Aos negócios…

Publicado: 12/10/2010 por Vitor, o de Recife em Artigos, Formula1
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Todos sabemos que a F1, além de um esporte, é um grande negócio. Os mais críticos diriam que mais do que um esporte, é um negócio… bem, deixando as interpretações de lado, vamos tratar do lado comercial da categoria, que determinará os cockipits a serem preenchidos em 2011 e é responsável direto pelo rendimento das equipes. Anúncios ou rumores importantes foram revelados nestes dias.

O insider Joe Saward noticiou mais um revés da Force India nos tribunais:

(…) a Force India voltou ao noticiário novamente – pelos motivos errados, pois o Tribunal de Apelação de Londres decidiu que a equipe rompeu um contrato de patrocínio de 2007 com a Etihad Airways, a transportadora nacional de Abu Dhabi, e Aldar, uma das principais companhias de investimento daquele país. As empresas mudaram suas parcerias para a Ferrari um ano mais tarde e foram ordenadas a pagar US $ 4.7 milhões para a equipe pelo Tribunal Superior, em Novembro, por violação de contrato. O Tribunal de Apelação concluiu que as empresas tinham o direito de cancelar o negócio por causa do patrocínio fechado pela Force India com a companhia aérea rival Kingfisher, de Vijay Mallya.”

 

Mallya: mais um revés.

 

O caso soma-se aos imbróglios com a Aerolab/Lotus e o piloto mexicano Roldán Rodríguez. Comentamos este assunto aqui no Ultrapassagem. E a esquadra de Vijay Mallya, que se pronunciava uma equipe com sólido futuro na categoria, vai vislumbrando um horizonte não tão promissor para 2011. Nenhum piloto foi confirmado para a próxima temporada, mas é esperado que Adrian Sutil, louco para sair – mas sem opções – e o escocês Paul di Resta, piloto da Mercedes no DTM,  preencham os cockipits.

Outra notícia, também comentada aqui, refere-se a Nico Hulkenberg. A ameaça dos petrodólares de Pastor Maldonado à vaga do promissor alemão, prevista pela P1Mag (nº 15), foi ecoada agora pela revista italiana Autosprint, em um claro sinal de que a questão deve estar incomodando, e muito, o empresário do piloto, Willy Weber. Embora afirme não estar preocupado, Hulkenberg sabe que a debandada de vários patrocinadores importantes colocam a Williams em uma situação muito parecida com a Sauber, salva pelos dólares do magnata das telecomunicações, Carlos Slim, sob a condição de fornecer um cockipit ao protegido Sergio Pérez.

A Renault, que promoveu um verdadeiro papelão no caso “Räikkönen vs. Petrov”, conseguiu arrancar mais um patrocinador do russo: a vodca Flagman estampará sua marca nos carros amarelos até o final da temporada de 2010.

Notícias não param de surgir sobre a Lotus. A batalha judicial envolvendo o direito de uso do nome entre Tony Fernandes e a Lotus Cars não parece interferir nos negócios da equipe malaia: a Lotus, que fez dois importantes anúncios nos últimos dias – a extensão do contrato com Mike Gascoyne até 2015 e a aquisição de tecnologia da Red Bull – fechou um acordo com a agência de entretenimento e esportes Creative Artists Agency (CAA), que cuida da carreira de diversas celebridades de Hollywood, como Steven Spielberg, Tom Cruise, Brad Pitt entre outros, músicos como Bruce Springsteen, Sting, Mariah Carey, Green Day, Bon Jovi…,   além de nomes do esporte como David Beckham, Jimmie Johnson (NASCAR) e vários outros esportistas nos EUA.

O acordo é interessantíssimo e, como os demais contratos fechados por Tony Fernandes, miram no futuro. Joe Saward, a fonte desta notícia, explica a importância da negociação:

O acordo com a Lotus sublinha justamente o que uma marca forte como a CAA acredita no potencial da Lotus e sua divisão de marketing vai agora desenvolver e implementar novas estratégias para a equipe, tanto nos EUA e em todo o mundo e criar programas inovadores para os parceiros da equipe. A equipe de Tony Fernandes também se beneficiará da filial CAA Evolução Media Capital, uma empresa de investimento que irá aconselhar sobre a aquisição e estruturação de novas empresas que podem se beneficiar com uma afiliação com Lotus Racing e F1.”

 

O belo carro da Lotus, com Heikki Kovalainen: futuro promissor.

 

Lembremos que em 2012 teremos a volta do GP dos EUA, em um circuito que será construído na cidade de Austin, Texas…

Já na parte de trás do grid, há algumas voltas das demais equipes, outra mudança. Os ares da terra natal foram suficientes para recompor a saúde de Sakon Yamamoto, afastado da corrida de Cingapura em favor de Christian Klien. Saúde financeira, claro; a “indigestão” do japonês foi causada pelo peso dos patrocinadores do austríaco em Marina Bay. Já em Suzuka, circuito onde o japonês estreou na F1 pela Aguri Suzuki em 2006, o apelo comercial de Yamamoto facilitou o retorno do piloto nipônico, mas para 2011 as coisas são tão incertas como o futuro da própria Hispania.

comentários
  1. wilson disse:

    e por falar em negócios, as equipes estão tratando de aparar qualquer possibilidade de favorecimento por parte da pirelli a alguma delas, quando era algo comum na época da bridgestone e até mesmo michellin, acompanhem:

    As equipes da F-1 chegaram a um acordo para garantir que ninguém ganhe uma vantagem injusta na próxima temporada ao formarem alguma aliança mais próxima com a Pirelli.

    Segundo a revista inglesa “Autosport”, existem algumas preocupações em relações a algumas equipes, que podem querer tirar vantagem ao realizarem o teste de performance dos pneus, fazendo seus carros se adaptarem aos compostos italianos.

    A preocupação tem fundamento: na época em que a Michelin duelava com a Bridgestone, no início da década, Ferrari e Michael Schumacher realizaram boa parte do desenvolvimento dos pneus japoneses, ganhando uma vantagem clara no relacionamento carro e pneus.

    O assunto foi discutido longamente no GP do Japão, e um acordo parece ter sido alcançado em prol da total transparência no desenvolvimento dos pneus. Os detalhes não foram definidos, mas a Pirelli deve fornecer todos os dados em todas as equipes, quando algum time exigir dados.

    fonte: tazio

  2. wilson disse:

    Testes pré-temporada para 2011 com mais um circuito disponibilizado:

    De acordo com o site da revista inglesa “Autosport”, o novo e seletivo circuito de Portimão, localizado na região do Algarve, em Portugal, deve ser um dos palcos dos testes da F-1.

    Ao lado do Bahrein, a pista lusitana inaugurada em 2009 deve dividir o cenário da pré-temporada com as pistas espanholas de Barcelona e Jerez, a princípio, nas quatro sessões finais de testes entre fevereiro e março de 2011.

    Aconteceu uma reunião no último fim de semana, no Japão, para que as datas finais dos quatro testes sejam finalizadas, nesta ordem: Barcelona, Jerez, Portimão e Bahrein. O último teste coletivo será realizado entre os dias 3 e 6 de março, no Bahrein.

    fonte: tazio

  3. wilson disse:

    Christian Horner acusou a Mclaren de usar Jenson Button como “uma cobaia de sacrifícios” no Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1.

    Só mais uma farpa entre mclaren e redbull ou realmente uma estratégia da mclaren?

    A teoria de Christian Horner, chefe da Red Bull, era que a longa permanência de Button na pista com pneus duros, antes de sua parada visava em Button segurar o ritmo das redbull e alonso para Hamilton se aproximar, mas que deu errado pelo problema do lewis.

    Segundo ele … “Mas parece que Hamilton teve um problema e eles abortaram aquela estratégia para Jenson. Parece um pouco que ele (Button) era uma cobaia de sacrifícios, eu não sei, parecia estranho”, afirmou Horner.

    Martin Whitmarsh (da mclaren) confirmou que uma das intenções da estratégia de Button realmente era segurar as Red Bulls e Alonso para que Hamilton pudesse se aproximar.

    ???? fim campeonato pegando fogo, e vocês que acham? intriga da oposição ou uma tática que foi empregada?

    • Allan Wiese disse:

      Intriga da oposição. O próprio Whitmarsh disse que não fariam isso. E eu acho que não fariam isso, ainda mais onde ambos os pilotos correm atrás do prejuízo do campeonato.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Wilson, vejo mais como uma estratégia da Red Bull em desestabilizar a McLaren. Não é uma tática nova; a Red Bull também reclamou como nenhuma outra equipe da troca de posições da Ferrari na Alemanha. Nada mais, nada menos do que a velha guerra de nervos da F1.

      O ponto fraco de Jenson Button durante toda a temporada tem sido as classificações; durante a corrida, ele tem um ritmo bom. Não faz o menor sentido a equipe “sacrificar” Button após a “ressurreição” do inglês em Monza.

      Agora se teve uma estratégia bizarra que realmente não deu pra entender foi a do Rosberg. Ele ia parar na última volta?

  4. wilson disse:

    interessante, muito interesante

    posicionamento dos pilotos pelo critério atual e o do ano passado

    Piloto antiga atual
    1º Webber 88 220
    2º Alonso 83 206
    3º Vettel 84 206
    4º Hamilton 79 192
    5º Button 77 189
    6º Massa 61 128
    7º Rosberg 47 122
    8º Kubica 42 114
    9º Schumi 18 54
    10º Sutil 15 49

  5. wilson disse:

    Massa após o gp do japão

  6. Mari Espada disse:

    Vitor, excelente post, com a sua visão detalhista de sempre!
    Passo aqui apenas para dar-lhe os merecidos parabéns!

    Beijos!

  7. Allan Wiese disse:

    Interessante ver como objetivos que parecem semelhantes, continuar na categoria, podem ter resultados tão dispersos. Malya e Fernandes tomaram suas decisões até aqui, mas o caminho que cada uma delas tem tomado é bem diferente. Enquanto Malya quis ter um retorno mais rápido de seu investimento, trazendo uma empresa sua para estampar sua marca nos carros da Force India, Fernandes busca parcerias confiáveis e promissoras.
    Uma pena. Malya começou tão bem fazendo parceria com a McLaren, mas acabou se perdendo. Ganância? Talvez.
    E Fernandes se mostra profissional ao fazer seus negócios. Parabéns a ele.

  8. […] da equipe. Depois, veio o caso Aerolab/Lotus: 1.074.730 euros, fora as taxas. Mais tarde, perdeu uma ação movida contra a Etihad Airways e a Aldar por quebra de contrato. E agora, mais um processo movido por um ex-piloto custará à equipe 2 […]

  9. […] restringe ao meio do pelotão. Mallya tentou reverter a situaçãonos tribunais, mas, como sempre, as Cortes não lhe dão sorte… Christijan Albers guia a Spyker: Etihad e Aldar migraram para a […]

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