Nova categoria, é viável?

Publicado: 18/12/2010 por Claudemir Freire em Artigos, Formula1
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O post sobre as declarações de Luca de Montezemolo rendeu bons comentários do Samuel e Vitor, o de Recife, e na esteira da discussão foi colocado em pauta a questão da criação de uma nova categoria, que claro levaria Ferrari, Mclaren e Red Bull ir de frente contra a CVC e Bernie Ecclestone.

Ontém Bernie Ecclestone já havia respondido de forma grosseira a declaração do presidente da Ferrari:

“É o que ele diz sempre que vai a Monza, todos os anos. ‘Nós precisamos de mais dinheiro’. É tudo besteira”, disse o dirigente, de 80 anos, à agência de notícias “Reuters”.

“Não haverá um racha. Eles tentaram tudo isso anteriormente. Luca é um rapaz adorável, mas ele gosta de dizer essas coisas e depois esquecer o que está dizendo.”

Então pergunto a vocês:

Qual a viabilidade da criação de uma nova categoria?

Onde seriam os pontos fortes e fracos?

E como iriam desenvolver a questão logistica, comercial e estrutural dessa categoria? Uma vez que todos os 20 circuitos do mundial de F1 estão atrelados a um contrato de exclusividade com a FOM.

E então, essa nova categoria é viável?

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comentários
  1. Snowmeow disse:

    Ser viável, é sim.
    Basta usar as pistas que foram usadas no passado da Formula 1. Praticamente, cada país mais tradicional já teve, pelo menos, duas pistas. Enquanto a F-1 usa uma, a outra categoria usa outra.

    Tipo, a F-1 usa Suzuka, a nova categoria usa Aida (GP do Pacífico, lembra?)
    Se a F-1 usa Hockenheim, a nova categoria usa Nuburgring.
    Se a F-1 usa Silverstone, a nova categoria usa Donington Park.
    Se a F-1 usa Monza, a nova categoria usa Ímola, e por aí vai.
    O único problema seria Interlagos, já que Jacarepaguá foi mutilado, mas Brasília sediou uma prova extra-oficial e poderia ser uma alternativa.

    • Poderia ser assim Snow, mas tem um agravante nessa sua hipótese.

      As pistas são homologadas pela FIA com um ranqueamento, de acordo com a categoria ela tem que ter um nível maior de segurança, o que no caso da F1 é o maior, é o A.

      Então todas as pistas que estão fora das mãos da FOM tem que ser rank A, é onde reside o maior problema.

      Então o entrave começa aí.

  2. Anselmo Coyote disse:

    Mudar de categoria? pra quê? porque a Ferrari está insatisfeita e pretende por no comando pessoa de sua confiança (mais do que o Todt… rsrs)?

    As atitudes de umas pessoas com as outras na F1 se devem à previsibilidade de umas e de outras. Mudem algumas e verão o resto mudar automaticamente, para pior ou para melhor.

    Tenho preguiça de entressafra é por causa dessas besteiras, desse disse-que-me-disse, desse “buscar pelo em ovo”, esse perder tempo com declarações de um carcamano que quer se manter na mídia ou usá-la para desbragar suas bravatas. Pelo amor de Deus.

    O que eu gosto mesmo é de acelerar.

    Saudades de Kimi Raikkonen.

    Abs.

    • Dessa vez eu estou o com o Ecclestone, Montezemolo quer apenas mais dinheiro e não uma nova categoria.

      Ainda mais depois da mudança de motores que interessam a todas montadoras que já estão presentes na F1, que devem achar que uma cisão nesse momento seria uma besteira sem tamanho, porque estarão desenvolvendo os motores que usarão nos carros de rua nos próximos 15 anos, menos é claro para a Ferrari que não fabrica carros com motores dessa cilindrada.

      Veja como é curioso esse caso dos motores e como o Montezemolo está falando bobagem.

      Montadoras do Japão cogitam entrar na F1 em 2013, diz diretor da Renault

      Por causa das novas regras de motores para 2013, o diretor da Renault, Jean Francois Caubet, acredita que as montadoras japonesas estarão mais interessadas na F1

      http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2010/12/18/montadoras+do+japao+cogitam+entrar+na+f1+em+2013+diz+diretor+da+renault+10331021.html

      Isso vai trazer mais dinheiro, mais competitividade a F1, logo podemos ter mais de 6 ou 7 fornecedores de motor na categoria.

      • Anselmo Coyote disse:

        Correto, Claudemir.

      • Vitor, o de Recife disse:

        Há quem diga que a Volkswagen tembém tem se interessado. Mas a real intenção dos alemães é sempre incerta; sempre aparece um comunicado oficial desmentindo, mas os boatos, curiosamente, nunca morrem.

      • Claudio Cardoso disse:

        Ola a Todos.

        Bem Volkswagen e as Japonesas, é uma temeridade contar com elas para alguma coisa na formula 1. Como o passado nos mostrou, eles vao e voltam a qualquer momento, sem o menor compromisso mais sério na categoria.

  3. Sari disse:

    Claudemir, você escolheu essa foto para complementar o título e sugerir algo como “será que a idéia de nova categoria decola?”.

    Se sim, achei muito bacana.

    Se não, também.

  4. Ron Groo disse:

    Não, não é viável…
    Imagina, se na F1 que a Ferrari é apenas participante, ainda que importante, eles já mandam e desmandam e fazem todo o tipo de sacanagem e filhadaputagem possível, imagina numa categoria criada por eles?

    Tomara que a Al Qaeda descubra o endereço do Montezemolo.

    • Mari Espada disse:

      Juro que pensei a mesma coisa, Ron.
      Mas nem disse nada, senão iam falar que é implicância de McLarista… que o blog é anti-Ferrari… que o mundo é anti-Ferrari… blá blá blá!

      Mas independente de eu dizer ou não, continua sendo verdade! =)

      Beijos!

  5. Alex-Ctba disse:

    Voltando ainda a questão dos motores, que é o mais importante no discurso do LDM, o Grupo FIAT poderia muito bem usar tb o “laboratório F1” para desenvolver motores turbos de 1.6L para seus carros, já que o grupo FIAT SpA cuida das marcas Alfa Romeo, Lancia e Maserati e aguarda ainda a fusão com a Chrysler, na qual já detém um bom volume acionário. Todo esse planejamento, preocupa o LDM em relação a investimento na F1 e consequentemente esses novos motores verdes que não equipariam os superesportivos italianos. É uma preocupação legítima, já que o grupo FIAT pode cortar investimentos na F1. Não vamos esquecer que o presidente do grupo é o jovem John Elkann de 34 anos, neto de Gianni Agnelli e que pode vir com idéias “modernas” em relação a investimentos maciços em F1 no atual cenário econômico mundial.

    A média que LDM fez com Penske e com os Norte Americanos e puro Mkt, já que A Fiat lançará no total 34 modelos novos antes de 2014, 13 deles serão construídos pela Chrysler nos Estados Unidos e México. As marcas Lancia e Chrysler serão “totalmente integradas” e o Alfa Romeu voltará aos Estados Unidos em 2012.

    Não há nada de “ingênuo” nesse discurso do Montezemolo, afinal de contas o cara não é o presidente da Ferrari por acaso.

  6. Speeder_76 disse:

    Não acredito em “racha”. Porquê? Dinheiro. Quero lembrar-vos que em 2011 se negociará um novo Acordo de Concórdia, já que o actual acabará dentro de doze meses. Actualmente, Bernie e o seu CVC Capital Partners (que tomam conta da FOM – Formula One Management) detêm cinquenta por cento das receitas da Formula 1, o que é imenso, comparado com outras modalidades, como o futebol e o basket.

    O que se fala é reduzir esse bolo para 25 ou 30 por cento, porque actualmente falamos de um 50 por cento do bolo, que vai para as equipas, a ser dividido por doze. Se em 2010 a Formula 1 tiver receitas de, vamos supor, mil milhões de dólares dos patrocinadores, dos promotores e das televisões, pode-se dizer que a CVC recebe 500 milhões, enquanto que os outros 500 milhão são divididos em doze. Se forem em partes iguais (não o é)… é uma migalha. E se o Bernie continuar a receber os 23 por cento que acordou em 1978 quando estava na FOCA, podemos dizer que ele amealha todos os anos uma enorme fortuna!

    O que é que Luca e a Ferari quer? Mais do que o dinheiro, quer o controlo da Formula 1. Já tem o Jean Todt na presidência, se afastar o Bernie do caminho, terá a vida mais facilitada. E ali meteria (ou influenciaria) Todt para meter o terceiro carro, ou equipas satélites, ou colocaria um limite minimo para competir, etc… para depois, quem sabe, transformar a formula 1 numa “Formula Ferrari”, onde o vencedor seria só (ou na maior parte dos casos) a equipa de Modena.

    Em suma, é uma luta de egos pela fatia do bolo. Um bolo multimilionário, sem dúvida… Se iriam ao ponto da racha? Provavelmente não. Mas não ficaria admirado se nas próximas semanas ouvissemos falar de novo da FOTA, por exemplo.

  7. Fernando Kesnault disse:

    TUdo balela o que a Ferrari quer é dinheiro e….se…..rachar uma categoria que só está em queda ambas acabam em questão de 3 anos que viver verá.

    A F-1 tá perdendo mercado para a FIAGT, para a LeMans Series e sem contar que várias categorias contam comm o gosto de seu publico interno como a V8 Australian, SuperGT japonesa, a Le Mans Series a nível internacional e mesmo a FIAGT e a WTCC, além da DTM e BTCC, então o que resta são paises um tanto alienados como o Brasil no qual o publico alvo de automobilismo não tem uma compreensão da amplitude de outros categorias pois o automobilismo brasileiro já acabou só tá faltando enterrar, justamente por falta de estrutura de se contar com categorias sérias e competitivas e não esta coisa ridicula criada pelos Massas e cia. e outras pífias como a Stock Car mal aproveitada pela sua desorganizada entidade.
    Automobilismo não é só f-1 e hoje já se mudou isso pelo média de pub lico que acorre nos autodromos em várias categorias espalhadas pelo mundo e cá entre nós é muito salutar essa diversificação já que a f-1 se tornou um negócio rentável com desfile de carros sem disputas, com pseudo pilotos tratados longe dos fâs(??) cheio de não-me-toques e dirigentes sem uma regra que é colocado a bel prazer de seus interesses.

  8. Claudio Cardoso disse:

    ja que falaram que o Montezemolo so diz besteiras e falacias, e que ele foi diretor de quase tudo na italia, justamente por ele ser um tremendo imbecil, gostaria de saber se vai ter tb um POSt para ridicularizar o Ron Dennis, afinal hoje ele soltou a mesma coisa que o Montezemolo:

    Alias foi mais duro ainda, ele diz que a BERNIE ECCLESTONE ROUBOU o controle da F1, segue abaixo:

    Dennis reclamou de Ecclestone, dizendo que o compatriota concentra todo o poder da Fórmula 1 em suas mãos, deixando as equipes de fora – se referindo em especial aos contratos para a exibição da categoria na televisão.

    “Efetivamente, Bernie roubou a F1 de nós. Ele roubou usando a dissimulação com as equipes com relação aos significativos aumentos que chegavam a ele como resultado dos melhores contratos de televisão. Ele usou o benefício comercial para persuadir as equipes a aceitarem um contrato que as elimina dos direitos que existiam anteriormente”, afirmou Dennis, à biografia de Ecclestone, Bernie.

    Para o dono da McLaren, Ecclestone não reconhece o real valor das equipes dentro da categoria. “Eu gostaria que ele fosse um pouco mais grato à grande contribuição que as equipes deram na construção da F1. Ele sempre fez um trabalho maravilhoso em orquestrar, mas não acho que ele, de fato, é grato. Um grande condutor só consegue se tiver grandes músicos, e acho que o papel das equipes é ser esses músicos”.

    • Anselmo Coyote disse:

      Não necessariamente, Cláudio.
      O que uma figura fala pode ser besteira simplesmente ou incoerência.
      Abs.

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