Primeiros testes do novato Ayrton Senna.

Publicado: 23/11/2010 por Mari Espada em Artigos, História da F1
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Seguindo a deixa do belo documentário “Senna – O brasileiro, o herói, o campeão” e também do atual momento da pré-temporada da Fórmula 1, com os testes dos novatos à todo vapor, eu trago aqui para o Ultra um vídeo raro de Ayrton Senna realizando seus primeiros testes na Fórmula 1 em 1983, quando ele estava em destaque na Fórmula 3 Britânica e, por isso, recebeu essa oportunidade de testar para diversas equipes (Williams, McLaren e Toleman).

Dentre esses testes, surgiu uma proposta concreta para Ayrton Senna correr pela Toleman na temporada de 1984, pois a Williams e a McLaren já estavam com seus monopostos preenchidos. Mas, como sabemos, posteriormente ele veio a correr pelas outras duas escuderias, construindo uma bela carreira pela equipe de Woking e encerrando-a na equipe de Frank.

Observem as palavras do nosso campeão ao final desse vídeo, pois elas se provaram verdadeiras quando ele subiu ao podium na Grã-Bretanha e em Portugal. E este foi apenas o início de uma bela carreira na Fórmula 1, onde Ayrton Senna conquistaria três campeonatos mundiais (1988, 1990 e 1991), antes de fatalmente sofrer um acidente com a Williams em Ímola, na temporada de 1994.

Fonte: Motorsport Retro

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comentários
  1. Felipinho disse:

    Pena, que ficou de fora o teste com a Brabham…

    Pergunta: Será que vendo no vídeo o patrocínio da Estrela estampado no macacão do Senna, o nosso sumido amigo Wilson também vai dizer que ele era um piloto de autorama?

    • Pergunta: Será que vendo no vídeo o patrocínio da Estrela estampado no macacão do Senna, o nosso sumido amigo Wilson também vai dizer que ele era um piloto de autorama?

      Kkkk, ele sumiu mesmo.

      Mas anda dandos seus pitacos lá no Groo com outros pseudônimos. E Felipinho, bela sacada a do piloto de autorama!

    • Fernando M. disse:

      Esse Senna aí é outro mesmo que é piloto de autorama… Não é a toa que o Hamilton se espelha tanto nele. Nos últimos 20 anos o único piloto de verdade é o Alonso….
      heheheheh

    • Mari Espada disse:

      Hahaha, Felipinho assim você me mata de rir!!!! =D

  2. Rafael Vieira disse:

    Na verdade a F1 de hoje não tem nada haver com a daquele tempo, vide os comentários de Nelson Piquet em 2001 no programa de entrevistas da TV Cultura (tem no youtube), pois ele disse que tinha que cuidar do carro durante a prova, cuidar mesmo, tomando cuidado na passagem das marchas e tantos outros itens, que hoje eletronicamente não permite que aconteça, então o que no máximo Hamilton ou Alonso podem fazer é se espelhar mesmo, nada mais que isso.

  3. Ffigueiredo disse:

    Nossa, ontem eu assisti ao Filme… muito emocionante ver a Fórmula um daquela época. Muito mais emocionante. Muito mais verdadeira.
    Até as entrevistas…os caras falavam realmente o que pensavam. Não era essa Fórmula 1 enlatada que é hoje, que o cara só dá respostas evasivas. Naquela época os caras iam pro pau.
    Tem até uma cena em que NP é o protagonista, em uma reunião de pilotos no GP do Japão de 89.
    E nesse maravilhoso vídeo…olha o que o Senna falou do Bernie….hj ninguém falaria isso.
    Já achamos o máximo o dia que o F. Motta falou de Poquer com o Trulli…imagina uma declaração como essa do senna.
    Aquela era a Fórmula 1 que eu me apaixonei. Talvez por esta de hj eu não me apaixonaria.

    Fernando

  4. fernando-ric disse:

    Esse era o cara!

    Não dá pra imaginar hoje um “Bruno Senna”* chegando na Hispania e dizendo: “É claro que este carro não ganha de Ferrari, McLaren e RedBull, mas é possível chegar no pódio, talvez ainda este ano”

    * usei de exemplo

  5. Lucas Túlio disse:

    O Maior piloto de F-1 que já existiu!

    F-1 (enlatada) de hoje não se compara com aquela época.

    Pilotos de hoje jamais devem ser comparados aos daquela época, nenhum deles!

    • Allan Wiese disse:

      Eu acho que os pilotos de hoje podem sim ser comparados aos daquela época. O espírito guerreiro e a vontade de ganhar estão ali (não em todos, mas nos que se destacam). A diferença é que hoje os carros não exigem mais tanto dos pilotos. Mas não tenho dúvidas de que, se a categoria não tivesse evoluído tecnicamente como evoluiu, os mesmos nomes de hoje estariam dominando: Alonso, Hamilton, Button, Vettel, Webber… Assim como Senna, Piquet, Prost, Mansell, seriam os melhores nos carros de hoje. Tanto os caras de hoje como aqueles da década de 80 extraem o máximo do que está ao alcance deles.

  6. Não gosto da comparação de épocas, isso é complicado demais, vejam o que o Lauda fez numa Jaguar a alguns anos atrás, nada, rodou e mal conseguia completar voltas, olha o cara era um baita de um piloto.

    Na mesma proporção vejam o que o Hamilton fez recentemente com um McLaren MP4/4, andou bem e não deu sustos, porém, numa corrida na época do carro eu aposto que ele não conseguiria extrair o máximo que o carro podia dar, como faziam Senna e Prost.

    Para mim as Formulas 1 de outrora e agora são básicamente as mesmas, chatas, massantes e cheias de pedantismos, nada mudou da água pro vinho ou vice e versa, apenas sei que achamos as coisas do passado melhores que a de hoje, por suprimir as partes ruins e lembrar apenas das boas.

    Apenas uma coisa é mais do que a verdade:

    Os pilotos de hoje não falam, são controlados pelas suas assessorias de imprensa, os de antes eram mais verdadeiros porque não tinham esse artifício, mas graças a pilotos como o Senna que já andava com um a tiracolo, as más linguas diziam outra coisa, que hoje é essa cambada de robozinhos.

    Saudades do Kimi.

    • Allan Wiese disse:

      Sim, esse é o maior problema: na frente da imprensa os pilotos não podem ser eles mesmos.
      E mesmo suas atitudes fora da pista são muito mais marcadas do que antigamente. Já li relatos de Senna devolvendo carro na locadora totalmente batido porque ele e outro piloto brincavam de perseguição no meio do trânsito. E hoje: Hamilton fez borrachão, a polícia chegou e o mundo todo ficou sabendo na mesma hora.

      Mas Claudemir: ainda acho que Hamilton (ou Alonso) poderia extrair tanto (ou quase tanto) quanto Senna ou Prost extraiam daqueles carros. Eles só teriam essa opção e então estariam condicionados a isso. É injusto comparar tempos se o piloto não está habituado ao equipamento.

      • Entrar no carro e rodar tão rápido quanto os dá época, não acredito, eles precisariam de alguns treinos para pelo menos chegar perto, e uma temporada para domar aquelas feras V10 e V12.

        Da mesma acho que Prost e Piquet com os devidos treinos poderiam andar bem nos dias de hoje, claro que não fariam frente aos jovens, mas não seriam completos vexames.

        Mas se for pegar todos no auge da forma física e com carros iguais e um bocadinho de treino, hehe, seria briga de cachorro grande.

      • Allan Wiese disse:

        Esse é o ponto que eu gostaria de chegar: coloque todos eles no auge de sua forma habituados com o equipamento (seja o de hoje ou o de ontém, mas todos habituados com ele) e nós teríamos a utopia da F1…

      • Fernando M. disse:

        Allan, os pilotos por terem mais visibilidade sofrem mais isso hoje, mas todo mundo agora é escravo do pensamento alheio. Essa onda cretina e ridícula do politicamente correto engessou o mundo, limitou a ironia e emburreceu as pessoas. Tudo é levado pelo lado pessoal, tudo é encarado como preconceito, racismo, nazimos, facismo e blablabla… Não que de fato essas questões não sejam importantes, mas as pessoas simplesmente não podem mais dizer nada sem pensar em cada detalhe de sua frase. Afinal de contas não posso me referir a um cego como cego, é preconceito, ele é portador de uma deficiência visual… mas falar que é deficiente é preconceito, é portador de uma necessidade especial, logo ele é portador de uma necessidade especial nos olhos. O negro não é negro, é afrodescendente… Vejam um bom exemplo: Charlize Theron! Não é o máximo?
        Você não vai mais para o lado negro da força, vai para o lado sombrio. Porque não se consegue perceber que negro aqui não tem nada a ver com o negro humano. Aí vai ter alguém para dizer que historicamente se associa o negro com o negativo e mais um monte de questões…. e assim o mundo anda para trás….
        Aí o Rubinho fala em total tom de descontração: “eu vou ali no canto chorar porque meu carro é uma porcaria” todo mundo cai de pau no cara porque ele falou isso e nossa, oooohhhh!!!, falou mal do carro…
        Então sim, os pilotos e o mundo hoje é engessado porque ficamos discutindo quantos significados a palavra pode ter e como a pessoa foi politicamente incorreta ao falar determinada coisa….
        e aí todo mundo quer pilotos mais verdadeiros, discutindo mais, brigando, sendo sinceros….
        ces’t la vie!

      • Allan Wiese disse:

        Exato Fernando.
        Os pilotos (e todos nós) acabam perdendo a espontaneidade em meio à todas essas preocupações. E perdendo a espontaneidade, acaba-se perdendo também a própria identidade, como você já disse.

    • fernando-ric disse:

      Quando o Lauda testou a Jaguar, já tinha 53 anos. Não dá pra comparar o Lauda de 1977.

      O Schumacher de hoje toma pau dele mesmo.

      Mas concordo com a parte de suprimirmos o pé-no-saco….

    • Sirlan Pedrosa disse:

      Claudemir,

      Concordo 100% com o que você falou sobre a F1 do passado. No fundo nada mudou, nós é que olhamos o passado com nostalgia.

      Senna sim era um diferencial. Não a época.

      O que mais me chamou a atenção no vídeo foram as entrevistas dele, a maturidade com que ele analisava as questões do carro e da sua estréia.

      Tmbém foi bom ver Frank Williams de pé, e Ron Dennis com uma cara mais humilde, menos pedante.

      Para finalizar, sabem quem desenhou o carro de estréia de Senna, o Tolemam TG 184 ? Rory Byrne….

      Um abração,

      Sirlan Pedrosa

    • Mari Espada disse:

      Concordo plenamente, Boss!!!

      Uma lembrança guarda apenas os melhores momentos do passado…
      Então chega a ser injusto comparar a íntegra do atual momento, com o “race edit” dos tempos “aureos (?)”.

      Sobre os pilotos “calados”… As atitudes são muito mais contidas, até mesmo devido à velocidade de informação que temos atualmente.
      Como disse o Allan: “Hamilton fez borrachão, a polícia chegou e o mundo todo ficou sabendo na mesma hora.”
      Era TV, internet, jornais e revistas… Todo mundo divulgou o caso em segundos!
      Já na época nostálgica em questão, um piloto dava uma entrevista que, geralmente, ficava restrita a passar no jornal nacional e cair no esquecimento. Não tinha youtube!
      Então havia mais liberdade para se dizer o que pensa, sem se preocupar com aquela informação ser vista posteriormente, for ade contexto, e ser mal interpretada.

      Por último, mas jamais menos importante, concordo com o Mestre Sirlan!
      A maturidade do Senna em suas análises, a figura do Frank saudável, a expressão mais simpática no rosto do Ron, são takes impagáveis neste raro vídeo!

      Beijos!!!!

  7. Anselmo Coyote disse:

    Quem é bom hoje seria bom em qualquer tempo e lugar. A questão é aprendizado e adaptação. Não existem mágicas. O Schumacher por causa de 03 anos afastado apanhou do carro o ano inteiro. O Massinha (tadinho…rsrs) disse que não conseguia sequer aquecer os pneus (acredite quem quiser). Ora, se os pilotos atuais apanham dos carros, como querer que um Lauda ou Piquet entre numa barata dessas e faça bonito?

    O Hamilton andou bem no Mc Laren? Sim. Quantas voltas? E se o Senna estivesse no outro da mesma época, acostumado a dar 100 voltas num treino e sair inteiro do carro? O que estaríamos dizendo do Miltinho?

    As comparações são injustas porque não sabemos o que o Alonso faria se fosse necessário entender de mecânica, aerodinâmica, passar marcha com câmbio H etc.

    Objetivamente, no entanto, não dá pra comparar trocar de marcha em câmbio H com passar marchas com borboletas em sistema de dupla embreagem em que ao se engatar a marcha ímpar as marchas par, acima e abaixo, já ficam engatilhadas, com trocas que ocorrem em 0,07s.

    Mas, e o volante dos F1 atuais e seus botões multicoloridos?

    Aquilo é mais enfeitado do que penteadeira de viúva!

    Um piloto do passado teria que dormir com um por 6 meses só para memorizar as funções e a localização dos botões.

    Abs.

    • Will disse:

      “Um piloto do passado teria que dormir com um por 6 meses só para memorizar as funções e a localização dos botões”

      Visualizei essa cena…morri de sorrir!

      Parece aquela estória de jogador que dormia com a bola de tanto que gostava de jogar…

    • Mari Espada disse:

      “Aquilo é mais enfeitado do que penteadeira de viúva!”
      Coyote, de onde você tira essas referências surreais? Hahaha!!! =D

      E realmente… os pilotos do passado teriam tantos problemas com a quantidade de botões no voltante quanto os pilotos atuais com o câmbio H.
      Então precisamos dos pilotos no auge de sua forma e habituados com o equipamento para fazer uma comparação justa, assim como citou o Allan logo acima.

      Beijos!

      • Vitor, o de Recife disse:

        Essa do câmbio H me lembrou uma das pérolas do Bobão Bueno. Depois de anos do câmbio semi-automárico implantado na F1, o autointitulado “Voz do Esporte Brasileiro” adorava explicar para o Homer Simpsom (para quem não sabe, é como a RG se refere ao seu espectador) sempre que um piloto perdia tempo em uma volta, provavelmente teria posto uma marcha errada. Coube ao Burti, a voz mais lúcida nas transmissões, explicar que isso não era possível, pois o câmbio era sequencial e semi-automático…

      • Fernando M. disse:

        Mari, eu acho que o nosso amigo Coyote não quis usar a expressão mais chula do ditado…. Que seria “É mais enfeitado que penteadeira de puta”…

        Essas comparações nunca são justas mesmo. O que dizer dos pilotos em suas baratinhas lá na década de 50? Downforce??? ajuste de asas??? ahn??? toquinhas de natação e óculos correndo em pista de chão batido muitas vezes… Comendo poeira literalmente!
        Hoje pode ser tudo mais fácil aparentemente, mas a quantidade de informações que o piloto dispõe e, principalmente, saber lidar com elas em uma corrida é coisa de louco também.
        Mas a essência da competicão é a mesma, extrair o máximo do equipamento em todas as situações.

  8. Anselmo Coyote disse:

    Vcs, Wil, Mari, Vitor, Fernando e outros tbém ficam rindo da minha pessoa. Vcs que não sabem o que é ser caipira como eu. Vcs não sabem como é viver aqui na roça onde o sistema é bruto.
    Abs.

    • Fernando M. disse:

      hahahah! Coyote! Eu não ri de sua cara, porque eu volte e meia uso essa expressão! Também sou do interior!

    • Ffigueiredo disse:

      Coyote,

      Só eu te entendo mesmo…rsrsrs. Eu com minha mineirice de Teofilo Otoni….e fã de Elomar….

      Mas ainda assim…morri de rir

      • Anselmo Coyote disse:

        Até tu, Brutus… mas tá desculpado.
        Afinal vc comeu carne de sol no mercado tomando cachaça de Itambacuri e viu na praça as centenárias preguiças… ah! e saiu ileso aos vendedores de pedras preciosíssimas e cacou du vidraux.
        Abs.

    • Mari Espada disse:

      Ah, Coyote…
      Você tá fazendo charme só pra me ver pedir desculpa, né? =)

      Então desculpa!!!

      • Anselmo Coyote disse:

        Que é isso, Mari… Você é a musa-gatinha do blog. Isso diz tudo.

    • Ffigueiredo disse:

      Outra coisa coyote…agora que tá bom mesmo….

      Fugi da selva de pedra que é São Paulo, e vim me esconder na terra do acarajé e dendê, Salvador. Que cidade maravilhosa…que povo acolhedor.

      Agora mais que nunca, posso esbanjar da minha mineirice baiana de tioflotôni.

      rsrsrsrs

      Abração…e é sempre um prazer trocar idéias com vc.

      FF

  9. Anselmo Coyote disse:

    EXTRA! EXTRA! EXTRA!

    Aproveitando o momento alucinante, eu sei que vcs me acham um fanfarrão. Não sou e até que gostaria de ser – gosto de fanfarrões.

    Agorinha, só pra fazer meu coração bater uma e falhar a outra, o meu ídolo, Kamui Kobayashi, mostrou seu lado pra lá de fanfarrão numa entrevista. Perguntado qual o seu segredo para as inúmeras ultrapassagens realizadas em 2010 ele simplesmente respondeu:

    “Por eu ser japonês, tenho olhos pequenos, então não posso ver os outros caras”… kkkkkk!!!!

    Pronto. Me ganhou outra vez. Não tem mais jeito. Vou por uma foto 3×4 dele no meu oratório e todo dia na hora de rezar o terço, bom… isso é outra coisa – vcs urbanóides ultra high-tech não entendem.

    Abs.

  10. Anselmo Coyote disse:

    Ó… esqueci da prova do crime…. sorry, guys.

    Abs.

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