Feriado Nacional.

Publicado: 09/08/2010 por Mari Espada em Artigos
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A primeira vez que meu sobrinho me perguntou o porquê do feriado de 1º de maio, eu não hesitei em dizer que era por causa da morte de Ayrton Senna da Silva. Afinal, acredito que um ídolo que supera sua época (e seu esporte) merece ser eternizado, tanto quanto o mártir Tiradentes em 21 de abril.

Pensando bem, essa minha mentira inocente revela todo o sentimento que nós, torcedores brasileiros de Fórmula 1, levamos no coração e na lembrança. Sentimento tão intenso que é impossível traduzir em palavras…

O tricampeão do capacete amarelo representa um herói, um ídolo, uma paixão! Mesmo quem não gosta de automobilismo respeita e admira a força do mito Ayrton Senna.

Lembro-me até hoje, com a pele arrepiada e os olhos marejados, daquele domingo de 1994, quando chorei pela primeira vez a morte de alguém, e surpreendentemente de um “desconhecido”.

Quando o vi sendo retirado do carro e deitado na maca, quando eu olhei meu pai com uma expressão de medo e com as mãos na cabeça em um gesto desesperado, eu senti o que estava acontecendo. Ninguém precisou me dizer nada, porque eu senti dentro do meu coração de apenas 8 anos.

Somos feitos de emoções, basicamente todos nós estamos procurando por emoções, é apenas uma questão de encontrarmos a maneira com que devemos vivenciá-las. (Ayrton Senna)

Porém é importante entender que o homem transformou-se em mito não somente pela tragédia na curva Tamburello em Ímola, mas também por sua genialidade como piloto e sua capacidade de proporcionar fortes emoções aos torcedores; por seu caráter puro e seu enorme carisma; e por sua carreira vitoriosa em uma época difícil para o povo brasileiro.

No final dos anos 80 e início dos 90, nosso país passava por um conturbado cenário econômico, administrativo e político; com a hiperinflação, corrupção, impeachment e escândalos de todos os tipos.

A seleção brasileira de futebol vivia uma fase muito ruim, com o encerramento das carreiras de Sócrates, Zico, Dinamite e Falcão. Na Fórmula 1 também chegava ao fim as trajetórias esportivas de Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi.

Então surge o nosso herói com as cores do país no capacete e a bandeira levantada a cada vitória, com orgulho de ser brasileiro. Era exatamente essa a inspiração que cada pessoa de nosso país precisava para poder crer que podemos vencer qualquer adversidade.

E com a força, garra e determinação deste herói, as pessoas puderam ver a luz no fim do túnel; especialmente no túnel sob o Hotel em Mônaco, o GP onde o Senna mais venceu e demonstrou sua habilidade em dias chuvosos. Aqueles muros certamente sentem falta de ter Ayrton a centímetros de distância.

Mas para mim, a maior demonstração de suas qualidades como ser-humano e como piloto foi quando Senna lutou bravamente para levar sua McLaren, sem cinco das seis marchas, até a bandeirada da vitória no GP do Brasil de 1991.

E sem se importar em demonstrar fragilidade, precisou de ajuda para sair do carro e para levantar a taça no podium, devido ao extremo esforço físico que exerceu para alcançar essa conquista.

Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação. (Ayrton Senna)

Mas, infelizmente, o nosso grande herói teve uma pequena história na Fórmula 1, que podemos relembrar e reviver em alguns vídeos disponíveis no youtube:

Porém os saudosos 10 anos em que Ayrton Senna atuou na Fórmula 1 foram tão intensos que bastaram para deixar a sua herança de inspiração para as gerações posteriores de pilotos, de torcedores e de cidadãos.

Mas agora, após 20 anos sem conquistar um título de Fórmula 1, o torcedor brasileiro sente o efeito Senna se dissipar… E apesar de termos pilotos em diversas categorias do automobilismo, o Brasil não prepara o seu solo para as sementes se desenvolverem aqui.

E, sem o “adubo” Senna, já não temos tantas árvores para nos oferecer uma agradável sombra…

Assim o torcedor-patriota tornou-se órfão de heróis! E agora se contenta em buscar sombra em árvores desgalhadas, ou desvincula-se do patriotismo e permite-se conhecer a forte vegetação do restante do mundo!

Hoje, esse mesmo coração que bateu por Ayrton, bate por uma árvore que floresceu longe daqui, mas que vem  dando belos frutos.

E o seu órfão coração, já se abrigou à sombra de outra árvore?

comentários
  1. Mari Espada disse:

    Que emoção!!! Lindas fotos, Claudemir!

    Pessoal, me contem o que vocês lembram desse grande herói…
    E o que vocês sentem atualmente em seus corações…

    Beijos à todos!

  2. Andy disse:

    Aquele domingo foi terrível. Antes da largada, ele tinha um semblante de que algo ruim iria acontecer. Talvez deveria confiar no seu pressentimento e não ter largado, mas o Schumacher já estava com 20 pontos e o Senna, nenhum. Na hora da batida, fiquei chateado com a possibilidade do Schummy abrir mais 10 pontos, mas depois vi que a batida foi séria, e passei o dia em casa para saber das notícias. Até que deram o Ayrton como morto, e nem a vitória do Flamengo contra o Vasco à noite ajudou a melhorar o astral. Fora que o Rubinho também se acidentou nos treinos de sexta e ficou sem correr por alguns GPs.
    Reza a lenda que o Senna tinha uma bandeira da Áustria com ele no carro, para homenagear o Ratzenberg na volta da vitória, alguém confirma isso?

    • Alex-Ctba disse:

      Acho q eu ouvi uma entrevista do Galvão em que ele falava disso. Pela proximidade dos dois, pode ser verdade sim.

    • Mari Espada disse:

      Do que lembro das notícias da época, e do que li nessses últimos tempos, ele estava com a bandeira da Áustria no cockpit sim, para homenagear o Ratzenberg, morto nos treinos classificatórios.
      Aquela pista estava com mau agouro naquele fim de semana…

      • Eduardo De Campos disse:

        A bandeira foi entregue à família Senna, meses após sua morte.

  3. Andy disse:

    Comentário ficou barrado…

  4. Cavallino Rampante disse:

    O melhor piloto de F1

    Tive o prazer de ver ao vivo e a cores no GP de Portugal no Estoril!!!

  5. Alex-Ctba disse:

    Triste aquele ano de 94. Um mês antes, tinha se suicidado meu ídolo na música, Kurt Cobain. Gostava muito do Nirvana e aquilo foi um choque, mas nada comparável quanto aquele primeiro de maio. Depois do violento acidente na Tamburello, aquela imagem em que o Senna se move pela última vez com a cabeça caindo de lado foi terrível, tive quase certeza q ele tinha morrido. Algumas horas depois veio a confirmação e toda a comoção nacional q se sucedeu. Nem o título da seleção brasileira de futebol, encerrando um jejum de 24 anos, foi capaz de diminuir a dor daquela perda naquele ano, até porque, ganhar daquele jeito q ganhamos nos penaltys e com sofrimento, foi muito feio.

    Mas vida q segue e após isso, já assisti a sete títulos do Schumacher, dois do Hakkinen, dois do Alonso e um de: Hill, Villeneuve, Raikkonen, Hamilton e Button. Continuo aguardando um brasileiro campeão mundial de F1 novamente, mas isso já não é a coisa mais importante para mim. O q vale mesmo é a competição e o entretenimento q a F1 proporciona a todos os apaixonados pelo esporte. Que vença o melhor e se for um brasileiro, melhor ainda!

    Abraço e parabéns pelo texto Mari, foi singelo.

  6. Mari Espada disse:

    Simples, sincero, ingênuo… meus textos tem mesmo a característica de serem singelos… mas isso porque escrevo com o coração!
    E fico grata por apreciar as minhas palavras, Alex. A minha intenção é oferecer um texto diferente do escrito por vocês (meninos). Vocês falam dos importantíssimos fatos e dados da F1… eu falo de sentimento… só pra desbaratinar e manter o equilíbrio desse excelente blog! =)

  7. Mari Espada disse:

    Gente, vocês acham que o Senna continuaria sendo esse grande herói se não houvesse ocorrido essa fatalidade?
    É claro que, tudo o que ele representa tem relação com suas vitórias, carisma, dedicação… e não apenas a sua morte!
    Mas será que ele seria eternizado se continuasse correndo até o auge de sua carreira começar a declinar?
    Eu não quero crer que a sua morte foi fundamental para a formação do mito Senna! Ela pode ter colaborado, mas ser fundamental… não pode ser!

    • Alex-Ctba disse:

      Ter morrido aos 34 anos e no auge, imortalizou o Senna de fato. A imagem q vamos ter dele é de um cara vencedor, obstinado e jovem.

      Diferente do q o Schumacher vem fazendo nas pistas, para o público q não acompanha os bastidores do esporte. As pessoas q viam F1 esporadicamente e tinham aquela imagem do Schumi imbatível, heptacampeão etc, começam a duvidar da sua capacidade ao ter notícias do fraco desempenho do quaixada, tomando pau do companheiro de equipe e risco no casco de todo grid. A última q ele tomou do Barrichello, arranhou um pouco mais sua imagem. O “povão” digamos assim, sem querer ser pedante, desconhece q o Barrica estava com pneus novinhos enquanto q o Schumacher estava com os pneus no osso.

      Já o Senna, sempre terá a imagem de um herói perfeito, e q nós, o povinho dos blogs q se sentem a última coca-cola do deserto, qdo o assunto é F1, tb sabemos q não é verdade, pois ele tinha muitas falhas no comportamento.

      A verdade é q só nos diferenciamos, pq nos informamos e a informação está aí ao alcance de todos, porém nem todos tem paciência ou vontade de buscá-la.

      • Mari Espada disse:

        “o povinho dos blogs q se sentem a última coca-cola do deserto, qdo o assunto é F1”

        Hahaha, já ganhei o dia com essa observação bem humorada do nosso caráter! Obrigada por isso, Alex!
        Nós somos mesmo muito pretensiosos, cheios de saber… e isso é o que faz de nós um grupo muito seleto de comentaristas! Que eu adoro!!!

        Ah, e claro que o Senna tinha as suas falhas… nenhum ser humano é perfeito, não é mesmo? Com ele não seria diferente!

      • Teo disse:

        Ah Alex e Mari, primeiro boa tarde, mas com certeza se o Senna não houvesse sofrido o acidente e entrado em óbito, o Shumacher não seria o Hepta, talvez bi ou tri, e sim provalvelmente o Senna o seria!:D

      • Alex-Ctba disse:

        Concordo Teo, visto q o Schumi ganhou o campeonato de 94 por 1 ponto de diferença para o Hill: 92 a 91. Não querendo desprezar o filho do Graham, mas o Senna era outra categoria de piloto.

      • Jackson disse:

        Exatamente, Mari, ninguém é perfeito, todos temos falhas… mas enfim… vimos muitas atitudes duvidosas do Senna, mas ele mesmo dizia…
        “Não estou aqui para ser 3º, 4º ou 5º, estou aqui para ganhar, e faço o que for necessário”… isso diz tudo…
        …e tem mais se fosse SENNA e Alonso na Ferrari em 2010, o engenheiro de Senna, o avisa: “FERNANDO IS FASTER THAN YOU”… bom vocês já sabem qual é a resposta que ele daria…
        Isso que fez a diferença do nosso último piloto de F1 brasileiro que tivemos… sem se importar com seu contrato ou se iria correr pela equipe no próximo ano…
        Todos sabemos que Senna subornava Ron Dennis em 1993 se não tivesse um carro digno para brigar com Williams e Benetton, ele dizia que iria embora… e a McLaren fazia de tudo para mante-lo, queria que ele tivesse continuado em 1994 na McLaren mesmo, mas enfim, é a vida…

        Segue abaixo dois links que vale muito a pena ver do TOP GEAR da BBC sobre o nosso Ayrton Senna…

        Parte 1:

        Parte 2:

      • Mari Espada disse:

        Jackson, esses vídeos são maravilhosos! Muito emocionantes mesmo!
        E eu, particularmente, fico muito feliz sempre que assisto ao trecho do vídeo onde o “Miltinho” pilota o MP4/4. É como se eu juntasse meus dois ídolos em um só! É lindo!!!

  8. Fernando M. disse:

    “quando chorei pela primeira vez a morte de alguém, e surpreendentemente de um “desconhecido”.”

    “E então com 8 anos (…) a tristeza que me fez chorar pela primeira vez por uma pessoa que eu nem conhecia mas que me transportou para o mundo das corridas e da paixão que se seguiu.” <— como eu descrevi meu sentimento no "quem são vocês".

    a semelhança de sentimentos por uma mesma pessoa "desconhecida" é mais do que suficiente para demonstrar o quanto Ayrton era O cara!
    Mari, você traduziu de forma clara um sentimento que muitos brasileiros trazem em suas memórias e que, de tão intensa, conseguem concretizar na cabeça das crianças um herói muito real, palpável e admirável até os dias de hoje… com o passar dos anos a força vai diminuindo, mas qualquer um que ouça o nome do Senna ainda consegue pensar: "eu gostaria de ser esse cara".

    Tudo porque o Senna não era um bom moço todo certinho, ele tinha raça, força, perseverança, não se nivelava por baixo e pra quem o dia de amanhã sempre teria que ser melhor do que o dia de ontem. Ayrton não era perfeito, mas era o exemplo da busca pela perfeição. Ayrton não fazia tudo sempre certo, mas nunca desacreditava que podia fazer melhor. Ayrton era a representação do que um bom brasileiro deveria ser porque não trocava honradez por honraria (parafraseando o Torero). E se acharem que o Senna não era nada disso e que apenas se construiu um mito após sua morte, eu continuo afirmando sem nenhuma vergonha: "eu gostaria de ser esse cara".

    • Mari Espada disse:

      Fernando M., você falou e disse: “Ayrton não era perfeito, mas era o exemplo da busca pela perfeição.”

      Eu também gostaria de ser esse cara! =)
      E certamente compartilhamos esse sentimento com milhares de outros brasileiros (e também estrangeiros – como o meu amado Miltinho!).

  9. Fernando Kesnault disse:

    Parabens Mari pelo texto, mostra que tens sensibilidade mas qto. à pessoa em questão prefiro não tecer comentários, apesar de conhecer o seu valor como piloto obstinado.

    • Mari Espada disse:

      Fernando Kesnault, obrigada pela parte que me toca! =)
      Mas porque tanto descaso (ou seria aversão?) com o meu querido Senna???
      Fala a verdade… você é da torcida do Piquet, né? Ou do Prost? Pode falar… não se preocupe que eu não vou te bater não! Hehehe.

    • Mari Espada disse:

      Meu comentário original ficou preso “no além”…
      Mas aqui vai denovo…

      Fernando Kesnault, obrigada pela parte que me toca! =)
      Mas porque tanto descaso com o meu querido Senna? Fala a verdade… você é fã do Piquet ou do Prost, né? Pode falar que eu não vou te bater, não. Prometo! Hehehe.

    • Anselmo Coyote disse:

      Assino embaixo, Kesnault. E tem mais: tá parecendo velório.

      • Fernando Kesnault disse:

        Mari, eu particularmente, não gosto de que se mitifica algo ou alguém, principalmente um ser humano, nada a ver com o Senna. Muita gente ganha dinheiro com isto pode ter certeza, c’est la vie.

        Sim, na época eu era “piquetista” mas sei que este mesmo sujeito prejudicou demais a carreira do filho pelas maracutaias que deixou o menino entrar e depois jogar no ventilador. Certas coisas não se deve levar a público e aquele caso de Cingapura era um deles e tem tantos outros que vc. e o pessoal ficaria de cabelos em pé e desiludidos com a f-1, mas não vem a caso, ainda mais via internet.

      • Vitor, o de Recife disse:

        Coyte, amigo… estamos há quase 20 anos “na seca” por pilotos campeões (bem, Massa parecia ser um candidato, mas acho que essa altura vai dicar no só “parecia”). Tivemos o privilégio de ter três grandes lendas do automobilismo. E fomos tão mal acostumados que chegamos ao absurdo de fazer pouco deste privilégio e ainda travar uma briguinha besta entre dois deles.

        Depois desse tempo todinho, de todas a frustrações posteriores, não faz sentido continuar com essas guerrinhas de torcida, que aliás NUNCA fizeram sentido. Senna e Piquet foram dois grandes pilotos, cada um com suas virtudes e seus defeitos. Admiremos seus legados e bola pra frente.

  10. É até pretenciosismo meu dizer que seu texto ficou ótimo, porque eu o li tanta vezes antes de ser publicado e o elogiei diretamente para você, mas ficou perfeito Mari e as fotos que lancei no post foi o reflexo do seu texto.

    Sobre o Senna, eu o vi em 1992 no Salão do Automóvel em São Paulo, eu era um pirralho andando no meio daqueles carrões, coisa de louco, Ferraris, Porsches, BMW, Hondas e Audi, esse último trazido pelo Senna para o Brasil por sua empresa importadora de veículos que ficava na Av. Colombia lá no Jardim América Senna Imports, sei disso, porque passei semanas trabalhando lá, e não sei como ficou a relação com VW nos últimos anos, mas até um tempo atrás todo Audi importado para o Brasil, passava pela empresa dele.

    Então estava a anta aqui que vos escreve no stand da Audi, olhando um A6, girando, olhando, vendo aquelas lindas mulheres, quando vem um batalhão de fotografos e no meio o Senna, veio em direção ao local que eu estava, subiu no stand giratório, abraçou a moça que estava lá, e foi aquela confusão, gente pisando nas luminárias, só se ouvia o pipoco das lampadas, foi um verdadeiro inferno e foi a primeira e última vez que o vi, estava a menos de 3 metros de onde eu estava.

    Eu que nunca pedi autógrafos e nem tirar fotos com ninguém, não faria nada naquele momento, mesmo porque não dava, e tinha mais um agravante, eu não gostava do Senna, achava que ele era produto de marketing bem vendido, e era fã incondicional do Piquet que acabará de se aposentar deixando orfão o meu sentimento por F1. E naquele momento senti como era dificil ser um ídolo como ele, porque aquilo era um inferno, como alguém aguentava aquilo, então ele saiu e foi em direção ao stand da Honda e para lá levou aquela horda de fotógrafos, mas lá se deram mal, ele entrou no escritório e por lá ficou, não esperei pra ver a que horas ele saiu.

    Mas em 93, senti que meu mundo de F1 iria desabar, comecei a dar o devido valor para ele, quando ele disse que não correria aquele mundial e que tiraria um ano sabático (todos sabemos que foi por causa do contrato muito bem amarrado do Prost com a Williams, que não permitia nenhum piloto com S na equipe) foi quando surgiu a oportunidade chorada de Ron Dennis com valores milionários para que ele corresse com motores V8 Ford de segunda geração e um chassi espetacular, fiquei muito aliviado.

    Ele ele nos proporcionou muitas felicidades naquele ano de 93.

    Sua morte em 94 eu conto mais tarde, agora ainda tenho que trabalhar.

    • Mari Espada disse:

      Obrigada denovo, boss!
      Mas se o meu texto ficou perfeito, esse seu comentário é o que então?
      Nossa, que relato emocionante este do salão do automóvel! E o seu sentimento pelo campeonato de 93… adorei saber disso tudo! Obrigada por compartilhar comigo essas lembranças!

      E só uma curiosidade… antes você torcia pelo Piquet, e hoje???
      Não me lembro de ter visto você tomar partido por algum piloto ou equipe… mas a minha memória é péssima, então posso estar enganada.

      Beijos! Até mais!

    • E só uma curiosidade… antes você torcia pelo Piquet, e hoje???

      Hahaha.

      Não tenho predileção por nenhuma equipe ou piloto.

      Minhas torcidas sempre foram para a Brabham e o Piquet, então não há mais ninguém que me faça ter o prazer de dizer que torço para tal. Torci para o Piquetzinho, mas no meio da temporada de 2008 desisti dele, achei ele muito fraco e só tinha o nome e nada mais.

      Só tenho uma leve admiração pela Williams, mas é coisa de ver aquele carro amarelo, branco e azul da década de 80 e 90, mas com as cachorradas de Patrick Head pra cima do Piquet a coisa ficou só na admiração.

      • claudio cardoso disse:

        Mentira

        todo dia vc ratifica para mim que depois do Piquet seu idolo maior é o Alonso

        seja honesto rapaz Paulista-Baiano.

        rss

      • Mari Espada disse:

        A há! O Cláudio te entregou!!! =)

      • Certo Cláudio.

        Eu é que fiquei do lado do Alonso quando ele deu uma de João sem braço na China ou apoiei a troca de lugares na Alemanhã.

        Eu disse em 2007 que ele devia ser primeiro piloto na Mclaren, ou que ele não tinha nada a ver com o Nelsinhogate, ou fui eu que disse que a sua Ferrari tem o melhor piloto de todos os tempos ?

        Sei que você não gosta de admitir isso, mas abra seu coração, conte de onde vem esse amor recalcado pelo espanhol, diga tudo que lhe aflige, que torna esse peitinho ferrarista tão amargurado, foi a saída do Schummy, foi, então deita no peitnho do Elsonsinho que ele te dá carinho!

        Agora falando sério, nunca torci para o Schumacher porque era chato demais torcer a seu favor, o cara sempre ganhava, mas quando surgiu o Alonso eu passei a torcer para o alemão, isso foi intuitivo, o espanhol sempre bossal, a última Perrier do deserto.

        E o tempo só serviu pra ratificar isso.

      • Mari Espada disse:

        Ok Claudemir, se você não torceu para o Alonso em 2007, está perdoado…. Hehehe.

  11. Sirlan Pedrosa disse:

    Mari,

    Dias corridos aqui….quase sem conseguir comentar….mas que bela aquisição para o ultrapassagem….

    Lindo demais o texto….sensível….a visão de um ídolo pelo fã…no caso uma jovem menina em seus primeiros anos…

    Não….eu nunca torci de verdade por Senna…ele era um intruso para mim…alguém que estava tirando a coroa no meu piloto favorito….

    Como um Saliere eu via toda a genialidade naquele piloto do capacete amarelo, mas nunca reconhecia….não…ele não podia ser tão bom…ele era apenas um produto do marketing….aquela bandeira nas vitórias era hipocrisia….com aquele carro vermelho e branco era fácil ganhar…muitas eram as justificativas para tentar abafar e sufocar toda a certeza que eu tinha, mas jamais reconhecia….

    Senna era tudo e mais um pouco….uma força da natureza….um piloto e um esportista muito acima de todos os seus contemporâneos….

    Prost de repente parecia lento….Piquet ficou velho….Mansel errava demais….Berger era um piloto burocrático….Lauda só vencia na regularidade….Rosberg era um brutamontes dirigindo um carro….

    Todos, sem excessão, eram tão pequenos diante de Senna.

    Aquelas voltas descorcertantes para a pole…

    O domínio avassalador nas fórmulas de acesso…

    A Tolemam que quase venceu na chuva de Montecarlo….

    Aquela Lotus preta e linda vencendo no Estoril…

    A vitória em Suzuka 88….

    As vitórias no Brasil….

    Donington 93….

    A morte ao vivo numa curva a 300 km/h….na primeira posição claro…

    Ele era superlativo em tudo.

    Hoje, 16 anos depois, posso olhar para trás e entender o privilégio de ter visto tudo aquilo….todas as corridas dele….todas as vitória…a morte que o transformou em mito…

    Eu nunca torci para Senna….mas nunca vi um piloto como Senna….nunca admirei tanto um piloto como Senna…

    Sirlan Pedrosa

    • Dorfão disse:

      “Prost de repente parecia lento….Piquet ficou velho….Mansel errava demais….Berger era um piloto burocrático….Lauda só vencia na regularidade….Rosberg era um brutamontes dirigindo um carro….”

      Sirlan que show de bola seu comentário, peguei apenas esse trecho, mas o texto todo é exepcional! parabens!!

    • Mari Espada disse:

      “Todos, sem excessão, eram tão pequenos diante de Senna.”
      “Eu nunca torci para Senna….mas nunca vi um piloto como Senna….nunca admirei tanto um piloto como Senna…”

      Isso que faz dele um grande piloto e um mito!
      Quando os torcedores adversários começam a admirá-lo, quando sentimos esse respeito, certifico a minha certeza de que a influência de Senna vai muito além de suas poles e vitórias!
      Ele é muito mais que um piloto, é um herói!!!

      E concordo com o Dórfão… excelente comentário Sirlan!
      É isso que eu mais gosto nesse blog… o post é apenas um pretexto, porque o verdadeiro show está aqui nos comentários!

      E obrigada pelos elogios ao meu texto, achei engraçado você dizer que eu fui uma bela “aquisição” do blog! Hehehe, virei mercadoria! =)

      Beijos!

    • Lucas Túlio disse:

      Grande comentario!

      Senna é o maior de todos!

  12. Dorfão disse:

    Desculpe a chateza, mas lá vou eu elogiar novamente, belo texto, alem de tudo ser verdade, a harmonia do texto, somada as lindas imagens é nota 10.

    “Porém é importante entender que o homem transformou-se em mito não somente pela tragédia na curva Tamburello em Ímola, mas também por sua genialidade como piloto e sua capacidade de proporcionar fortes emoções aos torcedores”

    Velho, podem dizer que Senna era produto da mídia, que a Globo queria elevá-lo ao posto de Santo, mas ninguem pode negar que o homem era F*da!
    Não vou citar o episódio da 6° marcha, e muito menos Donnington Park 93, tudo isso é clichê demais… Cito o Qualify de Mônaco 88, onde o CHEFE colocou 1,5s em cima do Prost com o mesmo carro.
    Gente era o Prost, não era um Eddie Irvine, um Barrichello, um Johnny Herbert da vida.
    Outra ocasião onde foi mostrada toda genialidade, porem pouco citada, foi sua pole em Interlagados 94, eu fico até arrepiado em relembrar Senna domando aquela Willians arisca pelo traçado paulista, escoutado pela esperançosa torcida brasileira, colocando mais de 1s em cima de Damon Hill que ja era piloto da equipe e alinhando á frente de uma Benetton cheia de mutretas, tudo no braço, na raça.
    Curiosamente, o desfecho dessas duas passagens que lembrei, Senna fracassou, mas nunca sairá da minha memória a demonstração de genialidade, determinação beirando a obsessão que esse gênio demonstrou.

    Engraçado tb ver que o legado de Senna vem muito bem representado hj em dia na F1, não pelo seu sobrinho, e nem por qualquer outro brasileiro, mas por um ingles, Lewis Hamilton tem o jeito Senna de pilotar, e como os videos promociais da Mclaren/Vodafone mostram, é um fã de carteirinha do piloto brasileiro. Enquanto isso o brasileiro em melhor posição na categoria cede vitória contrariando tudo que o VENCEDOR SENNA mais mostrou na F1.

    Claudemir emocionante seu comentario, assim como a Mari, me emocionei tb, bom demais vir aqui e ler coisas super legais e interessantes.

    Abração a todos

    • Mari Espada disse:

      Dorfão, você percebeu a quem eu me referia quando escrevi: “Hoje, esse mesmo coração que bateu por Ayrton, bate por uma árvore que floresceu longe daqui, mas que vem dando belos frutos.” ???
      Eu não quis dar nome aos bois, nem me prolongar nesse assunto… pois o tema era o Senna… mas concordo com você, a emoção que o Senna trazia para as pistas, hoje quem traz é o Hamilton!!!
      Sem contar que o “Miltinho” é super fã desse grande herói, né? É lindo observar isso, não só nos vídeos de marketing da McLaren, mas também nas entrevistas da época que ele estava no kart… adoro ouvir aquele diamante bruto de apenas 8 anos dizer que Senna é o seu herói (eu me identifico!).
      Hamilton é o sucessor do capacete amarelo que roubou meu coração, assim como o Senna fez um dia!

  13. Acordei de manhã, bem cedo, por volta de 7:30, levantei, fui na padaria, voltei, estava um dia de sol maravilhoso. Aprontei meu café e fui para meu quarto assistir o Globo Rural, aquele programa sempre me fascinou, acabou, opa, beleza vai começar a F1.

    Pouco depois do almoço entra o Roberto Cabrini e diz de forma pausada, caracteristica de suas reportagens:

    Morreu Ayrton Senna da Silva.

    Repetiu!

    Morreu Ayrton Senna da Silva.

    Dali em diante não lembro mais o que ele disse, estava um lindo dia, olhei pela janela e vi a criançada brincando no pátio do prédio sem dar a minima. Nos canais de TV, todos exploravam a imagem do piloto, péssima idéia, já que todos estavam passando a mesma coisa, ganharia mais audiência quem estivesse passando uma reportagem qualquer, um programa qualquer.

    Foi um domingo interminável, as notícias eram fartas, fartas em falar bobagens, haviam homenagens de todos os tipos, de todos os modos, e os programas foram dando lugar as reportagens especiais sobre a sua vida, sua batalha, sua glória. Entra a noite e tinha um cara que gritava na TV Manchete, fala pelos cotovelos, mas o fdp entendia do que estava falando, e era realista, foram horas desde o fim da corrida e ele falava, falava e não parava mais.

    Neste momento eu ainda zapeava os canais de TV em busca de alguma coisa nova, eu já estava alí faziam 15 horas, não lembro de almoçar, jantar, nesse dia meu pai tinha viajado eu estava sozinho em casa, não tinha ninguém para compartilhar aquela epopéia televisiva.

    Porra, eu não gostava do cara, apenas o respeitava e achava ele muito bom, acima da média, mas ele era um mediocre, não queria correr de Mclaren em 93, porque eles não tinham o melhor pacote e na Williams ele encontraria isso, cacete, ele entrou para a equipe em 94 na sanha de ter o melhor carro e se viu numa bomba ambulante. Não soube conviver com a derrota que a Mclaren lhe proporcinou em dois anos seguidos, ele não estava acostumado com as derrotas, ele tinha a gana de sempre querer ganhar, chegava a ser desleal consigo mesmo

    Filho de uma P***, era o que eu estava sentindo naquelas horas da madrugada, já estava muito puto com aquele cara, isso era o reflexo de não entender como ele largava os carros vermelho e branco e foi de braços abertos correr na equipe azul e branca, que não era mais amarela, que não tinha mais uma aura de vencedora, como quele idióta foi correr numa equipe que tinha o patrocínio da Segafredo, o mesmo de seu primeiro carro na F1, a Toleman.

    Nossa, já estava madrugada a dentro, estava na hora de dormir, estava com muita raiva.

    Na segunda eu vi tudo, tudo que podia, comprei jornais, queria aplacar minha sede de notícias, minha raiva.

    A minha forma de lidar com tudo aquilo foi sentindo raiva, foi ficando irado, quase vi o Piquet cometer suicídio em Indianapolis um ano antes e vi ele reviver e trazer de volta seu amigo Reginaldo Leme para a F1, e a única coisa que realmente queria era que aquela merda toda acabasse, que parassem de falar tantas bobagens, já não aguentava mais.

    Conforme a coisa foi chegando perto da despedida minha raiva foi se tornando, pena, pena dos fãs, familiares, amigos e desconhecidos que pareciam sofrer tanto quanto qualquer parente.

    Minha raiva já estava se transformando em vázio, isto visto no rosto do Prost, nas declarações mais que sinceras do Piquet, na destruição da entidade Galvão Bueno, na expressão dolorida de Emerson e no choro do Rubinho.

    Mas o cara da Manchete ainda gritava na TV, era um alucinado, devia estar ali pilhado, tomando cafeína na veia.

    Ainda bem, tudo aquilo acabou, já não dava mais para ver nada, eu quase perdi a noção do tempo.

    Não sabia o que seria da F1 dali em diante, mas sabia que ali se foi um campeão, um produto, mas um produto bem feito, que angariou milhões de fãs no mundo tudo, que mereceu tudo que teve e entregou mais do que podia aos seus fãs.

    Hoje ele é maior que todos os campeões que passaram na F1.

    Morreu o homem, mas o mito ficou, está vivo, e será sombra de qualquer um que ouse ser campeão de F1, que ouse fazer uma pole nos últimos segundos, que seja dominante em Mônaco ou seja o melhor de sua geração. Ele sempre terá a sombra de um certo Ayrton Senna da Silva.

    E chorar quando fizer 41 vitórias, apenas um fez em sinal de reverência até agora, vamos ver quem chega lá e tem o mesmo respeito!

    • Mari Espada disse:

      “Foi um domingo interminável”
      Para mim esse domingo não acabou até hoje… ainda sinto tristeza quando falo da morte do Ayrton…

      Claudemir, boss!
      Obrigada por compartilhar novamente os seus sentimento conosco…
      Lindo depoimento! Maravilhoso!!!

      “E chorar quando fizer 41 vitórias, apenas um fez em sinal de reverência até agora, vamos ver quem chega lá e tem o mesmo respeito!”
      Certamente o meu querido “Miltinho” vai se afogar em lágrimas quando chegar lá… =)

  14. celso gomes disse:

    Maricota, nota 1.000 para você de novo! ;-)

    O cara lá de cima me deu o previlégio de acompanhar “in loco” os nossos três ases. É por isso que eu nunca consegui ter preferência declarada por nenhum dos 3. Não tive tempo, tudo aconteceu num fôlego só. A beleza de tudo isso é que nunca fiquei me sentindo um órfão de lindas vitórias e títulos que os 3 nos proporcionaram, numa sequência inebriante.

    O Rato como o desbravador, o primeiro que conseguiu se infiltrar naquele mundinho exclusivo dos países de primeiro mundo, e de uma maneira contundente. Teve ainda o Moco, que se destacava pela velocidade pura que exibia. Pena que a vida lhe foi tão breve. Há de se destacar a belíssima, mas muitas vezes incompreendida, tentativa dos Fittipaldi em montar uma equipe de F1, lugar em que a tecnologia era a “creme de lá creme” do mundo automobilístico e nisso num país que até hoje – quase 40 anos depois – e salvo umas pouquíssimas e infrutíferas incursões, não conseguiu ter uma indústria automotiva genuinamente brasileira.

    Em seguida, mas em seguida mesmo, surgiu o grande Nelsão demonstrando aquele jeito bem brasileiro de ser. Sagaz, dono de uma pilotagem refinada e agressiva ao mesmo tempo, íntimo ao extremo das peculiaridades de suas máquinas e de um caráter firme e irredutível com relação às suas convicções, continuando a nos proporcionar grandes e sólidas conquistas.

    E num piscar de olhos, outro destaque. E que destaque! Sucesso avassalador no seu caminho ao topo. Determinação desmedida, uma fé inabalável e as vezes insana na conquista de seus objetivos. Carregando sempre uma certa tristeza no olhar como se as suas conquistas nunca fossem suficientemente memoráveis. Morte violenta e injusta. Será que algum dia, se os deuses houvessem permitido, ele finalmente iria sorrir, de dentro do coração, finalmente aliviado. Ayrton Senna da Silva ficou nos devendo essa. Mais do que a nós, principalmente a sí próprio.

    Toda esse legado que nos foi deixado por esses 3 personagens memoráveis de nossa história esportiva, foi um momento de certa forma duradouro, porém único. Tenho certeza que os astros jamais repetirão essa conjunção de fatores tão únicos, que elevaram ao topo do mundo esses caráteres tão distintos, mas de igual e intenso brilho, desses 3 brasileiros.

    E terminando por onde comecei. Mari, as palavras do teu coração neste artigo são memoráveis e únicas.

    bjo merecidíssimo!

    • Mari Espada disse:

      “Carregando sempre uma certa tristeza no olhar como se as suas conquistas nunca fossem suficientemente memoráveis. ”
      Ele sempre queria mais e mais, a superação era uma palavra sempre presente em sua vida, e é o que ele deixou de inspiração para todos os seus fãs… para mim…

      E obrigada pelos elogios ao texto, Celso! Fico feliz em saber que gostaram de ler minha crônica ‘melodramática”, hehehe… Beijos!

  15. claudio cardoso disse:

    mentira

    todo dia vc ratifica para mim que depois do Piquet seu idolo maior é o Alonso

  16. Dorfão disse:

    A Mari é o ponto de equilíbrio desse blog, seus textos transbordam sentimos, fragilidade, e emoção, mas com muito conhecimento e paixão, tudo na medida certa.

    Acho que era o que faltava para o blog ser mais completo, ela somado aos já excelentes escritores formam uma bela equipe, que provavelmente agradará a todos os gostos de leitura.

    Parabéns blog ultrapassagem..

    • Mari Espada disse:

      Estou sem palavras!!!

      Muito obrigada pelo elogio, Dorfão!
      Fico feliz em poder contribuir (do meu jeito) com este maravilhoso blog!

      Beijos!

  17. Will disse:

    Mari, você me fez chorar! Valeu!!

    Senna era tudo que um garoto daquela época queria ser… um super-herói da vida real.

    • Mari Espada disse:

      E eu também chorei ao escrever esse texto, Will.
      O “assunto Senna” toca fundo no nosso coração, não é mesmo?

      E por falar em super-herói… para aqueles que se incomodam com a “perfeição mistificada”…
      Na minha opinião o Senna não seria um herói como o Super-Homem, com toda aquela perfeição… mas sim o Batman, com o seu lado humano, sua personalidade forte e todos os seus defeitos que o fazem ser melhor ainda!

      • Mari, ele seria o “The Flash” com sua velocidade, hehehe…

      • Alex-Ctba disse:

        Na Marvel ele seria o Mercúrio, filho do Magneto :D

        Não acho q ele tenha um perfil para Batmam. Batmam é muito sub-mundo, transgressor, não segue as regras, acho que ele tava mais para Super-man mesmo, pela coisa do patriotismo e por ser imbatível se tivesse as condições ideais

      • O Superman é meio baitola, não é ?

        O Batman é muito bacana, ainda mais nos quadrinhos e estes últimos dois filmes do Christopher Nolan.

        Mas se fosse comparar, sem dúvidas seria:

        Batman – Piquet
        Superman – Senna
        Alonso – Demolidor, aquele que é cego mais vê tudo.
        Hamilton – Hellboy
        Lauda – Hellraiser renascido do inferno.
        Prost – Mandrake, o mago.
        Schumacher – Dick Vigarista.
        Barrichello – Coyote Coió, sem relação com nosso impagável comentarista.
        Nico Rosberg – Pelélope Charmosa

        Agora Alex e Mari, digam vocês mais pilotos e heróis em quadrinhos.

      • Alex-Ctba disse:

        Ok, vamos lá então:

        Massa = Robin, sempre a sombra de um herói mais poderoso
        Vettel = Hulk, forte e burro
        Webber = Motoqueiro Fantasma, era dado como morto e renasceu para infernizar
        Hamilton = Wolverine, tem um instinto assassino qdo. parte pra cima dos adversários
        Barrichello = Thor, imortal e falastrão
        Button = Nick Fury, o agente da Shield – discreto e eficiente
        Alonso = além do Demolidor o cego q tudo vê, ele pode ser também o tocha humana, já que ele incendeia todo lugar por onde passa

      • Mari Espada disse:

        Ah, eu continuo achando que o Senna é o Batman… porque o Superman é perfeito demais, DEMAIS! Nenhum ser-humano poderia ser assim, até mesmo por isso que o Superman é ET, poxa. O Batman tem garra, força de vontade, é um ser-humano que supera os seus limites sem ter sofrido mutação, sem ter super-poderes, nem nada! Ele só usa uns aparatos tecnológicos, só isso.
        Mas se o Senna não pode ser o Batman, ok… então vou mudar toda a história…

        Se pensarmos no Nelsinho como o Luck Skywalker, logo o Piquet é o Darth Vader, o que faz do Senna o Obi Wan Kenobi – sempre lutando contra o lado negro da força, hahaha. E “viagem” de Star Wars adivinha que é o imperador, a semente do mal… claro, o Briatore! Hehehe, não?

        Chega de devaneios… vamos a minha lista oficial de pilotos e heróis:

        Senna – Batman (não vou mais agurmentar, hein!)
        Schummy – Superman (porque é chato ser perfeito demais e ganhar sempre)
        Rubinho – Chapolin (porque ele só faz trapalhada)
        Alonso – Wolverine (um anti-herói – tem garra, mas não tem coração)
        Massa – Robin (concordo com o Alex)
        Hamilton – Hellboy (um demônio do bem, garantia de fortes emoções)
        Button – Abe Sapien (enquanto o Hellboy vai na raça, ele vai na inteligência)
        Rosberg – Ken (do street fighter, ou da barbie – como preferir)
        Vettel – Hulk (concordo denovo com o Alex)
        Webber – Surfista Prateado (afinal a maioria dos australianos são surfistas, não!?)

        Claudemir… e por falar em Christopher Nolan… eu amo os dois últimos filmes do Batman, mas você já foi assistir A origem??? É absurdamente incrível!!! Ele é um dos melhores diretores da atualidade!

  18. Até hoje quando eu vejo as imagens do acidente eu espero ele sair do carro, correndo para dar tempo de pegar o carro reserva, a ficha ainda não caiu, e já fazem 16 anos.

    As vezes penso que se Senna estivesse vivo, não seria o mito que ele é após a sua morte, teriamos um grande esportista, com numeros mais altos, acho que mais de 100 poles, e ele estaria no patamar de J.M. Fangio, participaria das transmissãoes do GP do Brasil, seria um dos comissários de prova no rodizio que a F-1 está fazendo hoje, seria um super campeão, mas não seria o mito que a morte o fez.

    Sinceramente, eu preferiria ele vivo e ex-campeão, do que ele morto e mito.

    É isso aí, continuarei vendo as imagens do acidente e torcendo para ele sair correndo em busca do carro reserva, quem sabe um dia eu acordo em 01 de maio de 1994, e tudo não passou de um pesadelo…

    • Lucas Túlio disse:

      “Até hoje quando eu vejo as imagens do acidente eu espero ele sair do carro, correndo para dar tempo de pegar o carro reserva”

      Eu nem gosto muito de falar sobre….

      Ayrton Senna, Melhor piloto de F-1 de todos os tempos!

      Leiam o livro, O Heroi Revelado!!

    • Eduardo De Campos disse:

      A imagem que mais vi na vida foi esse acidente.Talvez…esperando, como você, que ele se levante do carro, meio tonto, fazendo um sinal positivo para as câmeras e mostrando que está bem.Ô Deus, por que não foi assim?

    • Sirlan Pedrosa disse:

      Meu Irmão,

      Que comentário Lindo !

      Confesso que lendo seu comentário fiquei torcendo para ele sair do carro, olhar para o estado dele depois da batida e ser puxado por um comissário para atrás do muro…

      Como você falou, quem sabe não acordames desse pesadelo…?

      Um beijo,

      Sirlan Pedrosa

  19. Ha só mais uma coisa, notem no video logo aos 12 segundos, como ele passa os retardatarios, isso é que é negociação nem desacelera, e notem tambem que os dois carros estavam lada a lado, ele simplesmente ultrapassa os dois sem nem pestanejar…

  20. André disse:

    Acho que nunca mais teremos outro piloto parecido.

  21. Carlos Espada disse:

    Mari, belo texto, emocionante! Justa homenagem ao Ayrton Senna, antes de tudo, um herói! O Brasil carece de exemplos como Senna. Exemplo de força, determinação, coragem, habilidade, amor ao país… Não consegui chegar ao final do vídeo, a emoção tomou conta e parei no 1º de maio… e chorei…

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