A nova prova!

Publicado: 31/08/2010 por Vitor, o de Recife em Formula1
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Wiliam Ceolin, em seu excelente blog Corrida de Fórmula 1, chamou a atenção para um detalhe que incrivelmente vem passado despercebido nos grandes sites de cobertura da categoria. Trata-se do vídeo da câmera onboard do Sebastian Vettel no momento da ultrapassagem sobre Jenson Button. A forma como a asa flexiona violentamente é assustadora.

Aproveitem enquanto a FIA não apaga o vídeo.

A flexão do aerofólio dianteiro da Red Bull também pode ser percebido neste vídeo da pole de Mark Webber, ficando mais evidente nas freadas mais fortes.

Fica a dúvida se a forte flexão da asa da Red Bull de Vettel não foi a responsável pela perda do controle de seu carro na manobra, mas o vídeo fornece mais argumentos para a FIA , já que os testes da entidade não têm conseguido detectar nenhum sinal de ilegalidade na peça. E aumenta a polêmica sobre a asas móvel para 2011…

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comentários
  1. Lucas Túlio disse:

    Esse carro da Reb Bull é um misterio!!

    No primeiro video é realmente “assustador” como a asa se flexiona, impressionante como a FIA não consegue provar a ilegalidade dessa asa.

    Esse video escancarou o problema!!

  2. As imagens deviam servir como prova, e este acidente acho que foi causado por ela.

  3. Mari Espada disse:

    Pára tudo! Que escândalo esse primeiro vídeo! A FIA é cega, surda, muda ou o que?
    Será que se colocar o RB6 para teste em um túnel de vento eles não conseguem observar a flexão? Porque não fazer isso? Esses “pesinhos” não estão adiantando, pô!

  4. André disse:

    Concordo plenamente, Mari. A FIA está de brincadeira.

  5. Will disse:

    A força que causa essa flexão em altas velocidades (fluxo de ar intenso) é, certamente, bem maior que a força resultante dos pesos usados nos testes.

    Não acho que a flexão causou o acidente, as asas do RB6 e do F10 flexionam muito e, se fosse o caso, na Hungria: Vettel, Webber, Massa e Alonso teriam rodado e abandonado de tanto que as asas flexionavam.

    Para mim o Vettel perdeu a frente e a traseira do carro por estar muito próximo ao Button, o ‘causador’ do acidente foi o já famoso ‘ar sujo’.

  6. Ronei Leonel Junior disse:

    Pessoal fica a pergunta de quem não entende nada de aerodinamica, mas acredito que vocês possam me esclarecer.

    Muito se fala das asas moveis da Red Bull… mas os seguidos testes da FIA não conseguem detectar irregularidades. Suponhamos que em vez de 200 Kg a Fia faça o teste com 300 ou 400 kg e finalmente a asa se mova, o que nos vídeos parece ser claro… Mas será que com um peso altissimo desse as asas de MacLaren, Mercedes e outras também não se “flexionariam” haja vista que é muito acima ao teste padrão da FIA? Será que estamos diante de mais uma mágica de Newey, acho que assim que se escreve….

    Outro ponto se os mesmos testes com 200 kg que fou realizado na Red Bull fosse realizado na asa da Ferrari e essa não passase no teste? como ficaria a situação…

    Mais uma vez digo que não entendo bulhufas para fazer uma argumentação fundamentada em conhecimentos… Apenas a curisiosidade sobre essas situações.

    Abraços

    • Mari Espada disse:

      Para mim a questão não é aumentar o peso, pois dizem que o peso utilizado simula a força do vento na velocidade em que a asa flexionaria.
      Porém o peso apoiado na asa (conforme os testes da FIA) geram um vetor vertical para baixo, enquanto a força do vento gera um vetor mais diagonal (para baixo e para trás).
      Acho que o segredo é esse… mas também não sou mestre em aerodinâmica para ter certeza!
      Só sei que se a FIA quisesse mesmo descobrir a irregularidade na asa, já tinham colocado o carro num túnel de vento, e até utilizado os vídeos (como estes do post) como prova do crime!

  7. Will disse:

    Recomendo a leitura de: http://www.formula1.com/news/technical/2010/836/783.html

    “The FIA carry out load tests to check whether a car’s floor flexes beyond the permitted 5mm (yellow highlighted area) under a 200kg load. The test, which uses a piston in the centre of the floor, was introduced at the 2007 Spanish Grand Prix following the controversy surrounding Ferrari’s ‘moveable’ floor device. Stricter front-wing flex tests have been introduced here at Spa and at the next round in Italy a stricter floor test will be added. Whilst the same weight will be used, the test will be applied to the side of the floor too. It will also be prohibited to run a section of plank less than 100cm in length.”

    e de: http://www.formula1.com/news/technical/2010/836/782.html

    “The front wing must be no lower than 75mm above the reference plane, which is the lowest point of the car without the plank (yellow dotted line). To check compliance with this rule, prior to this weekend’s Belgian Grand Prix, in scrutineering a load of 50kg was applied to the endplates (smaller red arrow), with a permitted flex of up to 10mm. After rival teams voiced suspicions that the front wings of Red Bull and Ferrari were flexing more than this at speed, the FIA has doubled the load applied in the test to 100kg, now measured in the middle of the wing’s side section (larger red arrow), with a permitted flex of 20mm. Both Red Bull and Ferrari cleared scrutineering at Spa.”

    • Mari Espada disse:

      Will, eu já havia lido esses textos… mas esse teste de pesos não me convence!
      Quero ver esse carro num túnel de vento!!!

    • Claudio Cardoso disse:

      Will, sinceramente eu nao sei de onde esses sites tiraram a informacao dos 200kg.

      Pois no proprio site da FIA, ela informa que o teste passou de 50 kg para 100kg.

      segue abaixo o link:

      http://www.formula1.com/news/technical/2010/836/782.html

    • Claudio Cardoso disse:

      Na verdade os sites confundiram os 200kg do teste.

      os 200 kg sao no assoalho e nao na asa.

      a Asa foi que nessa corrida passou de 50 para 100, e os sites noticiaram que era 200 na asa :-)

      • Claudio, pode haver erros nas informações dos sites, mas tudo começou com a própria FIA que noticiou que já havia testado a asa dianteira e o assoalho do RB6 com 200 quilos. Só não especificou qual deles foram testados com esse peso.

        http://www.formula1.com/news/technical/2010/835/780.html

        Although TV footage has shown the Red Bull front wing appear to almost touch the track surface at speed, the rules demand that when static it has to stay 75mm above the ground. Even so the car has passed all the necessary scrutineering checks, including a rigorous one on Saturday in Hungary with 200 kilogrammes applied to the RB6’s underbody and the plank.

  8. Ronei Leonel Junior disse:

    Pessoal alguem tem algum link para a volta do Hamilton na classificação. Pois como sou um grande leigo nunca tinha parado para assitir uma volta olhando só a asa. Assim eu tenho como comparar melhor e fundamentar minha opinião.

  9. Claudio Cardoso disse:

    Bom dia a todos.

    Will, a força nao é bem maior, e tambem se o fosse, nos apenas veriamos a flexao em partes de velocidades muito grandes, como por exemplo no fim da reta, porem nao é o que acontece, muito antes do fim da reta elas ja estao flexionadas.

    hoje testa-se com uma carga perpendicular em cima da asa, que por sinal ja foi até modificado o lugar, pois antes o peso era 50 kg na extremidade da asa, dessa vez passaram para 100kg no meio da asa, pois teoricamente seria onde ela dobra. E mesmo assim nada de anormal foi descoberto.

    O que especula-se é justamente esse peso perpendicular, a asa provavelmente nao dobra para baixo, e sim acontece um deslocamento entre as junções dos componentes que componhe a asa. Muito provavelmente o ar deslocado para cima pelas primeiras laminas da asa, gera uma pressao nao apenas perpendicular, que empurraria esses componentes que modificariam de posicao e ai sim com esse deslocamento permitiria que a asa ficasse mais baixa. Porem isso nao é uma Asa Flex.

    Realmente o que a Mari sugeriu, de se usar um tunel de vento, seria perfeito, pois dessa forma iria-se provar. Porem tem um grande problema na historia:

    1. Nao existe nenhum autodromo com tunel de vento.

    2. Nao é permitida a Fia Apreender o carro. a vistoria tem de ser feita no parque fechado. eles nao podem simplesmente dizer “perdeu” vamos embalar o seu carro e vamos levar ele embora.

    3. Essa parte aqui é especulacao minha. Será que nao existe algum mecanismo no movimento que a asa dianteira faz, trave a asa ? pois é permitida a asa mover-se dentro daquele regulamento, porem vai que existe apenas 1 posicao em que ela destrave e possibilite que a asa mexa.

    • Will disse:

      Eu me expressei mal, a força que causa a flexão é resultante do fluxo de ar intenso, obviamente existindo em altas velocidades e em freadas fortes (geralmente é no ‘contrafluxo’ que vemos as maiores deformações nas asas).

      Para poupar tempo, alguém sabe qual o nº do item do regulamento específico para as ‘asas flex’?

    • Mari Espada disse:

      Tá certo, não tem túnel de vento nos autódromos….
      Mas será que se colocar o carro numa subida e utilizar os “pesinhos” não gera um vetor diagonal??? Acho que vou escrever uma carta de sugestão pra FIA… Hehehe.

      • nemorendil disse:

        Na verdade essa análise está um tanto errada.
        Como você disse não entender muito sobre mecânica de fluidos é até compreensível o raciocínio, mas um tanto maluco xD

        O que causa uma força gigantesca na asa não é o vento “batendo” nela, e sim a diferença de pressão nas duas faces da mesma (a famosa equação de Bernoulli e toda aquela história do que faz os aviões saírem do chão). O chamado d-force. Ou seja, a força é simplesmente para baixo (até porque, se a força aplicada fosse simplesmente na diagonal, a componente do vetor paralela a asa não influiria em nada… no fim das contas, existiria apenas uma força MENOR sobre ela).

        O teste dos “pesinhos” da FIA funciona mais ou menos assim: faz-se o teste com pesos relativamente baixos e lineariza-se (se não me engano a deformação é linear, se não for alguém mais timbrado no assunto esclareça lol) o resultado fazendo uma projeção de quanto a asa se deforma em condições de corrida. O problema é que aparentemente a Red Bull conseguiu construir uma asa (ou assoalho) que possui uma deformação “anormal”. Sobre uma força grande , a taxa de deformação é maior do que sobre forças mais baixas. Por isso que alteraram os pesos na esperança de detectar a irregularidade, que aliás, todo mundo já está cansado de saber que existe, só não conseguiram provar.

      • Mari Espada disse:

        Foi só uma idéia “amalucada” mesmo… não era pra ser levada à sério… hehehe!
        Mas obrigada pela paciência em explicar-me detalhadamente a mecânica dos fluídos! =)

  10. Allan Wiese disse:

    Rapaz, que loucura…

    Espero que esse tipo de acontecimentos façam a FIA repensar a aprovação da asa móvel para 2011. Quando a notícia saiu, vários pilotos se posicionaram contra por causa da segurança. E eu, como torcedor, me posiciono contra pela segurança mas também pelo espetáculo. Se esse dispositivo for utilizado, ultrapassar não exigirá mais habilidade.

  11. Will disse:

    De qualquer forma, a engenhosidade para fazer uma asa se deformar na pista e resistir no teste é incrível…

    Alguém deve ter tido essa idéia olhando pela janela de aviões: http://www.youtube.com/watch?v=gvBiu71l6d4&feature=related

    • Claudio Cardoso disse:

      esse principio da asa, foi aquele que a Mclaren utilizou na asa traseira a uns anos tras lembra ?

      isso é a asa flex.

      Agora o da Redbull pelo visto é algo mais sofisticado, ela nao dobra, deve ser alguma pela que prende a asa, que com a pressao sem ser perpendicular muda de posicao e permite que a outra parte abaixe.

      • Claudio Cardoso disse:

        corrigindo:

        Deve ser alguma PEÇA que prende as outras seções da asa

  12. Tomás Motta disse:

    Como eu suspeitava. Comentei isso ontem no meu blog, e não tinha visto o reporte do Willian.

    É impressionante como um mínimo detalhe desses pode mudara história de uma corrida.

  13. Os dois vídeos mostram fenônmenos ligeiramente diferentes.
    O com Webber mostra as pontas de asa baixando gradualmente e depois subindo com a redução de velocidade. É o deslocamento de ar frontal que gera o efeito.
    O com Vettel mostra as pontas de asa oscilando abruptamente no momento em que o piloto troca a trajetória do carro. Aqui vemos a ação do deslocamento de ar lateral em conseqüência da “dançada”.
    São forças agindo em direção diferente em cada vídeo.
    O que me faz pensar em uma asa muito mais engenhosa. Imagina como um carro deste ataca uma seqüencia de curvas. A cada mudança de direção o carro tem uma asa reajustada.
    Por fim, pra oscilar daquele jeito, realmente, não deve ser algo apenas com a composição do material da asa, deve ter algo mais “mecânico”.

    • Felipinho disse:

      Caramba!!

      vejam que aos 0:06 do vídeo o Button muda a trajetória, trazendo para dentro da pista, olha o que acontece com a asa esquerda em comparação com a direita, embora muitos achem que não, começo a concordar que o efeito diferenciado da pressão aerodinâmica na asa dianteira, pode sim ter colaborado para aquela “traseirada” em plena reta

  14. Tenho uma visão diferente desse vídeo.

    1º – A asa oscila em demasia, pode ter sido o causador da perca de controle do carro pelo tedesco, e que ela se movimenta ficou mais claro do que nunca, mas daí vem a outra questão.

    2º – Estando embutido na traseira do Button ele tem menos pressão aerodinâmica na asa dianteira, ela tem o movimento de flexibilização reduzido, então ela não deveria descer as extremidades, e não desce.

    Agora a conclusão.

    Quando ele coloca de lado a ponta esquerda da asa recebe todo o ar limpo de cara, ela desce, causando um excessivo downforce na lateral esquerda do carro, ao passo que o lado direito está ainda sob o ar sujo do vácuo do carro inglês, assim a tendência é o carro “rabear”, ele tenta corrigir, volta para o lado direito e novamente a mesma coisa acontece, o ar limpo passa pelo lado direito enquanto o sujo vai para o esquerdo, e quando finalmente tenta controlar ele coloca o carro do lado direito perde o controle da freada por estar com o carro todo solto.

    Isso não aconteceria se o carro tivesse com uma asa convencional, mas num ponto em que eles chegam a 300 km criou uma situação nova para o piloto da Red Bull, que acabou perdendo o controle do carro.

    E claro que a equipe não iria vir a público para defender o piloto dizendo que não foi totalmente culpa dele e sim parcial.

    • Mari Espada disse:

      Não é à toa que você é o nosso Boss! Bela explicação!!!

    • Thales Sobral disse:

      Mas independente de a asa mover ou não, o carro de trás, quando sai do vácuo, vai receber mais downforce na parte que acabou de sair do vácuo. Com isso, essa perda de controle apareceria em QUALQUER carro que estivesse ali atrás, então não seria culpa da asa móvel.

      Pra mim, parece bem simples o problema. Muita velocidade, um golpe no volante, e pista úmida.

      • Bem vindo ao Ultrapassagem Thales.

        Entendi seu ponto, mas nesse caso que você se referiu seria com um carro de asas convencionais, que não se movimentam.

        Como a asa tem esse famigerado movimento, fica nítido que ela se movimenta e pode, eu disse pode, ser a causa da perca de controle, no chat durante a corrida eu ainda brinquei com os participantes dizendo que Homens brancos não sabem enterrar, e o Vettel não sabe passar, talvez seja essa a grande dificuldade dele andando atrás de outro carro.

        Vou procurar algum vídeo onboard de ultrapassagens em 2010, assim tiramos as conclusões do movimento da asa.

        Atualizado

      • Nosso amigo Alexandre Pires deu uma luz ao que estou falando.

        Given that the cars are running in excess of 200mph before the braking zone into Les Combes – at which speed the front wings will be generating around 1,300kg of downforce (at around 650kg each side, that’s 6.5 times the static load applied in the new tougher FIA test) – if the Red Bull’s nose was still deforming, it would have been very visible there.

        http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/motorsport/formula_one/8957050.stm

        Sendo assim, naquele ponto onde ele pôs a cara pra fora do vácuo do carro do Button a asa recebeu uma pressão de 1300 kilos, como eles estava sob efeito do vácuo e não do ar direto a pancada de ar foi muito forte.

        Leiam a matéria, os ingleses estão falando que Hamilton precisa vencer em Monza para se manter vivo no WDC.

  15. Will disse:

    Ou seja, o RB6 nunca vai conseguir ultrapassar ninguém em uma curva…pelo menos não com essas asas!

    Meu ponto de vista é que:

    1. A asa oscilou muito por que ele perdeu o carro e não o contrário;
    2. Devemos analisar a ‘flexibilidade’ das asas tendo em vista o regulamento;
    3. Qual é o item do regulamento, pelamordedeus!!!

    Sds!

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