Os 10 mais de 2010.

Publicado: 03/12/2010 por Sirlan Pedrosa em Artigos
Tags:,

Ultrapassagem de Barrichello em Schumacher no GP da Hungria.

Você parceiro desse nosso espaço pode estar pensando: Esse blog só sabe fazer lista de 10 mais??? A idéia do Ultrapassagem é ser o mais plural possível, comportando textos de diversos autores, e desta forma nossas várias listas de “10 mais” apenas exacerbam essa pluralidade.

Então sem mais delongas vamos à minha lista dos 10 melhores de 2010:

1. Sebastian Vettel: Venceu. Venceu aos 23 anos. Venceu quatro fortes adversários. Venceu a pressão e cobrança por ter cometidos erros ao longo do ano. Venceu, mais que os outros, a pressão no momento mais decisivo do ano. Venceu o mundial de 2010 e venceu minha lista…

2. Adrian Newey: Venceu em 2010, mas já deveria ter vencido em 2009 não fosse a polêmica com o tal difusor duplo da Brawn. O fato é que 2010 representou a conquista dos objetivos traçados em 2006, quando entrou na Red Bull com a missão de transformar uma equipe perdedora em vencedora. Em 2010 Newey só ficou em segundo na minha lista…

3. Dietrich Masterchit: Na hora da decisão o chefão tomou para si a responsabilidade, tirou 2000 kg das costas de Christian Honer e Helmut Makro e decidiu: Na Red Bull não há jogo de equipe, somos diferentes da Ferrari!

4. Robert Kubica: O que seria de Fernando Alonso, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton se o polonês tivesse um bom carro desde 2007? O fato é que a única vez em que teve um equipamento “perto de competitivo” foi em 2008, e Robert Kubica chegou e liderar o campeonato e vencer corrida. Em 2010 foi em minha opinião o melhor piloto do ano, mas não vence minha lista porque já dizia Machado de Assis: Ao vencedor as Batatas!

5. A nova pontuação: foi uma mudança drástica, que de uma só vez acabou com várias estatísticas, mas que no final se mostrou muito boa. A nova pontuação adotada pela F1 valorizou a vitória e as nona e décima posição, que passaram a valer pontos. Um grande acerto da FIA.

6. Jenson Button e Lewis Hamilton: Não me lembro de dois pilotos de um mesmo país, campeões do mundo e extremamente competitivos dividirem uma equipe de forma tão harmoniosa. Pontos para a educação e o respeito mútuo desses jovens leões.

7. GP da Coréia do Sul: Uma onda de notícias dava conta que o GP seria cancelado, mas os coreanos aprontaram a pista e realizaram uma corrida decente, sem falar no traçado que parece ser um dos melhores surgidos nos últimos anos.

8. Tony Fernandes: Havia uma oportunidade onde os outros não viam nada. O rechonchudo (na verdade barrigudo…) Tony pegou uma das marcas mais importantes da F1, tratou-a com respeito, investiu numa equipe do zero com responsabilidade, contratou as pessoas certas, criou as bases para um crescimento sólido e inovou nas ações de Marketing e relacionamento com os fãs. Resultado: Foi a melhor das estreantes e despertou a inveja… Será que o novo Bernie Eclestone é malaio?

9. Kamui Kobayashi (o nosso querido Kobayote): Eu não acho que o samurai japonês já esteja no nível de um Hamilton ou um Vettel, mas a verdade é que o japinha é um sopro de vida num ambiente tão estéril como a F1. É simpático e carismático em meio a tantos pilotos insossos e vazios, e na pista mostra que é possível tentar o diferente, ser diferente, e sobretudo é possível ultrapassar onde os outros acham que não se deve nem tentar… A corrida de Kamui Kobayashi no Japão foi para quebrar paradigmas na F1….

10. Rubens Barrichello: Eu e Barrichello temos a mesma idade, nascemos em 1972, então não preciso que ninguém me diga a diferença entre os 21 e os 38 anos. A vitalidade e a alegria de Barrichello depois de 18 temporadas completas e 17 anos de F1 é assombrosa. Só muito amor pelo esporte para fazer o que ele faz. E tudo isso com muita velocidade, vencendo o jovem companheiro de equipe, liderando o time e passando Schumacher na marra….Barrichello parece ter cabernet correndo nas veias….

Anúncios
comentários
  1. Vitor, o de Recife disse:

    Ótima lista, Sirlan! E muito válidas as referências a Adrian Newey – que apesar de tão óbvia, não figurou nas outras listas até aqui – e Tony Fernandes, que foi simplesmente o único entre as novatas que mostrou ter futuro na F1.

    “Barrichello parece ter cabernet correndo nas veias”

    HAHAHAHAHA, assino embaixo!

    • Marcelo Brum disse:

      A propósito: A lista está muito boa, Sirlan. Eu não me canso de ler listas, desde que sejam boas e que tenham fundamento.

      Abraço.

      • Sirlan Pedrosa disse:

        Obrigado Marcelo,

        Você entrou em contato com o pessoal para escrever o texto que mencionou ?

        Um abraço,

        Sirlan Pedrosa

      • Marcelo Brum disse:

        Que texto, Sirlan?

      • Sirlan Pedrosa disse:

        Desculpa Marcelo….acho que era o Fernando M que pediu para escrever um texto aqui no Ultrapassagem, e o Claudemir deu o email para que ele entrasse em contato.

        De qualquer forma, se você tiver algum texto ou idéia para publicação entra em contato com o boss (Claudemir).

        Um abraço,

        Sirlan Pedrosa

  2. Marcelo Brum disse:

    Está certo. Vettel venceu as críticas e venceu a própria ansiedade, chegando quase ao ponto de se reinventar com a competição em andamento. O título é justíssimo.
    Mas, imaginemos o estrago que seria se o RB6 estivesse nas mãos de Alonso, Button, Hamilton ou Kubica. O campeonato estaria decidido no meio do ano, não é?
    Digo isso porque foi espantosa a demora das outras equipes em chegar ao menos próximo da Red Bull. O campeonato não se encaminhou cedo – a exemplo do que acontecera com a Brawn GP – muito mais por obra da incompetência da equipe RBR – as vaidades internas – do que pela força da concorrência. E a concorrência foi tão lerda que ainda deu tempo de acertar as diferenças e levar os dois títulos. Claro que o Webber não vai engolir essa derrota tão cedo, né? Mas, ficou tudo em casa.

    É certo que para nós, espectadores, é mais conveniente que haja disputa ferrenha até o final – e que nunca mais se repitam domínios como o da era Ferrari/Schumacher e Brawn/Button -, mas fica a indagação: O que está acontecendo com as poderosas equipes da F1? Se um projeto nasce mal, já era. As equipes vão correr atrás o ano inteiro. Vida dura, hein?

    Será que há uma escassez tão grande de projetistas competentes na atualidade? Claro que também temos que levar em conta o conjunto todo – propulsores, pneus, knowhow da equipe. Mas parece que, hoje, a chave está mesmo na aerodinâmica. Aquilo que tem sido a estrela maior na hora de definir aqueles milésimos a menos. Por mais dinheiro que tenham, as poderosas não tem produzido bons carros. Isto é fato! O próprio Lewis Hamilton foi campeão num ano em que a Ferrari estava melhor. Já o Kimi Raikkonen foi campeão num ano em que a McLaren estava melhor – espionagens a parte e toda aquela sujeirada que sabemos.

    Ou os projetistas talentosos não estão tendo oportunidade nas grandes – politicagem – ou as novas equipes estão sendo mais espertas.

    Abraços.

    • Fernando M. disse:

      Marcelo, eu vejo essa questão da mesma forma com que acontece no Marketing das grandes empresas. Acostumadas a trabalhar com grandes orçamentos disponíveis criam mega campanhas e às vezes até jogam muito dinheiro fora, mas quando acontece uma grande crise e a diretoria corta essa verba, o departamento não sabe o que fazer e aí vem as frases do tipo: “não tem dinheiro suficiente pra fazer uma boa campanha”.

      Na F1 a crise gerou corte de custos e esses cortes afetarem diretamente os treinos livres. As equipes acostumadas a gastar milhões em testes e mais teste poderiam desenvolver melhor seus carros e não ficariam tanto tempo para adaptar invenções de outras equipes em seus próprios bólidos. E o que se ouve é: “não tem testes suficientes para desenvolver o carro a contento” Agora o grande diferencial esta em desenvolver corretamente o carro, porque é muito difícil as equipe recuperarem rapidamente as diferenças de desenvolvimento dos outros carros.

      Claro que são situações diferentes e não exatamente o mesmo parâmetro, mas a lição principal é que em ambos os casos o problema está em estar “mal acostumados”.

      • Marcelo Brum disse:

        Exatamente, Fernando. Com a redução dos testes torna-se cada vez mais evidente a necessidade de um projeto ser muito bem pensado. E é aí que as diferenças começam a aparecer, ou seja, quem tem e quem não tem cacife.
        Mas ainda acho espantoso. Num ambiente de tamanha competitividade, não se pode jogar tanto dinheiro pela janela.

    • Anselmo Coyote disse:

      “Mas, imaginemos o estrago que seria se o RB6 estivesse nas mãos de Alonso, Button, Hamilton ou Kubica. O campeonato estaria decidido no meio do ano, não é?”

      Perfeito. Arranjei um companheiro com a mesma opinião neste aspecto. Tenho dúvidas quanto ao narigudo, mas acho que até ele… Nenhum desses passaria o perrengue que o alemãozinho arrogante passou. Mas, ganhou, ganhou. Tá ganho e fim de papo. Até o Damon Hill ganhou, por quê o fakezinho não poderia ganhar não é mesmo? Afinal perder com o melhor carro, mesmo sendo o mais experiente, foi um grande feito do que ficou em 3o lugar com o Brawn GP em 2009 (óbvio).

      Abs.

      • Allan Wiese disse:

        Sem dúvidas esse campeonato não teria graça se o RB6 fosse guiado pelo Alonso ou pelo Hamilton.

        E o Coyote não esquece nunca do Barrica, haha.
        Pensando um pouco sobre o que você falou lá no meu post sobre os melhores da década de 2000, acho que eu acabei cometendo uma injustiça com o Button. Confesso que esqueci dele e na ausência de uma lembrança melhor, coloquei o Rubens na lista. A questão é que Jenson já havia sido terceiro com a BAR, em 2004. Ou seja, foi o melhor do resto naquela temporada.
        Anyway. Eu gosto do Barrica e já discutimos várias vezes por causa disso e nem a sua opinião vai mudar e nem a minha. So, let it go.

      • Anselmo Coyote disse:

        Verdade, Allan.

        Seu negócio é defender, o meu é cornetar. Se o cara dá motivos, e esse panaca os dá de sobra…

        O dia que alguém me explicar como considerar bom um cara que com 17 anos de carreira, com 300 GP nos costados, conseguiu perder um campeonato com o melhor carro, sem adversários, a não ser o companheiro de equipe que era praticamente um novato, aí sim, eu juro que nunca mais pronunciarei o nome dessa entamoeba coli, vulgo ameba.

        Abs.

  3. Allan Wiese disse:

    Vettel mereceu. Aproveitou ao máximo o carro que tinha em mãos. Fez o maior número de poles que conseguiu. E quando largou bem, não tinha como tirar as vitórias dele.
    Ele ainda precisa melhorar no quesito buscar resultados. Ter problemas na largada e voltar pro meio da zona de pontuação não é problema, ainda mais com um carro como o RB6. Mas ainda precisa se aproveitar de rendimento superior para ganhar posições que valham pódiums ou vitórias.

    Newey mereceu. Prova que tecnologia por si só não faz nada sem uma mente brilhante por trás.

    E sua lista está ótima Sirlan!

  4. Mari Espada disse:

    Parabéns pela coerência e esclarecimento dos seus 10 mais, Sirlan!
    Concordo com seu ponto de vista.

    E os meus lordes ingleses mclaristas merecem mesmo estar nessa lista! =D

    Beijos!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s