Senna, o Filme.

Publicado: 18/11/2010 por Rodrigo Pedrosa em Artigos, Variedades
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Acabei de chegar do cinema, um filme difícil de assistir, pois você já parte do principio que ou vai chorar o filme todo ou vai ter que fazer uma força enorme para se segurar.

Resolvi me segurar, não sei por que, mas mesmo na época não me lembro de ter chorado, acho que é um bloqueio da minha mente, que não aceitou a morte dele, talvez um dia caia a ficha e todas as lágrimas que ficaram guardadas caiam de vez.

O filme tem aproximadamente duas horas e mesmo assim achei curto, talvez se tivesse quatro horas ainda assim seria curto, o tempo passa e você não nota, que na minha visão é ponto para o filme, pois mostra que está agradando, apesar da sala não está completamente lotada como eu esperava dava para notar que todos estavam acompanhando o filme meio que prendendo a respiração, apesar de conhecer quase todas as passagens do filme, ainda sim é de tirar o fôlego.

As cenas de corrida são um caso a parte, tem uma mescla de narrações que da um tempero gostoso.

Não tem para onde correr no filme Prost é o vilão.

O documentário volta e meia fala muito da politicagem na F-1, coisa que até hoje atrapalha muito o esporte, é só lembrar-se da punição da Ferrari este ano, para se ter uma noção de como política é importante no circo.

Acho que para a garotada mais nova, o filme não passa o quanto Senna era superior aos outros, mas com certeza depois de ver o filme vai dar vontade de ver vídeos no youtube, aí sim vai se ter uma noção da grandiosidade de Ayrton Senna, já para quem viveu a época é muito bom rever grandes momentos da F-1 ainda um pouco romântica. É verdade que já no final da era romântica, mas ainda tinha um pouco.

Não falei das cenas para não estragar para quem ainda não viu, mas a entrevista de um venenoso Stewart, e com uma resposta de contra ataque, já vale o ingresso.

Para terminar como bom Pernambucano que sou tenho que destacar a presença na parte musical de Otto cantando “BOB” e Nação Zumbi encerrando o filme com “MARACATU ATÔMICO”.

Se você gosta de automobilismo não pode deixar de ver.

Sinopse

Era junho de 1984, um domingo no Grande Prêmio de Mônaco. Enquanto caía uma chuva torrencial, um dos melhores grupos de pilotos da história das corridas automobilísticas se alinhava na pista. Nada menos que seis atuais ou futuros campeões mundiais competiam naquele dia, incluindo o detentor do título Keke Rosberg; um impassível e destemido inglês chamado Nigel Mansell; o bicampeão mundial austríaco Niki Lauda; o confiante bicampeão mundial Nelson Piquet; e o homem chamado de ‘O Professor’, o francês Alain Prost, que na época estava a ponto de ser considerado por muitos o piloto mais completo de todos os tempos. Enquanto isso, na 13a posição do grid, atraindo pouco interesse em seu nada conceituado Toleman, estava um impetuoso jovem piloto em apenas sua sexta corrida de Fórmula 1.

Trailer:

comentários
  1. Sirlan Pedrosa disse:

    Rodrigo,

    Meu irmão…muito bom…você escreve como conversa: simples, direto, sincero…

    Realmente as vezes parece que foi ontem…e que não aconteceu…

    Engraçado que quanto mais o tempo passa, e mais acompanho o automobilismo e vejo surgirem grandes pilotos, mais acho que Senna era diferente, que Senna era “algo mais”…

    Talvez o filme não consiga passar a superioridade de Senna, ou o quanto ele era “além” dos outros, porque no fundo é muito difícil expressar de uma forma exata o que era Senna.

    Eu sempre acho que a melhor maneira de defini-lo é essa : “Senna era uma força da Natureza….”.

    Um beijo grande,

    Sirlan Pedrosa

    • Fernando M. disse:

      É Sirlan, restringindo a análise do quão piloto Senna era, duvido muito que alguém fosse ou seja superior… É claro que as épocas são diferentes, mas a essência de um piloto como Senna é difícil de ser encontrada e não é a toa que é um ídolo reconhecido mundialmente (o que dói mais fundo daquelas pessoas que dizem que ele é um produto da Globo)…

      Claro que toda eleição do melhor do mundo é absurda, mas perceber que Senna está em 99% do casos em primeiro em tudo quando é parte do mundo é sinal de que era muito mais do que um grande piloto, talvez seja mesmo uma força da Natureza…

      • Foi o piloto mais espetacular que vi correr, mas eu não gostava dele, assim como vejo no Alonso um grande piloto, mas não gosto dele e isso porque suas atitudes são muito semelhantes a do Senna.

        A aura que foi criada com a sua morte é que é uma força da natureza, afinal todo grande ídolo sempre derrapa em fim de carreira e acaba manchando sua reputação, algo que ele não teve como usufruir, infelizmente.

        Mas de qualquer maneira merece ser reverênciado.

        E Rodrigo, obrigado por mais essa excelente contribuição.

  2. Anselmo Coyote disse:

    Ouvi dizer que o filme é mto bom.
    Vou ao cinema assistir e acredito que seja bom mesmo. Pelo sim, pelo não, vou levar “peido-alemão” para a eventualidade de algun marmanjo ou marmanja pensar que é velório e começar a chorar ou lamuriar perto de mim (pelo amor de Deus, ninguém merece…. rsrs).
    Abs.

    PS. Peido-alemão: uma das coisas mais fedidas que já vi/senti (ninguém merece, exceto os chorões e lamuriões).

    • Mari Espada disse:

      Esse Coyote é infernal mesmo!!! =P

      • Vitor, o de Recife disse:

        Peido alemão??? KKKKKKKKKKKKKKKKKK, esse Coyote sempre consegue se superar!!!

      • Anselmo Coyote disse:

        Minha pequena e adorada musa,

        Não é lá com muito prazer que discorro sobre “peido-alemão” com uma pessoinha tão especial. No entanto, pareceu-me, e eu acredito, que o artefato em questão não faz parte do seu cabedal, o que é perfeita e devidamente compreensível.

        Entretanto, lhe digo que, seguramente, a traquitana é traumatizante. Jesus!

        Quando eu era estudante em Belo Horizonte (it was a long, long time ago) ia para casa de meus pais no interior somente nos finais de semana, de ônibus. Ar condicionado era artigo de luxo, presente apenas em carros importados, e nem em sonho alguém imaginava essa benesse em ônibus. Mesmo assim,

        independentemente do tempo, não se podia abrir as janelas – política da empresa. Aquilo era terrível no período de setembro a abril, principalmente nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro quando o termômetro batia na casa dos 39/40 graus.

        Depois de muito me submeter àquelas condições terríveis para as quais nenhum passageiro com quem conversei – e conversei com inúmeros – via qualquer justificativa, eu pensei que poderia haver uma solução “amigável” para o imbroglio. Foi aí, depois de meditar longamente, que resolvi recorrer a uma pessoa muitíssimo especial e igualmente engenhosa: o meu irmão mais velho. Sujeito bacana, figura excepcional que nas noites sem lua pulava o muro do cemitério, se posicionava perto do portão e assustava as pessoas que passavam por ali nas horas mortas (esse merece um comentário exclusivo, mas não é o caso agora).

        Pessoa prestativa, um grande coração, como era de se esperar – e eu esperava, aliás tinha certeza – se compadeceu comigo e meu problema insolúvel até então. Não sei porquê, mas pareceu-me que ele sentiu até um certo prazer em poder me ajudar. Cheguei a pensar que ele gostava do fato de eu ter um problema, pois quando eu disse “deixa prá lá”, ele respondeu: de jeito nenhum, vamos responder isso de uma vez por todas e murmurou: é uma pena eu não poder estar lá.

        (cansei… depois eu continuo a história – ou não).

        Abs.

      • Mari Espada disse:

        Coyote, como assim você deixou a história pela metade???
        Pode continuar aí, que eu fiquei curiosa… e curiosidade mata, hein!

        Olha, por hora só tenho uma coisa a dizer: pelo jeito essa personalidade peculiar é coisa de família, né? Hehehe. =)

        Beijos!!!

      • Anselmo Coyote disse:

        “Olha, por hora só tenho uma coisa a dizer: pelo jeito essa personalidade peculiar é coisa de família, né? Hehehe. =)”…. engraçadinha. Zanguei. Pronto!

        Preciso dizer que não vou contar mais coisa nenhuma?

        Fui.

      • Mari Espada disse:

        Mas Coyote, que coisa… a “personalidade peculiar” é um elogio!!!
        Só quis dizer que, assim como você, seu irmão deve ser muito gente boa, uma figuraça!

        Fica “de bem” de mim, vai…. =)

        Beijos!

      • Magoou o velho coyote, :(

      • Mari Espada disse:

        Você viu Boss… =(
        Ah, Coyotinho, desculpa se me expressei mal… você mora no meu coração!!! =)

      • Anselmo Coyote disse:

        “Ah, Coyotinho, desculpa se me expressei mal… você mora no meu coração!!! =)”

        Sim, eu sei. Mas pago aluguel e condomínio, muito caros por sinal e estou ameaçado de despejo. Resolva isso e eu conto o resto.

        Abs.

        PS. Vc tb mora no meu, musa, e desfila lá dentro de salto agulha.

      • Mari Espada disse:

        Coyote, você é único nesse mundo… =D
        E ainda fica bravo comigo por eu falar sobre a sua personalidade! Como pode?

        Beijos.

        PS. Salto agulha só se for da Arezzo, pra não machucar o pé… hehehe. =P

    • Durante todo filme o que prevalece na sala é o silêncio. Dá a impressão de que ninguém pisca. Pode deixar o peido alemão em casa.

    • Will disse:

      Mas realmente deve ser bem batizado…o peido de um cara que bebe cerveja quente e salsicha defumada, deve ser duro!

      • Anselmo Coyote disse:

        Olha, Will,

        Só p/começar a história. O peido-alemão pode ser feito com remédio de farmácia ou no estilo antigo. No antigo é preciso por um novelo de barbante no estômago sujo de um tatu e deixar pelo menos 3 dias. Depois é só adicionar uns produtinhos (o pulo do gato…rsrs), por pra secar e cortar em pedacinhos de 3 a 10 cm.

        Quando quiser fazer a m.rda é só por fogo na pontinha do cordão e deixar em algum lugar. Não incendeia e o aroma perfumado espalha igual a rastilho de pólvora… uma beleza!! Embrulha estômago de urubu, dá azia em envelope de sonrisal e, dizem, fede mais que sovaco de cobra.

        Abs.

  3. Mari Espada disse:

    Rodrigo, como eu já te disse por e-mail (mas faço questão de repetir aqui): lindo texto à altura de um lindo filme!!!

    Concordo com você quando diz que “o filme não passa o quanto Senna era superior aos outros”. Pois faltou falar de tanta coisa, assim como as voltas voadoras que ele encontrava no último segundo da classificação, e como ele descrevia que faria isso para os engenheiros antes de sair dos boxes… e quando saía “bingo!”, fazia exatamente o previsto.

    Sem contar a falta de detalhes de algumas corridas, como essa primeira de Mônaco na chuva ou de Interlagos com apenas a sexta marcha. Acho que o texto que transcrevi do livro que li é muito mais completo do que o filme…
    https://ultrapassagem.wordpress.com/2010/11/01/chove-chuva/

    Mas filme é assim mesmo, uma linguagem mais breve e dinâmica…
    Por isso para quem quiser detalhes sobre o querido Ayrton, compre e leia o livro “Senna – uma lenda a toda velocidade”
    http://www.submarino.com.br/produto/1/21779198/ayrton+senna:+uma+lenda+a+toda+velocidade+-+uma+jornada+interativa

    Beijos!!!

  4. Allan Wiese disse:

    Ainda não vi o filme. Mas deve ser demais!

  5. Lucas Túlio disse:

    “Durante todo filme o que prevalece na sala é o silêncio. Dá a impressão de que ninguém pisca.”

    Assisti o filme no final de semana passado, EXCELENTE! EMOCIONANTE!

    Impressionante como da uma esperança de que ele ainda vai se levantar daquele carro…

    “ELE FOI O MELHOR PILOTO QUE JA EXISTIU!”

  6. Will disse:

    Caraca…

  7. Felipinho disse:

    umas más linguas disseram que ia ter gente desidratando nos cinemas…

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