Ferrari irá brigar por nova regras de motores.

Publicado: 03/01/2011 por Claudemir Freire em Artigos, Notícias
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Motor V10 Ferrari, empresa não aceita os motores turbos de 2013.

Matéria de hoje da Folha de São Paulo.

Ferrari discorda da FIA e fala que decisão de promover “motor ecológico” é patética

As mudanças que a FIA, entidade que comanda o automobilismo internacional, anunciou para os motores da F-1 não foram bem recebidas na Ferrari. Por meio de seu presidente, Luca di Montezemolo, a escuderia italiana atacou a iniciativa.

No mês passado, em reunião do Conselho Mundial, a FIA determinou que, a partir de 2013, a F-1 terá o chamado ‘motor ecológico’ –que terá quatro cilindros e com no máximo 12 mil rotações por minuto. Além disso, os propulsores terão de consumir 35% a menos de combustível do que hoje.

“Nós não vamos construir nenhum motor de quatro cilindros para nossos carros de rua. Um motor desses para a maior categoria do automobilismo parece um pouco patético. Por que não poderíamos ter um V6 turbo? Não podemos confundir acessível com barato”, questionou o dirigente, em entrevista à revista alemã “Auto Motor und Sport”.

Com isso, a Ferrari deseja angariar o apoio de equipes concorrentes para fazer com que a FIA desista da ideia. Um dos alvos dos italianos seria a Mercedes.

“Se houver a menor possibilidade em adiar o regulamento do motor de quatro cilindros, eu vou tentar. Vejo uma chance, mas precisamos de união”, disse Montezemolo.

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comentários
  1. Mari Espada disse:

    Olha, nunca imaginei que um dia eu fosse concordar com os carcamanos…
    Mas a vida é cheia de surpresas, né?

    F1 com motor inferior aos produzidos para os carros de rua, não dá!!!

    • Na década de 80 eram motores turbos que dominavam F1, motores como o Honda RA168-E, 1,500 cc V6, turbo com mais ou menos 600 cv de potência que equiparam a Mclaren MP4/4.

      Ora, ora, então porque a chiadeira, se na época as Ferraris de rua eram conhecidas pelos seus poderosos V12. E na F1 usavam também um turbo 1.5 V6 com 600 cv.

      O que a Ferrari não quer é perder seu laboratório na F1, já que a mítica dos carros de Maranello com motores 1.6 turbo não seria a mesma coisa. E o desenvolvimento dos novos motores custariam caro para ambas as divisões.

      Então pergunto, chamar as demais fabricantes de motores para não mudar a regra atual é burrice, já que todas tem grande interesse em desenvolver motores nessas configurações (que o Montezemolo chama de patética) para seus carros de rua, ou seja, ele está sendo patético.

      E mais, a F1 tem que ser novamente um laboratório para empresas que nela se envolvem, não apenas uma categoria que elas entram para ter despesas. E se a Ferrari por meio de seu presidente acha que preservar o meio ambiente é babaquice, então está fadada a longo prazo fechar sua divisão de carros esportivos, porque tudo converge para a proteção do meio ambiente, e empresas que não se adequarem podem vir a fechar.

      Essa nova regra de motores será benéfica a F1, muitas empresas devem retornar a categoria para fabricar motores e outras novas vão entrar para desenvolver os seus, casos de Honda, Toyota, BMW e VW.

      • Mari Espada disse:

        V6 turbo, ok… Perfeito!
        4 cilindros? Não sei… Acho que esses dois cilindrinhos a menos vão fazer uma puta falta!

        Mas isso que você citou é bem verdade:
        “E mais, a F1 tem que ser novamente um laboratório para empresas que nela se envolvem, não apenas uma categoria que elas entram para ter despesas.”

        Porém isso não pode prejudicar a categoria!
        Afinal, se continuar nessa toada, daqui a pouco teremos motores elétricos de Smarts na F1… Pois o futuro das ruas é esse!

        Não, não… A F1 é o top do automobilismo!!! E tem que continuar sendo!!!

      • 4 cilindros que vão desenvolver mais de 600 cv, o que mais precisa na categoria? Hoje os V8 aspirados giram em torno de 700 a 750 cv de potência, então com o turbo as coisa devem se igualar em pelo menos 2 ou 3 anos de desenvolvimento e chegar aos 700 cv.

        Isso é choradeira Mari, nada mais, a Ferrari está apenas chorando por não poder fazer o que quer nesse quesito.

      • Mari Espada disse:

        Se for como você está dizendo, então tudo bem!
        Os motores são econômicos porém potentes da mesma forma, mantendo o nível da categoria.

        E eu fico até aliviada, pois isso quer dizer que eu não concordo mais com os carcamanos… Ufa, hehehe! =P

  2. Ron Groo disse:

    Estes imbecis brigam por qualquer coisa… E depois que o idiota do Montezemolo começou a mandar então…
    Tomaram que explodam.

  3. Sirlan Pedrosa disse:

    Claudemir,

    Eu concordo 100% com o que você escreveu, e ainda acrescento que o primeiro motor turbo campeão na F1, e aquele que atingiu a maior potência até o limite de pressão de 4 bar em 1986, era um 4 cilindros da BMW, com o bloco derivado de um usado em carros de rua…Chegou a ter mais de 1200 cv nas versões de classificação….

    Esse ano foi lançado um Crossover da Peugeot,o 3008, que pesa 1600 kg e tem um motor 1.6 turbo de 152 cv que é uma obra prima, e dá desempenho e baixo consumo para um carro bem grande e pesado.

    A BMW deve lançar em 2012 o Vision, que é um esportivo híbrido que é uma maravilha tecnológica sobre rodas. Em linha com a razão oficial de sua saída da F1, quando alegaram que iriam se concentrar no desenvolvimento de uma tecnologia verde. Vejam aqui http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI119373-10142,00.html

    O mundo caminha para motores mais eficientes, híbridos de preferência, não só pelas razões ambientais (até desconfio dessa bondade toda para com a natureza), mas porque o barril de petróleo chegou a custar U$ 160,00 antes da crise, caiu para U$ 40,00 em 2008 mas já está em U$ 90,00. Basta a economia americana aquecer um pouco que vai beirar os U$ 200,00 novamente.

    Outra coisa, um motor de 4 cilindros turbo não será necessariamente mais barato, pelo contrário, deverá ser mais caro, afinal há que se desenvolver tecnologias. Barato são os motores atuais que tem seu desenvolvimento controlado e muito restrito.

    Montezemolo está fazendo um papel até ridículo, porque sem dúvida ao olhar apenas para a Ferrari, deixa claro que não tem a mínima condição de assumir a liderança da F1 através da FOTA.

    Claro que sempre haverá a saudade dos motores V8 e V12 com seus roncos maravilhosos, mas até essa saudade no fundo se juntará a mística da F1, acalorando os debates e enchendo os mais novos de um nem tão verdadeiro saudosismo…

    Sou totalmente a favor da F1 em 2013 com motores de 4 cilíndros turbo e 1600 cc.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • Boa análise Sirlan, acaba com qualquer dúvida sobre a eficiências desses “pequenos” possantes e também com qualquer idéia boba como a do Montezemolo.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Pois é… primeiro ministro na Itália já não vai ser, perder a FOTA também vai ficar mal pro Luquinhas….

      • Claudio Cardoso disse:

        Eu compreendo sobre um ponto de equilibrio, porem tem de ter ponderações:

        1o É a categoria Maxima do automobilismo, se formos pensar apenas do ponto de vista de laboratorio para rua, os motores entao seriam melhores se fossem 1.0 turbo.

        2o E o resto do carro nao conta ? so o motor ? o Carro entao deveria ser parecido com um carro de rua na aparencia.

        3o As outras categorias entao perdem o sentido, pois se corrida de carro for apenas para desenvolver carro para a rua, poderiamos ter 1 unica categoria e mais nada. Somente outras para acesso de pilotos.

        4a. Sirlan que bem entende de mecanica, sabe a dimensao do que será esse motor 4 cilindros. Ele em nada se parecera com um motor de rua tirando apenas o fato de ser 4 cilindros e ter um turbo. Ate pq ninguem vai pegar um motor desse de formula 1 e por num carro de rua. Entao sinceramente se o carro tem um motor de 4 , 6 , 8, 10 cilindros nao vai mudar nada., e sim o aprimoramento do turbo com os novos sistemas de admissoes, e eletronica embarcada, isso sim que será a revolucao, logo nao mudaria um 6 cilindros turbo.

        Quanto a Economia de combustivel, poderia ser feita da mesma forma com 6 , 8 10, 12 cilindros, é so limitar a quantidade de combustivel que pode usar por corrida, e pronto. Logo eles estariam bolando um milhao de formas de econonomizar sem reduzir muito a potencia.

        Abraços

        Luis Claudio

      • Sirlan Pedrosa disse:

        Cláudio,

        Você fez um bom contraponto…

        De fato, se a idéia é melhorar a eficiência através de um motor pequeno, turbocomprimido, com giros limitados e kers, pouco importa se for um 4 cilindros em linha ou um V6.

        O que vai ocorrer é uma transferencia de tecnologia para os carros de rua no que tange a eletrônica, materiais, desenhos internos do motor, etc, independente do número de cilindros.

        Entretanto, para um fabricante é muito mais interessante do ponto de vista de marketing um 4 cilindros em linha que um V6, afinal a grande maioria dos carros de rua usam essa configuração.

        É aí onde o Montezemolo parece estar incomodado. Um 4 cilindros em linha em condições normais jamais iria parar numa Ferrari de rua, e embora os V12 e V8 venham a se beneficiar da mesma forma da tecnologia desenvolvida nas pistas, para o público a associação não será tão imediata quanto hoje, quando ficam sabendo que o carro de Alonso e a Ferrari 458 usam o “mesmo” motor V8…

        Um abraço,

        Sirlan Pedrosa

      • Claudio Cardoso disse:

        Grande Sirlan.

        Vou fazer outro contraponto rss.

        “Entretanto, para um fabricante é muito mais interessante do ponto de vista de marketing um 4 cilindros em linha que um V6, afinal a grande maioria dos carros de rua usam essa configuração.”

        Permita-me discordar.

        Tirando eu, voce e alguns apaixonados, a grande maioria das pessoas na rua nao sabem nem quantos cilindros o carro tem. Lembra da propaganda da Bridgstone para carros de rua ? nunca que é o mesmo pneu, alias nem do mesmo tamanho e formato é, eles apenas mencionam a tecnologia do pneu e tal.

        Quem realmente sabe um pouquinho mais de motores, é o pessoal que compra carros esporte, é quase certo que percentualmente os compradores de Ferrari, Porsche, Lamborguini saibam mais de seus motores do que a grande maioria que compra um Renault Clio.

        Se realmente a grande magia fosse o carro ser parecido, eles fariam e colocariam la em cima o campeonato de “marcas”, afintal temos Vectras e Peugtos “iguais” ao que poderiamos comprar na loja. E nem por isso 99% das pessoas ligam a minima para esse campeonato.

        Abraçosss

        Luis Claudio

  4. Alex-Ctba disse:

    Bom mesmo era a época em que competiam juntos V8, V10 e V12. Infelizmente esse tempo já passou, e estão padronizando tudo. Muita polêmica ainda vai rolar, mas 2013 tá aí, dois aninhos para planejar e desenvolver o tal do V4 turbo 1.6L…

    • Mari Espada disse:

      Acho que com 4 cilindro nem será V… deve ser um motor em linha, não?

    • Anselmo Coyote (O menino do cabelo verde) disse:

      Alex,

      Esse negócio de que F1 tem que ser laboratório…hummm. Sei não. Se for laboratório realmente, que bom! Mas, e se não for? Os outros esportes não tem essa obrigação também? Por quê?

      Minha única certeza é que detesto “utilitarismo”. E a vida, a arte, o prazer pelo prazer, o riso desbragado, o beijo escandaloso… onde ficam?

      Abraços.

  5. Anselmo Coyote (O menino do cabelo verde) disse:

    Gente, eu tô com medo de ficar verde igual aquela menina d’O Exorcista.

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