A Renault de hoje e a de amanhã.

Publicado: 03/09/2010 por Vitor, o de Recife em Formula1, Notícias
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De nome certo como integrante da lista da próxima montadora a sair da F1 para equipe ascendente. Esta tem sido a trajetória da Renault nesta temporada. O último burburinho circulando nos bastidores é que a Renault estaria disposta a retornar oficialmente à categoria, de acordo com insider Joe Saward.

Lopez e Kubica: duas figuras de destaque da nova Renault

Vale lembrar que quem está tocando a equipe neste momento é a firma de investimentos Genii, que adquiriu o controle majoritário da Renault após o escândalo do “crasgate” do GP de Cingapura, 2008. Somando o desgaste da falcatrua briatoriana à crise financeira, responsável pela debandada das equipes nipônicas, a Renault esteve muito próximo de se retirar da categoria. Terminou fazendo isto em parte; vendeu 85% de suas ações para o grupo luxemburguês Genii, de Gerard Lopez. Atualmente, a atuação da montadora na F1 praticamente se restringe à fabricação e ao desenvolvimento dos propulsores Renault, que além da equipe que leva o nome da marca, empurram a poderosa Red Bull.

Os boatos sobre a volta oficial da Renault ao comando da equipe coincidem com as reclamações de Gerard Lopez de que os custos para se manter na F1 têm sido maiores do que o previsto pela companhia. Segundo a Autosport, a Renault sofreu com problemas de fluxo de caixa nesta temporada até fechar com um patrocinador para bancar o orçamento da equipe em 2011. Como alternativa, Lopez pediu a Ecclestone um adiantamento das verbas relativas às transmissões televisivas do próximo ano, o que dependeria da aprovação das demais equipes que terminaram não dando o aval para a operação. Com isto surgiram os rumores sobre dúvidas em relação à saúde financeira da equipe, logo negadas por Lopez.

Dacia, a "Renault popular"

A favor da ideia sobre o retorno da Renault, pesa o fato de que o momento de crise nos investimentos da investidora já passaram. O cenário atual é de crescimento, com a extensão dos franceses em mercados emergentes do Leste Europeu, com o investimento maciço de subsidiárias como a romena Dacia (dona do “retrô”, para ser bondoso, Logan, aqui vendido com a marca francesa) e a parceria com a russa AutoVaz, atualmente explícito na equipe de F1 com o piloto russo Petrov e o patrocínio da marca Lada. O retorno à categoria torna-se ainda mais interessante com a inclusão ao calendário da F1 de mercados promissores para a Renault, como a Índia e o tão prometido GP russo, há tempos constantemente especulado e que a qualquer momento deve sair do papel.

A superação da crise está explícita na volta das atenções ao automobilismo pela montadora e um novo sinal foi dado pela parceira nipônica Nissan, que admitiu considerar um ingresso no DTM, que no momento conta apenas com a participação das marcas “caseiras” Mercedes e Audi.

Eric Boullier entre os dois pilotos da equipe em 2010

Na F1, o cenário para a Renault é positivo. Além de ver seus motores brilharem com os carros da Red Bull, a equipe “oficial” vive uma surpreendente ascensão após o penoso momento vivido com a revelação do crashgate que culminou com a saída dos dirigentes Flavio Briatore e Pat Symonds. Coube a Eric Boullier e Bob Bell reconstruir a credibilidade da equipe, que perderia ainda sua maior estrela para a Ferrari. Com poucos patrocínios, o carro amarelo e preto, remetendo à equipe Renault dos anos 70 e 80, vem surpreendendo nas mãos de um piloto que também busca uma afirmação: Robert Kubica.

Contudo, os escassos recursos para investir no constante desenvolvimento do carro, algo imprescindível para se manter competitivo na F1, são refletidos no irregular desempenho da equipe ao longo da temporada. Fica evidente nos gráficos elaborados por Alexandre Pires que a Renault ficou para trás no decorrer do campeonato, enquanto as demais equipes disparavam com as incessantes inovações de seus carros. No entanto, apenas na Bélgica a Renault finalmente adotou a grande invenção da temporada: o duto de ar.

Kubica em Spa. Notem o tardio duto de ar na asa traseira.

No que se refere à atual participação da montadora, praticamente restrita aos motores, a Renault vai bem. Especula-se que a Lotus, a melhor das equipes novatas até aqui, deve reeditar a parceria dos anos 80 e contar com os propulsores franceses para 2011, uma aquisição que pode envolver a ida de Vitaly Petrov à equipe malaia, a

O mais belo carro da temporada quer sair da rabeira

depender do desempenho do russo até o final da temporada. A vaga de companheiro de Robert Kubica é uma das mais disputadas no momento e já envolveu diversos nomes como Sebastian Buemi (já renovou com a Toro Rosso), Kamui Kobayashi (provavelmente renovará com a Sauber), Timo Glock, Heikki Kovalainen e o atualmente piloto de testes da Pirelli e por isto mesmo valiosíssimo no mercado, Nick Heidfeld. Entretanto, uma renovação com Petrov não está descartada, seja pela velocidade e agressividade demonstradas pelo russo, a ser equalizada, ou ainda pelo apelo comercial.

Enfim, argumentos positivos não faltam para o retorno da Renault, tornando estes rumores os mais críveis fabricados pela silly season de 2010.

comentários
  1. Anselmo Coyote disse:

    Dá um dó ouvir tanta choradeira por falta de dinheiro. Pobrezinhos. Fico preocupadíssimo. Pode parecer que isso não quer dizer nada, mas diz muito. No final do ano vou a interlagos sem dinheiro e sem ingresso e vou dizer que também sou pobrezinho e que me preocupei muito com eles. Tenho certeza absoluta que eles me deixarão entrar de graça.
    Abs.

  2. Tomás Motta disse:

    A Renault já negou sua volta.

  3. Mari Espada disse:

    Nossa, finalmente fizeram um post decente, abordando uma outra equipe que não a McLaren! Com certeza o blog subiu uns dez pontos na minha audiência… hahaha! =D

  4. Anselmo Coyote disse:

    A Renault comunicar que não voltará não altera a qualidade do post, por sinal, altíssima.

  5. Allan Wiese disse:

    Seria interessante se ela voltasse.
    Quem sabe abriria caminho para que outras montadoras revissem os seus conceitos em relação à F1.
    Mas o próprio fato de ela fornecer os propulsores para a provável equipe campeã já é um baita marketing…

  6. iDavid disse:

    Incrivel komo akele tijolo da temporada passada virou um carro tão competitivo

  7. Alex-Ctba disse:

    Mais um post bem escrito e na medida certa Vítor, parabéns! A Renault hj, podemos dizer q é a quarta equipe do campeonato, a frente da poderosa Mercedes de Schumacher, Brawn e Cia. No GP da Bélgica, para minha surpresa, eles estavam mais fortes do q a Ferrari e, o carro do ano RB6, na condução do Webber, não conseguiu ultrapassar o Kubica.

    Pena q o Petrov é muito inconstante e com seus 19 pts até o momento tenha contribuído só com 15% do total de pts da equipe no wcc. Kubica com 104 é responsável por 85% dos pts da equipe. E a Renault está apenas 23 pts atrás da Mercedes q ocupa a quarta colocação.

    Pelos nºs, Kubica merecia um parceiro mais forte. Petrov, apesar da agressividade nas ultrapassagens e das largadas primorosas, erra muito, mesmo para um rookie. Hulkenberg, tb estreou esse ano, vindo da GP2 e consegue acompanhar o Barrichello em performance.

    Mas como vc disse no post, o apelo comercial ($$$) q o russo tem, o credencia para continuar com o assento para 2011. Espero q a Renault continue nos eixos e entregue um carro para o ótimo Kubica disputar o título em 2011.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Eles tem uma boa base para 2011, mas se quiserem alçar voos mais altos, tem que manter um ritmo de desenvolvimento mais rápido. Aí pesa a questão financeira; mas por outro lado, esta temporada ajudou a limpar o nome da equipe, o que pode ajudar a atrair mais patrocínios. De qualquer forma, é uma pena que a Renault não tenha investido mais na equipe, embora seja coerente com o que o Carlos Ghosn sempre pregou: ou traz resultados ou reduz o orçamento.

  8. celso gomes disse:

    Vitor de REC,

    Análise precisa da situação das Renault (antiga e nova), em que pese a negativa da Renault em voltar ao picadeiro.

    Acredito que a montadora, se vier dar as caras de novo como proprietária real de uma equipe de F1, só voltará em 2013, quando os novos propulsores de 1,6 litros e turbo alimentados estrearão na categoria. A montadora francesa foi exímia construtora desse tipo de motor durante muitos anos em competições da F1 e é uma das grandes defensoras de se utilizar uma plataforma única para os motores que seriam usados em diversos tipos de competições, bastando os ajustes necessários. Alem do que venderiam muitos carros de passeio baseado nestes motores mais compactos.

    abç

  9. nunojaime disse:

    Matosinhos 05 de janeiro de 2011

    Venho por este meio informar vossas excelências da situação que me aconteceu no passado dia 27 de dezembro de 2010…
    Sou proprietario de uma viatura da marca Renault megane II 1.5 dci de 85 cv do ano de 2003 adquirida na Renault Boavista/usados com creca de 90,000klm, na qual me deram garantia de 1 ANO me garantiram que estaria a comprar uma excelente viatura, fiavel e económico, pois acreditei , porque já era a segunda viatura da marca Renault que adquiria naquele stand de automoveis,na altura de 2001 adquiri um clio techroad 1.2 16v, mas passando ao assunto, no passado dia 27 de dezembro o Renault megane 1.5 dci 85 cv aquando de repente ouço um barulho na forma de umas batidas dentro do motor e para meu susto parei de imediato o carro, liguei para um amigo meu , ( proprietario de uma oficina de mecanica conceituada e com certificado de qualidade ) que quando lhe disse o sussedido me disse rapido em tom irónico (tambem te aconteceu a ti,não és o primeiro) e depois de ele ver a viatura me disse que de certeza a combota tinha ido á vida,verificou os niveis todos a ver se existia alguma anomalia mas tudo estava correcto e disse-me que era usual nestes carros 1.5 dci de 85 cv gripar a combota , disse-lhe (normal porque!!! esta carro só tem 120.000 klms) como estavamos perto da oficina dele ele levou a viatura para lá e verificou que defacto tinha sido a combota que tinha ido á vida, tambem me mostrou os bronzes que estavam todos picados…O meu amigo, ligou para uma pessoa amiga que trabalha dentro da própria renault e que não se quer identificar, pois tem receio de ter problemas lá dentro e que lhe disse que isto era usual nestes motores , pois traziam um defeito de fabrico e que ja teria ido o mesmo problema resolvido pela renault…
    Diriji-me á concessionária Renault Boavista e falei com o engenheiro de serviço da oficina que me disse com muita simpatia que nada poderia fazer, o maximo era tentar fazer um pequeno desconto na aquisição de um novo motor,dado que a Renault Portugal nao aumiria estas responsabilidades, certo que o meu interesse nao é este, pois adquiri uma viatura e que me constaram ser muito boa e fiavel e disto tudo nada!!! Sinto-me frustado e bastante lesado com toda esta situaçao…
    Meus senhores, não será pouco normal uma viatura com todas as manutençoes correctas sempre tudo dentro da normalidade, ter gripado a combota com 120.000klms , quando deveria ter durado o motor pelo menos até aos 300.000 ou 400.000 ou até mais…

    Gostaria Por favor de obter uma resposta de parte de vossas excelências em relaçao ao meu caso, pois a viatura esta a fazer imensa falta na vida da minha familia pois ela serve para a minha esposa nela ir trabalhar e tambem para levar o meu bebé para casa dos meus sogros todos os dias…

    Nuno Jaime Santos

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