Em busca da nacionalidade perdida.

Publicado: 15/12/2010 por Vitor, o de Recife em Artigos
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Ryan Hunter-Reay, o melhor piloto americano em 2010.

Quem “internacionalizou” a Indy? Foram os pilotos estrangeiros que chamaram a atenção do mundo para a categoria? Ou foi a própria Indy que atraiu os “forasteiros”? O fato é que no grid de 2010, considerando apenas aqueles pilotos que competiram todas as etapas, o número de corredores nativos se restringiu a apenas 3 pilotos.

Eis os três representantes americanos que competiram a temporada de 2010 completa: Danica Patrick, Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay, este último o melhor colocado no campeonato, confirmando sua participação integral ao longo da temporada. Graham Rahal disputou várias corridas por equipes distintas, mas por não possuir um contrato fixo, perdeu algumas etapas. Muito pouco para uma categoria que, a despeito de algumas etapas longe da terra natal, ainda é majoritariamente americana.

Hildebrand substituirá Wheldon na Panther.

A “invasão estrangeira” não é uma coisa ruim, pelo contrário: evidencia o prestígio da categoria e ajuda a qualificá-la com talentos de escolas diferentes. Além disso, atrai a atenção de audiências de outras regiões e abre o leque para novos negócios. Aqui no Brasil pudemos perceber este fenômeno: desde que o nosso “desbravador” Emerson Fittipaldi arriscou uma nova carreira nos EUA, a Indy, de ilustre desconhecida, passou a ser uma categoria com uma audiência respeitável. A grande leva de pilotos que fizeram da Indy uma alternativa à F1 e demais categorias européias é uma prova inconteste.

Charles Kimball será companeiro de Rahal.

Mas há um outro lado da moeda: não dá para negar que os investidores com maior peso nos EUA ainda são norte-americanos. E a Indy perdeu uma parcela considerável de interesse de espectadores ianques para a NASCAR. Claro que grande parcela de culpa se deve à cisão entre IRL e Cart, mas o fato de contar com poucos pilotos nativos em detrimento a inúmeros estrangeiros também é inegável. Na NASCAR, a proporção é inversa.

Em 2011 as coisas devem mudar um pouco. A esquadra americana contará com pelo menos mais três pilotos fixos: o natural de Ohio Graham Rahal e o californiano Charlie Kimball serão parceiros em uma equipe satélite da Ganassi, segundo reporta o site Speed.com. O outro americano prestes a ser confirmado, segundo a mesma reportagem, é J.R. Hildebrand, que testou recentemente pela Panther e nesta equipe competirá. Outro estadunidense que deve estar presente em várias provas é Ed Carpenter, que correrá pela equipe de Sarah Fischer, que se restringirá à administradora de escuderia.

À exceção de Carpenter, todos são jovens pilotos; Rahal já com certa experiência na categoria, inclusive contando com uma vitória, em St. Petersburg. J. R. Hildebrand – campeão da Indy Lights em 2009 – correu apenas duas corridas pela Dreyer & Reinbold. Uma curiosidade sobre este californiano: ele já testou pela Force India em dezembro de 2009, dividindo o carro com o escocês Paul di Resta. Por sua vez, Kimball jamais competiu em um carro da Indy.

Vejamos qual o caminho desses jovens talentos na categoria.

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comentários
  1. fernando-ric disse:

    Acho a Indy muito legal, o que mata mesmo é a BAND, que insiste em enfiar um monte de comerciais nas bandeiras-amarelas (exatamente quando vão mostrar o que a causou) e cortam as provas para mostrar campeonato de arremesso de pão de forma.

    Tentei assistir pelo Terra mas a resolução é meio baixa…..

    • Vitor, o de Recife disse:

      Fernando, dá pra assistir do site da própria Indy.

      http://www.indycar.com/

      Entre na opção “Multimedia” e Live Streaming. Mas para poder assistir, tem que fazer um cadastro no site. E o melhor de tudo: é de graça.

      Se sua conexão for bala, pode ver em uma boa resolução.

  2. Fernando Kesnault disse:

    Eu particularmente gostava muito mais da antiga CART pois se aventurava em circuitos urbanos, autodromos, oval curto, superspeedway e etc. além de contar com grandes pilotos da casa e “estrangeiros”, desfrutava de grande prestigio internacional, tendo provas em Montegi, Surfers Paradise(urbarn), England e Alemanha, mas a cisão acabou com as duas ligas…e reconstruir leva um tempo….

    • Vitor, o de Recife disse:

      Também acho Kesnault. A cisão atrasou e muito o desenvolvimento da categoria. Dá pra imaginar o que seria a Indy se continuasse o crescimento que ela alçou nos anos 90?

      Não sei se Bernie teria chegado aos 80. :p

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