A evolução da Ferrari até agora.

Publicado: 10/08/2010 por Alex-Ctba em Artigos
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No lançamento.

Especificações técnicas do F10:

Chassis:
Fibra de carbono com estrutura em forma de colméia
Transmissão: longitudinal, semi-automática, seqüencial, controlada eletronicamente, com diferencial limitado, sete velocidades (mais marcha ré)
Discos de freio ventilados em fibra de carbono Brembo
Suspensão independente “Push-rod” ativado e barras de torção nas quatro rodas
Peso (com o piloto e fluídos): 620 kg.
rodas de 13 polegadas BBS

Motor:
Tipo: 056
Número de cilindros: oito
Bloco de cilindros de alumínio em V a 90°
Número de válvulas: 32
Cilindrada: 2.398 cc
Peso: menos de 95 kg

Lançado com certo estardalhaço, em um evento transmitido ao vivo pela internet no dia 28/01/2010, a F10, novo carro da Ferrari para temporada de 2010, projetado por Aldo Costa e Nikolas Tombazis, trazia consigo, a missão de substituir o seu pouco combativo antecessor F60, que obteve apenas uma vitória com Kimi Raikkonen em Spa-Francorchamps na temporada de 2009 e levou a equipe apenas ao 4º lugar no Mundial de Construtores, 101 pontos atrás da Campeã Brawn GP.

Parte desse pífio desempenho no mundial de construtores podemos creditar a injúria de Felipe Massa, que se acidentou gravemente na classificação do GP da Hungria, e que foi substituído por Luca Badoer e Giancarlo Fisichella, pilotos que não obtiveram nenhum ponto para a Scuderia.

Porém, mesmo que Massa pudesse disputar a temporada até o final, a Ferrari chegaria no máximo na terceira posição, atrás também da Red Bull, vice-campeã na temporada.

Antes das novidades técnicas, o que se pôde notar logo a primeira vista, era um carro mais robusto que o seu antecessor, já que os projetos contavam agora com tanques e entre-eixos maiores, além da nova pintura, onde voltava à cor branca nas asas, por imposição do seu novo patrocinador, o Banco Santander. Mas se comparado com seus rivais, a F10 se destaca por suas linhas mais suaves e harmônicas, diferente por exemplo, do W01 da Mercedes, que apresentou um projeto bem mais radical.

A expectativa criada em torno do novo carro de Maranello era grande, visto que abandonaram o desenvolvimento da F60, pouco antes das férias de verão da F1, a mesma que estamos vivendo agora e que nos motivou a escrever este artigo com cunho cronológico. Após as últimas atualizações, Kimi Raikkonen obteve um consistente segundo lugar na Hungria e,  posteriormente, sua última vitória na categoria em Spa-Francorchamps, antes de se transferir para o Rali.

Os primeiros testes de inverno chegaram e no dia 01/02/2010, a F10 foi para a pista pela primeira vez  com Felipe Massa a bordo, no travado circuito de Valência, para testar a eficiência do modelo. O evento marcou o retorno oficial do brasileiro às pistas e o que se viu desde o início foi um grande otimismo por parte de seus dois pilotos titulares, Alonso e Massa, que lideraram constantemente a tábua de tempos , até porque a Red Bull, se deu ao luxo de abrir mão de uma janela de testes.

Vieram Jerez e Barcelona, e enquanto todos os rivais passaram a estudar o novo duto frontal da McLaren, já na expectativa de providenciarem suas devidas cópias, como é corriqueiro na F1, a Red Bull seguia discretamente com seus testes, deixando a sensação que o F10 seria de fato o carro a ser batido no início do mundial.

Curiosamente, surgiram em sites especializados,  notícias que a Ferrari já tinha no “forno” sua F10B, o que causou estranheza, já que os testes de inverno sugeriam que era muito cedo para acender o sinal de alerta.

As especulações se comprovaram verídicas, visto que de fato foi introduzido um carro totalmente novo no GP da Europa, nona etapa do mundial e que falaremos adiante.

Chegou então o grande dia. Início do mundial no Bahrein e todas as especulações, todas as conjecturas e porque não dizer, todas as provocações entre os rivais, finalmente seriam traduzidas em resultados práticos naquele final de semana de março no calor do deserto de Sakhir.

E foi lá que todos puderam comprovar qual de fato seria o carro a ser batido. Não era a F10 como alardeavam,  muito menos o MP4/25 e seu inovador F-Duct, mas sim o RB6, projeto do genial Adrian Newey.

A Corrida do Bahrein seria vencida com uma certa facilidade pelo pole-position Sebastian Vettel, visto que as mudanças no traçado, não ajudaram no quesito ultrapassagem e os atuais projetos com seus novos difusores, agora potencializados ao máximo, geravam muita turbulência para os carros que tentavam pegar o vácuo do adversário.

Como dissemos, seria se não fosse um problema na vela de ignição no carro de Vettel, que caiu da primeira posição para fechar a corrida em uma sofrida quarta colocação. A dobradinha da Ferrari mascarou um pouco as deficiências do carro, e foi nesse GP que se pôde notar a primeira fraqueza da F10,  seus motores, que apresentaram superaquecimento também na Malásia e que foi constatado posteriormente, ser devido a um problema do Sistema de Válvulas Pneumáticas.

Como as outras equipes que também utilizam motores Ferrari, sofreram com a confiabilidade dos seus propulsores, a FIA permitiu a partir do GP da Espanha, a reparação do sistema, apesar do congelamento existir desde a temporada de  2007.

O problema era relativamente simples e constatou-se um erro de avaliação dos Engenheiros de Maranello. Como a partir da atual temporada, os pit-stops estão bem mais curtos, o tempo disponível já não era o suficiente para a equipe fazer a re-pressurização do PVRS (Pneumatic Valve Return System), que consiste em introduzir uma carga de nitrogênio no sistema, para a refrigeração do motor,  procedimento que a Ferrari realizava durante os pit-stops até o ano passado.

O primeiro grande pacote de atualizações, visando diminuir o gap para o RB6, ou simplesmente o carro do ano, consistia na introdução conjunta do F-Duct e do BRW (Blown Rear Wing), no GP da China, quarta etapa do Mundial, que contava com Felipe Massa e Fernando Alonso, na liderança do campeonato antes daquela etapa.

Outra mudança programada para esse GP,  mas não por vontade própria e sim por imposição da FIA, foi o reposicionamento dos espelhos retrovisores.  Na F10 os espelhos inicialmente estavam fixados na aleta junto aos radiadores e por reclamação de alguns pilotos, passariam a ser obrigatoriamente fixados no cockpit dos bólidos, perdendo a sua função aerodinâmica e voltando a ser somente, vejam só,  espelhos retrovisores.

A Ferrari introduziu o seu BRW, baseado no modelo do MP4/25 e apesar do F-Duct da Ferrari ter também na McLaren sua “musa inspiradora”, o sistema italiano tinha originalmente, uma concepção totalmente diferente, óbvio pelo fato de cada projeto ter sua particularidade e um sistema tão complexo como esse, não pode ser simplesmente “xerocado”.

F-duct da equipe sendo testado pela primeira vez.

Nos carros de Maranello, a asa é alimentada com fluxo de ar proveniente de uma entrada no alto da tampa do motor e controlada inicialmente pelos pilotos através da mão esquerda, o que provocou uma mudança perigosa na dirigibilidade dos mesmos, visto que era necessário, soltar uma das mãos do volante para operar o sistema.

Acionamento do F-duct com a mão esquerda.

Foi adiada a estréia do F-Duct para o GP da Espanha e a primeira versão foi abandonada pela equipe e adotado, a partir do GP da Turquia, o manejo similar aos pilotos de Woking, com o joelho. Curioso é que, algumas equipes, como Red Bull e Mercedes, utilizam atualmente a concepção inicial da Ferrari, inclusive a McLaren testou um sistema acionado pelas mãos.

Chegou então finalmente, a  grande atualização do F10, a qual a mídia se apressou em denominar o “pacotão de Valência”,  e que trazia a introdução do EBD (Exhaust Blown Diffuser) junto com uma nova asa dianteira, atualizada porém ainda não a flexível,  além de novos radiadores que melhoraram substancialmente a refrigeração do conjunto.

O EBD da Ferrari, adotado também por outras equipes (Renault e Mercedes) no GP da Europa e mais recentemente por Williams, McLaren e Force India,  é o não tão novo sistema que Adrian Newey resgatou e introduziu no RB6 e que demorou um semestre para ser copiado pelas rivais, devido à dificuldade de se lidar com o complexo dispositivo.

Concebido pelo aerodinamicista francês Jean-Claude Migeot,  o EBD foi utilizado nos anos 80 pela Renault e aperfeiçoado por Frank Dernie na FW08,   e consiste basicamente em soprar gases de 800º C diretamente no difusor, com o objetivo de gerar mais downforce .

Evitar que esses gases atinjam partes em fibra de carbono do carro e outras mais sensíveis como caixa de câmbio e pneus, foi o desafio dos engenheiros e a solução da Ferrari foi deslocar o posicionamento da caixa de câmbio da F10, além das imprescindíveis placas de isolamento térmico.

A Ferrari utiliza tintas especiais, para pintar as laterais do seu difusor. Essas tintas mudam de cor de acordo com as diferentes temperaturas que incidem sobre elas. É um artifício usado pela Scuderia, para manter a temperatura sob controle no seu conjunto traseiro.

Ferrari com todo seu arsenal de mudanças.

Para Silverstone, a Ferrari apresentou uma nova suspensão traseira, para melhor gerenciar o superaquecimento que causa o EBD e para Hockenheim a novidade foi a polêmica asa flexível, que foi objeto de ironia por parte de Martin Whitmarsh, que questionou a legalidade da mesma, aprovada pelos inspetores da FIA, mas que vai ser submetida a novos testes de carga antes do GP da Bélgica.

As grandes mudanças que geraram a alcunha de F10B aos carros de Massa e Alonso, não foram capitalizadas em resultados imediatos. No GP da Europa, um Safety Car arruinou a corrida dos pilotos vermelhos e na corrida seguinte em Silverstone, um toque de Alonso em Massa, não permitiram aos mesmos pontuarem.

A dobradinha conquistada no infame GP da Alemanha, e os 2º e 4º lugares, obtidos por Alonso e Massa, respectivamente, no GP da Hungria, e que reposicionou o Espanhol na luta pelo título, vinte pontos atrás de Mark Webber, atual líder do campeonato, é um indício claro, que todas as atualizações deram resultado e que a Ferrari continua à caça aos touros vermelhos, e seu fabuloso RB6, já anunciando para isso, um novo pacote para o GP da Bélgica, que consiste em uma caixa câmbio menor e um novo difusor para maximizar o EBD, enquanto aguarda ao mesmo tempo, a decisão da FIA em relação à Asa da Discórdia.

Será que o caçador vermelho conseguirá alcançar o status de caça?

comentários
  1. Foi uma evolução digna de equipe grande, mas talvez não a tempo de virar o jogo.

  2. celso gomes disse:

    Falta só a adoção da suspensão traseira “pull-rod” para a Scuderia virar a Ferrari Bull.

    “Neste mundo nada se cria, tudo se copia”.

    BTW, excellent my friend. Top text.

    abção

  3. Teo disse:

    Texto excelente Alex, narrou muito bem todo ocorrido na evolução dos bólidos de maranello, vamos torcer para que esse post se alongue até o final da temporada com o resultado esperado, mediante o famigerado investimento da Scuderia, que se podendo não gosta de perder!:D

    • Alex-Ctba disse:

      Obrigado Teo. Pensei inicialmente em fazer um resumão das atualizações, depois decidi por um texto cronológico desde o lançamento da F10. Qdo fui ver, tinha virado esse post mamute. Pra quem teve paciência de ler inteiro, procurei abranger as principais mudanças.

      E, claro: Forza Ferrari! hehehe

  4. André disse:

    A grande evolução pode estar na frente, assim como a Red Bull. Alguns engenheiros suspeitam que tem uma espécie de mola que abaixa o ‘nariz’ de forma a baixar a altura dianteira do carro.

  5. Marco disse:

    Eu particularmente Alex , pensava que a está altura Alonso estaria liderando o campeonato comodamente . No entanto , todos nós sabemos que a Ferrari não é um carro arrasador como se anunciava no início do ano não é verdade ? . Embora cada piloto tenha nas mãos um carro ” competitivo ” , cada um ao seu modo é obrigado a lutar muito para estar entre os líderes .

    É forçoso reconhecer que , em algumas ocasiões , principalmente o Alonso , foi ajudado pelas circunstâncias , mas também foi castigado em outras opurtunidades .

    Entendo também Alex , que a Ferrari além deste estágio da qual você comenta muito bem , é a equipe melhor preparada para a reação , pois conta ( na minha opinião ) com o melhor piloto para isso , mas terá que estar atento à evolução até de uma Mclaren , que parece ter perdido a força nestas últimas corridas .

    Vejo também que hoje ainda Alex ,só há um carro vencedor , mas há outros inclusive a Ferrari que não podemos ignorar .

    A Ferrari joga seus trunfos , e mesmo com inferioridade mecânica , navega no fio da navalha , como gosta em tempos adversos , conseguindo não perder muitas posições em relação as outras equipes melhores colocadas .

    Agora é hora da Ferrari ajudar o seu piloto estrela , evoluindo mais ainda o carro para que o Alonso tenha uma “rede sob o arame” .

    No momento o ” caçador vermelho ” não está à altura dos Red Bulls , por isso Alonso continua reividicando melhoras urgentíssimas . Providências que os torcedores ferraristas ( que não é o meu caso ) esperam que cheguem o quanto antes ( ainda ), para manter a esperança que esta viva , graças a luta fratricida dos pilotos da Red Bull .

    Abraços .

    • Alex-Ctba disse:

      Valeu Marco, ótimo comentário. A Ferrari é Alonso desde criancinha. A forma como dispensaram o Kimi e tratavam o Alonso, deixava claro as intenções da Scuderia. Alonso já chegou e logo de cara mandou mudar o volante do carro, para deixar os controles de um modo que ele estava acostumado na Renault. Massa claro, teve que aceitar calado. Na pré-temporda, Alonso testou um carro esportivo da Ferrari, acho que a 458 lotado de sensores, na pista particular de Fiorano. Qual a intenção disso? Na época o Becken especulou no blog dele, que era para aferir as caracteristica de dirigibilidade do espanhol. Por coincidência, os pneus da F10 aquecem melhor na condução do Alonso do q na do Massa.

      Resta agora o espanhol, ganhar um corrida, sem que ela caia no colo dele, já q no Bahrein, o Vettel teve problema e o Massa foi “solicitado” a tirar o pé e na Alemanha…bom, na Alemanha foi aquilo lá.

      Mas não tenha dúvida que ele é forte candidato ao título, nessas sete corridas restantes, e a hora é agora com duas pistas velozes como Spa e Monza, onde a superioridade do RB6, não será tão gritante, teoricamente.

  6. Anselmo Coyote disse:

    Off topic…

    Hoje, especialmente hoje, eu vou torcer pela seleção brasileira. Vou torcer muito, mesmo sabendo que o time é um “ajuntamento de última hora” contra uma equipe entrosada e forte. A questão é que, a meu ver, o Mano está no caminho certo para alcançar um futebol bonito e vencedor.

    Abs.

    • Alex-Ctba disse:

      tomara q os malinhas da vila, não sintam o peso da camisa e joguem o futebol bonito q eles praticam pelo santos

      • Jackson disse:

        off topic,
        Alex-Ctba, meu caro amigo…
        Não fale assim dos meninos da minha cidade… e olhe que visitei nas férias a sua Curitiba, e achei linda… organizada, grande, limpa… sem comentários… e nós que estamos aqui na baixada Santista, acompanhamos de perto esses garotos nas categorias de base, e são 110% humildade, nos treinamentos, em jogos… em tudo…
        e hoje de longe, todos podem achar euforia demais, nas comemorações, nas brincadeiras, ou nos 2 titulos ganhos esse ano… e olhem que o Campeonato Paulista é um dos regionais mais dificeis do Brasil, e todos os jogadores da Vila Belmiro são muito gente boa e merecem esta chance… Só que mais que nunca, como nós merecemos um PILOTO BRASILEIRO A ALTURA… também merecemos um futebol a altura de nós brasileiros… que estamos órfãos nos dois esportes…

      • Alex-Ctba disse:

        torço para eles tb, principalmente pelo André q é menos badalado, mas é um grande atacante. Q volte o futebol arte !

  7. Anselmo Coyote disse:

    É isso aí, Alex.
    Que eles sejam mais Hamilton e menos Vettel. O resto será só alegria.
    Abs.

  8. Fernando Kesnault disse:

    Alex, nem precisa dizer que tu é ferrarista hein??? hahah. Legal o teu texto, bem técnico. Tava vendo umas revistas que tenho dos 50 anos de f-1 e um livro das histórias da f-1 de 1959 à 1971 com muitas fotos e fiquei lembrando como eu gostava desta categoria até 1987 mas depois,….fiquei como o Mike Thackwell, ….muito enojado, mas é legal como o pessoal aqui no Brasil gosta só desta categoria,….também as TVs não mostram outra categoria, pudera…

    • Alex-Ctba disse:

      Valeu Fernando. É verdade, mas como o Celso abordou no post sobre o futuro do Brasil, assassinaram a categoria fórmula no Brasil, e isso acaba se refletindo no gosto popular. A Indy ameaçou decolar por aqui e depois voltou para um público restrito. Com a corrida em SP, talvez volte a ganhar força. Mas o q todos gostam mesmo é F1, não tem jeito.

  9. Mari Espada disse:

    Alex, que resumão maravilhoso!
    Para mim, que tenho a memória de um peixe, foi ótimo ler tudo isso! Relembrei fatos importantes dessa temporada.
    Agora eu quero muito ver o post sobre a McLaren!!!

    Mas voltando à Ferrari… eu acho que comparado à 2009 a Ferrari tem um foguete em mãos!
    Aliás, vamos ser sinceros, 2009 foi um ano para a Ferrari esquecer… principalmente após “a molada” que o Massa levou na cabeça! Confesso que foi um alívio quando vi o Massa voltar nos testes de Valência!

    “E foi lá que todos puderam comprovar qual de fato seria o carro a ser batido. Não era a F10 como alardeavam, muito menos o MP4/25 e seu inovador F-Duct, mas sim o RB6, projeto do genial Adrian Newey.”
    Sabe, eu me surpreendi no Bahrein… além daquela procissão toda, também fiquei chocada com a Red Bull dominando… eu achava que o F-Duct da McLaren iria arrasar! Bobinha, né?

    E que história foi aquela de “abrir uma exceção” no regulamento para a Ferrari revisar os seus motores??? Vê se alguém decide permitir testes durante a temporada só para ajudar a Hispania a sair da lama, por exemplo? Imagina só… a coisa nesse esporte tem dois pesos e duas medidas para tudo!

    “perdendo a sua função aerodinâmica e voltando a ser somente, vejam só, espelhos retrovisores.”
    Hahaha, é verdade! Porque desde que a aerodinâmica tornou-se algo fundamental nos carros de F1, nada (mas nada mesmo) cumpre apenas a sua função principal. Tudo se torna uma “asinha marota”.
    A própria Renault, por exemplo, vem se destacando por conseguir utilizar o nariz do Kubica como parte da aerodinâmica do carro… Hahaha, coitado!

    E durante um treino livre que assisti na SportTV (não lembro de qual GP) um telespectador mandou e-mail perguntando se a Ferrari não deveria parar de copiar os adversários e inventar as próprias soluções… E um dos comentaristas respondeu de forma simples e direta: “Só se eles estivessem em outra atmosfera!”. Hahaha, eu ri muito com a sinceridade do cara… se as leis da física são as mesmas para todos, a mesma solução funciona igual pra todo mundo, ué!

    Enfim, vamos ver até onde a Cosa Nostra irá chegar nessa temporada…

    • claudio cardoso disse:

      Oi Mari.

      “E que história foi aquela de “abrir uma exceção” no regulamento para a Ferrari revisar os seus motores???”

      Nao aconteceu isso. Ja foi acordado antes, que os motores podem ser modificados por questoes de Confiabilidade, e temos de lembrar 2 coisas.

      1a delas. Todos os membros da Fota concordaram.

      2a O Primeiro a revisar o motor foi a Renault, e nao a Ferrari.

      • Mari Espada disse:

        Ah tá!
        Confundi as informações então!

        Valeu por explicar!

      • wilson disse:

        isso é que dá ser precipitado e torcer por outra escuderia, dá impressão que os outros são dick vigaristas sempre, o que não e´h o caso.

        Quanto aos retrovisores a redbull também teve que modificar pois eram na mesma posiçao que os da ferrari.

  10. Alex-Ctba disse:

    Valeu Mari! A concessão da FIA pra mim foi ok. Os clientes da Ferrari, Sauber e STR, poderiam ser prejudicados tb e a FIA tinha aberto uma exceção para a Renault tb.

    O post das atualizações da Mclaren, o Allan Wiese está preparando. Eu já fiz o da Red Bull. Estamos esperando o seu sobre o Hamilton, para fazer o contra-ponto a essas matéria técnicas, como vc mesmo diz :D

    Abs

    • Mari Espada disse:

      O que? Eu vou escrever sobre o Hamilton? É sério???
      Acho que vou morrer de emoção!!!

      Vou começar a preparar, no fim de semana envio para vocês lerem e tecerem seus comentários…

      • Alex-Ctba disse:

        Ficamos no aguardo então do seu “post-homenagem” ao miltinho

  11. Anselmo Coyote disse:

    Alex,
    Esse eh o futebol que os torcedores da selecao da CBF/SA esperavam, eu acho. Dificil perder jogando assim, mas se acontecer o torcedor compreende, apoia, aplaude e saem do campo de cabeca erguida. Os jogadores tambem. Como a Argentina saiu.
    Abs.

    • Alex-Ctba disse:

      Tb gostei da Seleção do Mano. AGORA VAI!!!!!

      • Jackson disse:

        ALEX,,, COM CERTEZA, ESTAVAMOS CERTOS, ÓTIMA ATUAÇÃO, MANO E TODA A GAROTA NOS DEU UMA ÓTIMA TERÇA DE FUTEBOL BRASILEIROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO….

  12. Fernando M. disse:

    A Ferrari demonstrou que se não estão numa boa fase para desenvolver carros e descobrir soluções inovadoras, pelo menos na questão olhar-entender-imitar eles estão realmente em primeiro lugar! hehehe

    Mas ainda acho que a Ferrari não está em condições reais de disputar o título, apenas melhorou o carro. É engraçado, mas eu não consigo sentir confiança no carro… é tipo produto chines, parece perfeito, até funciona bem algumas vezes. mas sempre tem alguma parte pronta pra “opa, é hora de dar problema”.
    E o Alonso tem conseguido verdadeiros milagres com o carro… ajudando a Red Bull a não sumir na frente (embora eles mesmos gostem de tornar o campeonato mais emocionante, sempre dando uns pontinhos pros rivais).

    agora com relação a seleção brasileira, dá pra fazer dizer assim: “A Evolução da Seleção Canário até agora”. heheheh
    Eu não sei se estava meio doente, mas… a seleção estava tentando jogar futebol!!!! E mais impressionante, tentando fazendo gol! Eu até agora não consigo acreditar nisso! hahaha

    • Alex-Ctba disse:

      Mas se fôsse só a Ferrari…

      Todas as equipes que tem alguma pretensão no campeonato, estão migrando para o EBD. Eles não podem abrir mão do ganho que ele trás. A própria Red Bull, copiou o F-Duct e incorporou idéias da asa dianteira da Force India na sua Asa Flexível. E o próprio EBD não é uma idéia nova. O “pulo do gato” do Newey, foi perceber que seria o momento ideal resgatar essa idéia, para aproveitar os difusores duplos.

      Como disse o Celso lá em cima, na F1 td se copia…

      • Fernando M. disse:

        Ah, sim… Todo ano a gente percebe o quanto as equipes são rápidas em copiar boas idéias. Eu me referia na verdade ao fato de que a Ferrari não trouxe nada revolucionário esse ano mas, curiosamente, tudo que “copiou” se encaixou com bastante naturalidade no carro, ou seja, eles tiveram um ganho de performance bastante alto, o que demonstra que o carro tinha um projeto bom, mas faltaram as idéias que revolucionaram esse ano…

        Agora copiar é natural… depende do engenheiro projetista ter essa visão do todo. e as outras equipes que corram atrás! ;)

      • Alex-Ctba disse:

        Perfeita sua observação. A Ferrari não trouxe nenhuma grande inovação mesmo. Incorporou as melhores idéias da Red Bull e da McLaren e está aí na briga a sete etapas do final.

  13. Ron Groo disse:

    To torcendo para que se deem muito mal… Esta equipe faz mal a F1 como esporte.

  14. celso gomes disse:

    A Ferrari trabalha em ritmo frenético no seu novo modelo de F1 para 2011, e que já recebeu a denominação provisória de F2011FAD (Fernando Alonso Darling) denominação esta que será utilizada em caráter permanente, dependendo , obviamente, de alguns resultados que serão obtidos até o final deste ano.

    Valendo-se de alguns conceitos já utilizados por seus próprios projetistas, no longínquo ano de 2005, a Scuderia estará, com esse carro, resolvendo dois problemas cruciais que atualmente tiram o sono da famosa equipe italiana; definição clara entre primeiro e segundo pilotos e a participação de mais um carro no grid, o que satisfaria plenamente o presidente, Luca di Montezemolo.

    Vejam o carro (conceito) F2011FAD, flagrado em foto recente, em Fiorano:

    abç

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