A evolução da Mclaren até agora.

Publicado: 11/08/2010 por Allan Wiese em Artigos
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MP4-25 ao longo do ano

Especificações técnicas:

Chassis:

Monocoque de fibra de carbono com estrutura de absorção de impacto frontal e lateral;

Suspensões dianteira e traseira pushrod;

Componentes de controle eletrônicos de produção própria;

Rodas Enkei 13”.

Transmissão: Semi-automática de 7 velocidades (+ ré), com moldura em fibra de carbono para absorção de

impactos traseiros e embreagem de fibra de carbono.

Motor:

Mercedes-Benz FO 108X 2400 cm³ e 8 cilindros em V a 90° de inclinação, 32 válvulas;

Rotações máximas: 18.000 rpm;

Combustível: ExxonMobil High Performance Unleaded (5.75% biocombustível).

O MP4-25, um belo e robusto carro, foi lançado no dia 29/01/2010, com transmissão do evento pela internet, com a missão de superar em muito o seu antecessor. O MP4-24, carro de 2009 da

McLaren nasceu muito mal e teve diversas dificuldades durante a primeira metade daquela temporada. Porém, diferente de outras equipes, o time, liderado pelo empenho de Lewis Hamilton em defender o seu título mundial de forma honrada, foi capaz de evoluir o modelo e permitir a Hamilton duas vitórias e várias atuações dignas de nota na segunda metade da temporada.

O novo McLaren MP4-25 foi capaz de, no último dia de treinos da pré-temporada, em Barcelona, marcar o melhor tempo da semana com Lewis Hamilton, mostrando que a equipe pôde fazer um carro que seria desde o início da temporada um dos candidatos ao título.

A principal inovação trazida pelo MP4-25 foi o duto frontal em F. Trata-se de um sistema que permite a passagem de ar, controlada pelo piloto, por dentro do cockpit para que esse empurre a parte inferior da asa traseira, diminuindo a pressão aerodinâmica e permitindo uma maior velocidade de reta – cerca de 6 km/h.

Inicialmente algumas equipes registraram reclamações contra a McLaren devido ao design de sua asa traseira, mas a FIA liberou o design e, por conseqüência, o sistema de dutos frontais, na quinta feira que antecedia o Grande Prêmio de abertura do campeonato, no Bahrein.

Porém, como se sabe, o primeiro GP do ano não foi dominado nem pelo inovador sistema de dutos frontais da McLaren e nem pela Ferrari, que encabeçou os tempos da pré-temporada. A Ferrari venceu, mas era a Red Bull a equipe mais forte. Mas, como o RB6 de Vettel teve problemas de confiabilidade, o MP4-25 pôde estrear 2010 com um pódium.

Na etapa vencida por Jenson Button em Melbourne, Austrália, a equipe foi obrigada a fazer uma mudança em seu difusor, para diminuir o tamanho do buraco para ignição, mas isso não afetou o rendimento do carro. Essa prova foi vencida com maestria estratégica por Button e iniciou uma tendência do time de Woking na temporada: aproveitar-se de situações atípicas.

Com o campeonato andando e a Red Bull tendo feito sua primeira dobradinha autoritariamente na Malásia, a McLaren intentava diminuir o gap para os touros na China e levou para lá um grande  pacote de atualizações que, segundo Whitmarsh, seria capaz de colocá-los na frente da Red Bull (nessa etapa a equipe declarou que não mais trabalharia em sua suspensão ativa, já que a FIA havia dito que o dispositivo é proibido. Devido à chuva, os dois MP4-25 fizeram uma dobradinha, liderada por Button, e saíram de lá liderando os dois mundiais. Mas o desempenho do carro ainda não era o esperado.

Para o Grande Prêmio de Barcelona, pista conhecida por todos devido aos testes da pré-temporada, outro pacote de atualizações foi levado e estava funcionando razoavelmente bem, com um segundo lugar para Hamilton e um top five para Button, até que uma roda quebrada tirou o segundo lugar de Lewis.

Mônaco veio e ali a equipe não pode fazer mais do que fez. Ferrari esteve forte, Renault, devido ao traçado travado veio muito bem e Red Bull, como em todas as outras pistas até ali, andou demais. O quinto lugar de Hamilton seria seguido de um provável sexto lugar de Button se não fosse o esquecimento de uma tampa de radiador no carro de número 1, o que obrigou Jenson a abandonar para não danificar nenhum outro componente do carro, principalmente o seu motor.

Para a etapa seguinte, na Turquia, a equipe levou uma asa dianteira remodelada, que não foi utilizada por não atender às expectativas e uma atualização nos apêndices aerodinâmicos laterais. Tudo isso permitiu que ambos os carros prateados andassem grudados nos touros vermelhos durante toda a prova e, ajudado pela pressão exercida, Vettel tentou ultrapassar Webber causando uma colisão entre ambos e dando a vitória, não sem antes vermos uma bela disputa entre os dois últimos campeões do mundo, e de quebra a dobradinha liderada por Lewis à equipe de Woking.

Para o Canadá a asa dianteira foi aperfeiçoada e usada com maestria por seus pilotos ajudando-os a levar mais uma dobradinha pra casa, sendo novamente liderada por Lewis. Essa corrida marcou a que foi, até aqui, a única pole position não anotada por um carro de Milton Keynes. Hamilton voou em sua última volta e de quebra proporcionou um lindo momento onde ele empurrava seu carro pela reta dos boxes para ter o combustível necessário para inspeção da FIA. Isso causou uma multa de dez mil dólares à equipe, mas não tirou o brilho da pole e, muito menos, da autoritária dobradinha da equipe.

Para o Grande Prêmio da Europa, disputado em Valência, nenhuma atualização, mas uma boa corrida com importantes pontos para manter a liderança de ambos os campeonatos que havia sido conquistada no Canadá.

A maior expectativa da torcida estava em torno do GP da Inglaterra. Correr em casa, com um grande pacote de atualizações que incluía revisão da parte traseira do carro (asa + sistema de escapamento turbinando o difusor) e uma nova asa dianteira, estava deixando a torcida eufórica.

Porém, o que se viu foi uma McLaren perdendo terreno nos treinos livres, abandonando o pacote traseiro e saindo com um lucro enorme ao ter um pódium e um quarto lugar ao fim da corrida. Mas a luz vermelha estava ligada.

Na Alemanha o EBD (sistema de escapamento turbinando o difusor) foi aperfeiçoado e utilizado durante todo o final de semana e possibilitou um quarto e quinto lugares e a manutenção das lideranças dos campeonatos, mas a luz vermelha estava mais forte, já que a Ferrari havia chegado à disputa.

Para a Hungria, saída de ar do motor remodelada e o maior prejuízo da temporada, marcando apenas 4 pontos com Jenson Button devido ao abandono de Hamilton quando este estava no top 5.

As férias não farão bem à equipe, já que esta foi a para pausa sendo a terceira força do campeonato e, dizem, não sabendo como fazer para copiar a mais falada das últimas duas etapas, a asa flexível. Mas como todos nós torcedores bem sabemos e como os torcedores das outras equipes também sabem Woking já mostrou várias vezes que pode virar um jogo aparentemente difícil a seu favor.

E é nesse espírito que partiremos para as últimas 7 etapas do mundial, contando com a capacidade técnica da equipe e com a imensa habilidade dos nossos pilotos, os dois últimos campeões mundiais de Formula 1.

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comentários
  1. Ron Groo disse:

    Em minha humilde opinião eis aí o carro que desafiará a RedBull.

    • Allan Wiese disse:

      Essa é a esperança de todo torcedor de Woking. Mas me junto a você pra dizer que não é apenas esperança de torcedor, mas baseada em fatos que podem sustentar a torcida.

      Só sei que essas últimas etapas prometem uma boa dose de emoção para nós torcedores. Várias boas pistas com um equilíbrio pouco visto ultimamente. Vai ser divertido acompanhar e torcer, claro.

    • wilson disse:

      não acredito, aliás quem mais acredita nisso são justamente torcedores da mclaren.
      Sempre gostei da mclaren e até torço por ela, já tive moleton com marca da mclaren, assim como da williams, renault e ferrari.
      Mas não torço só por uma equipe e já estou acostumado a torcer e gostar, acompanhar pilotos estrangeiros desde 1978, gente como elio de angelis, ronnie peterson, gilles vileneuve, andrea de cesaris, rene arnoux (só não gostava do baixinho o prost) gosto de alemães também (BMW, MERCEDES BENS, PORSCHE são excelentes por exemplo) e muitos mais.
      A ferrari pode não levar o título esse ano, mas ficará disputando-o até o fim e acredito que no fim será a segunda força no fim do campeonato.

  2. Mari Espada disse:

    Gente, estou amando essas “retorspectivas” da evolução das equipes neste ano!
    Parabéns pela idéia, viu!?

    Hoje à noite já tenho leitura garantida… =)

  3. Alex-Ctba disse:

    Em relação a pole no Canadá:

    Hamilton voou em sua última volta e de quebra proporcionou um lindo momento onde ele empurrava seu carro pela reta dos boxes para ter o combustível necessário para inspeção da FIA. Isso causou uma multa de dez mil dólares à equipe, mas não tirou o brilho da pole e, muito menos, da autoritária dobradinha da equipe.

    Foi realmente um belo momento da temporada, Lewis empurrando seu carro e certamente estará no video oficial da FIA da temporada 2010, mas tem que se ressaltar que a Red Bull abriu mão da pole, para tentar uma equivocada estratégia de pneus duros no Q3, caso contrário seriam 12 poles em 12 corridas.

    • Allan Wiese disse:

      Há controvérsias.
      O gap de Lewis foi maior do que o gap médio que o uso de pneus macios estava proporcionando em Montreal.
      É especulação, mas mesmo que os touros fossem de options a pole poderia ser de Hamilton.

      • Alex-Ctba disse:

        Hamilton foi de macios e teve que dar mais uma volta, empurrar o carro e tomar uma multa pra conseguir ser 0,268 mais rápido do q o Webber. Vettel ainda errou a volta lançada. Essa estória do gap médio, o Becken colocou no blog dele para defender a pole do Hamilton. Eu respeitei e ele quase me convenceu :D, mas analisando friamente, Red Bull de macios e Hamilton sem malandragem não faria a pole.

      • Allan Wiese disse:

        Na verdade Alex, foi um misto de sorte e competência.
        Sorte porque Hamilton errou a que seria sua volta lançada mas conseguiu passar na linha faltando 3s pra encerrar o Q3.
        E competência porque nessa nova oportunidade ele foi perfeito, voou.

    • Mari Espada disse:

      Nem preciso dizer que adorei vê-lo empurrando sua McLaren para os boxes, né?
      Foi a cena mais comovente da temporada… =)

      • Fernando Kesnault disse:

        Mari, Mari, …que ver algo comovente e hilariante??? É ver a cena do Mansell empurrando sua Lotus para a bandeirada final de macacão e capacete num calor de 45º celsius em Dallas e cair no chão, naquelas cenas que só o Mansell consegue interpretar e ver o Rosberg (pai) vencer a prova com uma Williams-Honda na única ocasião que não quebrou o motor….e lá se vão 26 anos….creio ter sido a prova de f-1 com mais calor até hoje…até o asfalto derretia…nos boxes era sufocante ficar..

      • Mari Espada disse:

        Tadinho do Mansell…

      • wilson disse:

        achei ridículo e se tivessem aplicado as sanções que andam distribuindo esse ano a torto e a direito naquela oportunidade ele teria perdido algumas posições de largada como manda o figurino.

  4. Leandro Magno disse:

    Analisando as próximas 7 pistas e as chances da Mclaren*:
    Spa: chance média de pódium por conta das curvas de média e das longas retas. A luta contra a Ferrari deve ser de igual pra igual.
    Monza: chance grande de dobradinha, por conta das grandes retas, porém RBR deve ir muito bem nas chincanes.
    Cingapura: Controle de danos. Ir ao Q3 vai ser o desafio. Pista cheia de curvas de baixa e cheia de bumps – o MP4-25 é muito sensível a ondulações. Um 5º lugar deve ser comemorado como uma vitória.
    Coréia: Chance média de pódium por conta da reta quilométrica e a predominância de curvas de média. A luta contra a Ferrari deve ser de igual pra igual.
    Japão: Chance pequena de pódium. Curvas de alta predominando – casa da RBR. Ferrari deve estar um passo a frente.
    Brasil: Chance média de pódium. Curvas de média e alta em sua maioria. Felipe Massa deve dificultar o pódium.
    Abu Dhabi: Controle de danos. Curvas de baixa em predominância, apesar da longa reta. A Limusine prateada não deve ter um fds fácil por lá.

    Enfim, um dos pilotos da RBR tem tudo pra ser campeão. Só perdem pra si mesmos.
    Porém, se o Alonso continuar tirando pontos dos Touros, pode levar pra um final de campeonato emocionante**.

    * Análise baseada no ranking de forças após Hungria. Lembrando q Ferrari e Mclaren prometem grandes atualizações para Spa.

    ** Lembrar q a RBR tem um carro superior desde o Bahrein e na metade do campeonato não liderava nenhum dos dois campeonatos. Se considerarmos q a partir da Alemanha, começamos um novo campeonato, podemos calcular q são capazes de chegar no fim da segunda metade tb fora da liderança. Porém, muitos erros q foram cometidos na 1ª metade, por conta da experiência acumulada, não se repetirão na segunda metade, como, por exemplo, o choque entre os dois carros na Turquia.

    • Mari Espada disse:

      Só vou colar o que o Allan escreveu brilhantemente em seu post:
      “Mas como todos nós torcedores bem sabemos e como os torcedores das outras equipes também sabem Woking já mostrou várias vezes que pode virar um jogo aparentemente difícil a seu favor.”

      Então aguarde antes de dar o seu veredito final! =)

    • claudio cardoso disse:

      Parabens Leandro.

      Otima analise, irretocavel…..

      Os post em si, ja ficou redundante elogiar.

      Abraços a todos.

  5. Mari Espada disse:

    Foram muitas emoções até agora nesta temporada… já ri, chorei e gritei! A McLaren nunca me deixa meu coração bater em paz! Hehehe.

    Primeiro achei que o F-Duct seria o grande barato dessa temporada… engano meu! (a “asa da discórdia” da Red Bull está dando muito mais pano pra manga!)
    Depois foi a inteligência do Button no GP da Austrália que me deixou um pouco (na verdade bastante) assustada! Apesar de não acreditar nisso, eu tive medo que ele pudesse se desenvolver melhor que o Hamilton neste ano.
    Depois teve a dobradinha da China, que foi demais! Mas continuei temerosa pois lá estava o Button à frente do Miltinho…
    Aí em Barcelona (grr! não gosto nem de lembrar!) a merda da roda do Miltinho me quebra e tira o segundo lugar dele! E o Button continua na frente dele no campeonato…
    Eu só fui sossegar na Turquia, quando o Hamilton liderou aquele podium! Mas claro que não poderia faltar o “fator emoção” sempre garantido pela McLaren… eu gritei tão alto quando vi o Button ultrapassando o Miltinho que assustei todo mundo! Ainda bem que tudo terminou do jeito certo, com o Miltinho na frente, hehehe.
    Mas o Canadá foi o meu GP favorito até agora! Com uma pole na última volta, digna de Ayrton Senna!!!
    Mas também, depois desse show, a McLaren foi “ladeira a baixo”… e me levou junto! Para mim os GPs da Inglaterra, Alemanha e principalmente Hungria foram uma choradeira só! Não aguentei ver o Miltinho abandonando a prova…
    Ah, faltou falar o que eu achei de Mônaco… é que a McLaren foi tão café-com-leite lá que eu nem tenho grandes sentimentos pelo GP deste ano, e olha que essa é uma das minhas pistas preferidas, hein!

    Bem, agora eu estou aproveitando as férias para preparar o coração para o que ainda está por vir! E espero que enquanto isso, a McLaren esteja preparando o “coração” do MP4-25 também!

    • Allan Wiese disse:

      Foram muitas emoções mesmo Mari.

      Mas F1 é isso mesmo. Nós poderíamos estar aqui nos lamentando (estamos, na verdade) os 30 pontos que Lewis deixou de marcar nessa temporada por falhas mecânicas. Mas da mesma forma estão lamentando os torcedores do Vettel pelas suas falhas mecânicas, os do Alonso e do Massa pelos seus azares, os do Webber, e assim por diante.
      O que pode ainda nos dar o título é a constância dos nossos pilotos. Quando nada demais acontece, eles capitalizam o máximo que podem e isso faz uma grande diferença no final.

    • wilson disse:

      o rã-miltu?
      achei normal ele despencar junto com a equipe

  6. Anselmo Coyote disse:

    Putz… a coisa fervilhando aqui eu eu nesse aperreio da gota. Nem pude ler o post (nem trocar um dedo de prosa com a musa do blog e os marmanjos… rsrs). Putz…

  7. Marco disse:

    Grande simpático torcedor ” Mclarista ” .

    A verdade Allan , é que duas grandes novidades sacudiram a Fórmula 1 em 2010 , acredito que você concorda : O Duto F , e a asa dianteira móvel . O duto , magnífica invenção da grande Mclaren , foi uma autêntica revolução . Houve alguns protestos é verdade , da qual todos nós sabemos os motivos . Porém , bastou a FIA homologar tão espetacular engenho para que os engenheiros das demais escuderias copiassem a tal e brilhante novidade .

    A outra , é a também polêmica asa dianteira dos RB6 … mas … não é o caso deste bom e , extraordinário post .

    Allan , grande abraço .

  8. Marco disse:

    Allan quando você fala que ” as férias não farão bem à equipe ” , vai bem de encontro com o que diz Hamilton , mesmo aproveitando as férias para treinar acordes na guitarra detestou a folga de verão .

    Para o vice-lider do campeonato a folga vai prejudicar o cronograma de desenvolvimento do MP4-25 , para se aproximar do atual estágio da Red Bull .

    ” Nós , ao contrário da Red Bull , não estamos em posição de entrar em férias , vamos perder tempo nestas férias ” , reclamou o grande piloto .

    Valeu , mais um grande abraço .

    • Allan Wiese disse:

      É isso mesmo Marco.

      E obrigado pelo comentário anterior.
      Você tem razão em deixar o sistema de escapamentos rebaixados de fora das grandes inovações da temporada, já que isso já foi utilizado em outras épocas e Newey trouxe isso novamente para seu grande carro.
      E quanto ao duto em F: eu o prefiro muito mais em relação às asas flexíveis que serão usadas no ano que vem. Uma solução “engenhosa” de engenharia, quase ridícula de tão simples, mas que foi muito bem aproveitada pelos 25 até aqui.

      Abraço.

  9. wilson disse:

    FERRARI SEM PENALIZAÇÃO E ORDENS DE EQUIPE SEREM VÁLIDAS!!!
    não, não me xinguém, nem venham dizer que é coisa de italianos e espanhóis.
    É o que se vê no meio automobilístico como um todo e dentro da própria FIA.

    vejam matéria no site autosport de portugal:

    Para além dos 100 mil dólares que teve de pagar, a Ferrari deverá escapar a mais sanções, quando se apresentar no Conselho Mundial da FIA no próximo dia dez de setembro, para se defender das acusações de ter interferido indevidamente no resultado duma corrida e ter causado dano à imagem da F1 durante o passado GP da Alemanha. É essa a linha de pensamento que parece prevalecer no seio da Federação Internacional e que encontra muitos seguidores no paddock do Mundial de F1.

    Os homens da FIA estão cientes de que a forma como a troca de posições entre Alonso e Massa em Hockenheim foi tratada pelos media a nível mundial fará com que estejam sob escrutínio intenso dentro de cinco semanas, com boa parte dos adeptos e toda a imprensa britânica, por exemplo, à espera de uma punição exemplar.

    Mas também sabem que a Ferrari poderia apresentar-se no Conselho Mundial de Como com documentação extensiva sobre ordens dadas por outras equipas desde a introdução da regra que foi usada pelos Comissários Desportivos de Hockenheim, para demonstrar que não fez nada de errado, nada que as suas rivais já não tenham feito e, por isso, nada merecedor de tratamento diferente do que tiveram, noutras alturas, a McLaren, a Renault ou a Williams. A troca de posições entre Hamilton e Kovalainen em Hockenheim, em 2008, entre Alonso e Fisichella na China, em 2006, ou entre Heidfeld e Webber no Mónaco, em 2005, foram três exemplos que nos foram mencionados no Hungaroring, em que foram dadas as mesmas indicações que a Massa na semana passada – a informação de que o companheiro de equipa estava a rodar mais rápido.

    Com a sua franqueza habitual, Mark Webber disse que “o que aconteceu na Alemanha foi normal, acontece em todas as equipas e em quase todas as corridas. Quem pensa que foi um caso único está muito enganado. Não se fala disso fora das equipas, mas acontece muitas vezes. E é melhor assim do que demorar uma troca de pneus de propósito, como também já vimos acontecer.”

    Até Dietrich Mateschitz, que raramente se imiscui nestas discussões, veio a terreiro dizer que “respeitamos a forma da Ferrari trabalhar e preferimos que não sejam fatores extra-desportivos a decidir o campeonato. Prefiro que tudo se decida na pista, sem penalizações fora de tempo.”

    Ross Brawn e outros admitiram que seria melhor retirar a regra polémica do regulamento, “pois não se deve proibir aquilo que não se pode policiar corretamente. Não penso que a Ferrari tenha feito nada de errado, mas para evitar mais polémicas no futuro o melhor mesmo seria eliminar aquela regra.”

    Por isso, não falta quem acredite que a Ferrari e a FIA vão encontrar-se antes do Conselho Mundial, para acertarem a forma de atuar naquela reunião, evitando problemas para ambas e, também, maiores polémicas que não ajudam a imagem da F1.

    Alguém aí para apostar diferente, que a ferrari realmente sofrerá qualquer punição maior???

    • Anselmo Coyote disse:

      Wilson,
      Eu não aposto um níquel sequer.
      Se as maiores envolvidas, FIA e equipes, são acordes quanto à não necessidade de punição… Problema do Felipe, porque no final o que vai sobrar na lembrança do torcedor … bem, todos sabemos.
      Abs.

  10. Anselmo Coyote disse:

    Parabéns pelo post, Allan.

    Quanto à afirmação “As férias não farão bem à equipe…” penso um pouco diferente.
    Os problemas devem ser divididos em duas partes. A primeira é o conhecimento do próprio, o que exige trabalho – transpiração. A segunda é descobrir a melhor forma de equacioná-lo para encontrar a solução. Esta exige parte exige reflexão.

    No caso em questão os técnicos já conhecem o carro e seus problemas. O que precisam é de soluções. Aqui é que entra a importância do ócio.

    Toda a experiência da humanidade mostra que as soluções geniais para problemas aparentemente insolúveis são encontradas fora do ambiente/pressão em que o mesmo se encontra.

    É comum, no conforto de nossa casa em dia de descanso ou mesmo parados diante de um sinal vermelho, que nos vir uma inspiração ou resposta. E elas nos surpreendem pela obviedade, fazendo-nos dizer: putz, como eu não vi isso? estava na minha frente! Às vezes até nos sentimos envergonhados, sem razão, claro. É óbvio que sob pressão toda reflexão fica comprometida.

    Sobre esse assunto recomendo a leitura do livro O Ócio Produtivo, de Domenico de Masi. Na TV Cultura também é possível comprar o vídeo do programa Roda Viva com a entrevista do próprio.

    Abs.

    • Allan Wiese disse:

      Obrigado Coyote.

      Sim, esse é um ponto interessante. Falo por experiência de que isso muitas vezes funciona dessa maneira.
      Mas, por outro lado, o tempo pode ficar curto para implantar as soluções que tenham sido descobertas com o ócio produtivo.

      Bem no fim fica elas por elas: se tivesse tempo pra trabalhar a solução ia demorar mais pra ser descoberta.

      • Anselmo Coyote disse:

        Entendo, Allan.

        Os tempos modernos realmente não nos tem permitido aplicar uma das máximas da sabedoria: há o tempo de alimentar e o tempo de digerir.

        Na prática, é como dizia meu avô, quando eu e meus irmãos éramos estudantes, e depois de horas estudando, dizíamos que não estávamos entendendo bem. O velho pigarreava e dizia: vocês estudaram (pastaram), agora é preciso remoer (ruminar)… rsrs!

        Abraço.

      • Allan Wiese disse:

        Hehehe.
        A sabedoria dos anciãos não tem preço!

  11. wilson disse:

    “Mclaren perdeu o rumo”…

    matéria na revista auto sport (portugal)

    Depois de tudo o que se viu entre as três principais equipas na Hungria, a McLaren parece ter perdido o comboio, em relação à Red Bull mas também à Ferrari, pois em Budapeste nem os melhores esforços de Hamilton deram para lutar com Alonso, enquanto Button teve o seu pior desempenho da temporada.

    Uma semana depois de ter andado a anos-luz da concorrência direta em Hockenheim, uma pista bem distinta do Hungaroring, este segundo desaire parece indicar que existem males maiores na equipa de Martin Whitmarsh.

    Até ao GP da Grã-Bretanha a McLaren tinha conseguido manter-se na crista da onda, sem ter um chassis tão eficaz como o Red Bull RB6, mas suficientemente bom para aproveitar os muitos erros da equipa de Milton Keynes. Mas desde que introduziu o novo duplo perfil extrator, com escapes integrados, a McLaren perdeu claramente o seu rumo, um pouco como tinha acontecido com a Ferrari quando quis à viva força antecipar a entrada em ação do seu sistema de “F-duct”.

    Em Budapeste nem com mais incidência das asas traseiras – pois a sua velocidade em reta pode ser sacrificada por ser normalmente a mais elevada do plantel – os MP4-25 se revelaram competitivos, sendo patente a falta de apoio aerodinâmico nas curvas mais rápidas, onde nem o talento de Hamilton conseguia esconder a realidade.

  12. wilson disse:

    vamos ser honestos:

    a mclaren é uma grande equipe e já deu provas de que pode e já virou situações dificeis.
    No entanto esse ano criação mesmo foi o f-duct que foi bem usado por eles com benefícios evidentes e que foi usado pelas outras equipes.
    No entanto tem procurado o que a Redbull tem de melhor e adaptar um sistema, partes de um projeto diferente é complicado e nem sempre proporciona o mesmo resultado.

    A ferrari por exemplo tem se dado bem no uso de asa dianteira similar a da redbull e do sistema de escapamentos + difusor duplo em seu F10.
    Já a mclaren não vem experimentando sucesso, questão talvez até de deixar de usar algo que não esteja dando certo.

    A ferrari mesmo tendo se beneficiado por usar, adaptar aquilo que tem dado certo na redbull ainda não terminou seu refinamento, pois uma das coisas que dá certo na redbull além difusor duplo, escapamento em posição inferior, é a questão da porção traseira onde sua caixa de cambio é pequena e assim permite passar mais ar naquela parte. Vamos ver se a proxima tentativa da ferrari lhe acrescenta alguma perfomance a mais.

    Daí só faltaria a questão do sistema de freio invertido para ver se consegue algum rendimento a mais.

    • Alex-Ctba disse:

      Precisamente Wilson. Abordei esses dois temas no post sobre a evolução da Red Bull. Acho que no próximo ano, muita gente migrará para a suspensão traseira pull-rod e as pinças de freio instaladas na porção inferior do disco.

  13. Anselmo Coyote disse:

    Alex,

    Motos com pull-rod já é muito estranho (parece que não vai virar), mas dispensa as bengalas, como no sistema pro-link dispensam os dois amortecedores laterais. Mas, pinças de freio na parte de baixo dos discos… Qual seria o ganho? Claro que deve haver, mas assim superficialmente eu não vislumbro.

    Abs.

    • Alex-Ctba disse:

      Coyote, no post sobre a Red Bull, coloquei um link de um artigo em que o cara que escreve, ex-piloto da Formula Super V e engenheiro, acha que o pulo do gato da Red Bull, tem grande parcela dessa suspensão. Ele mostra a diferença entre os dois sistemas.

    • wilson disse:

      mantem o centro de gravidade do carro ainda mais para baixo (prender o carro ao chão, especialmente em curvas) esse é o ganho, somado as demais maracutaias, eis o nosso rb6

  14. Anselmo Coyote disse:

    Beleza, Alex.
    Depois vou olhar com mais vagar. É que nesses últimos dias estou sofrendo uma violência sem precedentes: estou tendo que trabalhar. Ô palavrinha horrível… rsrs.
    Abs.

  15. celso gomes disse:

    Rapaziada e Maricota,

    Estou achando fantástico, que este ano, ninguém acerta quase nada em previsões sobre o comportamento dos carros a cada GP. Tudo o que se especula cai por terra nos minutos finais de cada GP. A única certeza que temos é que os carros dos taurinos são de outra galáxia, mas tem pilotos instáveis. O resto está dividido em maior ou menor grau entre a Ferrari e a Mclaren, com direito a intrusões esporádicas, compartilhadas entre Renault e Mercedes. Temos ainda, alguns espamos de Force India (olha SPA ai!) e Williams.

    Campeonato memorável para qualquer entusiasta da F1. Quanto mais diversidade, melhor!

    Pena que isto vai acabar num palco inapropriado, como disse o Alex, em A bunda Abre. ;-)

    abção

    • Teo disse:

      “A única certeza que temos é que os carros dos taurinos são de outra galáxia,”

      Puts Celso, essa frase me lembrou na hora o que o Senna disse da Willians de Mansel em 92:Parece que a p**** desse carro é de outro mundo. Na verdade ele tava mesmo é doido pra entrar e pilotar o Wllians campeã e mito superior a sua Mclaren:D

      Abço

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