Música para os ouvidos.

Publicado: 22/09/2010 por Vitor, o de Recife em Formula1, História da F1
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Jean Alesi, seguido pelo companheiro Gerhard Berger, conduzem o 412T2 em Monza, 1995.

Amigos leitores do blog, perdoem pelo saudosismo que retorna mais uma vez em um texto de minha autoria. Costumo criticar muitas decisões equivocadas dos dirigentes da categoria, que estão sufocando a identidade da F1. Vendo e revendo vídeos antigos e fotos de épocas passadas, pesquisando a história da “categoria máxima do automobilismo” é difícil não reconhecer que a constante padronização da F1 tem tornado os carros cada vez mais iguais e, consequentemente, sem identidade. Mas para não limitar este post em lamúrias sobre tempos que não voltam mais, trago aos caros leitores do Ultrapassagem uma pequena  seleção de vídeos sobre algo que pouco podemos notar na castrada F1 atual: os distintos roncos dos diferentes motores que povoavam a F1 de outrora…

Vamos começar dos primórdios da F1. E como falar sobre os primórdios sem falar de Juan Manuel Fangio, a maior lenda da história da F1? E que me perdoem todos os grandes campeões da história da categoria,  mas vejam o lendário argentino conduzindo sua Maserati em 1957 no circuito de Fiorano e me entenderão…

Em 1963, outras duas lendas escreveriam seus nomes na história: Jim Clark e a Team Lotus, de Colin Chapman. Abaixo, o ronco do motor Climax V8 em Oulton Park, Inglaterra.

Um vídeo mais recente, de uma apresentação de carros clássicos em Silverstone, mostra um Cooper T66, com o mesmo motor Climax V8.

Os motores Cosworth dominantes na F1 em meados dos anos 70 e início dos 80. Para se ter uma ideia, em 1974 e 1975, a Cosworth apenas não equipava os carros da Ferrari e BRM, que utilizavam seus respectivos motores. Vamos começar com Jackie Stewart e sua Tyrrell em Mônaco, 1971.

Abaixo, Emmerson Fittipaldi em Mônaco, 1975.

Em 1977, a Renault começava uma revolução nos motores da categoria com seu propulsor “Renault-Gordini” 1.5 L. Começava a era dos motores turbo.

Ouçam agora o ronco do Ford Cosworth V8 em uma volta com a Tyrrell de Patrick Depailler em Long Beach, 1978.

Que tal ouvir outro motor da mesma temporada de 1978? Ouça o som do Brabham-Alfa Romeu de Niki Lauda em Zolder.

Outro motor V12 que se tornaria um verdadeiro clássico na F1 foram os Matra. Veja Jacques Laffite conduzindo sua nervosa Ligier em Monza, 1978.

Em 1988, a McLaren deu um banho na concorrência. Uma das principais forças da equipe era o poderosíssimo motor V6 Turbo, 1.5 L, fornecido pela Honda. Abaixo, outro carro equipado com o motor Honda, mas com um desempenho bem inferior: a Lotus de Satoro Nakajima em Suzuka, 1988.

A FIA baniu os motore turbo da F1 e em 1989 todas as equipes passaram a utilizar propulsores aspirados, na categoria até hoje. A Honda fez um V10 que permitiu que seus pilotos continuassem monopolizando a luta pelo título. Abaixo, Senna em Jerez de la Frontera, 1989.

Quanta diferença para o Ford V8 da Benetton de Alessandro Nannini, aqui em Monza, 1989.

Já Piquet sofria com o fraco motor Judd de sua Lotus. Hungaroring, 1989.

Naquele mesmo ano, a Renault também desenvolvia um poderoso V10, que em 1992 daria o título para Nigel Mansell. Aqui, temos a Williams conduzida por Thierry Boutsen em Phoenix, 1990.

E aí vocês perguntam: como assim? Cadê o V12 da Ferrari? Sim, deixei o melhor para o final… deliciem-se com os estridentes e inconfundíveis gritos do V12 nas mãos de Alain Prost, em Monza, 1991.

Comparem com o Ford V8 da Benetton de Nelson Piquet, aqui em Ímola, 1991.

Jean Alesi em Suzuka, 1995: o últimos roncos dos motores V12 na história da F1.

comentários
  1. MusaLame disse:

    Pra ser bem imparcial mesmo com essas ” músicas ” , tem de se sofrer pelo destino desse som assim com se sofre por uma ferida aberta . Tens razão caríssimo diletante . Por que sofres e sofremos com o destino dessa ” música ” ? Porque tal música foi amputada de seu carater afirmativo e personalizado pelas suas fábricas . E agora é a ” música ” e o som da ” décadence ” e não mais aquela saudosa e bela ” flauta de Dioniso ” .
    Meus Deuses que coisa mais linda .

    Amigos , estou de volta para relembrar mais adiante desses dias , o momento histórico deste GP , o de Cingapura , onde o maior piloto de toda a história , conseguiu um resultado pra lá de fantástico .

  2. Mari Espada disse:

    Vitor, ainda não consegui ver todos os vídeos, mas pelos que vi, pela seleção dos demais e abordagem do texto: PARABÉNS!
    Assim que terminar meu post de amanhã, vou ver todos, prometo! =)

    Eu sou filha de uma fórmula 1 padronizada… quando criança não reparava na diferença dos motores, quanto mais nas suas melodias. Mas hoje, pelo pouco que conheço, posso dizer que concordo com você quanto à personalidade dos carros. Faz falta, muita falta!

    Dá pra ter saudade de algo não vivenciado? Pois eu tenho!

    • Vitor, o de Recife disse:

      Também deixei de ver muita coisa boa, mas graças à internet podemos ter acesso a bons momentos do passado.

  3. wilson disse:

    vdozão na veia

    • Vitor, o de Recife disse:

      Mesmo os que tem antipatia pela Scuderia tem que reconhecer: o berro daquele V12 era a coisa mais linda de se ouvir. Inconfundível!

  4. Apesar do berro alto do v12, foi um motor que não teve carros a altura.

    • Alex-Ctba disse:

      verdade rodrigo, qdo a ferrari migrou para os v10s a coisa começou a melhorar, se bem q quase a Ferrari leva o campeonato de 1990 com o V12 e Prost.

      Abaixo 4 minutos do ronco dos poderosos V12 da Scuderia. Verdadeira música para os aficcionados. As reduções de marcha são coisas de outro mundo. Muitos não entendem a paixão por essa equipe pilantra. A magia dos V12, ajuda a explicar um pouco…

      • Mari Espada disse:

        Ok, Alex… depois desse audio, você está perdoado por ser fã da Ferrari! =)

    • Vitor, o de Recife disse:

      Umaa das maiores burradas da Ferrari foi demitir o Prost… naquele momento, deveriam ter engolido o orgulho besta e tentar fazer um carro decente.

      O problema dos motores V12 é que eles bebiam demais. Com a implantação do reabastecimento, segundos valiosos eram perdidos. Bom lembrar que um dos pontos mais fortes da Ferrari sempre foram os pit stops.

  5. Alex-Ctba disse:

    Fantastic Job Vitor Well done!

    Bela sacada essa de colocar o ronco dos diversos motores q “berraram” na F1 através dos anos. Fica a expectativa do berro dos turbos em 2013…

  6. Marcus Zangari disse:

    Como berram esses V12.
    porém os V10 da McLaren sao demais, coisa linda de se ouvir!
    e vale só uma ressalva, o que é o Sr Manuel Fangio guiando?!?!?!
    como corrige o carro na saída de curva… maravilha de pilotagem, mito, lenda!

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