Os fins justificam os meios?

Publicado: 29/10/2010 por Alex-Ctba em Artigos
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Felipe, Fernando is faster than you. Can you confirm that you understood the message?

Essa informação dada por Rob Smedley, engenheiro de pista de Felipe Massa, aconteceu na 11º etapa da temporada, quando restavam ainda duzentos pontos em disputa no mundial de pilotos e a diferença entre Alonso e Massa se se mantivesse as posições antes da troca seria de vinte e quatro pontos, menos do que uma vitória. Desde então uma polêmica se instaurou e o jogo de equipe, que sempre existiu na F1 desde os tempos mais remotos, voltou a ocupar a pauta do dia.

A Ferrari investiu muito na contratação do espanhol Alonso, já que dispensou os serviços do campeão mundial de 2007, Kimi Raikkonen, antes do término de seu contrato,  mantendo-o, contudo, em sua folha de pagamento e trouxe o polêmico, porém incontestável no que se refere a capacidade de pilotar um F1, bi-campeão mundial de Oviedo.

A Red Bull, a duas etapas do término da temporada, insiste no diálogo de que não priorizará nenhum piloto, mesmo com o Alonso com onze pontos de vantagem sobre Webber, o postulante da equipe Austríaca, melhor posicionado no campeonato. O discurso ensaiado de Christian Horner, afirma que os princípios esportivos do time vão em direção contrária às intragáveis ordens de equipe.

Martin Whitmarsh, team principal da McLaren mantém discurso semelhante ao seu colega Horner, e Button, apesar das chances mínimas, não dá mostras que trabalhará em favor do companheiro Hamilton na corrida de Interlagos.

Muitos passaram a questionar, se a F1, um esporte que movimenta cifras milionárias e envolve diversos interesses, não deveria legitimar oficialmente o jogo de equipe e excluir do regulamento esportivo, o artigo que o proíbe, apesar de o mesmo continuar a ser praticado de forma codificada pelas equipes, já que há algum tempo, as conversas de rádio são monitoradas pela FIA.

Os sete pontos que Alonso conquistou no GP da Alemanha, se fossem anulados, não lhe tiraria sua legítima liderança, porém com um campeonato tão acirrado quanto este, é muito provável que, caso Alonso sagre-se campeão, a diferença para o vice-campeão fique abaixo disso. E aí cabe a pergunta: Os fins justificam os meios?

So… What could I say? Good result for the team.

Essa foi a resposta de um resignado Felipe Massa após ceder sua vitória ao espanhol.

comentários
  1. Vitor, o de Recife disse:

    Mosley botou lenha na fogueira ao dizer que o título de Alonso desvalorizaria a F1 justamente pela adoção do jogo de equipe em Hockenheim.

    http://www.gpupdate.net/en/f1-news/246051/alonso-title-could-devalue-f1-says-mosley/

    Eu não acho que chega a tanto, mas que foi desnecessário, foi, embora duvide que Massa, ao oscilar tanto durante o ano, tivesse alguma chance de lutar pelo título. Talvez até deixasse o caminho mais livre para a Red Bull. É complicado…

    E falando nos touros vermelhos… o último artigo do Eduardo Correa no GPTotal deu uma bela estocada na falsa igualdade de condições na Red Bull:

    “O marketing pode decidir o Mundial de Pilotos de 2010.

    Leio na edição de AutoSprint pós-GP do Japão que a RBR “já há alguns meses” – certamente depois das cabeçadas na Turquia e Silverstone, presumo eu – fechou um acordo com seus pilotos: quem largar melhor segue na frente, ditando o ritmo da corrida, sem ser pressionado pelo companheiro de equipe. Isso explicaria a passividade de Mark Webber em Suzuka, onde se limitou a comboiar Sebastian Vettel por toda a corrida, sem ataca-lo.

    Não entendo como o australiano aceitou um acordo desses posto que é, em geral, mais lento que o companheiro de equipe (nos treinos de classificação, perde para Vettel por 11 x 6) e também menos aparelhado para largar bem. De parte da RBR, até entendo os motivos: a equipe fica livre de repetir o vexame de Istambul, dá mais asas ao seu queridinho Vettel e ainda faz um belo papel frente ao público consumidor, podendo posar de defensora dos valores do esporte – mesmo que isso possa levá-la a perder o Mundial deste ano.

    (…)

    No entanto, ao encerrar o expediente, ontem, vejo no http://www.grandepremio.com.br: “Horner insiste que Red Bull vai manter igualdade entre Vettel e Webber”. Christian Horner, o diretor da equipe, informa: “Nós temos dois pilotos fantásticos e vamos continuar apoiando ambos igualmente, de acordo com o caráter de credibilidade da Red Bull.”

    Ao mencionar a “credibilidade da Red Bull”, a declaração de Horner reforça o caráter marketeiro da decisão de não privilegiar Webber. Com isso, a equipe arrisca-se seriamente a praticar a autoimolação, dependendo da capacidade de Webber em superar Vettel em treinos e largadas.

    Ok que isso já aconteceu, que Vettel tem errado muito etc e tal e também que o Mundial de Construtores está muito próximo da RBR, dada que distância que a separa da Ferrari (52 pontos) e a lama em que navega a McLaren atualmente. Mas em relação ao Mundial de Pilotos, é um risco tolo, que só pode ser explicado pela ótica da burrice – o que não me parece o caso – ou do marketing.”

    • Alex-Ctba disse:

      Valeu Vítor, então pelo seu ótimo comentário, colhendo ainda outras opiniões para fundamentá-lo, posso concluir que sua resposta é SIM, os fins justificam os meios, certo?

      • Vitor, o de Recife disse:

        É complicado, Alex. Acho que há um consenso de que se um piloto não tem mais chances, o jogo de equipe é válido. Não foi o caso da Ferrari, que ainda por cima infrigiu o regulamento. Mas aí a gente pergunta: ela infrigiria se tal norma fosse cumprida à risca? Afinal, no Brasil em 2007 e 2008, ocorreu o jogo de equipe e este foi aceito, correto? A McLaren em Silverstone 2008 e Turquia 2010 também… e em todas essas oportunidades o mesmo regulamento estava em vigor.

        Ok, ignoremos o regulamento… já que ele é ignorado mesmo. Voltemos a ideia iniciall: o que determina a chance de um piloto em brigar pelo título (considerando pilotos com desempenhos parelhos)? A matemática. Não foi o caso da Ferrari em Hockenheim, como você expôs. A diferença entre Massa e Alonso era de menos de uma vitória…

        Mas se formos analisar o desempenho dos dois pilotos ao longo da temporada, Alonso seria a aposta lógica. A dificuldade de Massa fez com que ele oscilasse muito ao longo da temporada. Claro, há o fator confiança: duvido que Massa tivesse um desempenho tão pífio no Japão e em Cingapura se nao fosse relegado a segundo piloto tão cedo. Por outro lado, teria tido uma recuperação tão espetacular como Alonso desde então? Acho que não…

        A Ferrari não tem um carro tão eficiente como a Red Bull, que se contasse com a dupla da Ferrari, garanto que dominaria sozinha o mundial. Então… depois que a poeira baixou, podendo analisar friamente a questão, a essa altura diria que a Ferrari fez o certo.

    • Marcelo Brum disse:

      Meus pais sempre me ensinaram que os fins nunca justificam os meios, porém na F1 isso não parece valer de nada. Na hora de enaltecer os pilotos é esporte, daí na hora de cobrar Fair-play das equipes é business. Se definam de uma vez, antes que enojem a todos os fãs. E quem é o senhor Mosley para criticar alguma coisa? Ô corja de sangue-sugas!!!

      Desculpe, Vítor, meu desabafo é contra essa máfia toda aí. Não se trata de querer um bando de maricas nesse esporte que, definitivamente, é para os fortes, mas se trata de ver, pelo menos, regras claras e que valham para todos.

      Abçs!

      • Vitor, o de Recife disse:

        Concordo Marcelo. A falta de coerência nas regras – seja o que está escrito, seja na hora de aplicar – e que terminam desgastando mais ainda a categoria.

        Sinceramente, por mim eu liberaria o jogo de equipe. As próprias equipes possuem uma cultura que varia em cada uma. Williams e McLaren, por muitas vezes (sim, tem exceções), liberaram a disputa. Na Ferrari, sempre valeu o “melhor para equipe”. Caberia ao piloto escolher a equipe que encaixasse com suas pretensões e o público não seria feito de idiota. A regra atual é uma piada de mau gosto, aliás, como muitas outras partes do regulamento vigente.

      • Allan Wiese disse:

        Esse é realmente o grande problema. Por mais estranho que pudesse parecer uma regra dessa presente no regulamento, pelo menos as equipes que o fizessem estariam dentro das regras e a credibilidade da categoria não iria diminuir a cada episódio…

      • Alex-Ctba disse:

        O Regulamento Esportivo sempre terá itens controversos. De acordo com as mudanças das regras sempre algum artigo fica defasado. No caso do artigo 39 que proibe o jogo de equipe, ele foi adicionado ao Regulamento para acalmar a opinião pública que ficou muito contrariada com a atitude da Ferrari em Zeltweg/2002, eu vejo como um artigo hipócreta, pois a FIA sabe que sempre existiu, de forma velada ou não, a tal das “team orders”. Como disse o Vítor, o piloto q procure a equipe com a melhor filosofia de trabalho, ou então como diz o dito popular: Quem pode mais, chora menos!

  2. Allan Wiese disse:

    Tá cada vez pior?
    http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2010/10/revista-acusa-ferrari-de-ter-dado-ordens-massa-no-gp-da-coreia.html

    Eu acho que não, mas infelizmente essa é uma realidade presente no esporte.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Só a telemetria ou o tempo de volta no living time comprovaria isso. De qualquer forma, o Massaaparentou estar estava bem relaxado após a corrida. Ele não costuma esconder quando está contrariado…

  3. wilson disse:

    de novo esse assunto.
    tá mais que comprovado que jogo de equpe sempre existiu na f1 e no automobilismo de forma geral e há um bom temp.

    diferença é que tem equipes que fazem bem feito e outras no ardor da competição esquecem de codificar de forma ficar imperceptivel (foi caso da ferrari)

    Nao tivessem feito isso alonso não estaria disputando o título e a ferrari tambem naõ, ainda estaria tentando se encontrar

    por sinal essa é a razão da redbull até de repente levar título de construtores, mas seus pilotos não serem campeoes esse ano: divisão.

    Não vou entrar em detalhes, mas pesquisem sobre divisão na história e verão coisas espantosas.

    Civilizações foram dizimadas por divisão em seus governantes, em seus exércitos.
    Familias tem sido destruidas, tem ido a falência por divisão entre si.
    No esporte, como por ex. a f1, equipes tem perdido títulos por egocentrismo seus dirigentes, evidenciando a famosa divisão.

    Mclaren 2007, exemplo clássico.

    atualmente redbull não vai privilegiar webber em detrimento de vettel, já deixaram isso claro ultimas semanas (deem um lida rapida no james allen) que horner deixou bem claro que o projeto deles para os proximos é vettel (imaginem um piloto com webber sabendo disso) a ducha de agua fria que é. Essa seria unica oportunidade de webber antes de se aposentar ter um titulo mundial, e parece que foi pro brejo.

    Existe divisão por lá, e isso, não sei explicar de que forma, deixo para pesquisadores, cientistas, esotéricos, essa energia acaba como que contaminando tudo a sua volta e as coisas parecem que não dão certo.

    Assim como o entusiasmo em muitos casos acaba fazendo se sentir e trazendo resultados inesperados de forma positiva.

    Se os fins justificam os meios? sim. com toda certeza.
    Mas eu sou um bagrinho, não tenho cargo de confiança, não trabalho numa multinacional no momento. Se tivesse um cargo que afetasse milhares de pessoas, se fosse uma figura publica, alguem da mídia evidentemente não confirmaria isso.
    Mas é o que rege e dita os comportamentos e atitudes em grandes corporações.

    Se você tem resultados a cumprir, se é cobrado, se há muito em jogo, dinheiro, reputação, empregos, patrocinadores, etc… vale sim os meios.

    Já tive pessoas sob minha responsabilidade e bonzinho não vende. Aqueles que só seguem as regras, que fazem as coisas de maneira convencional, que não arriscam, que não criam nenhum fator novo, não trazem resultados excepcionais e em pouco tempo o rendimento da empresa declina (eram vendedores)
    quem vendia era quem me dava trabalho, tinha que interagir com tecnicos para suplantar algum desafio, alguma coisa que normalmente não poderia ser feito, ou que teria que ser cobrado a parte, tinha que pedir autorização especial a meu gerente, etc. etc
    e esse meu gerente sempre (mesmo que isso não seja ético, não seja prudente, não seja legal) elogiava esse vendedor em reuniões.

    Então business são business. Desafios, titulos, projetos são alavancados por quem busca superação.

    Já disse: prefiro um alonso a dois massas.
    E o mundo dos negocios, inclusive f1, confirma isso.
    Errado? será mesmo?
    Garanto que os espanhois, os tifosi de verdade, os italianos, quem ama e é apaixonado pela ferrari não acha errado o episódio da alemanha. ALém do que só ganhou a proporção que tomou porque algumas bestas não souberam realizar seu papel corretamente lá naquele dia.

  4. alex,

    bem antes da polêmica cessão de posição de massa a alonso, eu tinha simulado a situação do campeonato se cada equipe tivesse um piloto com os melhores resultados e o outro com os piores resultados.
    lembro da discussão e a conclusão era de que matematicamente o jogo de equipe era extremamente vantajoso e “justificável” (ao menos matematicamente).
    quem tiver dúvidas sobre isto, veja a situação hoje, logo mais abaixo.
    alonso está só a 27 pontos da soma dos melhores resultados da ferrari, 258, que renderia um mísero III lugar se o jogo de equipe fosse feito por todos.
    webber está a 67 pontos da soma dos melhores resultados da redbull, 287, que renderia um gratificante I lugar.
    hamilton está a 70 pontos da soma dos melhores resultados da mclaren, 280, que renderia um II lugar.
    a minha dúvida sobre o jogo de equipe ferrarista é menos sobre a alemanha, onde o tal ficou evidente, e mais sobre desde quando o alonso já tinha sido escolhido como principal piloto. basta lembrar da outra polêmica ultrapassagem na entrada dos boxes feita por alonso sobre massa e que não gerou ruído na ferrari. talvez, e muito talvez, só massa não soubesse das suas novas atribuições.

    FERRARI
    #1: 258 (25, 15, 6, 12, 18, 12, 6, 15, 4, 0, 25, 18, 12, 25, 25, 15, 25)
    #2: 116 (18, 12, 0, 2, 8, 8, 4, 0, 0, 0, 18, 12, 0, 15, 4, 0, 15)

    RED BULL
    #1: 287 (12, 2, 25, 8, 25, 25, 15, 12, 25, 25, 15, 25, 18, 12, 18, 25, 0)
    #2: 139 (4, 0, 18, 4, 15, 18, 0, 10, 0, 6, 8, 15, 0, 8, 15, 18, 0)

    McLAREM
    #1: 280 (15, 25, 8, 25, 10, 10, 25, 25, 18, 18, 12, 4, 25, 18, 12, 12, 18)
    #2: 119 (6, 8, 4, 18, 0, 0, 18, 18, 15, 12, 10, 0, 0, 0, 0, 10, 0)

    quem tiver paciência pode ver quantas posições poderia realmente ter sido trocadas e quantos pontos isto renderia hoje pra cada um dos três melhores.
    nas minhas contas;
    alonso somaria mais 5 pontos (aus e tur) aos outros 7 (ale), estaria com 236.
    webber ganharia mais 12 pontos (mal, can, cin), estaria com 232, ou ainda mais 10, sem a investida de vettel, na turquia, logo, poderia estar com 242.
    hamilton ganharia mais 9 pontos (can, jap), estaria com 219.

    vale à pena? pra red bull acho que sim.

    • Vitor, o de Recife disse:

      “a minha dúvida sobre o jogo de equipe ferrarista é menos sobre a alemanha, onde o tal ficou evidente, e mais sobre desde quando o alonso já tinha sido escolhido como principal piloto”.

      Acho que não, Alexandre. O jogo de equipe foi definido bem depois da China. Que sentido faria o Massa segurar Alonso em Melbourne, pouco antes da Xangai?

      O que deve ter determinado a equipe a assumir a preferência foi a sequência de resultados negativos antes de Hockenheim. Massa teve uma série de três corridas sem pontuar; no mesmo período, Alonso deixou de pontuar apenas na Inglaterra e conquistou ainda um pódio. Aí em Hockenheim a equipe fez a conta e analisou o desempenho dos dois pilotos.

      Massa deve esquecer 2010 e se concentrar em 2011. E torcer pra Pirelli ser menos madrasta ao seu estilo de guiar. Claro que vai ser mais difícil se tiver que enfrentar um companheiro campeão… mas para ser vencedor, tem que ter uma autoconfiança inabalável, o que ele não está demonstrando ultimamente.

    • Alex-Ctba disse:

      Nice stats Alexandre! Na minha opinião, a Ferrari qdo contratou o espanhol já tinha em mente q ele seria o seu piloto a disputar o campeonato. Claro q ela tem q deixar o barco correr, mas a exemplo do q acontecia com o Schumacher, ela decide com bastante antecedência quem vai apoiar. No caso do Massa em 2008, a Ferrari esperou até o Kimi não ter mais chances matemáticas, para definir q o mesmo deveria apoiar o brasileiro. Pagou caro e perdeu o campeonato por 1 pto. Não entendo como funciona internamente, mas deve ser complicado para a equipe dizer a um piloto do calibre de um Kimi Raikkonem q, apesar dele ter chances matemáticas, a equipe enxergava no Massa, o piloto com maior potencial a disputar o campeonato. No caso inverso, entre o Massa e o Alonso, é mais fácil para a equipe definir isso, já q Alonso tem o prestígio de um bi-campeão e o Massa tem além de td uma “dívida” com a equipe q apostou na sua recuperação, fora q na pista, onde realmente importa, o espanhol destruiu o brasileiro.

  5. wilson disse:

    e é por isso que eles perderão o titulo: divisão de forças

    agora pergunto:
    com as mudanças para ano que vem
    kers, eliminação asa duto, extrator de ar duplo, novo fornecedor pneus

    podendo fazer com que a redbull não tenha mais o incrivel carro que tem hoje e muito provavelmente não disputando o título como nesse ano, terá valido a pena jogar fora o título (possibilidade dele) fora esse ano????

    • Qual era o melhor carro de 2009 sem todas essas mudanças ?

      RB5.

      Não tinha difusor, Kers e nem mesmo o F-duct.

      Então eles jé tem uma base para um grande carro, não se preocupe.

      • Alex-Ctba disse:

        Não subestime a capacidade da Ferrari em copiar bons projetos rsrsrs. Tá na hora do Aldo Costa e do Nikolas Tombazis criarem algo novo e revolucionário…

      • wilson costa disse:

        é bom não seguir essa linha de raciocinio, não segue assim uma dinamica propria indissoluvel, vide que ferrari ainda continua atrás, mas desenvolveu bem seu carro. tanto que só está apanhando em classificação graças ao famoso dispositivo que só entra em ação no q3 para duas voltas super, super.

        A ferrari não apenas copiou, entendeu de forma ampla os conceitos do rb6, por isso chegou perto.
        Repito, ano que vem sem o extrator duplo, as coisas mudarão bastante.
        projeto do rb5 e rb6 tem como maxima aproveitar escoamento de ar na parte traseira, com inclusive uma caixa cambio miniaturizada, ou posição de forma a como que fazer uma forma em cunha na traseira de forma suave.

        O kers que volta, fez um bem danado a ferrari quando usou, assim como a mclaren.
        Aposto antecipadamente que ferrari estará dando as cartas ano que vem.
        Não será o carro a ser batido, mas estará muito bem.

      • O RB5 não tinha nada do que você falou Wilson.

        Ele foi desenvolvido para ter depois do GP de Mônaco, então se baseie nisso que lhe disse, não no carro que chegou ao fim do ano.

        Se esse raciocínio seu estiver correto, você verá a Ferrari no meio do Grid brigando com a Williams, porque o carro de 2009 era uma bomba.

      • wilson costa disse:

        claudemir, como você é antialonso não conta

        além do que você só coloca possibilidade retrocesso
        2008 caro claudemir, perderam porque não tinha o alonso, ferrari errous algumas vezes e o massa idem, lembra que hamilton ganhou por um ponto apenas?
        ganhou mas não tinha melhor carro, melhor carro era ferrari, mas deram azar

        então se seu raciocinio é que ferrari vai estar no nível de 2008 que voce achava ruim então eu fico bem tranquilo

        sua visão é que tá meio embaralhada nesse aspecto

      • Wilson, eu escrevi 2009, 2009, 2009.

        Os projetos de 2011 são baseados nas idéias dos carros do início do campeonato de 2009, sem difusor duplo e f-duct.

        Os carros de 2008, se você não se lembra, acho que não, são outros modelos, com asas maiores na traseira e mais baixas e menores na frente e mais altas. Não servem de parâmetro para os carros de 2011.

        Para você se basear ainda melhor, as diferenças para os carros básicos como o RB5 do início da temporada de 2009 para os carros de 2011 são:

        Asa móvel na traseira.

        20 kilos a mais de lastro

        Kers (que pode ser obrigatório, se não for, nem isso)

        Então, fica mais fácil o seu entendimento agora? Ou quer eu liste as diferenças para os carros de 2008? Deve dar uma lista de pelo menos 15 itens…

        Lembrando que sua Ferrari tinha um carro péssimo em 2009 e nem mesmo as evoluções deram jeito no carro. O que não quer dizer que eles não tenham uma boa base com o F10, mas que perderá muito em questões aero esses carros de 2010 perderá se forem bases para 2011.

        Concluindo, o carro a ser batido ainda em 2011 será o RB7, se vão ganhar ou não os mundiais eu não sei, mas serão os ponteiros junto com sua estimada Ferrari, Mclaren e Mercedes de Ross Brawn.

      • wilson costa disse:

        te garanto que não será claudemir
        você tá indo muito pro lado técnico teórico, existem outras variaveis que você não está levando em conta

        assim como esse ano falei repetidamente e bati de frente em varios blogs com torcedores do massa que ele não iria se dar bem versus alonso, e estamos vendo o que aconteceu no decorrer da temporada.
        Cinco corridas atras falei que o hamilton iria novamente fazer lambança, bater, sair da corrida e acertei.

        Nas ultimas corridas ele so nao se saiu mal nesta ultima e até nisso eu tinha nitida torcida e impressão que seria necessario ao campeonato, ele se dar bem antes das duas ultimas. assim ele fica com falsa impressão de disputar o título, se anima, se empolga e novamente vai pro tudo ou nada e nessas condições ele sente o peso nas costas.

        vai por mim.

        assim como a redbull dividida ainda vai perder o titulo no caso de pilotos e ganhar no de construtores, que para eles é mais negócio.

        webber terá para não depender de nada nem de ninguem ganhar as duas corridas. Ou então ganhar uma e chegar em segundo na outra e torcer para Alonso nao vencer na outra.

        Acertei quase tudo nesse ano, portanto claudemir voce pode ate não gostar mas o fato é que lhe asseguro antecipadamente que a ferrari estará melhor que a redbull ano que vem. E que a redbull vai perder seu exponecial handcap.

        Estou aqui para ser cobrado, não tenho medo de dar a cara pra bater não.
        sou bem resolvido quando digo que algo é xis, é porque é xis

  6. Allan Wiese disse:

    “>A minha opinião eu já havia dado aqui:

    Fernando Alonso, depois de uma carreira irretocável no Kart, chegou à F1 em 2001, pela Minardi. Em 2002 foi piloto de testes da Renault e em 2003 estreou em um dos cockpits da equipe, como titular. Nesse ano se tornou o piloto mais jovem a marcar uma pole position e a ganhar um Grande Prêmio de Fórmula 1 – marcas já batidas por Vettel. Somando essa experiência, o aprendizado de 2004 e um ótimo carro em 2005 e 2006, Alonso se tornou bi-campeão (2005 deu a ele o posto de piloto mais jovem a ser campeão – marca já batida por Hamilton).
    E, de acordo como foi se tornando um piloto mais respeitado, seu estilo impositor de condições foi crescendo na mesma proporção. Truli, apesar de alguns bons resultados, não teve chances contra ele em sua equipe e, quando saiu da Renault para ir à McLaren em 2007, tentou fazer o mesmo. Esbarrou em Ron Dennis e se viu obrigado a “voltar pra casa”. Mesmo na fraca Renault de 2008 e 2009, além de conseguir alguns resultados expressivos, mostrou que continuava o mesmo, não dando chances a seus companheiros de equipe terem condições iguais de equipamento.
    E parece ser exatamente a mesma coisa que Alonso vem fazendo na Ferrari. Igualdade de equipamento ele e Massa tem, mas por ter tido rendimentos melhores do que Felipe, Alonso impõe a sua posição de primeiro piloto. E como a história da Ferrari mostra que eles trabalham dessa forma, seus estilos se encaixaram completamente.
    Em meio a tudo isso a última preocupação de Fernando são as consequências que isso gera em termos de mídia. Alonso é o tipo de piloto que usa todo o seu talento – tem de sobra e não há como negar – somado à fatores de bastidores para conseguir o que quer: aumentar cada vez mais o número de títulos mundiais. Sua sede por conquistas é tão grande que ele é disposto a passar por cima de tudo e de todos. Alonso quer provar de uma vez por todas, se for campeão em 2010, que para ele os fins justificam os meios.

    Para Alonso e para a Ferrari é assim. Para mim não. Para mim os meios sujam o fim se este não foi alcançado de forma digna.

    • iDavid disse:

      Falso moralismo !!!

      A F1 pra mim é o maior exemplo do estilo de vida que levamos, onde quem se dá bem é o cara esperto, que faz as melhores jogadas e prejudica seus rivais indiretamente – para não se sujar…

      Na boa, vcs são mto moralistas “F1 é um esporte – PONTO” que isso… que infantilidade é essa ??? Aceitem as coisas como elas são pow… ficam procurando motivos pra denegrir o que é certo, apenas pq não é bonito, não é leal, não é correto…

      Pois lhes digo, se tem algo errado na F1 é por culpa unica e exclusiva do nosso modo de viver.

      • Alex-Ctba disse:

        Esse meu comentário “F1 é um esporte – PONTO” lá no post do Claudemir sobre o título ir para mãos erradas, era na questão que ele abordou sobre o Juca Kfouri dizer q F1 não era esporte. O Juca costuma dizer a mesma coisa sobre o boxe. Na boa, o Juca é um excelente jornalista, mas a praia dele é FUTEBOL, já q de F1 ele não sabe nada.

        Depois o tema se estendeu aos pilotos atletas, q segundo o Claudemir, teve em Senna seu precursor.

        O meu “PONTO” foi pra enfatizar q F1 é um esporte e isso não se discute. Não quis me referir aos princípios éticos do mesmo, q eu abordei aqui nesse post, já que o campeonato está perto de ser decidido e caso Alonso seja campeão por uma diferença inferior a sete pontos, gostaria de ouvir as diversas opiniões se os fins ( Alonso Campeão ) justificam os meios ( jogo de equipe )

    • wilson costa disse:

      se o mundo tá tão cheio de gente virtuosa, porque a sociedade de forma geral está se deteriorando de forma acelerada?

  7. Will disse:

    Eu acho que os fins não justificam o meio. Principalmente se o meio não tiver sido inócuo para a vizinhança.

  8. Como já disse no meu post sobre o título ir para mãos erradas, então não tenho muito acrescentar.

    Mas se ganhar dessa forma é justa para alguns, esses alguns não devem ter muito escrupulos. Assim como o favorecido não tem.

    Então, os fins não justificam os meios.

    • Teo disse:

      Na minha minha humilde opniao Claudemir, so posso endossar o que foi dito por vc tanto la no post quanto aqui nesse comment!

      Assino em baixo.

      Abco

  9. Mari Espada disse:

    Cheguei atrasada, mas a resposta está na ponta da língua…

    Os fins justificam os meios? NÃO! NUNCA!

    A minha educação e moral não me permitem pensar diferente, culpa da Dona Maria Tereza que foi tão rigorosa na minha educação!

  10. wilson costa disse:

    é por isso que existe ainda a figura do papai noel

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