Nostalgia entre negócios.

Publicado: 27/11/2010 por Vitor, o de Recife em Artigos
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Tom Stephens (vice-presidente da GM), Roger Penske e Castro Neves posam para foto do anúncio da parceria entre Penske e Chevrolet para 2012 com um Camaro e um Penske/Pennzoil.

Definitivamente, duas categorias do automobilismo estão com saudades dos bons tempos.  Depois da F1, em que Lotus e Renault se inspiraram no passado ao pintarem seus carros, na Indy surgem rumores de que a tradicional equipe Penske pode fechar acordo com a companhia de óleo Pennzoil, trazendo de volta a pintura clássica do carro de Rick Mears, que venceu duas das suas quatro vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis (1984 e 1988) com este layout.

O site SPEED.com revelou as negociações: a Pennzoil pretende patrocinar o carro de outro notório vencedor das 500 Milhas: Hélio Castro Neves. O apelo de marketing da parceria é irresistível…

Espera-se que a dona da Pennzoil, a Shell Oil, patrocine o carro de Castro Neves no próximo mês de maio, quando o brasileiro tentará conquistar a sua quarta vitória na Indy 500.

(…)

A especulação sobre Shell/Pennzoil em um dos carros da equipe Penske tem aumentado nas últimas semanas e com a Verizon voltando a patrocinar o australiano Will Power, a escolha de apoiar Castro Neves, três vezes vencedor da Indy 500, parece ser uma escolha inteligente do marketing da gigante petrolífera.

Após a retirada da principal patrocinadora da Penske na IndyCar no final da temporada de 2009, a Phillip Morris, equipe bancou os carros de Castro Neves e Ryan Briscoe com seu próprio bolso na temporada passada. Embora o situação sobre um novo patrocinador para Briscoe permaneça incerto, uma imagem da câmera do telefone de Castro Neves vestido em um terno patrocinado pela Shell parece confirmar um acordo firmado entre a Penske e a empresa de óleo para motores.”

A última associação entre Pennzoil e Penske teve início em 1983 e durou até 1990, quando Roger Penske firmou um longo contrato com a Phillips Morris, trazendo a clássica pintura da Marlboro. A Penske/Pennzoil teve como grandes momentos as duas vitórias de Mears nas 500 milhas de Indianápolis e o título de Al Unser (o pai) em 1985. Uma possível volta da Pennzoil simbolizaria também o ressurgimento do interesse pela categoria, que sofreu muito com a cisão entre  Cart e IRL, perdendo muito espaço em patrocínios para a fortíssima Nascar.

Pit stop de Rick Mears, Penske, em Indianápolis, 1986. Seu Penske era chassi March com motor Cosworth. O do companheiro, Al Unser, utilizava o mesmo chassi, mas um motor Chevy.

Com um “retorno ao passado” , a Penske se juntaria à Lotus/KV, que busca mostrar força em sua luta contra Tony Fernandes na briga pelo nome da marca “Tem Lotus”. Dany Bahar já anunciou que alinhará dois carros com as cores da marca em 2011; resta saber quais serão as cores: o tradicional british green ou o preto com dourado remetendo às cores dos carros patrocinados pelos cigarros John Player Special? Tony Fernandes já avisou que pretende correr com a segunda opção…

Com esta pintura James Rossiter testou pela Lotus no circuito de Barber, no começo do ano.

comentários
  1. Rapaz, que belo post.

    Seria realmente bom ver as categorias de automobilismo se reerguendo novamente depois de tantos baques e o melhor trazendo consigo grandes marcas.

    Seria bonito de ver:

    Lotus – JPS
    Williams – Camel – Labbats – Canon
    Penske – Penzoil
    Newman – Hass – Texaco – Havolline

    Duro é ver Force India, Virgin e Hispania, que coisa mais triste…

    • Vitor, o de Recife disse:

      Valeu Claudemir.

      Pra você ver como gosto é gosto mesmo… acho a pintura da Virgin linda e gosto da Force India. Só a Hispania parece ser uma unanimidade no quesito feiúra mesmo. ;)

      Sobre os demais carros citados, só belezura. Acrescentaria mais dois, um de cada categoria: a McLaren original, de cor laranja (abóbora, diriam alguns) e a Walker/Valvoline de Gil de Ferran na Cart.

  2. Laysson disse:

    A dita foto do Castro Neves:

    Será uma boa mesmo essa parceria. Pena que esse lance antitabagista barre pelo menos as duas primeiras combinações, que o Claudemir colocou. Lógico que o esquema de cores vai ficar muito bonito, no Team Lotus do Fernandes. E quem sabe uma Williams com aquele esquema dos anos 80/90, colocando no lugar da Camel aquela DHL, que patrocinou a Jordan, e hoje se atém á fazer a logística e estampar seus emblemas pelas pistas. Mas faz falta ver as marcas originais. hehehehe

    Aquela da Newman Hass, laterais pretas (Texaco/Havoline), com o tampo do motor branco (as vezes com um K-mart), do início dos anos 90, acho mais bonita que a toda preta. hehehehe
    Outra fabricante que podia voltar com mais força é a Valvoline, que sempre teve um esquema de cores muito bonito nos carros. A última vez que me lembre foi com o Gil de Ferran, na Walker, pouco antes de entrar na Penske.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Laysson, sempre participando pouco, mas sempre contribuindo com qualidade. Depois insiro a foto no post, valeu!

      E bem lembrado: a Newman-Haas do Nigel Mansell era belíssima. O esquema de cores das Penskes neste ano lembram um pouco os daquelas Newman Haas. Também lembrei da Walker Valvoline acima.

      Falando na Walker, comenta-se que a equipe retornará em breve à categoria. Seria ótimo ter mais uma equipe de renome de volta à nova Indy.

  3. Fernando Kesnault disse:

    Vitor, creio que as cores do carro serão iguais às do carro de Kevin Harvick na Sprint Cup da Nascar com a estampa da Shell mais visível, já que a Pennzoil foi comprada pela empresa anglo-holandesa desde 2004.

    • Vitor, o de Recife disse:

      É uma hipótese bem plausível, Kesnault. Por outro lado, utilizar a marca Pennzoil em uma pintura clássica também seria uma sacada de marketing genial. Os americanos são muito apegados à marcas e tradições.

      • Fernando Kesnault disse:

        Não Vitor, será da Shell mesmo. A Shell/Pennzoil irá para a equipe de Penske na Sprint Cup no carro nº 22 que será dirigido pelo Kurt Bush e então por tabela, será esta a pintura na IndyCar se concretizar mesmo a ida para esta categoria.

  4. […] não será a pintura clássica da Pennzoil dos anos 1980. A Penske confirmou o patrocínio da Shell no carro de Hélio Castro Neves para a […]

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