A Indy para 2011.

Publicado: 15/10/2010 por Vitor, o de Recife em Artigos
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A experiência pesou e Dario Franchitti conquistou o seu terceiro título, superando a sensação da temporada, Will Power. Mas enquanto o escocês comemora, com toda justiça, sua nova conquista, as atenções estão agora voltadas para o futuro. O número de carros deve aumentar em 2011, assim como o nome de interessados em preencher os cockipits. A surpresa se deve aos nomes envolvidos nos mercados de pilotos: Tony Kanaan, Ryan Hunter-Reay, Ryan Bricoe e Graham Rahal integram uma extensa lista de postulantes às vagas parade 2011. A razão pela dúvida sobre o destino de todos é o mesmo: patrocínios.

 

Simona de Silvestro continua na HVM em 2011

 

Há nomes certos para 2011: permanecem onde estão a dupla da Ganassi; Alex Tagliani (FAZZT); a talentosa suíça Simona di Silvestro, recém renovada com a HVM e Hélio Castro Neves e Will Power na Penske. No entanto, uma forte equipe surpreendentemente vem tendo grandes dificuldades em manter seus pilotos: trata-se de ninguém menos que a outrora poderosíssima Andretti.

A dona da maior esquadra da categoria, com quatro carros, tem como certos somente Marco Andretti e Danica Patrick, que não esconde seus flertes com a rentável Nascar. No entanto, dois de seus mais completos pilotos podem não continuar em 2011.

Uma semana após a decisão da Indy, os noticiários foram surpreendidos pelo fim do patrocínio da 7-Eleven no carro 11, vigente desde a contratação de Tony Kanaan pela então Andretti-Green na IRL, em 2003, o que colocou em dúvida a permanência do brasileiro na equipe. A empresa continuará associada ao time, mas no carro da “menina de ouro” Danica Patrick.

Acontece que Kanaan é uma espécie de alicerce na Andretti; não era raro ver o brasileiro “calibrando” o carro dos companheiros em Indianápolis. Sua experiência é valiosa para a equipe; por isso o interesse declarado da Andretti em permanecer com o campeão de 2004. No entanto, patrocínios que banquem toda a estrutura de um carro não são fáceis de conseguir e o piloto foi liberado para conversar com outras equipes. Sem cockipit, Kannan não deve ficar; além de bem conceituado, foi o melhor piloto da Andretti classificado no campeonato: 6º colocado. E para piorar, o segundo piloto da equipe melhor posicionado no campeonato também está ameaçado: Ryan Hunter-Reay, 7º colocado na classificação final, também perdeu seu patrocinador principal.

 

A Andretti pode perder os seus dois melhores pilotos.

 

Kanaan e Hunter-Reay foram os únicos pilotos da Andretti a vencerem em 2010: Kanaan em Iowa, Hunter-Reay em Long Beach. Não por acaso, são os pilotos mais experientes da equipe; sem eles, a Andretti perde uma importante referência para o desenvolvimento de seus carros. Marco Andretti e Danica Patrick oscilam muito; o primeiro até conseguiu superar sua excessiva agressividade, deixando de lado a imagem de piloto “win or wall” de 2009, mas é inexperiente e não possui grande valor como acertador de carros. Neste quesito, Danica não se difere do companheiro, além de deixar a desejar em circuitos mistos. Não é à toa que a Andretti luta para manter Kanaan e Hunter-Reay.

Outra grande força da categoria deve sofrer uma mudança em seu quadro de pilotos. Comenta-se que Roger Penske pretende voltar a alinhar apenas dois carros na próxima temporada e o cockipit a sobrar seria de Ryan Briscoe. Em sua passagem pela mais tradicional equipe da Indy, o australiano superou a imagem de destruidor de carros conquistada na Ganassi, devido aos seus inúmeros acidentes. Em três anos de Penske, fez temporadas regulares, mas longe do brilho de seus companheiros ou mesmo de seu antecessor, o americano Sam Hornish Jr, hoje na Nascar. Em 2010, Briscoe venceu apenas uma corrida, no Texas. Muito longe do desempenho de Will Power (cinco trunfos) e Hélio (quatro vitórias).

Outro nome alvo de especulações é Graham Rahal. Ex-piloto regular da tradicional Newman Haas, Rahal fez uma temporada itinerante em 2010, correndo pela Sarah Fisher, Rahal Letterman (somente em Indianápolis), Dreyer & Reinbold e Newman/Haas. No entanto, o filho de Bobby Rahal anunciou ter conseguido patrocínios suficientes para fazer uma temporada completa em 2011; a questão é em qual equipe. Especulações dão conta de um possível terceiro carro da Ganassi; outros rumores apontam para o lugar ocupado por Dan Wheldon na Panther. A terceira solução seria o retorno da equipe de seu pai, a Rahal Letterman, que este ano correu apenas em Indianápolis.

 

Teremos dois destes belos carros em 2011. Quem os preencherá?

 

Quanto a Wheldon, seu futuro não está certo na Panther. Além de Rahal, JR. Hildebrand e Ed Carpenter postulam a vaga na equipe patrocinada pela Guarda Nacional americana. Uma esperança para o inglês seria a KV, que deve crescer devido ao interesse da associação com a malaia Lotus Cars, que atualmente estampa o carro de Takuma Sato e pretende colorir mais um para 2011; pois um dos nomes ventilados foi Dan Wheldon, um piloto experiente, detentor de um título e que deve preservar os carros da equipe. A KV vem de uma temporada repleta de acidentes, o que seria motivo suficiente para Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser renovarem o seu quadro de pilotos. Por outro lado, Sato e Ernesto Viso contam, respectivamente, com ligações valiosas de investidores como Honda e PDVSA. Resta saber se o dinheiro injetado compensa a contabilidade de carros destruídos. Mário Moraes, por sua vez, pode sobrar.

Outro brasileiro com o futuro não garantido é Raphael Matos. O campeão da F-Atlantic e Indy Lights fez uma boa temporada pela estreante De Ferran Dragon. Pesa contra Matos o fato de ser um piloto inexperiente em uma equipe que precisa justamente de experiência para crescer na categoria; sua permanência dependeria da aquisição de fundos para dipor de dois carros em 2011. Cogita-se que o piloto a preencher o (ou um dos) cockipits é o francês Simon Pagenaud, ex-companheiro de Will Power na equipe Walker na Champcar e que correu pela equipe de Gil de Ferran na American Le Mans Series.

Um dos mais tradicionais nomes do automobilismo dos EUA, a Newman/Haas caiu vertiginosamente desde que se integrou à IRL. Parece ser certa a permanência de Hidek Mutoh, graças aos seus investidores; um segundo carro poderia ser ocupado por Graham Rahal, mas nada é certo.

 

O impressionante acidente de Conway em Indianápolis. O inglês deve voltar em 2011.

 

Já  Dreyer & Reinbold espera continuar contando com os serviço dos ingleses Justin Wilson – com duas honrosas segundas colocações em 2010 –  e Mike Conway, que estará recuperado do assustador acidente em Indianápolis. Enquanto Conway – campeão da F3 inglesa, sendo companheiro de Bruno Senna – é tido como certo, dúvidas pairam sobre o destino de Wilson, que após dois ano de bons resultados em equipes pequenas, pode barganhar um cockipit melhor para a próxima temporada. Bia Figueiredo (conhecida como Ana Beatriz pelos americanos) agradou à equipe, mas necessita de um patrocinador para bancar uma temporada completa.

 

Bia Figueiredo: na dependência de patrocinadores.

 

As nanicas Conquest e Dale Coyne devem preencher seus cockipits com pay drivers, o que significa que, sim, assistiremos de novo Milka Duno contar as voltas que toma dos demais pilotos. No entanto, o belga Eric Bachelart, dono da Conquest, luta para manter o compatriota Bertrand Baguette na equipe. Nomes de jovens pilotos que fizeram carreira nas categorias de base dos EUA, como o americano J.R. Hildebrand (campeão da Indy Lights de 2009) , o francês Jean-Karl Vernay (campeão da Indy Lights deste ano), o  inglês Alex Lloyd (campeão da Indy Pro Series 2007) e o colombiano Sebastian Saavreda (3º colocado na Indy Lights 2009) devem brigar por estas vagas.

Por fim, fala-se que a tradicional equipe Walker, ausente desde a fusão entre IRL e Champcar, deve ingressar na categoria em 2011, em uma parceria com a 3G, time que tentou disputar a temporada de 2010 mas nunca concretizou o plano. A equipe de Derrick Walker correu nesta temporada na Indy Lights, com Dan Clarke e Jonathan Summerton, naturais candidatos à(s) vaga(s) a serem abertas pela equipe. Richard Antinucci, que correria pela 3G em 2010, também integra a lista.

In fact, the carnage has been so bad this year that Moraes’ crash at Motegi was rumored to be caused by an old, failing part that KV had no choice but to run. Despite Sato’s Honda connections getting him into the series, Viso’s lucrative personal sponsorship deals, and Moraes’ strong runs for the team in the past, all three may be gone in 2011.
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comentários
  1. Allan Wiese disse:

    Vitor, parabéns.
    Bom ter por aqui um lugar pra ficar por dentro das outras categorias…

  2. Fernando Kesnault disse:

    Excelente cobertura Vitor. Gostei do “post”, parabéns.

    Apesar das críticas gosto da presença da Milka Duno pois além de ser mulher, é muito bonita e isso conta prá caramba. Quanto aos brasileiros sinto pelo Raphael Matos que parece que é do ramo quanto ao Mario Moraes só tá se divertindo e não tem compromisso com a carreira…é o que sinto. Quanto ao Kanaan desgostei dele desde a época em que se abdicou de disputar o título em favor de ajudar o companheiro Franchitti na primeira conquista, portanto…

    • Vitor, o de Recife disse:

      Kesnault, obrigado pelo elogio.

      Quanto ao Kanaan, é o meu piloto preferido na Indy. Não acho que a atitude de ajudar o Franchitti em 2007 tenha diminuído o seu valor; era o piloto que tinha mais chances de conquistar o título e ajudar a equipe – indiretamente, ajudar o próprio Kanaan. Dixon estava muito próximo, foi uma atitude racional, mas nada perto de uma Ferrari…

  3. Daniel Machado disse:

    Espero ver a Bia correndo 1 temporada inteira, é dificil, mas ela me parece ser ótima pilota. Espero que o Tony também consiga uma vaga, ele é um ótimo piloto para ficar fora da Indy ano que vem.

    • Vitor, o de Recife disse:

      A questão da Bia é conseguir patrocínio, mas dependendo do interesse da equipe podemos ter surpresas.

      Quanto ao Tony, a questão não é conseguir uma vaga, mas a qualidade da vaga. Tudo bem que a Indy permite mais surpresas que a F1 – basta lembrar da vitória do Justin Wilson ano passado, com uma modestíssima Dale Coyne – mas há um “gap” considerável entre as equipes de ponta e as menores.

  4. André Luiz disse:

    A Indy é um lixo!

    • wilson disse:

      menos batista, bem menos.
      os americanos vivem sem a formula1 e a consideram um lixo tambem.
      questão de ponto de vista.
      existe vida fora da formula1

      seu posicionamento carece de fundamento, pois não existe o motivo para considerar um lixo.
      para algo ser pior que outra coisa é preciso um parametro de comparação

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