McLaren 2010 com asa dianteira 2009

Publicado: 04/09/2010 por Alexandre Pires em Artigos, Formula1, Fotos
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Teria a McLaren usado, em Spa, uma versão “soft” das tão faladas asas dianteiras flexíveis das RedBull e das Ferrari? Esta foi a insinuação feita por Christian Horner, diretor da RedBull, ao final do grande prêmio belga. Generalizou, assim, a atmosfera de suspeição que rondava, quase, esclusivamente a sua equipe. O responsável pela equipe de Milton Keynes deve ter atinado que a melhor defesa é o ataque. Usou a arma mais eficiente na Fórmula Um, a boataria.

Vamos aos fatos. Hamilton correu em Spa com uma asa diferente da usada pelo companheiro, Button (ilustração abaixo). Isto ficou evidente na cobertura televisa e fotográfica do evento. Tendo em vista o resultado mais favorável de Hamilton e a infelicidade de Button, é natural pensar que a prata da casa foi favorecida, à semelhança do que ocorreu com Vettel em detrimento de Webber, no grande prêmio britânico. Imediatamente, pensamos que Hamilton está com o protótipo ultra-arrojado de uma asa que não poderia ser dada aos dois pilotos naquele momento. Ledo engano.

Hamilton (E) e Button (D) com asas diferentes durante o grande prêmio belga de 2010.

O que não foi dito é que as McLaren já haviam corrido no grande prêmio barenita de 2010 com uma asa dianteira (ilustração abaixo) semelhante à de Hamilton na Bélgica. Ao invés de ser uma inovação nunca antes vista,  se tratava da recuperação de um conceito já usado.

Button (E) e Hamilton (D), Barém, 2010, com asas semelhantes às da Bélgica, 2010.

Mais que isso, a asa que Horner diz ser flexível, na verdade, é uma asa que já havia sido usada no grande prêmio brasileiro de 2009. Com ligeiras modificações, ainda que com a mesma base (ilustração abaixo). A diferença entre as duas é que a recente versão belga conta com duas seções na superfície inclinada da asa, enquanto que a versão do ano passado é lisa, formando uma superfície inteiriça.

MP4-24 (E), carro de 2009 com a mesma asa do MP4-25 (D) usada na Béliga, em 2010.

Isto não significa que Horner tenha se enganado. A despeito do jogo de cena, pois o objetivo da declaração era tirar o foco dos carros da RedBull. Porém, a McLaren ter cunhado uma asa flexível durante o recesso da categoria é menos provável do que ter muito simplesmente testado uma velha asa em busca de um novo desempenho.

Quanto à asa de Button, esta sim parece ser novinha em folha, até prova em contrário. Lançada na Bélgica, foi a opção de Button após os treinos belgas. É difícil dizer se foi um equívoco do campeão, mas se considerarmos apenas a classificação, a escolha de Hamilton foi mais acertada. Contudo, Hamilton tem sido mais rápido nos treinos a despeito das asas. Então, isto não quer dizer muita coisa. Para conhecer o desenrolar desta novela alada, teremos de esperar os próximos capítulos italiano, cingalês, e por aí vai.

Colaboração: Claudemir Freire.

comentários
  1. Lucas Domakoski disse:

    É interessante notar que a nova asa dianteira foi usada por Lewis até o Q2 da qualificação. A partir do Q3, ele começou a usar a asa antiga, e apenas Jenson optou por usar a nova no Q3 e na corrida.
    A asa da Mclaren se mantém basicamente com o mesmo design desde o início do ano, apenas com pequenas modificações nas laterais. Agora é que houve uma grande mudança, com as novas aletas acopladas à peça. Eu tenho um olho infalível pra notar qualquer mínima mudança nos carros, e quando eles vão à pista, eu já sei se estão com alguma peça nova ou design diferente… =P
    Realmente, a asa desse ano é uma evolução da asa do MP4-24. Aliás, não posso deixar de dizer: o MP4-24 era horrível demais… =/
    Esse bico curvo e ovalado, os suportes da asa extremamente abertos, o tamanho do carro em si…foi um conjunto que, além de não render bem nas pistas, não ficou visualmente bom. Muito diferente do MP4-25, que quando foi mostrado pela primeira vez me deixou de queixo caído com a sua beleza.
    P.S.: Acho que vou mandar um e-mail à Mclaren sugerindo a eles que encurtem o chassi para as corridas depois de Monza (tirando Interlagos). Obviamente eles não vão me dar atenção, afinal não passo de um leigo apaixonado por corridas, porém se vocês observarem perceberão que o chassi muito longo do carro está prejudicando as corridas da equipe nos circuitos de rua e/ou mais travados. Em Mônaco, onde a Mclaren tem tradição, por exemplo (até com o MP4-24 eles foram bem!), nesse ano o carro estava com um desempenho pífio. Na Hungria, idem. Na Alemanha, perdiam um tempo enorme no miolo do traçado. Além de falta de downforce (que o RB6 tem de sobra, por exemplo), o chassi muito longo prejudica enormemente as curvas. Se não quiserem repetir os resultados de Mônaco em Cingapura, acredito que isso ajudaria. Mas enfim, como eu disse, sou apenas um leigo. Só espero que esse pacote de atualizações para Cingapura renda o suficiente para a equipe prateada rivalizar com as RedBulls!

    • Mari Espada disse:

      Lucas, e depois desse comentário todo você se diz leigo? Ah, pára de modéstia! =)
      Com esses olhos de lince para perceber as mudanças dos carros, você podia colaborar com alguns posts aqui no blog, né? Pensa em algo, faz um texto e manda pro Boss!

    • P.S.: Acho que vou mandar um e-mail à Mclaren sugerindo a eles que encurtem o chassi para as corridas depois de Monza (tirando Interlagos).

      Lucas, seria uma boa idéia, porém, é proíbido a modificação nos chassis após a homologação antes da primeira corrida do ano, assim eles são obrigados a ficar com esse modelo até o fim da temporada, ou entrar em contato com todas as equipes e por unanimidade elas aceitarem a modificação.

      Lembra do caso da Virgin, quando eles chegaram a Barcelona tinham um chassi maior para poder caber o tanque de gasolina, porque os projetistas fizeram um erro de cálculo e o tanque do carro até aquela etapa não tinha concidções de fazer um corrida inteira sem ficar salvando gasolina o tempo todo, e sem sacanagem, fazendo o carro ser mais lento ainda, eles tiveram de pedir autorização a FIA e a todas as equipes.

      E por fim, seja bem vindo é boa dica a do vídeo de Spa.

      • Lucas Domakoski disse:

        Obrigado pelas boas-vindas, Claudemir!
        Bom, eu pensei que as equipes pudessem modificar e/ou usar outros chassis durante a temporada. Me lembrei do caso de Mônaco, onde a Mercedes voltou a usar o chassi antigo (usado na China), pois este tinha o entre-eixos mais curto. O chassi novo, por ser mais longo, não seria o ideal para o circuito de rua. A equipe teria então homologado dois tipos diferentes de chassi no início da temporada ou também foi uma modificação permitida pelas outras equipes?
        Abraço!

  2. Mari Espada disse:

    Ao contrário do nosso amigo Lucas, eu sou péssima para notar as mudanças nos carros!

    Por isso muito obrigada Alexandre por esse excelente post comparando as minhas amadas McLarens!
    Eu fiquei surpresa com algumas observações… Eu tinha percebido que o bico do Lewis era diferente do Jenson nessa última corrida, mas jamais iria associá-lo ao bico de 2009!

    • Mari, essa nova asa do carro do Button já pode ser a primeira tentativa de uma asa flex, veja que há uma asinha menor na extremidade da asa, claro que ela causa mais downforce nas partes, e o mais interessante, é o quase o mesmo modelo usado pela Ferrari F10 e muito semelhante ao da Red Bull RB6, e a parte de baixo da asa já tem curvaturas semelhantes as duas citadas.

      E essa adoção da asa de 2009 por parte da equipe se deu muito em conta dos testes de inverno, onde ele viram que o carro era melhor com a asa móvel do ano anterior do que com a do projeto original de 2010 que era fixa.

      • Mari Espada disse:

        Então as atualizações prometidas para Cingapura já estão sendo colocadas em prática? Que povo adiantado! =)

        Mas sabe… as asas mais curvas (essa do Hamilton parecida com 2009) eram bem mais bonitas!
        Tudo bem, o que adianta ser bonito e ineficiente? A Virgin que o diga!

  3. Alex-Ctba disse:

    Claudemir, teve tb o caso da Mercedes q mudou o chassi para a etapa de Barcelona, para tentar favorecer a condução oversteer do Schumi. Realmente, como disse o Lucas, o MP4/25 vai sofrer em cingapura, suzuka, abu dhabi e talvez em interlagos, apesar da força dos mercedes contar bastante na etapa brazuca. Coreia é uma incógnita e Monza, teoricamente eles são favoritos.

    Em relação as asas dianteiras, essa peça é a q mais sofre modificações durante a temporada e ainda permite o ajuste pelo piloto durante a corrida. Acredito q a diferença dos carros 1 e 2 em Spa, foram por opção, mas não li nada a respeito. Como disse o Alexandre, Hamilton vem sendo constantemente mais rápido em classificação e corrida do q o Button, apesar do mineirinho sempre levar a corrida de uma forma cerebral a la Prost, muito interessante. Em Spa ele não estava permitindo o Hamilton disparar muito e na volta q os quatro primeiros estavam de slick e o Hamilton escapou, conhecendo o Button, ele poderia assumir a ponta. Ele q é o rei do “gamble” poderia até tentar uma troca antes. Vettel realmente deu uma limada no campeonato do Button, além do seu próprio.

    BTW, muito bom o artigo Alexandre

    • Vitor, o de Recife disse:

      No caso da Mercedes não chegou a ser uma mudança de chassi, Alex. O que eles modificaram na verdade foi o entre-eixos (ou entreeixos?) dos carros para ver se atenuava a dificuldade do Schumacher em domar o carro “a la Button”. A modificação de chassis, de fato, é proibida pela FIA, como bem lembrou o Claudemir.

      Eduardo Correa, do GPTotal, matou a charada:

      “Muito engenhosa a forma pela qual o Mercedes teve aumentada a sua distância entre eixos. Pelas regras atuais, não se pode alterar o desenho da parte central do carro e, acho eu, nem mesmo do bico.

      O que os engenheiros fizeram, então, foi inclinar os braços da suspensão dianteira 50 milímetros para a frente, fazendo o mesmo com o suporte das asas dianteiras. Assim, conseguiram aumentar a distancia entre eixos sem aumentar o tamanho do carro. A finalidade da mudança foi levar mais peso para a traseira, tornar o carro menos nervoso e, o mais importante, mais adaptado ao estilo de pilotagem de Michael Schumacher.

      Deu certo: desde que a novidade estreou, no GP da Espanha, Schumacher bateu Nico Rosberg nos treinos classificatórios de Espanha e Turquia e chegou à frente dele nas três corridas.”

      http://www.gptotal.com.br/2005/Colunas/Eduardo/20100602.asp

  4. Tomás Motta disse:

    Alexandre, algo parecido com isso que você analisou escrevi anteontem no meu blog (inclusive a Mari deu uma lida) . Porém, a minha dedução é outra, já que Hamilton usou a asa da TURQUIA, e Button a nova. segue a minha análise:

    http://theformula1.wordpress.com/2010/09/02/a-invencivel-asa-flexivel-de-lewis-em-spa-analise-tecnica/

    A invencível asa “flexível(?)” de Lewis em Spa- Análise técnica

    Vocês devem ter notado que Horner, em defesa ao claro movimento da asa de Vettel antes da ultrapassagem sobre Button, disse que: “As asas do MP4-25 foram as que mais se moveram em Spa”. Bom, agora, isto será verdade? Pelo visto, ninguém viu a asa do carro do time de Woking “mexer-se”, mas houve uma diferença muito importante no rendimento do carro, e que foi crucial para a vitória de Lewis…

    Bem, observemos, para começar, uma diferença da asa de Hamilton para Button nos treinos de sábado e principalmente no domingo,dia da corrida:

    SÁBADO:

    Asa de Hamilton:

    Asa de Button:

    DOMINGO:

    Asa de Lewis:

    Asa de Button:

    A diferença nas duas asas chega a ser notável. A de Lewis é mais lisa e tem uma leve curva para cima, onde saem duas saliência para baixo, curvadas. A de Button, por sua vez, é “repartida” ao meio, fechando a porta para o ar que passaria por baixo da saliência da de Lewis. Um desenho mais quadrado.

    Mas, o que isso significa?

    Bem, a McLaren, a partir da Inglaterra desde que estreou seu novo pacote, passou sempre por problemas. A culpa nos maus resultados em classificações e até corridas era colocada naturalmente no EBD, que era a principal inovação do time até então, assim como o Duto havia sido anteriormente, evoluindo etapa em etapa.

    A dificuldade de se adaptar com as novas partes do carro foi maior para Button, que também por erros, ficou fora do Q3 na Inglaterra (11º) e Hungria (14º). Na Alemanha foi quinto. Os resultados em corridas caíram bruscamente, pois depois de ter sido 2º na Turquia e no Canadá, além de 3º em Valência, foi 4º em Silverstone, 5º em Hockenheim e 8º em Hungaroring.

    Hamilton, apesar de que em menor impacto, sentiu a queda de rendimento, mas foi 2º em Silverstone, 4º em Hockenheim e abandonou na Hungria, após estar no pelotão intermediário.

    Asas de Button e Lewis na Hungria: Iguais.


    Porém, algo não se encaixava e nesse momento a equipe de Woking via Webber assumir a liderança, vendo um grande avanço do RB6. Porém, depois de mudar a asa em quase todas as provas, alguma mente brilhante percebeu que o problema poderia estar na nova asa, que tinha sido usada justamente nessas três últimas provas.

    Sendo assim, levaram a asa da Turquia, a da Inglaterra e criaram um 3ª asa muito parecida com a da Ferrari, RBR e Mercedes ( que inclusive Button usou na corrida, e diferente de Lewis). A equipe testou elas na sexta com os dois pilotos, e Hamilton preferiu ficar com a mais velha (a da Turquia, na qual venceu), sendo que a nova ficou por conta de Jenson, como dito acima.

    O grande problema para Button (e grande solução para Lewis), foi que a asa velha de Lewis se adaptou, novamente, muito melhor ao carro e Jenson, com a nova, sofreu durante todo o final de semana. Assim, Button fez a escolha errada e prejudicou a ele mesmo, comendo poeira de Lewis, ficando 0.7 atrás por volta, apesar do pedacinho de volta quebrada, que só foi informada pela equipe na volta 7.

    Lewis, enquanto isso, poderia ter sido Pole também, mas como a pista havia molhado antes de sua volta voadora (mesmo assim ele fez o 2º tempo no molhado!) ficou atrás de Webber. Na corrida, porém, o domínio desta asa usada na Turquia foi fantástico.

    Para se ter uma ideia, Hamilton foi 0,326 mais veloz que Webber na sua volta mais rápida na corrida (que foi a melhor de todas inclusive): 1:49.069 de Lewis contra 1:49.395 de Webber, na mesma volta 32.

    O que se vê com isso é que essa acertada escolha feita por Hamilton da asa usada em Istambul deu cerca de 3 décimos para a Red Bull, o que foi decisivo em sua vitória em Spa.

    Agora, o time de Woking tem as coordenadas corretas e deve implantar essa asa em ambos pilotos em Monza. Podemos, então, esperar uma corrida ótima dos dois e uma possível dobradinha.

    Com isso, Red Bull pode tremer e ficar mais distante da lideança. Só que se algum expert do time dos touros ou da Ferrari reparou nisso, podemos aguardar que veremos o RB6 e o F10b com novas asas para Monza- ao estilo de Lewis em Istambul, e não como nos últimos GPs.

    Asas flexíveis? Não creio, Horner. Mas, em Spa com Lewis, certamente, invencíveis.

    Valeu!

  5. celso gomes disse:

    Voltando prá casa!!!!

    Para minhas duas casas (lar e ultrapass) depois de 8 intensos dias no simulador de voo, lá pros lados daquela américa do norte. Viagem meio de última hora devido novo contrato da empresa, para voar da Inglaterra para o Afeganistão (vixe, maria!). Treinamento efetuado para pouso na neve, aproximação de precisão por radar e outras coisas que não costumamos fazer no dia a dia pacato de uma aviação normal aqui no Brasil. Ainda não sei se encaro esta, tô na dúvida.

    Entro aqui em casa e vejo que perdi uns 20 posts. Cacilda, muita coisa. Vou ler devagar e depois “palpitarei”. Lá, não dava tempo de muita coisa (perdi Spa também) e só hoje consegui ve-la.

    On topic now: Mclaren dando a volta por cima na Bélgica. Já era esperado mesmo sem tantas modificações aerodinâmicas (pelas férias) e pelo motor MB que fala bem mais alto do que os demais em pistas velozes. A coisa das asas continua quente. Gostei da asa “retro” 2009 que o Miltinho usou por lá.

    abçs saudosos

    • Mari Espada disse:

      Grande Celso (agora piloto das neves!), que saudade dos seus ricos comentários!!!
      Bem vindo de volta à terra tupiniquim! E sorte que tem o feriadão, pois você vai precisar de tempo para ler os milhares de textos… o Ultrapassagem anda fervendo! =D

      • Alex-Ctba disse:

        Bem vindo Celso. Fez muita falta seus pitacos. Mari o feridão pra mim, vai ser feriadasso. Dia 08/09 é feriado em Ctba, dia da Padroeira. Vou tentar escrever um post finalmente :-)

  6. Rafael Lopes disse:

    Fala… A asa é parecida, mas não é a mesma… Se você reparar, a parte mais ao fundo da asa tem dois elementos neste ano, enquanto no ano passado era apenas um. Os elementos mais altos e mais à frente são parecidos sim. Abraço!

  7. Pessoal,

    Aos que elogiaram o artigo, quero lembrar que a autoria é minha e do Claudemir. Na verdade, mais dele, pois foi quem teve a idéia e me passou o mapa do caminho. E olha que o rapaz não estava nas melhores condições… imagina se tivesse!
    Eu tinha colocado o nome dele lá em cima, mas como ele padece desta modéstia incurável, ele pôs lá no rodapé do texto.

    • Fernando Kesnault disse:

      Uau, que nível que está este blog….estas análises de vcs. ultrapassaram qualquer blog seja profissional ou pessoal….

  8. […] primeiros testes já tenham sidos realizados com Jenson Button em Spa, e falamos dessa probabilidade no post que abordamos as diferenças das asas da equipe em no GP belga. Sendo assim podemos esperar que a […]

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