F1: Novas regras para 2011, 2012 e 2013

Publicado: 10/12/2010 por Sirlan Pedrosa em Formula1, Notícias
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Direto do Tazio, FIA confirma mudanças nas regras para 2011, 2012 e 2013. Vamos discutir.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou, nesta sexta-feira, algumas mudanças no regulamento técnico da F-1 para as próximas temporadas.

Entre as principais alterações, foi oficialmente confirmada para o próximo ano a asa traseira ajustável pelos pilotos dentro do cockpit, visando facilitar as ultrapassagens, além do aumento de corridas feitas com a mesma unidade de câmbio, indo de quatro para cinco a partir de 2011.

As regras de pneu, com cada competidor tendo que usar os dois compostos de pista seca dentro da corrida, foi mantida. Em casos específicos de segurança, como a entrada do safety car, o diretor de prova estará autorizado a fechar o pitlane.

Em 2012, foi oficializado o uso do biocombustível na categoria e a comunicação das equipes via rádio estará disponível para as transmissões. Para 2013, ficou estabelecido que os novos propulsores serão turbo com quatro cilindros em 1,6 L, substituindo as atuais unidades V8 aspiradas de 2,4 L. Com o sistema de recuperação de energia, os motores terão uma redução de 35% de consumo de combustível, com cada piloto podendo utilizar, em 2013, cinco unidades por ano. A partir de 2014, o limite cai para quatro motores por temporada.

Fim do artigo que punia o jogo de equipe

Depois de anos de discussão, a Federação Internacional de Automobilismo decidiu anular qualquer tipo de punição específica ao jogo de equipe na F-1.
Em um anúncio feito nesta sexta-feira, após o encontro do Conselho Mundial que instituiu diversas mudanças para os próximos anos, o artigo 39.1, referente às ordens, foi deletado.
A entidade, contudo, deixa claro que ainda existirá uma regra que permitirá a punição de equipes caso elas provoquem uma quebra no conceito do esporte. “As equipes serão lembradas de que qualquer atitude que desrespeite o esporte será tratada com o artigo 151c do Código Esportivo Internacional e com qualquer outra medida relevante.”
Além do fim do artigo que proibia o jogo de equipe, a FIA confirmou que todas as conversas de rádio entre as equipes e seus pilotos serão disponibilizadas aos veículos de comunicação a partir de 2012.
O jogo de equipe ganhou nova notoriedade na F-1 no GP da Alemanha, quando Felipe Massa foi obrigado a ceder a vitória para o companheiro Fernando Alonso, oito anos depois do episódio mais famoso, no GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello abriu mão da primeira posição a metros da chegada, beneficiando Michael Schumacher.

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comentários
  1. fernando-ric disse:

    Jogo de equipe agora está liberado, mas atitudes que desrespeitem o esporte não?

    Bah, nunca vi regra mais inacreditável.

  2. Joao disse:

    uma correção os motores atuais são V8 e não v10( aposentados desde 2006)

  3. Joao disse:

    os V10 eram de 3.0L e os V8 atuais de 2.4L, agora vai ser V6 de 1.6L turbo, sera que o turbo compensa a redução das válvulas e da capacidade?, do jeito que vão reduzindo a potencia em 2020 vão estar usando motor zetec V4 1.0L .

    • Sirlan Pedrosa disse:

      João,

      Um motor turbo rende fácil o mesmo que um aspirado com o dobro da capacidade volumétrica. Ou seja : um 1.0 turbo em tese tem a mesma potência de um 2.0 aspirado

      Só que a margem de desenvolvimento do turbo é muito maior, e como exemplo podemos citar que em 1988 um turbo de 1,5 litros fazia cerca de 800 cv, enquanto um aspirado de 3,5 litros fazia 600 cv.

      Logo poderíamos prever motores muito mais fortes que os atuais, não fosse a limitação de giros a 12.000 rpm (a notícia que trouxemos do Tázio não trás essa informação, mas no blog Formulauk o Mike Vleck menciona isso), que limitará muito o aumento de potência. Lembramos que os motores atuais tem o giro limitado a 18.000 rpm, mas no passado recente antes desta limitação já havia motores que giravam a mais de 20.000 rpm.

      Para termos uma idéia do impacto da limitação de giros, a fórmula de potência que aprendemos no segundo grau é assim :

      Potência = Trabalho / tempo ==> sendo Trabalho = Força x Deslocamento

      A força e o deslocamento num motor estão associadas a força gerada pela queima e as medidas de diâmetro/curso (principalmente o curso).

      O tempo está associado a rotação. Quanto maior a rotação, menor o tempo para se dar “uma volta” no virabrequim.

      Claro que tudo isso é muito mais complexo, mas os conceitos são esses mesmos.

      Um abraço,

      Sirlan Pedrosa

  4. SPLASHSPORTSLINE disse:

    Diante dessas novas(blergh!)regras,só concluo que esses caras do corpo técnico da F1,mais os dirigentes retrógrados,arcaicos e ultrapassados estão “engessando” a categoria!Como podem estipular motores 1.6,pow?!Usar apenas cinco motores em 2013,caindo o lote no ano seguinte para quatro unidades?!Estão querendo transformar o supra-sumo do automobilismo mundial em desfile de carros de passeio…!

  5. SPLASHSPORTSLINE disse:

    Ao formularem esse monte de regras esdrúxulas eles estão freando e impedindo o desenvolvimento e a evolução da tecnologia nesse setor.Esse papinho de medidas pró-segurança não cola.

  6. Vitor, o de Recife disse:

    1. Asa traseira móvel

    Mais uma ideia de jerico. Fulano de trás ajusta a asa para ter mais velocidade para ultrapassar; aí o da frente faz o mesmo e dá na mesma. Mais um botãozinho inútil para os pilotos. Fazer pista decente que é bom…

    2. Aumento de corridas feitas com a mesma unidade de câmbio

    Tendência natural, para redução de custos. No futuro, o câmbio deve durar a temporada inteira. Normal.

    3. As regras de pneu, com cada competidor tendo que usar os dois compostos de pista seca dentro da corrida, foi mantida.

    Logo, a esperança que com a Pirelli tivéssemos corridas de verdade, com gente arriscando na estratégia de uma só parada, foi para o brejo. Regra ridícula, estúpida, imbecil e outros adjetivos pejorativos que estou com preguiça de escrever.

    F1, em seu lado competitivo, é muito simples. Não precisam inventar esse monte de m…

    4. Em casos específicos de segurança, como a entrada do safety car, o diretor de prova estará autorizado a fechar o pitlane.

    Tem algum regulamento esclarecendo detalhadamente isso? Por que assim, solto desse jeito, pode dar confusão. Quais são os critérios?

    5. Em 2012, foi oficializado o uso do biocombustível na categoria e a comunicação das equipes via rádio estará disponível para as transmissões.

    O rádio estará completamente livre? Humm…

    5. Para 2013, ficou estabelecido que os novos propulsores serão turbo com quatro cilindros em 1,6 L, substituindo as atuais unidades V8 aspiradas de 2,4 L.

    Legal. Sempre gostei dos turbos, são um charme.

    6. Com o sistema de recuperação de energia, os motores terão uma redução de 35% de consumo de combustível, com cada piloto podendo utilizar, em 2013, cinco unidades por ano. A partir de 2014, o limite cai para quatro motores por temporada.

    Mesma coisa do câmbio: no futuro, os motores deverão durar uma temporada completa.

    7. Fim do artigo que punia o jogo de equipe.

    Não gosto de jogo de equipe. Mas quer saber? Proibir também é ridículo. Muita gente que criticou a Ferrari ainda alegou que “deviam fazer como a McLaren em Istambul”. McLaren que fez… jogo de equipe!!

    Aí vem a questão: você prefere ser completamente enganado, como em Istambul, ou prefere ver uma equipe nem se esforçando em te enganar, como a Ferrari em Hockenheim? Eu não prefiro nenhum dos dois. Então, que abram o jogo e o piloto que não quiser fazer o papel de segundão, que mude de equipe.

    7. A entidade, contudo, deixa claro que ainda existirá uma regra que permitirá a punição de equipes caso elas provoquem uma quebra no conceito do esporte. “As equipes serão lembradas de que qualquer atitude que desrespeite o esporte será tratada com o artigo 151c do Código Esportivo Internacional e com qualquer outra medida relevante.”

    Mais um regulamento que fala, fala e fala sem dizer nada.

    Enfim, fazendo um balanço geral, tem muita besteira nesse novo regulamento. Ficam criando nhenhenhéns ao invés de simplificar as coisas. Botãozinho pra ultrapassar??? OBRIGAÇÂO de botar pneuzinho??? Me poupem…

    • Mari Espada disse:

      Sobre a regra da asa traseira móvel, eu havia lido (em algum lugar que não me lembro) que haveria um sistema eletrônico que só permitiria a utilização desse recurso quando o piloto estivesse a um segundo do carro da frente, sendo que o recurso só poderia ser acionado para ultrapassagens, sem haver possibilidade do piloto “ultrapassado” se defender.

      Alguém me confirma isso??? Porque se for mesmo assim, então será ótimo… e poderemos tirar um ítem da lista de preocupações com esse novo regulamento. =)

      Beijos!!!

      • Fernando M. disse:

        Eu lembro de ler sobre isso também, Mari. Mas eu acho que complica ainda mais….

        E se tivermos dois pilotos disputando posição no meio de um bolo de retardatários? Esse dispositivo vai ser usado para ultrapassar o retardatário, mas já não será utilizado para se defender do piloto que realmente está disputando a posição? E em uma esfera maior quando três pilotos estão na busca daquele posição? O carro do meio está sendo muito ameaçado pelo terceiro, mas em determinado momento usa o dispositivo contra o primeiro, contudo não consegue efetivamente a ultrapassagem, porém consegue se safar da ultrapasssagem certa do terceiro piloto… Fica bem difícil a análise dessa situação e imagino que será fonte de reclamações futuras.
        Eu ainda acho que o piloto poderia usar quando quisesse, tanto para ultrapassar quando para se defender da posição porque vai envolver mais o feeling do piloto de quando usar e como usar… do contrário vai parecer mais um truque contra alguém que não pode se defender. Enfim, a regra é uma das mais esdrúxulas dos últimos tempos….

    • Tomás Motta disse:

      “1. Asa traseira móvel

      Mais uma ideia de jerico. Fulano de trás ajusta a asa para ter mais velocidade para ultrapassar; aí o da frente faz o mesmo e dá na mesma. ”

      Quem estiver na frente não poderá ajustar!!

  7. Apenas uma regra.

    Essa é a 2013, motores de corrida, vamos ver motores de corrida na F1.

    Desde os enfadonhos V8 que a F1 não tem motores de verdade, então será um sopro de automobilismo na categoria, e mais serão os maravilhosos TDI.

    O resto, hummm, são as mesmas asneiras de sempre, bah.

  8. Tomás Motta disse:

    Alguém leu a palavra “turbo” no release oficial da FIA?

  9. O fim da punição do jogo de equipe é interessante desde que se proibam codigos, é para mandar abrir e o publico tem noção real do que aconteceu, aí é só fazer sua parte hostilizando atitudes desse tipo e não comprando produtos de quem faz este tipo de atitude, eu mesmo não compro uma Ferrari…

    • Vitor, o de Recife disse:

      Apoiado, Rodrigo! Também não compro uma Ferrari! :p

    • Will disse:

      E eu não compro nem Ferrari, nem Maserati, nem Alfa (ahhh um 156…) e nem como mais Pizza!

      • Vitor, o de Recife disse:

        Rssssss… não, deixar de comer pizza não consigo fazer. Muito menos lasanha…

        Malditos italianos! tinham que fazer tantas coisas boas com massas? Exceto com O Massa, HAHAHAHAHA!!!

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