs

      • Mari Espada disse:

        Mas eu nem ligo pra futebol…
        Eu só me vestia à carater na infância, meu irmão me obrigava, eu juro! Hehehe.

        Eu sou McLarista, pô!

      • celso gomes disse:

        Ihh!! Então, ilustríssimo Presidente Claudemir, somos 2 ABCistas “palestrinos” e 2 adoradores do “curintia”. Assim ficou bom!

        Viva o Palestra!!!! E por que não, viva o Curintia!!!

        abçs

  13. Daniel Scarpim disse:

    Olha o maridão aqui, gente!
    Depois de tanto a Mari falar, eu vou postar também.

    Seguinte, acho mais é que o lugar de mulher é na cozinha, bem longe de um formula 1. Imagina se arranha a pintura de um carro desses na garagem, a funilaria deve ser uma fortuna! hehehh…

    Agora, sem palhaçadas. É muito legal mulher que curte um esporte desses. Assim eu não me sinto culpado de querer assistir as corridas no meio da madrugada. Ela até me acorda pra isso, não é o máximo?

    Só tenho que arrumar um jeito pra ela largar essa internet agora…

    • Mari Espada disse:

      Antes tarde doque nunca! =)

      Tanto para o seu comentário, quanto para a minha desistência da internet!
      (Mas amanhã eu volto!)

    • Culpa o Sirlan, não tenho nada a ver com isso, rsrs.
      A única coisa que eu faço é ilustrar e pedir o texto.

      Agora bem que você podia ficar por aqui, comentar também!

      • Mari Espada disse:

        Já falei isso pra ele!
        Ele vive passando por aqui, mas nunca comenta!

        Agora o tímido é ele… Hehehe.

  14. Que texto mais bacana, hem, Mari?!
    Parabéns. Lendo seus comentários, já fiquei imaginando que viria um post bem escrito e bem sacado. Não deu outra.
    Também, só uma corintiana, torcedora do Hamilton e do ABC pra escrever algo tão bom!!! ;)
    Ah, muito legal os comments dos familiares. Gostei de ver (e de ler)!!!

    Daniel (o maridão),

    Não precisa esfregar na nossa cara a sorte que você tem.

    Depertador… 20 reais
    Televisor… 2000 reais
    Ser acordado para ver corrida de madrugada pela mulher…
    … não tem preço!

  15. Andy disse:

    Eu ainda consegui ver uma mulher na F1 em 92, pena que ela era barrada na regra dos 103%. Ótimo texto, Mari. Motiva outros leitores a compartilhar o conhecimento e encoraja-nos a escrever também. Eu gostava de ler Cláudia também (e Capricho, Carícia – ainda existe?), mas só quando minha irmã comprava, pegava escondido pra ler. E ficava junto na prateleira com a Quatro Rodas. E, por falar nisso, está disponível a versão digital da revista de automobilismo da Abril:
    http://quatrorodas.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1&pg=1
    Como você citou o Senna, nas edições de 1991 tinha uma coluna dele onde falava sobre as corridas e o campeonato. É bacana.
    Parabéns.

  16. Rodrigo Pedrosa disse:

    Parabéns pelo texto Mari, muito bom, parece aqui em casa, a Luciana também gosta de corrida, também torce pelo Hamilton, hehehe.

    Alem de ver futebol, torce pelo Sport é claro, e MMA, antigo Vale-Tudo, é bom que é uma companheira para todas as horas.

    Que apareçam novas torcedoras e blogueiras no esporte.

    • Mari Espada disse:

      Então fala pra Luciana passar por aqui para comentar também!!!
      Mais uma para o fã clube do Miltinho!!! =)

      E eu também adoro ver as lutas do UFC!
      Só futebol que não acompanho, mas como a minha mãe não me deixou esconder… tenho sangue corintiano nas veias! Hehehe.

  17. tomasf1 disse:

    Really good Mari!

  18. tomasf1 disse:

    Pessoal, ainda o askimet não me bloqueia, e se não incomodar…

    Leiam e opinem nas minhas “reflexões sobre as duras críticas da Revista ISTOÉ a Felipe Massa”:
    http://theformula1.wordpress.com/2010/08/04/reflexoes-sobre-as-duras-criticas-da-revista-istoe-a-felipe-massa/

  19. Vitor, o de Recife disse:

    Muito legal o texto Mari. E, apesar de ainda escassa, a participação em mulheres que gostam de automobilismo é bastante positiva. Gosto muito dos comentários da Alessandra Alves, que participava do site GPTotal e mantém um blog que trata de outros assuntos além da F1.

    http://www.gptotal.com.br/2005/Colunas/Alessandra/

    http://alessandraalves.blogspot.com/

    Parabéns e viva os peixes fora d’água!

    • Mari Espada disse:

      É, eu já tinha dado uma bisbilhotada no blog dela… é bem legal!

      E espero que cada vez mais peixes saiam do aquário!!!
      Hehehe.

  20. Parabéns pelo texto, Mari, é você quebrando um tabu (“quem quebrou o tatu”) e, quiçá, despertando algum interesse pela F1… XD

    No mais, sou obrigado a discordar desse ranço de “não gostam de F1 porque não entendem” ou “futebol tem menos regras, logo é pior”. Esse tipo de argumento não tem nada a ver. Até porque dizer que futebol é só botar uma roupa e correr pro gol é ignorar uma porção de outras coisas… só que daí a dizer “vocês não entendem as minúcias do futebol, seus infiéis” é outra coisa, certo?

    O fã de F1 (ou qualquer minoria) tem que vencer esse raciocínio de gueto, essa coisa de desprezar o resto do mundo porque ninguém entende o objeto sagrado dessa paixão. Não é o número de juízes que determina se o esporte é bom ou não, afinal. Deixem dessa lengalenga. Deixem os descrentes na F1 (como eu) começarem a admirar o esporte sem ter que necessariamente pisar nos outros.

    E… olha, até o Alexandre Pires, pagodeiro mundialmente renomado, veio comentar essa postagem… fiquei com inveja.

    Mari, você ser corintiana… fez a Grifinória perder uns dez pontos. Nunca imaginei! Que vergonha!

    Por fim, é isso! Vou voltar, muita sorte e quero MAIS!

    • Mari Espada disse:

      Feee! Você por aqui!? Espero que volte mais vezes, hein!
      É bom ter um olhar diferente sobre a F1, pois nós, apaixonados que somos, não conseguimos entender como alguém pode não gostar desse esporte…
      E espero despertar o seu interesse por automobilismo com os meus textos! O seu e o de outras meninas também, hehehe. =)

      E atenção!!!
      Eu não sou corinthiana, pô! Eu sou McLarista!!!
      Esse lance de futebol é coisa do meu pai, irmão, da família toda; menos eu! Porque eu sou um peixe fora d’água!!! =D

      • Mari Espada disse:

        PS. O Alexandre Pires é meu amigo McLarista, Corinthiano e ABCista!!! Mas espero que não seja pagodeiro… hehehe!

  21. celso gomes disse:

    Mari, simplesmente fantástico o seu post. Parabéns é pouco!

    A sua visão do nosso mundinho querido é o sonho que todo marmanjo tem. Uma companheira que ame o esporte/entretenimento e que possa compartilhá-lo de uma maneira plena. Acordarem os dois de madrugada sem problemas, discutirem/dialogarem sem que haja aquela sensação no coração de estarmos fazendo algo que seja prejudicial ao relacionamento.

    Você é 10! E com seu conhecimento e atitude estará agregando mais representantes femininas aqui no blog, certamente.

    abç from SCS!

    • Mari Espada disse:

      Obrigada Celso! Fico até emocionada!
      Espero agregar novas “Maris” (como disseram aí em cima) aqui no blog sim!!!

      E me aguarde no próximo texto… estou preparando o coração para escrever novamente!

  22. Dorfão disse:

    Mari vc manja muito de F1, não deve se sentir um peixe fora d´agua, vc faz parte desse belo grupo do Ultrapassagem e nos proporcionou um belíssimo texto, ele me fez lembrar de Giovanna Amati, eu acompanhei as 3 corridas dela 92, foi a primeira vez que vi uma mulher decendo a bota em uma competição, algo diferente para mim que começara a pouco tempo acompanhar F1. Lembro disso até hj. Ficarei aguardando outros textos seu, e do resto do pessoal tambem, essa é de encher os olhos..

    Abraço

    • Mari Espada disse:

      Obrigada Dorfão!!!
      Eu sei que isso aqui não é orkut, pra eu ficar respondendo todo santo comentário, mas é que vocês são tão educados, que eu não posso deixar de ser também! =)

      A Giovanna foi a única que pude ver correr, do alto dos meus 7 anos! Hehehe.
      Na época acho que eu nem sabia a raridade que é ver uma mulher na F1.

  23. Carlos Espada disse:

    Excelente!
    Vamos aguardar agora um texto sobre o grande Ayrton Senna. Afinal, ele foi a grande inspiração para uma geração de apaixonados pelo esporte. E aí, vai encarar???

    • Mari Espada disse:

      Ebaaa!!! Meu irmão chegou atrasado, mas veio!
      Gente, esse é o grande “culpado” por tudo isso, sem ele eu não estaria aqui falando sobre F1 com vocês!

  24. Alex-Ctba disse:

    Valeu Carlos por converter a Mari pra nossa “religião” e aguarde um belo artigo do Grande tri-campeão Ayrton Senna da Silva. Já tá no forno!

    Abs

  25. Luiz disse:

    Isso é verdade! O Brasil não valoriza o automobilismo como deveria. Os torcedores que realmente acompanham, como você, Mari, se sentem sozinhos. Eu não tenho nenhum amigo fã de F1. Me familiarizei na F1 por causa de meu pai.

    • Mari Espada disse:

      Com certeza, Luiz… muitos fãs se sentem sozinhos nesse país do futebol.
      Mas visite mais vezes o Ultrapassagem, aqui você vai encontrar amigos que gostam de F1. E seja bem vindo! =)

    • Luiz, bem vindo ao Ultrapassagem.

      Se não tem com quem conversar sobre F1, aqui é o espaço que você falar a vontade, sugerir posts e interagir conosco.

  26. […] 28 28UTC agosto 28UTC 2010 Me descobri como blogueira através de um convite para escrever no Ultrapassagem, um blog que aborda temas de automobilismo e principalmente de Fórmula 1. Este foi o meu texto de estréia por lá, em 03/08/2010: Um peixe fora d’água! […]

  27. […] isso era inevitável, pois a partir do meu primeiro texto, que escrevi a convite do Sirlan (meu padrinho aqui no blog), a minha paixão pela Fórmula 1 […]

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