Todos contra um!

Publicado: 04/09/2010 por Mari Espada em Formula1, Notícias
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Os patrocinadores das equipes de Fórmula 1 decidiram unir suas forças contra a ditadura de Bernie Ecclestone!

As empresas que fornecem a maior parte das receitas do esporte estão preocupadas por seus interesses estarem sendo ignorados nas tomadas de decisão, que são realizadas pela Formula 1 Group (que detém os direitos comerciais do esporte) e pelo conselho diretivo da FIA. Com isso essas empresas pretendem recrutar os 100 maiores patrocinadores envolvidos atualmente na Fórmula 1 e formar a associação denominada Fórmula 100.

Enquanto Bernie Ecclestone denominou essa ação como “bobagem”, trinta empresas fizeram sua primeira reunião nesta semana em Londres, incluindo nomes como Allianz, Santander, Shell e Total. Essas empresas abordaram em sua pauta de reunião assuntos como: investimento, tempo de exposição e público alvo.

As empresas patrocinadoras alegaram que as recentes decisões de Bernie Ecclestone em levar os Grandes Prêmios aos países que desembolsarem mais dinheiro, além de complicar a logística de transporte das equipes (pois muitas vezes trata-se de locais distantes do circuito europeu), não atingem o público alvo desejado pelos investidores (os potenciais consumidores dos produtos de sua empresa).

Também alegaram que o tempo de exposição de suas marcas foi reduzido, com a proibição de testes durante a temporada, que traziam mais tempo de exposição do carro e, consequentemente, da marca do patrocinador.

Hoje cada empresa investe em média 4,1 milhões de dólares, segundo analistas da Formula Money. Um número irrisório diante do montante total de 720 milhões de dólares investidos anualmente por todos os patrocinadores na Fórmula 1. Com esses números podemos perceber a força dessa união!

Dessa forma eles pretendem reivindicar mais poder diante das decisões tomadas no esporte. E apesar da repulsa ser a minha reação inicial, apenas por imaginar “o dinheiro comprando o poder” mais uma vez na história da Fórmula 1, ao analisar melhor a situação comecei a ver benefícios nessa jogada…

Afinal os torcedores podem sair ganhando com as ações da Fórmula 100, já que as empresas patrocinadoras pretenderão alcançar o maior número de pessoas (consumidores em potencial), e para essa finalidade só existe um meio: promover o espetáculo para atrair mais torcedores!

E o segredo do espetáculo nós já conhecemos: bons pilotos em ótimos carros em excelentes circuitos! Sendo que isso pode significar um adeus aos pilotos medíocres, à burocracia excessiva do regulamento e aos circuitos travados!

Só espero que o meu otimismo seja realidade, e não apenas mais uma jogada política na qual a minha ingenuidade me fez cair como patinha… Estou torcendo pelo esporte!!!

Fonte de pesquisa: BBC.

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comentários
  1. Vitor, o de Recife disse:

    É a FOTA dos patrocinadores? Briga de cachorro grande… mas Bernie não deve ceder tão fácil.

  2. Speeder_76 disse:

    É interessante… muito interessante mesmo!

  3. Claudio CArdoso disse:

    Vitor eu acho que cede sim. Mas por outro aspecto.

    Por exemplo Bernie ja cedeu um pouco nos direitos para as equpes da FOTA.

    E para o novo pacto de concordia ele vai ter de ceder mais, pois as equipes estao unidas com isso.

    As empresas patrocinadores em si, nao vao ter muito poder, pois eles patrocinam as equipes, logo eles so podem cobrar das equipes. Eles podem pressionas as equipes a nao aceitarem as condicoes impostas por Bernie, e pressionar a FOTA e dar algum suporte tb financeiro para a criaçao de um campeonato paralelo.

    Agora amor ao esporte com certeza nao é . é um amor ao investimento, que no fundo é bom para nos, pois o que eles querem é mais publico, e é redundante para isso que se melhore o show.

    • Mari Espada disse:

      A criação de um campeonato paralelo é sempre uma possibilidade, ainda mais se a FOTA e esse novo grupo Fórmula 100 unirem as suas forças e decidirem que essa é a melhor opção para ambos. Aí é bye bye Bernie!

  4. Fernando Kesnault disse:

    Se vai diminuir a receita então Bernie vai ouvir mas…irá tentar amarrar as coisas do jeito dele…então que fiquem espertos o pessoal representante do patrocinadores, pois este Sr. é uma senhora casca de ferida.

  5. Lucas Domakoski disse:

    Graças a Deus temos mais alguém na luta contra esse tirano de peruca. E alguém que pode melhorar o esporte: os patrocinadores. Com as suas receitas diretamente afetadas pela satisfação ou não dos fãs, se eles ganharem força os fãs do esporte só tem a ganhar.

  6. Allan Wiese disse:

    Interessante…!
    E veja como são as coisas: o que Bernie mais quer é dinheiro. Mas por ele já estar mais velho, pode estar preocupado apenas com o curto prazo. Isso é garantido pelas altas taxas cobradas dos circuitos longíncuos e sem graça espalhados pelo mundo.
    Do outro lado, temos as empresas que investem no esporte. Elas também querem dinheiro. Mas como ali não são apenas pessoas que estão interessadas no dinheiro, mas todo um grupo que pensa em sua continuidade no longo prazo, eles conseguem enxergar as coisas um pouco mais além. Conseguem perceber que tradição e circuitos de verdade podem atrair muito mais fãs e, por consequência, muito mais dinheiro.
    Se as empresas conseguirem pressionar as coisas um pouco mais, quem sabe não teremos o retorno de ótimos circuitos europeus ao calendário?

    • Fernando Kesnault disse:

      Boa observação Allan e além disso na Africa do Sul, Argentina, EUA, México também.

    • Mari Espada disse:

      Tudo é uma questão de ponto de vista mesmo… como o Bernie tá “no bico do corvo” ele tem um pensamento muito imediatista. Então incluir a visão dos patrocinadores nas decisões do esporte (mesmo que seja através da voz das equipes, não importa) será muito benéfico para a qualidade do espetáculo!
      E certamente os circuitos europeus estão na lista do grupo Fórmula 100, pois são nestes países que estão a maioria do público consumidor dos patrocinadores, então faz mais sentido atuar nesses lugares, ao invés da Coréia, por exemplo. E mais uma vez nós só temos a ganhar!

      • Fernando Kesnault disse:

        Eu não sou contra a entrada de novos países mas deve-se manter os tradicionais e aqueles que tem publico aficcionado como Nova-Zelandia, Africa do Sul, Argentina, EUA, México e emm face disto que o campeonato tenha 30 provas e a logistica que se foda em cumprir o calendário é para isso que eles ganham tão bem (pilotos, equipes, pessoal de apoio, entidades, etc).

      • Mari Espada disse:

        Tá certo, Fernando. Concordo que os países com grande número de torcedores devem ser mantidos no calendário! Mas a inclusão de novos países em detrimento dos clássicos, não dá! Se querem incluir novos países, eles que aumentem o número de provas!

      • Allan Wiese disse:

        E nós iríamos ficar com uma raiva se tivesse mais provas… Hahaha…

  7. […] disso, está usando da mesma arma de Ecclestone para conseguir o que quer. Semana passada vimos aqui que as principais empresas que investem na categoria querem se associar para discutir os interesses […]

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