Um show de imagens…

Publicado: 03/10/2010 por Rodrigo Pedrosa em Artigos, História da F1
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Bom está é minha segunda postagem, e continuo no entretenimento.

Eu noto que muitos que freqüentam o blog são novos em idade, por isso acho que muitos ainda não assistiram esta pérola do cinema, vencedor das seguintes categorias do OSCAR:

– Melhor montagem, melhor edição de som (best effects, sound effects)

– Melhor mixagem de som (best sound).

Um verdadeiro clássico do cinema, dirigido por John Frankenheime, que recusou a idéia de filmar os carros andando devagar e posteriormente aumentar a velocidade das cenas rodadas, justificando que o público perceberia que a velocidade dos carros não seria natural, e com uma trilha sonora assinada por Maurice Jarre(depois de ver o filme, você vai entender a citação a trilha sonora, a musiquinha gruda na cabeça, e é muito boa).

Todas as câmeras Panavision existentes na época, foram usadas no filme, isso mesmo TODAS, o orçamento do filme foi de US$ 17 milhões.

O melhor filme já lançado sobre corridas, como fundo uma temporada de Formula Um, agradou a pilotos e especialistas, os créditos iniciais feitos por Saul Bass, é coisa de louco, faria sucesso até nos filmes de hoje.

Muitos pilotos da época aparecem no filme, e a Ferrari que a principio não ajudou e nem liberou o uso de imagem, após uma mostra de 30 minutos com imagens das corridas após a edição, não só liberou o uso da marca, como também abriu as portas da fabrica, antes nunca filmadas e forneceu tudo.

Steve McQueen queria interpretar o personagem Pete Aron, mas devido a dificuldades em acertar seu contrato com os produtores terminou por perder o papel para James Garner. Anos mais tarde McQueen participou do filme 24 Horas de Le Mans, que também é um bom filme, mas inferior.

O desenho do capacete usado por James Garner é o mesmo do na época piloto Chris Amon. Já o desenho do capacete de Brian Bedford é o mesmo de Jackie Stewart, que na época estava em sua 2ª temporada na Fórmula 1.

Já devem estar se perguntando que filme é este?

Pois bem eu aconselho a quem não viu e também a quem já viu. Realmente um show de imagens…

Grand Prix (1966)

A história é relativamente simples…

Um americano (James Garner) que vem de uma série de derrotas e agora quer vencer a todo custo e corre em uma equipe japonesa. Um inglês (Brian Bedford) que sofreu um grave acidente e supera a dor das seqüelas com remédios pesados, ao mesmo tempo em que vê seu casamento fracassar porque sua mulher odeia as corridas. Um francês (Yves Montand), campeão há anos, que começa a questionar a vida nas pistas. E, por fim, um jovem italiano despreocupado (Antonio Sabato) que só quer conquistar as mulheres que freqüentam os boxes.

Ficha:

  • título original:Grand Prix
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 49 min
  • ano de lançamento:1966

Elenco:

  • James Garner (Pete Aron)
  • Eva Marie Saint (Louise Frederickson)
  • Yves Montand (Jean-Pierre Sarti)
  • Toshirô Mifune (Izo Yamura)
  • Brian Bedford (Scott Stoddard)
  • Jessica Walter (Pat Stoddard)
  • Antonio Sabato (Nino Barlini)
  • Françoise Hardy (Lisa)
  • Adolfo Celi (Agostini Manetta)
  • Claude Dalphin (Hugo Simon)
  • Enzo Fiermonte (Guido)
  • Geneviève Page (Monique Delvaux-Sarti)
  • Jack Watson (Jeff Jordan)
  • Donald O’Brien (Wallace Bennett)

E muitos pilotos da época.

Trailer:

Abertura:

É podem ficar com vontade…

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comentários
  1. Mari Espada disse:

    Algodãozinho nos ouvidos, capacetinho de tigela, óculinhos de mergulho… Esses caras eram muito machos de correr nessas condições!
    Eu ainda não vi esse filme por completo, mas já tinha visto diversos trechos dele no youtube. É realmente um show de imagens, principalmente essa corrida por Mônaco! Quanta nostalgia de algo que não vivenciei!

    Falando em filmes de automobilismo…
    Atualmente eu tenho estado ansiosa para o documentário do Senna, que estreia no Japão agora no começo do mês, mas aqui no Brasil só em novembro.
    Estou muito curiosa porque estou lendo um livro dele, e isso tem me deixado bastante sensível com as histórias desse nosso herói, imagina então quando eu assistir as cenas do documentário! Só não posso pagar o mico de chorar no cinema! =)

    Beijos!

    PS. Hoje o blog está às moscas, hein… culpa da “festa da democracia”!

    • Sirlan Pedrosa disse:

      Mari,

      Você tem que assistir. É impressionante como retrata fielmente o espiríto do automobilismo.

      Eu acho que assisti Grand Prix umas 10 vezes pelo menos. Numa madrugada longa quando estou sem sono, assistir pelo menos uma parte desse filme é uma grande satisfação…

      Um abração,

      Sirlan Pedrosa

  2. Alex-Ctba disse:

    Realmente o blog está as moscas. Uma pena, pois tivemos dois ótimos posts Mari, o teu sobre Le Mans e o do Rodrigo sobre esse cult movie. Aliás o Rodrigo poderia assumir essa “pasta” no Ultrapassagem: Entretenimento!

    De qualquer forma, os textos e temas foram ótimos para um domingo sem corridas, espero q as pessoas possam ler, pois vale a pena.

    Abs

    • Mari Espada disse:

      Amanhã é segunda, o povo vai ter que acordar pra vida, não tem jeito!
      Aí eles passam por aqui. =)

      • Amigos, não tem jeito, todo fim de semana sem corrida a audiência cai um pouco, por isso escolhi esses dois grandes posts para entreter o nosso leitor.

        Mas podem ficar tranquilos, esses posts sempre são bem vistos e pouco comentados.

      • Antigamente quando não podia o pessoal já tomava uma em dia de eleição, agora que ta liberado, imagina…

        Hoje o meu dia foi dedicado a ir votar pela manhã, e acompanhar o futebol europeu, minha Juve conseguiu não perder essa rodada, hehehe.

        Mas o Sport deixou o fim de semana tranquilo, venceu bem e está a dois pontos do G4, Ciro voltou a marcar em seu jogo número 100…

    • Valeu Alex, no que eu puder somar ao blog pode ter certeza que farei.

  3. Até eu só cheguei no computador agora, hoje foi o dia na preguiça, hehehe…

  4. Anselmo Coyote disse:

    Garotos e doce musa do blog,

    Que reunião é essa na diretoria?… rsrsrs!

    Esse filme é demais. Assisti algumas vezes, não menos que cinco. E vou assistir não sei quantas vezes mais. Muitíssimo bom.

    Aproveitando a deixa, recomendo o filme Desafiando limites, com Anthony Hopkins – que dispensa apresentação – interpretando Burt Munro, um neozelandês passou algumas décadas preparando uma motocicleta Indian para uma grande conquista.

    História fantástica, interpretação – deixa pra lá, era o Hopkins… basta imaginar.

    Mari,
    Esses pilotos de antanho começavam a correr, não raro, depois dos 30 anos. Entravam naquela banheira de gasolina com um motor à explosão à frente e o resto… assista ao filme e a documentários e vídeos da F1 daqueles tempos. Eram playboys ou aventureiros – o Nelson Piquet foi o último dos moicanos e era tanto uma quanto a outra coisa – só não tinha dinheiro.

    Hoje só se fala em força G, ser atleta, segurança… com um jogo de pneus daqueles os caras faziam até 6 corridas de tão duros que eram. Hoje os pneus são como chicletes… grudam na pista. É preciso fazer muita força para conseguir se machucar num F1 de hoje.

    Mas chega de lamentação e saudosismo. Eu só queria que não desse segundo turno para eu não ter que voltar às urnas para anular novamente meu voto. Mas deu… fazer o quê?

    Abraços a todos.

    EM TEMPO. O post ficou muito legal. Gostei demais. Pena que não saiba comentar sobre ele. Gostei mesmo. Parabéns.

  5. Sirlan Pedrosa disse:

    Rodrigo,

    Foi muito boa a idéia de escrever sobre o filme Grand Prix. Muito bom mesmo.

    Eu lembro que a primeira vez que li algo sobre esse filme foi na revista Quatro Rodas quando eu tinha não mais que uns 12 anos. Na época nem existia video cassete VHS, quanto mais DVD…risos

    Assisti a primeira vez ainda em fita VHS alugada numa locadora. Fiquei estarrecido com a riqueza de detalhes e a caracterização perfeita dos personagens. Sempre me marcou muito a cena onde um reflexivo Sarti (Yves Montand) abalado pelo acidente de Stodart pergunta a Pete Aron (James Garner) se ele não cansa disso tudo, a que o piloto americano responde com um pronto não, deixando claro que naquele momento só pensa que está desempregado e precisa de um carro novo….é algo maravilhoso….
    Sarti está naquele exato momento em que um piloto veterano começa a pensar em parar, e Yves Montand faz a cena de modo incrivelmente bela…

    Depois de uns anos, já aqui em Salvador, encontrei na livraria Saraiva um DVD do filme, inclusive com vários extras que são quase melhores que o próprio filme. Depois comprei
    na mesma Saraiva “As 24 Horas de Le Mans” e “As 500 Milhas de Indianápolis”, este último com Paul Newman como protagonista. Dois filmes bons, mas que não chegam no nível de Grand Prix…

    Um abração,

    Sirlan Pedrosa

  6. Raphael disse:

    Não me canso de ver esse filme. É impressionante como este esporte atravessa o tempo e mantém várias de suas características (as outras foram distorcidas por um certo Bundão Ecclestone).

    Pilotos de verdade, pistas de verdade, carros de verdade. Esporte de macho. Saudade de algo que não vivenciei… como disse o colega acima…

    • Mari Espada disse:

      Raphael, estou errada ou é a primeira vez que você comenta por aqui?
      Seja bem vindo ao Ultrapassagem!!!!!

      Só uma observação: “O” colega, não. “A” colega! =)

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