Uma boa e má notícia para a F1.

Publicado: 01/09/2010 por Claudemir Freire em Artigos, Notícias
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Em entrevista exclusiva ao jornalista Livio Oricchio do jornal Estado de São Paulo Paul Hembery deu alguns novos detalhes sobre o que a Pirelli irá fazer em 2011 para melhorar o espetáculo na F1.

Depois do GP do Canadá, oitavo do calendário, dia 13 de junho, em que os pneus colocados à disposição das equipes perdiam rendimento após 6, 7, 8 voltas, a corrida ganhou emoção. Ninguém sabia o que ocorreria, diante de tantos pit stops. Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, apenas esperou a definição da escolha da Pirelli, dia 24 de junho, para lhe solicitar: “Precisamos de pneus de breve vida útil.”

Hembrey confirmou o pedido: “Vamos procurar atendê-lo, junto com as necessidades das equipes. Mas é preciso compreender que 2011 será nosso primeiro ano.” A Pirelli, na realidade, deixou a Fórmula 1, na sua última aparição, iniciada em 1989, no fim de 1991. E sua última vitória foi no GP do Canadá de 1991, com Nelson Piquet, de Benetton. Hembrey explicou: “Produzir pneus resistentes, de elevado desempenho, não é um problema. O desafio será encontrar o compromisso certo entre vida útil e resistência, com desdobramentos no show.

Porém, mesmo depois de uma boa notícia como essa a má notícia viria junto:

O mesmo padrão de produção dos últimos anos será adotado pela Pirelli, por orientação da FIA: pneus supermacios, macios, médios e duros. “Como agora, vamos colocar a disposição das escuderias dois tipos de pneus por fim de semana de GP, sendo as combinações supermacios e médios ou macios e duros.” A participação da Pirelli se estenderá também à GP2. Hoje já fornece para a GP3. “Do ponto de vista logístico e organização é até mais fácil”, diz Hembery.

Antes de ser anunciada como a fornecedora de compostos para a categoria, o próprio diretor deu a entender que as equipes teriam a disposição 3 compostos de pista seca durante o fim de semana sem a obrigação de usar dois tipos diferentes, rementendo aos antepassados da categoria onde as equipes usavam os compostos como bem entendiam, podendo até mesmo fazer a corrida sem trocas de pneus, mas não foi isso que revelou Hembrey, então vão manter o já conhecido sistema de dois compostos por fim de semana.

Como o ele não revelou se iam manter esse famigerado sistema de obrigatoriedade de usar os dois compostos na corrida, ainda fica a esperança que deixem as equipes trabalhar como bem entender.

Fonte: Livio Oricchio.



comentários
  1. Allan Wiese disse:

    Tomara que seja essa segunda opção Claudemir. Abre maiores leques de possibilidades para os estrategistas de plantão. Jenson Button deve estar torcendo por isso… E seria bom para o Massa também, que tem encontrado dificuldades com os compostos duros…

    • Mari Espada disse:

      Também acho que as equipes deveriam ser livres para escolher seus compostos. Isso só favorece o espetáculo da F1!

  2. Will disse:

    Eu ainda acho que a F-1 deveria voltar a ser multimarcas em termos de pneus (a competição entre Michelin, Pirelli, Goodyear e, quem sabe, japoneses e coreanos seria interessante de ver).

    Com relação a ‘pneus de breve vida útil’, não é a publicidade que eu gostaria de ter se fosse um fabricante de pneus.

  3. Vitor, o de Recife disse:

    Essa constante interferência da FIA para promover emoções artificiais é que f… com a categoria…

    Automobilismo, enquanto esporte, é uma coisa simples. Façam um regulamento, claro simples e deixem com as equipes o espetáculo. Mas não, tem que ter regras estaparfúdias como essa obrigação de trocar os pneus, ou comissários tomando decisões idiotas, ou dispositivos para “auxiliar ultrapassagens” (que no final das contas, atrapalham a ultrapassagem.. lembram do grande feito que fez o KERS ano passado?)… enfim, um festival de asneiras, renovado a cada ano com mais uma ideia “brilhante”…

    Acho que acordei de mau humor…

    • Mari Espada disse:

      O ser humano tem mania de querer controlar tudo… sendo que muitas vezes a melhor opção é “deixar rolar”.

    • Vitor na linha do idiotismo da FIA, faço uma pergunta sobre a asa móvel de 2011.

      Imagine a seguinte situação com a nova regra, três carros com possibilidades de ultrapassar uns aos outros.

      O primeiro tem que se defender do segundo sem acionar a asa, porque apenas quem está atrás pode utilizar tal artifício, só que atrás do segundo tem o terceiro também em ponto de passar o segundo, então as perguntas são:

      O primeiro é passado pelos dois por não poder usar o artifício?

      O segundo não pode usar também o artifício por estar sendo atacado pelo terceiro?

      O segundo pode usar porque está com chances de passar e pronto?

      Ou ficar atrás de todo mundo é a melhor coisa agora na F1, assim você pode passar quem quiser?

      Então, você como o comissário Gordon da FIA agíria como?

      • Will disse:

        Claudemir…kekekeke

        Vou morrer de rir!

        Agora vamos dar nomes aos ‘bois’…

        em 1º o Schumacher, atras dele o Barrichello e atrás desse, o Vettel…

        Como fica a ordem depois da reta? (obs.: há muros dos dois lados da reta)

      • Allan Wiese disse:

        Se essa porcaria de asa móvel for aceita, piloto bom não vai ser aquele que ultrapassa, mas sim aquele que se defende. Ultrapassar vai virar obrigação…

      • Pô, Rubinho no meio de dois alemães.

        Will, ia sobrar só a célula de sobrevivência do carro do brasileiro.

      • Allan Wiese disse:

        Will: coitado do Rubinho. Schumacher ia colocá-lo grudado no muro e o Vettel ia completar o aperto, já que bateria do outro lado de Schumacher, hahaha…

      • Mari Espada disse:

        Gente, acho que vocês conseguiram acabar com o mau humor do Vitor…
        Eu, pelo menos, tô rindo muito desses comentários amalucados! =D

  4. PARABÉNS A TODOS! CHEGAMOS AO POST #100 DO ULTRAPASSAGEM!
    Mais que merecidamente a honra ficou com nosso querido Claudemir!
    E que venham mais ultrapassagens!

    • Mari Espada disse:

      Parabéns para todos nós!!!!! =D
      100 posts DE QUALIDADE é uma marca importante para qualquer blog!

      Vida longa ao Ultrapassagem!!!

  5. Espero que acabem as frescuras, o piloto possa até fazer a corrida completa com um jogo de pneus.

  6. Francisco Bandeira disse:

    Não dar pra entender estes jumentos que gerenciam estas regras idiotas….
    Não seria mais fácil acabar com a obrigatoriedade de troca de pneus?
    As Equipes ficariam livres adotar a estratégia compatível com seus carros.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Exato. A liberdade de usar os pneus que a equipe quisesesse permitiria uma maior flexibilidade de estratégias. Permitiria, entre outras coisas, surpresas como o Kobayashi quase aprontou em Valência. O japonês terminaria mais na frente se não tivesse que parar mais uma vez se não fosse uma regra imbecil e sem sentido.

      Por causa dessa regra estúpida, não veremos mais surpreendentes resultados como a vitória do Frentzen, de Jordan, em 1999. Tudo porque um idiota que não entende p… nenhuma de F1 inventou pit stops obrigatórios, não importando se o piloto e a equipe, com base na técnica de pilotagem e no eficiente trato que o seu carro faz dos pneus, mantenha-se na pista com os composts que bem entender.

      Resumindo a ópera, é um regulamento de m…

  7. Will disse:

    Parabéns ao Blog!!!!

    Minha diversão matinal está novamente garantida!

  8. Ron Groo disse:

    Ou seja… Não vai mudar nada. Estão lá os compostos de densidades diferentes que duram a mesma coisa dos de agora. E com a obrigatoriedade de trocar…
    Preferia ainda que houvesse concorrência de marcas.

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