Mudanças para 2011.

Publicado: 05/08/2010 por Alex-Ctba em Artigos
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Dando prosseguimento a nossa silly season, falaremos sobre as principais mudanças programadas para a temporada de 2011, a 62º da história da F1 e para os torcedores mais ufanistas, a temporada que começará com o maior hiato de um piloto brasileiro sem título, desde que Emerson Fittipaldi iniciou essa brincadeira em 1972.

Felipe Massa, que sentiu o gosto por 15 segundos em 2008, não conquistará o título em 2010, e ao iniciarmos a temporada de 2011 serão longos 19 anos sem um brasileiro campeão de F1. Para uma geração que estava mal acostumada após o primeiro título do Rato em 72, pois depois disso “ganhamos” em 74, 81, 83, 87, 88, 90 e 91, é natural que torcedores acima de 30 e poucos anos, descarreguem suas frustrações em cima de pilotos nacionais, também como é natural que os torcedores mais jovens depositem suas expectativas em pilotos como Hamilton, Alonso, Vettel e Button, já que os jovens precisam se auto-afirmarem e nada mais comum torcerem por pilotos que preencham seus anseios.

Mas deixemos de lado essas elucubrações psicológicas a cargo do ótimo post do Celso Gomes sobre o assunto e vamos nos ater ao tema proposto que é sobre as mudanças para 2011:

Calendário

Em abril desse ano, Bernie Ecclestone confirmou que haverá 20 corridas em 2011. Todas da corrente temporada, mais a inclusão de uma etapa na Índia. Ótima notícia para Chandhok, Force Índia e fãs desse exótico país emergente. Já foram também, especuladas para 2012 a volta do GP dos EUA, bem como etapas na Rússia e na África do Sul. Nosso desejo por corrida todo fim de semana, parece caminhar para a concretização, enquanto o ávido Bernie, próximo de completar 80 anos, se mantiver a frente dos interesses comerciais da F1.

Novas Equipes

Após o fracasso da USF1 para ser a 13º equipe do grid, a FIA abriu um novo processo seletivo para que tenhamos os vinte e seis carros alinhando na prova de abertura em 2011, bem como um “cadastro reserva” para possíveis desistências. Os nomes cotados, especulados e, alguns, até já descartados são:

Anderson F1: liderada pelo team principal da natimorta USFl Ken Anderson, que não desistiu do sonho americano de ter uma equipe própria na categoria máxima do automobilismo.

Cypher: Outra equipe americana, que nasceria do espólio da USF1, sonhou em adentrar na F1 em 2012, ano da volta do GP Americano. Falaram até em nomes de pilotos, como o americano Jonathan Summerton e do brasileiro Nelson Ângelo Piquet Jr. No entanto, no mês passado, comunicaram sua desistência da candidatura.

Epsilon Euskadi: Após ser, preterida em 2010, por recusar-se a utilizar motores Cosworth, a equipe, de invejável estrutura, que disputa o World Series da Renault e também Le Mans, cogita uma vaga em 2011 e conta com o apoio do fanfarrão Carlos Gracia, presidente da Federação Espanhola Automobilismo.

Stefan GP: Equipe com base em Belgrado do milionário Sérvio Zoran Stefanovic, aceita utilizar os motores Cosworth e é mais uma forte candidata a 13º vaga. Contaria com a grande estrutura da extinta Toyota.

Villeneuve Racing: Equipe que seria fruto da parceria do Campeão Mundial de 1997, Jacques Villeneuve com a ex-equipe italiana de GP2 series Durango. Depois de encontrar investidores dispostos a bancar sua aventura na F1, a Durango faria uma parceria com Villeneuve, para utilizar o nome e os serviços do piloto.

Outros nomes como Prodrive, Lola, Fromtech e Superfund, também mostram interesse em adentrar a categoria, através de buy-in, semelhante ao acordo que a Genii fez com a Renault e que mostrou frutos já nessa temporada de estréia, colocando a equipe francesa de volta ao rumo certo.

Cadeiras

Com as principais vagas já preenchidas para a próxima temporada e até para 2012, atualmente o assento mais desejado é do piloto Russo Vitaly Petrov da Renault. Com contrato somente para atual temporada, o rookie esforça-se para conseguir bons resultados que assegurem sua vaga para 2011.

O que vem dificultado suas performances, é a pressão que ele enfrenta por ser companheiro do ótimo piloto polonês Robert Kubica, que vem fazendo uma temporada magnífica.

Outros pilotos sem contrato assinado para 2011 até o momento: Rosberg, Barrichello, Hulkenberg, De la Rosa, Kobayashi, Sutil, Di Grassi, Senna e Chandok.

Pneus

Com o anúncio da saída da empresa japonesa Bridgestone ao término da temporada, foi iniciado um longo processo seletivo para a escolha da nova fornecedora de pneus, e após meses de disputa, a FIA anunciou em junho que a escolhida seria a Pirelli.

A FIA assinou um contrato de três anos com a fornecedora italiana, que retorna a F1, vinte anos após a sua última participação em 1991 e que teve com Nelson Piquet, sua última vitória na categoria, no GP do Canadá, também em 1991. Piquet herdou a posição de Mansell que teve pane seca na última volta da corrida. Naquele ano, a Pirelli fornecia pneus para Tyrrel, Brabham, Dallara e Benetton, enquanto que a Goodyear fornecia para as demais equipes.

A Pirelli foi à vencedora, porque segundo Jean Todt, era a única empresa pronta para suprir a borracha já em 2011. Especula-se que será proposto a empresa italiana, compostos menos resistentes, após verificarem que, pneus com vida útil mais curta, provocariam corridas mais imprevisível, como foi o GP do Canadá esse ano.

Além dessa “proposta indecente”, estuda-se a possibilidade, de se fornecerem quatro tipos de compostos: super-macios, macios, médios e duros, e ficariam três deles a disposição das equipes em todos os GPs, e extinguiriam a necessidade atual de utilizarem obrigatoriamente dois tipos de compostos em corridas com pista seca.

Pneu talvez seja a grande mudança para a próxima temporada, pois as equipes aguardam a confirmação das dimensões dos compostos, para trabalharem de forma mais efetiva no desenvolvimento dos seus projetos. Equipes como Mercedes e Lótus que já trabalham no carro de 2011, ainda aguardam essa definição para acelerarem o processo.

A FIA já decidiu que pela primeira vez os carros terão uma distribuição de peso obrigatória, sendo 46:54 por cento. A intenção disto é prevenir as equipes de ter que fazer mudanças radicais na configuração interna dos seus carros, caso haja alteração na dimensão dos pneus, como se tem especulado.

Muita coisa ainda vai ser discutida – para alegria de blogueiros e agregados – na pré-temporada sobre essas questões acima, envolvendo pneus.

Mudanças Técnicas

A exemplo da questão dos pneus teremos também, muitas novidades técnicas para discutir. A seguir listaremos as principais de forma bem resumida:

Difusores: Foi acordado entre as equipes o fim do Double Decker Diffuser, o nosso famigerado duplo difusor, que tanta polêmica causou em 2009 e foi o responsável direto pela estreante Brawn GP conquistar o mundial. Este ano as equipes potencializarem o dispositivo e a turbulência causada para quem vem atrás tentando se aproximar para iniciar uma manobra de ultrapassagem, foi a principal razão para o banimento do DDD.

A partir de 2011, a superfície dos difusores terá de ser contínua em toda a sua extensão e os desvios que permitiam um ganho aerodinâmico substancial estarão proibidos. Será reduzido dos atuais 175 milímetros para 125 milímetros.

KERS: Na semana seguinte ao GP da Espanha desse ano, foi enviada pela empresa de Engenharia britânica Flybrid System que pertence a Williams, uma proposta à FOTA para fornecer a todas as equipes uma unidade de KERS ( Kinetic Energy Recovering System) obrigatória e padrão, depois da campanha liderada pela Ferrari e Renault para ver a tecnologia re-introduzida em 2011.

O sistema voltará, mas não de forma obrigatória, e por essa razão, (vou importar o termo handicap do golf e criar um novo vocábulo) a FIA “handicapeou” o peso mínimo dos carros, para não criar desvantagens para equipes que utilizarem o dispositivo em relação as que não pretendem utilizar. Passa dos atuais 620 Kg para 640 Kg em 2011.

F- Duct : A exemplo dos difusores de dois andares, o duto frontal, que capta ar e é manejado pelo piloto para “stolar” a asa traseira, para diminuir o arrasto aerodinâmico e proporcionar mais velocidade em reta, será banido na próxima temporada

O genial dispositivo, criado pela engenharia da Mclaren para o seu MP4/25 e posteriormente copiado pelas principais equipes, não agradou aos dirigentes da FIA, que decidiram pelo seu fim já a partir do próximo ano.

Nova Asa Traseira: Até aqui, a alteração técnica mais polêmica de todas as estudadas, a nova asa traseira ajustável vem causando protestos por parte de todos, devido a não clareza do funcionamento da mesma.

Com o fim do F-Duct, a FIA resolveu introduzir um dispositivo que auxiliasse o KERS na realização de ultrapassagem, grande queixa por parte dos fãs da categoria, que anseiam ver mais da manobra que representa a essência da corrida de automóvel, que é ultrapassar o adversário.

Num sistema similar  ao funcionamento do KERS, a asa traseira ajustável, estará condicionada a certas situações durante a corrida para ser utilizada. Os pilotos só poderão acionar o dispositivo quando estiverem a pelo menos um segundo do carro da frente, porém não poderão utilizá-la nas duas primeiras voltas da corrida, exceto em caso de safety car no início da prova.

Espera-se que o sistema ofereça aos pilotos  ganho de 15 km/h para tentar a manobra de ultrapassagem, e será desativado ao primeiro toque do piloto nos freios. Vocês acham que é fácil a vida de engenheiro na F1? Aguardem muita polêmica, para a alegria de nossa pré-season, em relação a viabilização ou não da tal asa.

Segurança

O número de cabos das rodas que ligam os pneus ao chassi será dobrado a partir do ano que vem, em resposta ao número elevado de acidentes nos quais as rodas se desprenderam do carro, para evitar acidentes como o de Henry Surtees da F2 em 2009 que vitimou fatalmente o jovem piloto de apenas 18 anos em Brands Hatch.

O exemplo mais recente na F1, foi no último GP da Alemanha, onde a Force India do Liuzzi, bateu violentamente na mureta de proteção dos boxes, e a roda atravessou perigosamente a frente da Virgin de Glock.

Qualificação

Em 2011 estará de volta a antiga regra dos 107%.  Criada em 1996 e extinta no final de 2002,  versa essa regra que , qualquer piloto que faça um tempo superior a 107% do tempo do pole position, não poderá disputar a corrida. Estuda-se a possibilidade dela  ser ajustada para 105%, o que dificultaria ainda mais as equipes pequenas.

Como exemplo prático, no último GP da Hungria, se pegarmos o tempo de Vettel de 1:18.773, que foi o pole e aplicarmos a regra dos 107%, o tempo de corte seria 1:24.287 e estariam de fora da corrida, Di Grassi, Senna e Yamamoto. Se aprovarem a forma radical de 105%, aproveitando o exemplo, o tempo de corte seria 1:22.712 e estariam fora do GP da Hungria,  além dos três citados, Trulli, Kovalainen e Glock, ou seja, todos os pilotos das três nanicas. Kobayashi com seu 1:22.222 escaparia da degola por quase meio segundo.

Em resumo, são estas as principais mudanças, que iremos debater com muita riqueza de detalhes, na interminável pre-temporada de quatro meses, que se iniciará ao término desse emocionante campeonato.

E na F1, não vale a máxima do futebol que diz que, time que está ganhando, não se mexe.

comentários
  1. Felipinho disse:

    Tá ficando até chato elogiar os posts por aqui… mas, seria injustiça não o fazer: belíssimo post, sintetizou bem o que vem por ai com informações bem esclarecedoras.

    Realmente a alteração mais polêmica será a asa traseira ajustável, a volta do kers eu acho benvinda, e sim, queremos corrida todos os fins de semana.

    mas.. três assuntos polêmicos ainda devem ser discutidos para o próximo ano:

    1) As regras do safety car
    2) As ordens de equipe
    3) e finalmente… A asa fléxivel da RBR será permitida? :)

    • Mari Espada disse:

      Concordo que está ficando chato e repetitivo elogiar os posts aqui no Ultrapassagem!
      Mas Alex… você arrasou demais nesse artigo, hein!!!

      Vou ler com calma depois do almoço, pois isso merece uma análise mais profunda…

    • Esse post do Alex foi só um aperitivo para nossos amigos comentáristas debater um pouco mais nessa silly season sobre a pré-temporada de 2011.

      Os tópicos que você levantou serão abordados também, porém essas regras ainda não estão claras, ainda não sabemos se elas vão ser aplicadas, mas anotei e assim que souber de algo mais claro, nós pingaremos aqui.

      E vou confidenciar uma coisa que vem nos deixando felizes nessas últimas semanas, a colaboração de vocês e a forma que os comentários são feitos, todos com conteúdo e trazendo grandes informações para nós.

      Agradeço a todos e fico lisonjeado pelos elogios que estamos recebendo.

    • Alex-Ctba disse:

      Valeu Felipinho, foi prosital não entrar muito em detalhes, pq senão o post ficaria gigante, e a intenção era realmente fazer um resumão.

      Tem muito o q falar sobre o kers por exemplo e a Flybrid. O Alexandre Pires tinha levantado essa questão, lá no blog do becken um tempo atrás.

      E as questões q vc levantou, serão interessantes de serem debatidas realmente, e a asa flexível da Red Bull, teremos definição por parte da FIA logo logo.

    • wilson disse:

      1) As regras do safety car
      2) As ordens de equipe
      3) e finalmente… A asa fléxivel da RBR será permitida? :)

      1) tendem a melhorar, já foi sinalizado isto esse ano, não será tão perfeita como eh a fórmula indy, mas deve melhorar um pouco mais (problema é o regulamento técnicno da f1 para o uso do safety car)

      2) ordens de equipe – sempre existiram, sempre existirá. Como qualquer empresa, qualquer negócio ou até mesmo numa familia é preciso certa ordem, disciplina, remanejamento e até mesmo algué impor alguma ordem de forma meio camuflada para beneficiar a todos, mesmo que alguns momentos desagrade a algúem (mal necessário diria)
      Deveriam liberar geral, porque caso contrário será sempre questão de hipocrisia, porque existe e é praticada livremente. Então ter uma norma, um regulamento dizendo que não pode e não se faz nada sobre isso é hipocrisia.
      Deveria por que ordens de equipe existem e fazem parte do esporte salvo alguma condição especial.

      3) a asa flexivel para esse ano não deverá ser banida, provavelmente a redbull passará nos novos testes.
      Ano que vem mudarão a forma dos testes e aplicação índices maiores para averiguação

      Essa é minha visão da coisa

  2. Allan Wiese disse:

    Assunto pra debater na pré-temporada não vai faltar. Mas que vai ser doído (como sempre é) não poder falar sobre corridas, isso vai.

    Belo post Alex. Mostra um resumo de tudo que está por vir.
    A regra/mudança que mais vai trazer problemas, no meu ponto de vista, e que também já foi debatido no around, é mesmo a asa traseira móvel. Comentei na ocasião que com esse dispositivo a habilidade do piloto não vai ser medida em capacidade de ultrapassar, mas sim em capacidade de se defender. Defender uma posição vai ser extremamente complicado com esse dispositivo…

    • Alex-Ctba disse:

      …Imagine a tal asa móvel + Kers. Que loucura que está ficando a F1. E não para por aí. Como o foco era 2011, não toquei na questão dos “motores verdes” e a volta do turbo. Como vc disse, assunto não vai faltar.

  3. Claudio Cardoso disse:

    Boa Tarde a todos.

    Ficou otimo o Resumao….

    So espero que nao passe isso:

    ” FIA já decidiu que pela primeira vez os carros terão uma distribuição de peso obrigatória, sendo 46:54 por cento. A intenção disto é prevenir as equipes de ter que fazer mudanças radicais na configuração interna dos seus carros, caso haja alteração na dimensão dos pneus, como se tem especulado.”

    Se isso passar, será um absurdo… Espero que nao, pq dessa forma logo logo teremos uma padronizacao da formula 1 igual a indy.

    Fora isso levanta alguns questionamentos tecnicos.

    Primeiro: E o piloto que gosta mais do carro saindo de frente ou de traseira ?
    vao ter de fazer acertos mecanicos para isso, que nao é a mesma coisa do chassis ja ser concebido para tal. DIgamos vao ter de fazer coisas para corrigir a tendencia natural do chassis.

    Segundo: E quem tem motor e refrigeração mais pesados ? tomou na cabeça novamente.

    Terceiro: Isso vai mudar a tração do carro em funçao do peso dos motores, sistemas de refrigeração e fluidos.

    Fico na torcida que nao :-)

    • Alex-Ctba disse:

      Por isso q é bom ter piloto comentando no blog. A visão é outra. Tomara q não passe realmente. Já pensou o Schumi se a Mercedes “padronizada”, faz um carro totalmente dianteiro? Claro q ela não faria, mas é uma brincadeira, q mostra a dimensão do absurdo q é a padronização. Mas temos q esperar o q vai ser definido em relaçao a pneus, para saber se vão mudar ou não a dimensão dos mesmos.

      • Leandro Magno disse:

        Essa padronização se deve ao fato de nehuma equipe conhecer como funcionará os pneus da Pirelli. Era provável q algumas equipes por pura sorte, acertassem a distribuição perfeita para os pneus, enquanto outras não, o que colocaria o fator sorte na frente do fator competência.
        Provavelmente essa regra n existirá em 2012, pois até lá todo mundo saberá como funciona a borracha italiana.
        Na verdade tem uma pequena margem de variação(acho q 3%) dentro dessa proporção 46:54.

  4. Claudio Cardoso disse:

    Uma outra duvida.

    E O acerto da asa dianteira ?

    vai permanecer como o desse ano ? movel tambem ?

    O Piloto vai virar é jogador de Guitar Hero. toda hora vai ter de apertar alguma coisa.

    Hj ja tem o Balanço dos freios, o ajuste da asa dianteira, e a Barra de torçao.

    Isso eles mudam toda hora em 1 volta. Agora mais uma coisa para mexer, asa traseira.

    • Alex-Ctba disse:

      O Novo Regulamento Técnico ainda não foi homologado (pelo menos lá no site da FIA não consta o de 2011 ainda) O q vale é o atual em q é permitido o ajuste da Asa dianteira. A Proposta da FIA é proibir o ajuste da asa dianteira e aprovar a polêmica asa móvel traseira. Essa é fresquinha da AutoSport:

      Equipas discutem asa traseira com inclinação variável para 2011
      Os novos regulamentos para a Fórmula 1 em 2011 poderão assistir a uma novidade interessante, com a Associação de Equipas de Fórmula 1 (FOTA) a discutir a possibilidade de eliminar os ajustes na asa dianteira em prol de um ajuste na asa traseira.
      Desde o ano passado que os pilotos podem proceder a alterações na incidência dos perfis das asas do aileron dianteiro, mas os elementos da FOTA ponderam proibir essa possibilidade em prol de uma que poderia trazer mais ultrapassagens e mais emotividade às corridas. Isto porque, os pilotos passariam a poder alterar a incidência do aileron traseiro em cinco centímetros, medida que teria efeitos consideráveis na aerodinâmica de um monolugar. Tanto mais que em caso de tentativa de ultrapassagem apenas o piloto que ataca o poderia fazer, de forma a potenciar as suas hipóteses.
      Mas nem todos estão de acordo quanto a esta alteração, com alguns pilotos a duvidarem da validade dessa solução.

      Jogador de Guitar Hero foi d+ hehehehe

  5. Fernando Kesnault disse:

    E tem mais Alex-Ctba: 1- um possivel acordo entre a Renault e a Lotus para fornecimento de motores à equipe inglesa revivendo a fase de 1984-87 sendo que a ida do Petrov estava certo junto com os propulsores, o problema para a fabrica gaulesa foi a performance do russo no ultimo GP. E em seu lugar poderia vir Sutil, Heideld ou… e
    2 – Esta praticamente acordado entre Carlos Slim (dono da TELMEX) e Peter Sauber um acordo onde a empresa mexicana será o principal patrocinador e tendo a estreia de Sergio Perez ao lado do Kobayashi e sendo que em 2012 teríamos dois mexicanos, realizando-se assim um velhho sonho posto em projeto e sendo concretizado pelo Sr. Slim.
    E…pode pintar uma surpresinha após o GP Italia em equipe grand….

    • Alex-Ctba disse:

      Valeu pelo complemento Fernando. A dança das cadeiras não vai ser muito impactante para 2011, mas sempre aparecem novidades de última hora. O Sutil é um piloto bem cotado atualmente e está sem contrato. A Force India tem utilizado todo GP o Paul Di Resta e o Liuzzi, apesar da fraca performance, já tem contrato para 2011. Acho q daí pode aparecer alguma bomba. Williams é quase certo, q manterá Hulk e Barrica. E tem ainda as novas equipes.

    • E quem está quase fechado é a HRT com a Toyota, falta apenas tilintar 53 mi de euros na conta dos japoneses e eles entregam a estrutura, projetos e feedback para os espanhóis.

      E ainda levam de quebra mais um japa pra casa.

      • Fernando Kesnault disse:

        Se eles não tem dinheiro nem para pagar a Dallara vão ter este “dinhierão” todo de onde??? Do tesouro espanol??? Aí a Euskadi daria a bronca. A Hipasnia prá mim fecha no fim do ano e vai tarde.

      • Vitor, o de Recife disse:

        Olha, a FIA vai ter que arranjar um argumento muito bom para barrar a Epsilon Euskadi. Os caras já estão com o carro de 2011 no “forno”.

        http://www.crash.net/f1/news/162225/1/epsilon_takes_to_the_wind_tunnel_as_it_stakes_claim_to_13th_spot.html

        Se não forem usados critérios mosleyanos, não tem como preterir os espanhóis pela Villeneuve Racing se seus “investidores secretos”, ou pior, a Anderson F1. Aliás, será que eles ainda tem pelo menos o bico de computador?

        Sobre a Hispania, se conseguirem o espólio da Toyota será um avanço e tanto. Com o “nohall” de Geoff Willis e uma estrutura decente, pode começar a sonhar com passos mais largos. Resta saber quem será o piloto da equipe, que por sinal será o único, já que o outro cockpit é do Yamamoto. :p

  6. Mari Espada disse:

    “é natural que os torcedores mais jovens depositem suas expectativas em pilotos como Hamilton, Alonso, Vettel e Button, já que os jovens precisam se auto-afirmarem e nada mais comum torcerem por pilotos que preencham seus anseios.”

    Opa, eu tive a prévia desse trecho em um comentário seu, não?
    Quanta honra… estava lendo em primeira mão e não sabia! Hehehe.

    Mas vamos falar sério: corrida todo final de semana seria ótimo!
    Mas na Índia? Os pilotos vão morrer de virose com aquela água!
    Imagina 2 horas naquele carro rodando e com a maior dor de barriga!!! Hahaha.

    Eles continuam querendo alinhar 26 carros???
    Mas dessa vez serão carros de verdade, ou serão karts como a Hispania e afins???
    Espero que a regra dos 107% funcione na prática!!!

    O Nico, o Koba e o Bruninho não podem ficar de fora em 2011, hein…

    Adorei a história da Pirelli fornecer compostos menos resistentes!
    Isso, somado a “não-obrigação” do uso de dois compostos na corrida, possibilitará muitas variáveis nas estratégias da equipe.
    E vamos amarrar direitinho esses pneus, galera! Sem essa de brincar de basquete!!!

    E acho que a proibição dos difusores-duplos e do f-duct, e a permissão do kers e da nova asa traseira, trarão um carro com um pouco mais de força e um pouco menos de aerodinâmica.
    Agora só falta colocar um turbo para ficar mais brutal ainda!
    Estamos voltando às origens, não!?

    Tudo bem, estamos muito longe de voltar aos motores de antigamente, porque a F1 entrou nessa onda de sustentabilidade… sabe como é, né?
    E apesar de eu adorar a natureza e ter estudado incansavelmente a sustentabilidade na arquitetura e os “green buildings”, eu não acho que a F1 deveria se preocupar tanto com essas coisas! Tem mais é que poluir o planeta! Hehehe (brincadeira gente!).

    Mas eu quero ver os motores roncando, os pilotos ultrapassando na raça!!!!

    PS. Me corrijam se eu estiver equivocada em algum ponto técnico, ok?

    • Alex-Ctba disse:

      É verdade Mari, qdo eu li seu comentário lá no post do Celso, eu fiz um Ctrl C + Ctrl V no meu post para te responder.

      Valeu pelo bom humor de final de tarde, dei risada com a dor de barriga da agua do Ganges hehehe

  7. Tudo bem, estamos muito longe de voltar aos motores de antigamente, porque a F1 entrou nessa onda de sustentabilidade… sabe como é, né?

    Não estamos não querida Atena, em 2013 os motores serão turbos de 1.6 litros com GDI e provavelmente abastecidos pelo nosso velho e conhecido alcool.

    O que irá dar uma nova cara aos carros da F1, lembram do Mp4/4 da Mclaren, ele tinha o Santo Antônio exposto porque o motor era menor e acho que podem usar desse mesmo artifício em 2013.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Aliás, será o retorno triunfal dos motores turbo nas principais categorias de monopostos, pois um ano antes estrearão os novos carros da Indy, também com propulsores turbo e atualmente já abastecidos com etanol.

  8. tomasf1 disse:

    Uau, ALex, que “artigaço” hein?

    Meu parabéns. Esses dias tô sem tempo pra quase nada, por isso não estou comentando muito por aqui. Mas leio diariamente, e TODOS estão demais.

    abraços!

  9. tomasf1 disse:

    Daniel Gomes, convidado-blogueiro lá no Blog Fórmula 1. O texto vale muito a pena.

    http://theformula1.wordpress.com/2010/08/06/o-heptacampeao-e-o-retrato-de-uma-era/

  10. Anselmo Coyote disse:

    Habemus blog.
    Esse é o Alex que eu conheço… rsrs!
    A continuar assim o nível de excelência do blog será mera consequência.
    Parabéns, caríssimo.
    Grande abraço.

  11. É esperar para ver, voltando as origens.

  12. Sirlan Pedrosa disse:

    Alex,

    Dias corridos aqui e só hoje pude ler com calma e refletir sobre o seu texto, que é extremamante abrangente.

    Pelo terceiro ano conscutivo a F1 vai passar por grandes mudanças técnicas. Para 2009 as equipes tiveram que repensar completamente os carros, e para 2010 a saída do Kers e o fim do reabastecimento também fizeram os projetos serem completamente novos, embora visualmente com menos impacto na mudança que no ano anterior.

    Agora, como você bem descreveu, voltam o Kers e a Pirelli, saem os difusores duplos, o FDucto e a Bridgestone. É muita mudança.

    Ainda tem a tal asa móvel que vem trazendo muita poêmica, porque na idéia inicial o piloto da frente não pode se utilizar dela para se defender, o que tornaria as “ultrapassagens de certa forma artificiais”. Ainda tem a questão da segurança, já que o sistema pode falhar,ou um toque/objeto travar a peça e ela não voltar no momento da freada e provocar um acidente.

    Ainda vamos ouvir muita discursão nesse tema.

    O lado bom é que indubitavelmente a tedência é que as forças se embaralharem. Quem diria que esse ano a Renault estaria andando no mesmo ritmo da campeã Brawn ???

    Ontem li rapidamente em algum lugar também que a Epslon Euskaki já colocou modelo para testes em túnel de vento….pode ter surgido aí a tal 13o vaga…

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • Alex-Ctba disse:

      Ainda tem a tal asa móvel que vem trazendo muita poêmica, porque na idéia inicial o piloto da frente não pode se utilizar dela para se defender, o que tornaria as “ultrapassagens de certa forma artificiais”.

      Agora me surgiu uma dúvida: O piloto da frente não pode utilizar a asa móvel para se defender, mas ele pode utilizar o kers para se defender? e o de trás pode utilizar o kers conjugado com a asa móvel para atacar? Os caras vão ter q esclarecer isso, caso essa asa seja realmente aprovada.

  13. celso gomes disse:

    Alex e demais amigos,

    Estou curioso para saber o jeito que os caras da aerodinâmica vão dar para tentar contornar essa provável diminuição da importância da mesma para os carros de F1 2011.

    Será que os carros terão um novo formato? Continuará essa tendência do bico alto nos chassis, já que as asas dianteiras serão fixas? As barbatanas continuarão por lá? (quem sabe sejam menores, pois não teram mais a função do F-Duct nelas). Essas e outras questões me levam a crer que os carros possam ser algo diferentes dos que vimos nos últimos anos. Seria interessante ver quem largaria na frente nessa corrida aerodinâmica.

    Alex, dessas modificações que você brilhantemente sintetizou nos seus já habitualmente competentes textos , o aerofólio traseiro móvel seria a única que tenho restrições. As demais serão bem-vindas na tentativa de melhorar a competitividade entre os carros, certamente.

    Quanto aos pneus acho difícil que a Pirelli os estraçalhe em prol da competição. Creio que, no começo, possa haver até alguma dificuldade de adaptação por ela já estar a muito tempo longe da F1, mas, deverão alcançar um nível de excelência em poucas corridas. Qual fábrica iria querer detonar sua imagem ao fornecer pneus que se desmachem, numa categoria de visibilidade mundial? Eu não compraria seus pneus, sem dúvida. A Bridgestone disse que iria, ao sabor do que aconteceu no GP do Canadá, entrar na onda de dar maior competitividade através de um mix diferente de pneus, mas, o que se viu, foi um pneu super-macio durar mais da metade do GP da Hungria fácil, fácil. O Canadá foi um acidente de percurso para o fabricante japonês (deve ter rolado alguns harakiris por lá) ;-)

    abç especial para você pelo excelente artigo.

    • Alex-Ctba disse:

      Obrigado Celso. O aerofólio traseiro realmente é o que está gerando mais polêmica. Vamos aguardar pra ver como a FIA vai lidar com essa questão, já que a proposta não agradou nem a gregos e nem a baianos :D

      Qto. aos pneus, espero que caia a obrigatoriedade de se usar dois compostos, mas para isso, precisaria que as mudanças aerodinâmicas funcionasse na questão ultrapassagem, porque se não, vai todo mundo de pneu duro e não troca. Agora se realmente funcionar e facilitar a ultrapassagem, colocar pneus macios para andar mais forte e tentar ultrapassar carros que partam para uma estratégia de uma parada, vai tornar as corridas muito interessantes.

      E nós como sempre, vamos aguardar com ansiedade por mais uma mudança de regras na tentativa de se melhorar o espetáculo. Esse ano funcionaram algumas mudanças e a temporada está muito boa, com três equipes disputando o título.

  14. Anselmo Coyote disse:

    Faltou o luso-comentarista, Ernesto, ora pois.

  15. Alex-Ctba disse:

    É Coyote, a Mari disse q a origem dela é 100% Lusitana, porém nasceu em SBC.

    Em relação à nossa pequena homenagem, Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, (Valinhos, 6 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador dada a sua popularidade frente aos demais.

    Discografia

    1951 – “Os mimosos colibris/Saudade da maloca” (78 rpm)
    1952 – “Samba do Arnesto/Conselho de mulher” (78 rpm)
    1955 – “Saudosa maloca/Samba do Arnesto” (78 rpm)
    1958 – “Pra que chorar” (78 rpm)
    1958 – “Pafunça/Nois não os bleque tais” (78 rpm)
    S/D – “Aqui Gerarda!/Juro, amor!” (78 rpm)
    1972 – “A Música Brasileira Deste Século -Adoniran Barbosa”
    1974 – “Adoniran Barbosa”
    1975 – “Adoniran Barbosa”
    1979 – “Seu Último Show” (Ao Vivo)
    1980 – “Adoniran Barbosa e Convidados”
    1984 – “Documento Inédito”
    2003 – “2 LPs em 1” (Re-lançamento dos LPs de 1974 e 1975)
    [editar]Coletâneas
    1990 – “O Poeta do Bexiga” (Com interpretes de suas músicas)
    1996 – “MPB Compositores: Adoniran Barbosa” (Com participações e interpretes de suas músicas)
    1999 – “Meus Momentos: Adoniran Barbosa”
    1999 – “Raízes do Samba: Adoniran Barbosa”
    2001 – “Para Sempre: Adoniran Barbosa”
    2002 – “Identidade: Adoniran Barbosa”
    2004 – “O Talento de: Adoniran Barbosa” (Com participações especiais)

    Video
    1972 – “Programa Ensaio: Adoniran Barbosa”

    Principais composições

    Malvina, 1951
    Saudosa maloca, 1951
    Joga a chave, 1952
    Samba do Arnesto, 1953
    As mariposas, 1955
    Iracema, Adoniran Barbosa, 1956
    Apaga o fogo Mané, 1956
    Bom-dia tristeza, 1958
    Abrigo de vagabundo, 1959
    No morro da Casa Verde, 1959
    Prova de carinho, 1960
    Tiro ao Álvaro, 1960
    Luz da light, 1964
    Trem das onze, 1964
    Trem das Onze com Demônios da Garoa, 1964
    Aguenta a mão, 1965
    Samba italiano, 1965
    Tocar na banda, 1965
    Pafunça, 1965
    O casamento do Moacir, 1967
    Mulher, patrão e cachaça, 1968
    Vila Esperança, 1968
    Despejo na favela, 1969
    Fica mais um pouco, amor, 1975
    Acende o candeeiro, 1972

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