Hamilton: à espera de um milagre

Publicado: 11/11/2010 por Allan Wiese em Artigos, Formula1
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Hamilton e emoção: sempre lado a lado

Um milagre. Apenas isso pode salvar a temporada de Lewis Hamilton em 2010. Um piloto que proporciona emoções na maior parte das vezes em que entra num carro de F1 para correr. As vezes essas emoções são positivas, outras vezes são negativas, mas sempre tem emoção. A Mari já falou sobre isso por aqui. E quem sabe, na mais remota das possibilidades, Hamilton não proporciona fortes emoções ao conseguir, na base da sorte, outro título?

Assim como Sebastian Vettel, Lewis sempre foi muito precoce. Chegou à F1 em 2007, com 22 anos, em um cockpit McLaren, depois de ter sido campeão da GP2 em sua única temporada na categoria, em 2006, além de ser campeão de GP3 Euroseries no ano anterior. Na sua primeira temporada de F1 fez nove podiums nas nove primeiras provas e acabou perdendo o campeonato para Kimi Raikkonen por apenas um ponto, depois de ter errado nas duas últimas provas do campeonato. Em 2008 apareceu mais focado e foi campeão, mas não com menos emoção: um ponto de diferença, conquistado na última curva da última volta da última corrida do ano. 2009 trouxe a necessidade de liderar a McLaren na caminha de um carro de fundo de grid à um carro vencedor de duas provas (seriam 3 se não fosse uma quebra mecânica) na temporada.

2010 começou com pódium, assim como todas as outras temporadas de sua carreira. Um pódium de sorte, é verdade. Depois de ter largado em quarto lugar no Bahrein, terminou em terceiro depois do problema de Vettel em suas velas. A segunda prova do ano, na Austrália, veio com problemas na classificação: décimo primeiro posto para Lewis. Buscou o resultado durante a corrida: chegou em sexto depois de estar brigando com Alonso pelo terceiro posto e ter sido atingido por Webber por trás. Nessa corrida, um pouco de polêmica ao perguntar pelo rádio porque ele teve que trocar de pneus novamente, o que o fez perder algumas posições. Na Malásia, mais um show de recuperação: depois de ter largado em vigésimo por causa de um erro da equipe (compartilhado pela Ferrari) em não mandar seus pilotos pra pista logo no início do Q1, achando que a chuva diminuiria ao invés de aumentar, Hamilton chegou mais uma vez em sexto. Veio a China e com ela o segundo pódium, completando a dobradinha de Woking atrás de Button. Largou em sexto para chegar em segundo, mas deu outro show de ultrapassagens, contando com uma dupla sobre Sutil e Vettel no hairpin do fim da grande reta.

O começo da temporada estava duro

Muitos viam um Hamilton contrariado até ali. Button, que havia sido chamado de louco ao sair de uma equipe campeã para ir para uma outra que “já tinha dono”, estava liderando o campeonato com duas vitórias em quatro provas e o melhor resultado de Hamilton havia sido um segundo lugar, atrás de Button. E a corrida seguinte foi um golpe mais duro ainda para Lewis. Estando em segundo lugar depois de um belíssimo chega pra lá em Vettel na saída dos boxes, teve sua roda dianteira esquerda quebrada faltando apenas duas voltas para o fim. Monaco veio e com ela mais uma decepção, já que não conseguiu nada mais além de um quinto lugar, tanto na largada quanto na corrida.

Mas a partir da Turquia a história começou a mudar. Foi a primeira vez que Lewis havia chegado à primeira fila na temporada, largando ao lado de Webber. Na primeira perna da corrida não deixou Mark escapar, sendo perseguido de perto por Vettel e Button. Na hora dos pits, uma troca um pouco mais lenta o colocou atrás de Vettel na segunda perna da corrida, mas até Nicole Scherzinger vibrou quando Lewis chegou a ter o carro na frente do de Vettel colocando por fora na freiada da curva 12. Não passou, mas mostrou que tanto Lewis quanto Button estavam ali. Foi quando Vettel tentou ir pra cima de Webber e os dois colidiram, deixando a dobradinha que era certa para a Red Bull nas mãos da McLaren. Mas não sem emoção, claro. Button, algumas voltas depois, colocou por fora na curva 12, ficando por dentro na 13 e passando à frente de Hamilton. Mas Hamilton devolveu a manobra, sem deixar de usar sua tradicional espalhada na freada da curva 1. Foi um momento impressionante para todos os fãs, que tinham acabado de ver dois companheiros se enroscarem, mas agora viram dois campeões do mundo mostrando porque já carregaram o número 1 em seus carros.

Hamilton pegando carona pros boxes depois de uma pole emocionante

Canadá. Território da primeira vitória da carreira de Hamilton. Iniciou com o que foi, pra mim, um dos momentos memoráveis dessa temporada: Lewis empurrando seu carro após marcar a pole position. Foi sorte? Claro que foi. Passou a 3 segundos de fechar o Q3, tendo feito uma volta fraca, que o deixaria apenas em terceiro (se não me falha a memória). Mas nessa última chance foi muito bem, tirando a posição de honra dos carros de Milton Keynes pela primeira vez na temporada. O resultado não poderia ser outro: vitória, mas com emoção, claro. Ultrapassou Webber e Alonso na pista, além de segurar a barra no início, quando os carros que largaram de duros tinham rendimento superior aos já desgastados macios de Lewis. Nesse ponto, Lewis assumiria a ponta da tabela.

O controverso GP da Europa teve Hamilton em terceiro na largada e em segundo na chegada, se aproveitando da má largada de Webber e deixando Alonso e Massa pra trás ao passar o safety car além do limite. A controvérsia veio por conta do atraso na punição, que permitiu que Lewis andasse forte o suficiente para não perder posição quando cumpriu o drive through. Na corrida seguinte, diante de sua torcida, um misto de decepção e alegrias. Largou em quarto, depois que a prometida virada no campeonato por parte da McLaren não surtiu efeito (Lewis queria usar o Exaust Blow Difuser, mas Jenson não quis e ambos optaram por não usar), mas conseguiu chegar em segundo depois que Vettel espremeu Alonso na largada. Esse era o melhor rendimento de um piloto em 4 provas seguidas até ali: 86 pontos em 100 disputados, que o deixavam ainda na liderança do campeonato. Na Alemanha as melhorias ainda não haviam surtido efeito e a sexta posição de largada se tornou apenas um quarto lugar no domingo. Mas Lewis estava confiante de que manteria a liderança da competição na pausa pras férias. Largou em quinto na Hungria, com um domínio incrível da Red Bull na classificação, e estaria na mesma posição se não tivesse tido problemas hidráulicos durante a corrida. Assim, foi pras férias em segundo lugar no campeonato.

Vitória e retorno à liderança em Spa

Durante as férias, disse que faria de tudo o que fosse possível para ajudar o time a conseguir estar à frente na tabela. No retorno, Spa Francorchamps, templo do automobilismo. Surpreendente segundo lugar na largada, já que a teoria daria McLaren na ponta. Mas se segurou na chuva e chegou em primeiro, recuperando a ponta do campeonato. O futuro era promissor, já que a Itália era outro território favorável ao MP4-25, e Lewis poderia acumular alguma gordura para queimar nas outras provas, de teórico domínio rubro taurino. Porém, seu ímpeto foi posto além da conta no domingo italiano. Depois de ter optado pelo tradicional acerto sem quase nenhuma carga aerodinâmica, largou apenas em quinto e queria recuperar terreno a todo custo já nas primeiras curvas. Calculou mal a freiada e quebrou a suspensão ao tentar passar Massa. A liderança saia de suas mãos novamente.

Corrida seguinte, Cingapura, hora de se recuperar. Mas o carro não estava cooperando. Surpreendentemente não foi a Red Bull que marcou a pole, mas sim Alonso. Lewis saiu da quarta posição. Quando uma relargada foi dada, Lewis aproveitou a única chance que tinha de chegar na frente de Webber: quando este escorregou ao passar uma Virgin, Hamilton colocou do lado e estava passando por fora ao ser tocado por Webber e ter um furo no seu pneu traseiro, além de prejuízos na caixa de câmbio que só seriam percebidos na corrida seguinte.

Mais um revés nos treinos livres do Japão

O Japão seria o momento de tentar recuperar-se, mas os touros estavam realmente fortes por lá. Fez o dever de casa e ficou em terceiro no sábado, mas como havia trocado de câmbio por causa do acidente com Webber, largou em oitavo. Estava em quarto na corrida, indo pra cima de Alonso, quando perdeu a terceira marcha de seu 25 e só usava da quarta até a sétima marcha, por recomendação do time. Conseguiu chegar em quinto, mas a distância para a liderança aumentava mais. Na Coréia, largou em quarto e era o único que pedia o início da corrida enquanto a maioria não queria correr. Perdeu posição para Nico Rosberg na largada pra valer, herdou o terceiro posto depois da batida de Webber e Rosberg e herdou o segundo posto de Alonso depois da perda de tempo deste nos boxes. Mas escorregou em outra relargada e chegou em segundo ao fim da prova, por causa do abandono de Vettel. Conseguiu, com isso, um fôlego a mais no campeonato.

Chegou no Brasil disposto a ir pra cima, mas seu carro não permitiu muito. Largou em quarto e não conseguiu passar Hulkenberg na pista. Quando trocou de compostos, teve um rendimento um pouco melhor e tinha chances, mesmo que remotas, de chegar em Alonso depois de uma segunda troca de pneus em regime de safety car, mas o tráfego não permitiu.

Hamilton esperando um milagre do MP4-25 e do resto do grid

Toda essa temporada, marcada por azares e erros, deixa Lewis em uma posição dificílima na tentativa de conquistar o bi-campeonato. Lewis está, como Tom Hanks,  à espera de um milagre. Será campeão apenas se Alonso não pontuar, Webber chegar abaixo de terceiro e Vettel abaixo de sexto. Muito difícil e improvável. Mas 2010 serviu mais uma vez para mostrar que Lewis é um piloto passional e que proporciona emoções a todo custo. Serviu também para ensinar bastante a Lewis. Ter Button como companheiro fez ele crescer, assim como o fez a Button. Já é a quarta temporada. Já tem um título no bolso e tem tudo para ganhar ainda outros em sua carreira. Foi o piloto que redespertou a paixão pela F1 em muita gente, eu incluso. E com certeza vai proporcionar emoções a todos os fãs da categoria até o fim de sua carreira.

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comentários
  1. Andy disse:

    Quem é esse Kimi “Haikkonen”?

  2. Andy disse:

    Cadê meu comentário?

  3. Mari Espada disse:

    Sim Allan, eu já disse e repito: Torcer para o Hamilton é emoção garantida! Por isso me apaixonei por este piloto em 2007, e continuo fiel até os dias de hoje e para sempre.

    A dupla Hamilton e Button é a melhor do grid! E antes que me contestem, me deixem explicar… Não digo isso pensando em vitórias, mas sim na troca de experiência e na contribuição para a equipe… pois cada um tem um estilo complementar ao outro, e isso é maravilhoso para o desenvolvimento dos próprios pilotos e da McLaren.

    Eu sei que o “meu Miltinho” está à espera de um milagre, como você bem citou… Mas independente da conquista do seu bi-campeonato, estou muito feliz com sua atuação em 2010… Foi mais um ano tirando muito mais do que o carro oferece! Mais um ano superando seus limites! Mais um ano emocionante, com muitas alegrias, mas também sofrimento, que trouxe lições importantes.

    Nós, torcedores do Hamilton, temos que ser fortes para agüentar o tranco!!! Mas vale à pena esse sacrifício!!!

    Go Lewis!!! Vai Miltinhoooooo!!! =D

    Beijos! E parabéns pelo texto!

    • wilson disse:

      torcida é torcida!
      não leva em conta lógica, assertividade, histórico passado ou recente, etc…
      Button com certeza é bom piloto, mas é só isso. Aproveitou a oportunidade que teve de ser campeão através da Brawn e seu difusor imoral em 2009 (não vou dizer ilegal porque foi validado pela FIA, então não poderia afirmar o contrário, mas foi ilegal sim, pois Ross Brawn fazia parte do colegiado técnico com vistas ao regulamento técnico de 2009 e sabia em que direção e configuração as equipes iriam. Ele tendo um caminhão de dinheiro por parte da honda e sabendo como iriam configurar os carros de 2009 fez um projeto diferente e que não daria tempo das outras terem competitividade e deu no que deu com button campeão) Então foi a chance da vida de Button, que não terá outra tão cedo.
      O estilo do jenson até permite algumas corridas dar o pulo do gato, um piloto que sabe economizar pneus por ex. mas isso não basta, muitas vezes tem que se ir além disso e virar depois no fim da corrida com o que tiver na mão.

      Hamilton tem um estilo agressivo com certeza e faz alguns fãs suspirarem. Para a f1 é um prato cheio, mas suas atuações são irreais, tanto que seu título em 2008 na verdade foi fruto de erros de massa e da ferrari. É fácil imaginar por ex. a ferrari com alonso lá em 2008 quem teria ficado com título.
      Atualmente com um carro nítidamente inferior aos redbull e alguns momentos até mesmo a mclaren ele tem conseguido resultados fantásticos e mostrando porque foi bi-campeão, teria sido tri não fosse uma certa equipe lhe sabotar na parte final do campeonato.

      Hamilton, famoso pilotinho de autorama (piloto de autorama é o cara que pega um autorama, escolhe o carrinho, o controle põe na pista e acelera. Por não ser experiente acelera na hora errada, o carrinho sai da pista na curva ou bate no adversário) ainda tem o que aprender e dosar sua impetuosidade e isso pode ser difícil para ele, pois pode perder sua essência como competidor: qual hora melhor acelerar? qual momento de se segurar?

      Só vejo hamilton sendo campeão tipo 2013, 2014.
      Em 2011 fará excelentes corridas, dará impressão de lutar pelo título, mas lá na fase em que precisará, estará apertado quanto a disputa do título, novamente errará, terá azar.

      palpitômetro? para quem é torcedor dele pode parecer nesse momento, mas veremos ano que vem na fase final se é palpitômetro ou se os bloguistas, mais a analistas e menos torcedores não virão escrever que Hamilton ainda precisa amadurecer e que jogou mais um campeonato fora.

      Se eu estiver errado, deixarei a convivência com vossas senhorias e escreverei um post bem longo, detalhado, assinado reconhecendo que ele realmente é o piloto a ser batido e que eu estava errado.
      Se estiver certo alfinetarei-o ainda mais e seus torcedores, como em qualquer lugar e situação quando o time do coração é vencido pelo arquirival e você tem aguentar umas graçinhas, pois faz parte do espetáculo.

      Boa sorte sras. e srs. torcedores de Lewis Hamilton.

      • Allan Wiese disse:

        Quando se anda no limite, todos estão sujeitos a erros Wilson. Hamilton passou a errar mais quando precisou forçar mais. Veja Button. É um ótimo piloto. Mas precisa de um carro bem acertado pra conseguir andar bem. É seu estilo. Hamilton consegue tirar leite de pedra, mas fazendo isso, anda no fio da navalha. A McLaren perdeu a mão no desenvolvimento (eles mesmos admitiram) e por isso Hamilton precisou andar mais forte pra tentar tirar a diferença no braço. Se ele tivesse se contentado do jeito que estava, talvez nem estivesse mais na briga, assim como Button. Mas por sempre tentar um pouco mais ainda tem chances, mesmo que apenas matemáticas, como tentei expressar no post. É apenas um milagre que fará Hamilton campeão esse ano. Porém Hamilton esteve ali, lutando o tempo todo.

      • Fernando M. disse:

        Wilson, você às vezes até faz alguns comentários bons sobre pilotos, mas sua paixão explícita e quase carnal pelo Alonso o impede de ver as coisas um pouquinho mais claramente. Talvez sua antipatia com Hamilton seja porque este andou de igual para igual com Alonso na Mclaren (e não me venha com o papinho de que a equipe deu de ombros para o espanhol)…
        Bem a verdade o Alonso era o super mega blaster plus bi campeão do mundo contra o, como é mesmo?, piloto de autorama!
        “Nada mal para um piloto de autorama, hein?!”

        Hamilton é sim um dos melhores pilotos do grid, isso é indiscutível. Pode cometer erros? Com certeza…. mas não comete por inabilidade, mas sim pelo fato de tentar. Pode ser afoito em alguns momentos, mas isso se corrige com a experiência. Não descarto nunca o Hamilton lutando por um título e o conquistando antes dessa prazo que você disse.

    • wilson disse:

      é verdade fernando m, o importante é competir, continuar tentando, tentando, tentando…. e assim vai.
      boa sorte aos torcedores do hamilton.
      vão precisar

      e quanto ao episódio de 2007 a verdade é que até a FIA meio a contragosto e de forma muito simplória colocou um funcionario no ultimo gp no Brasil para tentar coibir qualquer posição contra da mclaren junto a alonso, após ter verificado que em corrida anterior houve o que caracterizou como sabotagem num dos jogos de pneus do alonso com pressão maior que a que sempre era feita com isso os pneus aquecerem muito mais e alonso não se classificou bem. No decorrer do ano e mesmo antes ou depois dessa data nunca houve isso. mera coincidência? não naquele momento.
      Hamilton, por ser novidade e por não se conhecer sua índole não foi penalizado nos gps da china e do japão, mas fosse atualmente seria.
      Então, não se trata de teoria da conspiração e sim constatação, mas ficar abordando isso aqui atualmente não vai mudar uma virgula do que já é passado.

      O que sei é que alonso, com um carro inferior e sem um parceiro pra ajudar conseguiu estar na posição de poder ganhar mais um título, enquanto o pilotinhu ainda tem que remar muito.
      Isso é o que vale. se ele teve azar, competencia, incompetencia, felicidade, ou qualquer coisa parecida é porque não é tudo aquilo.
      boa sorte a todos voces

  4. Jackson disse:

    Li o post, gostei, mesmo admirando o Hamilton, tenho certeza que ele não leva o caneco este ano, e nem o Vettel, vamos ser realistas, a dispouta esta entre Webber e Alonso. O Carro da REDBULL é realmente melhor do que o da Ferrari, mas se Webber fizer a pole, e Vettel terminar em Segundo, já era pro Alonso, e ainda temos o Hamilton e Button correndo por fora… tirando pontos da Ferrari, pois a RED BULL, vai dar passeio, só não tenho certeza se será campeão.

    Torço para o Hamilton ter um bom carro, para ajudar o Webber, pois o Vettel não está com essa vontade toda de ajudar o australiano.

    • Allan Wiese disse:

      O caneco desse ano é muito difícil. Só com muita sorte mesmo.
      Mas a Red Bull pode não dar tanto passeio assim. A última pista é muito parecida com Cingapura, onde Alonso ganhou mesmo não tendo o melhor carro. É bom ficar de olho…

  5. Vitor, o de Recife disse:

    Curioso: a McLaren foi uma das sensações da temporada ao inovar com o F-duct; depois, foi um fiasco ao tentar implementar novas inovações.

    De qualquer forma, foi um belo campeonato dos dois pilotos.

  6. wilson disse:

    vamos falar de coisa séria ligada ao automobilismo, afinas brasileiro adora carro (mesmo que sejam pelados ou carroças como dizia collor)

    Você acha caro nosso carro nacional?
    Você acha que poderia ter mais equipamentos de segurança, conforto inclusos sem serem considerados como opcionais?
    Você acha nossas estradas e rodovias inseguras, esburacadas e sem infra-estrutura adequada?
    Você acha nossa carga tributária elevada?
    Você acha nossas taxas de juros altas demais?

    Bem tudo isso reflete no preço final do combustível, do carro, do pedágio, etc…
    Para mudar isso teriamos que ter uma mudança estrutural, conceitual a longo prazo.

    Você já ouviu falar do BRIC ? (Brasil, Rússia, Índia e China), bem destes quatro somente a China investe pesado em infra-estrutura, coisa que o Brasil está deixando para trás.

    Então o que posso lhes dizer que vamos penar muito, até nossos governantes, ou nossos empresarios mostrarem ao governo que o caminho adotado por nosso país não está levando o Brasil pra frente, apenas o atrasando ainda mais.

    Bem, novamente: você que disse sim as perguntas acima, também votou na Dilma?
    então nesse caso teremos mais quatro anos com falta de estrutura adequada, com pedágios caros, com taxas de juros altos, impostos com tendência a aumentar (cpmf por ex. já está na pauta – sempre com alegação de custear saúde, mas que no fim nunca chega ao destino)
    pois a economia continuará nos mesmos modelos.
    Você continuará a ter carros pelados, comprando sempre o mais barato pois seu bolso não cabe o melhorzinho, sendo arrochado, extorquido quanto a impostos e sem ver o Brasil deslanchar como deveria.

    Veja um pequeno trecho entrevista com Carlos Ghons, brasileiro, CEO da Renault-Nissan
    http://www.noticiasautomotivas.com.br/nissan-consumidor-brasileiro-paga-por-protecionismo-do-setor-automotivo/

  7. Sirlan Pedrosa disse:

    Allan,

    Hamilton é sem dúvida o piloto que mais me lembra Senna.

    Lembra pela auto-confiança, lembra pelas corridas memoráveis, lembra nas atitudes questionáveis na pista, lembra pela total ausência de respeito ao status quo, lembra pelas ultrapassagens, lembra pelos erros bobos (Nakajima em Interlagos…).

    Lembra Senna até no capacete…

    De fato só uma combinação de resultados muito difícil de acontecer poderá tornar Hamilton bi-campeão esse ano, mas ele manteve-se na disputa até o fim.

    Jovem, talentoso e pilotando uma Mclarem, o futuro sem dúvida promete muitas alegrias à Hamilton…e a sua enorme torcida aqui no ultrapassagem.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • iDavid disse:

      Ei Sirlam, nada haver com o topico. Mas vc ainda acha que a lotus não é paraguaia ?

      • Sirlan Pedrosa disse:

        IDavid,

        Nunca achei e continuo não achando.

        Acho que o trabalho que Tony Fernandes fez foi tão bom que hoje há uma briga pelo nome “Lotus”, que esteve esquecido pelos últimos 14 anos.

        O que restou do legado da Lotus e da estrutura montada por Colin Chapman foi a Lotus Cars, a marca Team Lotus (de propriedade de David Hunt), e a Lotus Classic, que é preservada pela família Chapmam.

        Tony Fernandes conseguiu reunir num mesmo barco a Proton, a família Chapmam e agora a marca Team Lotus.

        Só que agora parece que a Proton tenta ter sua própria equipe e descartar Tony Fernandes, a pessoa que na verdade fez tudo isso se tornar uma coisa interessante.

        Você acha que a Lotus desse ano é paraguaia ? Sinta-se a vontade para defender seu ponto de vista.

        Um abraço,

        Sirlan Pedrosa

  8. wilson disse:

    o hamilton não conseguiu seu milagre ainda e talvez seja impossivel de consegui-lo, já por sua vez a virgin conseguiu iludir, digo um parceiro para seu projeto na f1

    http://autoracing.virgula.uol.com.br/news.php?id=66635&cat=FORMULA%201&tit=Montadora+russa+compra+parte+da+Virgin+na+F1

  9. iDavid disse:

    Camarada Sirlan

    Então, eu te pergunto isso pois, na sua defesa que a nova Team Lotus não é “paraguaia” você bateu forte no quesito que a Lotus Car vinha mantendo o Legado da Epoca de Collin Chapman (Carros pequenos, leves, ágeis e com baixa potencia). Mas agora não sei se você está apar, mas a Lotus cars tem um novo CEO, e ele tem planos para acabar (num exagero) com esse legado de carros pequenos, tanto que já tem um novo modelo, que é um grande, pesado e potente carro luxo. Segundo esse CEO ele não gosta de dirigir.

    Não que eu tenha algo contra a nova Lotus, mas eu sinceramente acho que da Lotus Team do grande Collin Chapman ela só tem o nome.

    PS. Eu respeito o trabalho da nova equipe, pois ela é a melhor das novatas e vem evoluindo o carro.

    • Sirlan Pedrosa disse:

      Caro Idavid,

      Vamos por partes…

      A Proton tem todo o mérito de, no controne da Lotus Cars, ter mantido toda a filosovia que norteava os projetos de Collin Chapamam (carros leves e agéis, onde a potência elevada nunca foi o objetivo, mas sim a excelência na dirigibilidade).

      Por outro lado nos últimos 15 anos a Lotus quase não evoluiu, o último carro novo lançado por eles foi o Elise, ainda na década de 90. Obviamente a empresa foi perdendo espaço entre os fãs e entre os compradores de carros esporte.

      Ano passado deram uma mostra que estavam se mexendo ao lançarem o Lotus Évora, um modelo 2+2 totalmente novo.

      O tal novo CEO da empresa, Dany Bahar, é oriundo da Ferrari e parece que está adotando uma política de tirar a empresa deste marasmo, com a revelação no salão de Paris de lançar cinco novos modelos até 2015, todos resgatando o nome de carros tradicionais da Lotus, como Elan, Espirit, etc.

      Na verdade não foram apresentados sequer os carros como conceito, tudo foi mostrado de forma virtual, o que nos revela mais uma intenção que um plano concreto de lançamemto.

      O que se fala é que Dany Bahar depois de apresentar seu plano para a empresa, busca agora o finaciamento para realiza-lo.

      Não vejo como esse plano, que visa potencializar a marca Lotus, venha abandonar aquilo que sempre foi a essência da empresa e a difere de outros concorrentes. O fato de lançarem carros mais sofisticados não necessariamente os afastam de seus princípios.

      A Aston Martin acaba de lançar o Rapide, que é um sedã 4 portas, e a Lanborguini também deve colocar nas ruas o conceito Estoque, que tem quatro portas. A Porsche já lançou um utilitário esportivo (Cayenne) e um sedã quatro portas (Panamera). Todas estas marcas abriram o leque de modelos mas mantiveram intactas suas caracteristicas de estilo e filosofia.

      A briga de Dany Bahar com Tony Fernandes se dá exatamente porque ele quer uma equipe de F1 sob o controle da Lotus Cars para servir de plataforma de divulgação dos carros esporte.

      Acontece que Tony Fernandes é o responsável por todo esse retorno da Lotus ao cenário principal, investindo muito tempo e dinheiro nessa empreitada. Óbvio que não vai agora entregar sem resistência para Dany Bahar o nome de sua equipe de F1.

      Um abraço,

      Sirlan Pedrosa

      • Allan Wiese disse:

        Grande Sirlan. Interessantes esses detalhes.

        E essa história da Lotus ainda tem muita água pra passar debaixo da ponte até ter uma definição.

  10. Juliana Helena disse:

    Allan, desculpa a eternidade na resposta…mas eu A D O R E I essa matéria!!! Parabéns!

    Go McLaren!

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