Ferrari: pequena demais para dois vencedores?

Publicado: 27/01/2011 por Vitor, o de Recife em Artigos, Formula1
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Até onde vai o "tudo pela equipe"?

Os temas relacionados à Ferrari sempre costumam causar um rebuliço incomum comparado com os temas relacionados a outras equipes, por mais aparentemente inofensivos que sejam. O fato de ser a equipe mais tradicional da categoria e tomar posições por vezes arrogantes ou controversas pode explicar um pouco este fato. Certamente, um dos tópicos mais polêmicos é o dos pilotos da Scuderia, e a dupla atual,  composta por dois personagens oriundos de países em que a torcida passa longe de qualquer discussão mais racional é garantia de debates para lá de acalorados…

Bem, torcida e racionalidade nunca foram elementos complementares; pelo contrário, são até opostos. O que não quer dizer que seja impossível uma discussão com um mínimo de argumentos lógicos. O Ultrapassagem, como qualquer outro espaço sério dedicado ao automobilismo, não subestima a capacidade do fã brasileiro da F1.

Minha intenção aqui é colocar parâmetros para avaliarmos os pontos fortes e fracos da dupla ferrarista, procurando eliminar os pesados preconceitos que cercam estes pilotos hoje marcados pela fatídica corrida de Hockenheim. Se é verdade que o fardo daquelas ações por vezes justificam parte dos estigmas que os personagens carregam, por outras impedem uma visão clara dos fatos.

Claro que uma missão dessas é ambiciosa e praticamente impossível de ser atingida, por isso o espaço está aberto para a pertinente opinião dos leitores.

Ferrari: histórico de uma estrutura altamente hierarquizada

Antes de avaliar os pilotos, é necessário uma rápida pincelada no local de atuação de Alonso e Massa. A melhor descrição do que é a relação da Ferrari com seus pilotos é a do “sem meias palavras” Nelson Piquet. O brasileiro costumava afirmar que jamais correria na Scuderia, pois na Ferrari o que importa é a equipe e não o piloto.

Essa verdade foi confirmada ao longo da história da equipe. São notórios os casos de Gilles Villeneuve e Didier Pironi. O lendário canadense abriu mão da disputa do título de 1979 a pedido de Enzo Ferrari, em respeito à hierarquia da equipe, encabeçada pelo sul-africano Jody Scheckter. Villeneuve foi vice-campeão, logo atrás do companheiro.

Pironi e Villeneuve em 1982: quebra de hierarquia foi motivo de discórdia entre dois amigos.

Tragicamente, o mesmo Villeneuve esteve envolvido em uma nova ordem de equipe da Ferrari; só que desta vez, vítima da não obediência da hierarquia. Seu companheiro em 1982, Didier Pironi, desobedeceu a ordem da equipe em manter a dobradinha do GP de Ímola e ultrapassou o canadense, fato que enfureceu Gilles. Na etapa seguinte, Villeneuve perdeu a vida nos treinos do GP belga; ao final do ano, Pironi encerrou sua carreira após quebrar as pernas nos treinos do GP da Alemanha, perdendo o campeonato para Keke Rosberg.

O campeonato de 1979 daria início a um longo jejum de títulos para a Scuderia, encerrado apenas após o título de 2000. Curiosamente, obtido por meio de uma estrutura extremamamente centralizadora: desde 1996, com a contratação de Michael Schumacher, todas as atenções da equipe estavam focadas no alemão. O que se seguiu a partir de 2000 foi uma era de sucesso jamais conseguida pela tradicional equipe. E iniciava a relação implícita da idéia de que o sucesso estava atrelado à centralização.

A liberdade vigiada

Um breve período de liberdade entre os pilotos vigorou com a contratação do finlandês Kimi Räikkönen para o lugar de Schumacher. O finlandês e Felipe Massa, que de “aprendiz” de Schumacher passou a piloto em afirmação, travaram uma disputa aberta em 2010. A decisão fazia sentido: esperava-se que Räikkönen fosse o piloto cotado à disputa do título – seu polpudo salário, bem superior ao brasileiro, deixava a intenção bem clara – mas seria ao mesmo tempo arriscado jogar todas as fichas em alguém ainda não habituado à equipe. Já Massa era uma icógnita em seu primeiro ano “para valer”.

Mas a liberdade tinha limites: o piloto à frente não era obrigado a ceder sua posição ao companheiro imediatamente atrás – exceção às corridas finais, decisivas -, mas uma disputa franca por posições, com perigo de toque entre os dois carros, era terminantemente proibida.

Massa à frente de Räikkönen em Interlagos, 2007. Brasileiro entregou a posição para que o finlandês ficasse com o título.

Nas duas temporadas em que correram juntos integralmente – desconsidero a de 2009 pelo acidente em Hungaroring -, Räikkönen e Massa tiveram desempenhos parelhos. O finlandês terminou à frente em 2007; o brasileiro em 2008. Ambos cederam uma vitória na corrida final, em Interlagos, para que o companheiro pudesse levantar a taça de campeão.

A chegada de Alonso: igualdade em xeque

Räikkönen nunca se integrou com a equipe.

Em sua curta passagem na Scuderia, Räikkönen nunca se integrou à equipe. O estilo introspectivo do finlandês desagradou a Ferrari. Kimi não “vestia a camisa” vermelha; não era um piloto “político”. O negócio do Iceman era acelerar, se divertir nas corridas, beber champanhe e ir para casa. Não é algo que os tifosis estavam acostumados. Além disso, não se adaptou aos pneus e seu desempenho em pista deixou a desejar em relação a suas atuações brilhantes na McLaren.

A solução encontrada pela Ferrari foi uma inesperada dispensa do campeão de 2007, com direito a uma polpuda indenização, e a contratação do bicampeão Fernando Alonso. O espanhol, um piloto notadamente centralizador, colocou imediatamente em xeque a política de igualdade vigente desde a saída de Schumacher. Só que isso chocava com o piloto do outro lado dos boxes.

Massa havia deixado o status de “aprendiz” e crescera muito como piloto. A temporada de 2008 revelou um competidor forte, capaz de vencer e convencer. E também um piloto político: sua demonstração de lealdade à Ferrari, relativizando os inúmeros erros que esta cometeu em 2008, o credenciavam a ser um componente respeitado pela equipe. Assim, a Ferrari manteve a igualdade de condições, apesar de confiar no peso do retrospecto de Alonso e ter apreensões quanto às condições de Massa, que retornava ao cockpit após o grave acidente de Hungaroring.

Enfim, a disputa

E o tira-teima começou em 2010. A temporada começou como o previsto: disputa “controlada” dos pilotos, ou seja, com as disputas limitadas apenas na largada e nas paradas nos boxes. Mas o clima entre os pilotos não seria tão pacífico por muito tempo.

Mas se no Bahrein as coisas se resolveram na largada, no GP da Austrália houve uma disputa aberta, com o espanhol atacando agressivamente e Massa defendendo corajosamente a posição. E o espanhol, sempre polêmico, trataria de se impor na equipe em uma inesperada ultrapassagem na entrada dos boxes em Xangai. Estava em jogo não apenas uma posição na corrida, mas na equipe. A partir daí, a última corrida em que Massa se colocou à frente do espanhol – com os dois na pista – foi o Grande Prêmio da Turquia (Massa em 7º e Alonso em 8º).

A polêmica ultrapassagem em Xangai: mais do que uma disputa em pista.

O desenvolvimento do F10 não foi fácil: a despeito da vitória na etapa inicial, obtida mais pelo infortúnio de Vettel do que por méritos próprios, a Ferrari demorou para se adaptar às novas regras e promover atualizações de seus carros no mesmo ritmo das rivais diretas. Erros, tão comuns na era Domenicali, também foram cometidos em 2010, como a desastrada atuação da equipe nos treinos da Malásia, feitos sob tempo instável. Os pilotos também deram sua contribuição: Alonso, ansioso por se estabelecer na equipe e voltar a competir pelo título após dois anos de penúria na Renault, errou de forma incomum ao longo da temporada. Massa, por sua vez, jamais se adaptou aos pneus e pareceu incomodado por ter um companheiro que disputava não só posições na pista como na equipe.

Começo, então, uma análise individualizada dos dois pilotos.

Alonso: a equipe é pequena demais para dois vencedores

Podemos resumir a força de Alonso sobre Massa em uma sentença simples: o espanhol é um piloto centralizador em uma equipe de tendências centralizadoras. Casaram-se perfeitamente, como uma mão numa luva. Já foi citado em um comentário em posts passados sobre a reportagem de Livio Oricchio narrando um dos shows do asturiano para magnetizar as atenções da equipe. Alonso é um piloto da escola de Senna e Schumacher: pilotos de grande talento, centralizadores, que trabalham não só na pista, mas também nos bastidores, por requererem atenção exclusiva da equipe. Correspondem a esta demanda com extrema competência na pista.

Alonso entrevistado na recente coletiva em Madonna di Campligio.

Quando chegou à Ferrari, Alonso encontrou um Felipe Massa bem diferente do rival de Nürburgring em 2007. Era um piloto fortalecido pela disputa do título de 2008 e pouco disposto a voltar ao posto de escudeiro, exercido durante o ano de companheiro de Schumacher. Ao final da temporada, o espanhol já tinha toda a equipe voltada para si.

Como? Eu me recuso a aceitar a resposta fácil de muitos torcedores que apontam certo banco espanhol como determinante. Dou números como argumentos: a receita líquida da instituição no Brasil já se iguala à da Espanha. Não é surpresa que o país é um paraíso para os bancos… não! A resposta está pura e simplesmente limitada à categoria. Os dois pilotos apostaram em estratégias distintas para angariar o apoio da equipe: Alonso na defesa de sua força como piloto – “me deem todo o apoio que eu correspondo” – e Massa na lealdade da equipe – “Ferrari acima de tudo”. Triunfou aquele que pautou seu discurso com resultados nas pistas.

Massa e Alonso: uma relação longe de ser explosiva, como a da McLaren em 2007.

A estratégia de Alonso não foi tão simples de ser posta em prática. Ter prometido lutar pelo campeonato em um momento complicado da equipe e concretizar uma declaração que tinha tudo para ser uma retórica barata fortaleceu e muito o espanhol. E ao mesmo tempo colocou Massa em condições difíceis.

Assim, podemos resumir como seu grande ponto forte sua inabalável autoconfiança no próprio talento, algo que transborda por vezes em arrogância e prepotência; curiosamente, parece ser característica de muitos grandes pilotos. Humildade não parece ser uma característica comum nesta espécie.

Mas uma outra vantagem parece ter sido adquirida por Alonso recentemente: em sua disputa com Massa na Ferrari, esteve longe de provocar os atritos explosivos que tornaram o clima na McLaren insustentável na sua luta com Hamilton. Teria o espanhol aprendido a lição de 2007? Ou Massa é um companheiro mais cordial que Hamilton? Talvez tenhamos uma resposta o futuro.

Massa: o difícil recomeço

Eu nunca estive confortável com os pneus, em especial os da frente. Eu não consegui adaptar meu estilo de pilotagem para os pneus, que eram muito diferentes dos de 2009. Isso teve seu preço, especialmente na qualificação e quando os compostos disponíveis eram os mais duros. Nunca houve problemas com a motivação, nem mesmo depois de um fim de semana difícil como Hockenheim.

Fernando foi melhor do que eu, mas eu sei do meu potencial e sei que a equipe acredita em mim. No passado, sempre tive companheiros de equipe muito forte, como Michael e Kimi, mas eu nunca me encontrei em uma situação de não estar confortável com o carro, como eu tinha em 2010. “ Retirado do blog de Adam Cooper.

Esta declaração de Massa, feita após a temporada, revela alguns pontos interessantes: primeiro, a dificuldade crônica em aquecer os pneus, certamente um problema que o colocou em desvantagem em relação ao seu companheiro. Classificar-se bem é fundamental na F1 atual, não há dúvidas.

Massa se diverte em Madonna de Campligio: dura missão em 2011.

Quanto à motivação após Hockenheim, difícil crer que não se trata de palavras ao vento. Os números comprovam que o desempenho de Massa despencou após a corrida da Alemanha. O piloto agressivo, por vezes brilhante, ficara para trás; a apatia do brasileiro era gritante.

O desconforto de Massa não se limitou ao carro, mas à equipe. Depois de 2008, das declarações de lealdade à Ferrari em relação aos erros desta, do apoio recebido após o difícil ano de 2009, sentir um baque como a da prematura decisão de priorizar um piloto certamente não foi fácil para o brasileiro. Ter que encarar uma torcida que o alçou à condição de ídolo, enfrentar a imprensa, ver seu conceito como piloto ser posto mais uma vez em xeque são desafios maiores que os enfrentados antes.

Alonso não é Kimi. Ele não sai do carro para tomar picolé ou vai para casa depois de uns goles de champanhe. Ele se reune com a equipe para ganhar a confiança dela. Para voltar a ter o respeito que possuía antes, Massa terá que superar mais uma vez as desconfianças e isso exige uma difícil missão: bater o companheiro em pista.

E aí está um grande ponto forte para a esperança de Massa e seus torcedores: uma incrível capacidade de recuperação nos momentos mais improváveis. Ela se manifestou inúmeras vezes em 2007, onde o paulista oscilava bastante entre bons e maus momentos; e, principalmente, em 2008, onde após um início de temporada claudicante, partiu espetacularmente para a disputa ao título.

Domenicali e Massa: lealdade à equipe compensa?

Por outro lado, a lealdade à equipe funciona ao mesmo tempo como fator positivo em seu relacionamento com a Ferrari e negativo. Com um companheiro hábil – tecnicamente e politicamente – como Alonso, o excesso de zelo com que Felipe trata a Scuderia pode ser prejudicial para ele mesmo.  Falta ao brasileiro uma postura mais agressiva, incisiva, para defender seu espaço; deixando o asturiano agir livremente como está, Massa corre o risco de ser relegado definitivamente como segundo piloto. Sua única saída, portanto, é acelerar mais que o companheiro e manter-se alerta aos bastidores. Uma missão muito difícil.

Expectativas para 2011

F150 é o nome da máquina que os pilotos da Ferrari guiarão em 2011. Calçada com os novos pneus Pirelli, representa para Alonso o fim do “quase lá” e para Massa a esperança de equilibrar o jogo na equipe.

Politicamente, o jogo já começou: enquanto o brasileiro aposta no “vou dar a volta por cima” – embasado em feitos de superação obtidos com sucesso no passado -, Alonso dá  mais mostras de seu talento no campo político:

Seria ótimo se meu rival for Felipe – isso significaria que temos o melhor carro. Espero que tenhamos pelo menos quatro equipes que estarão brigando, nós, a Red Bull, McLaren e Mercedes.

Alonso: já fazendo jogo político para 2011.

Dedicou algumas palavras à um rival de grande peso na equipe:

Serão cinco campeões mundiais na pista – e se eu tivesse que escolher o rival mais perigoso, eu diria Schumacher. Ele é um piloto que venceu a maioria, ele não tem nada a provar e certamente ele tem toda a capacidade de ser o mais forte. “

Falou sobre sua expectativa em relação ao F150 – e ao mesmo tempo, ressaltou sua importância na equipe:

Quando eu cheguei na equipe em 2010, o carro já estava preparado que este ano, graças à relação de reciprocidade entre mim e os engenheiros, temos sido capazes de tentar introduzir tudo o que pode ser influenciado pelo piloto.

Isso inclui o cockpit, os controles, o comportamento do carro baseado no estilo de pilotagem – que vai ser muito mais adaptado para mim, comparado com o ano passado”

E reflexões sobre o fiasco de Abu Dhabi, com direito a uma mea culpa:

Na segunda parte do ano, fizemos uma recuperação extraordinária, em seguida, na última corrida, nós não conseguimos ganhar o título. Certamente depois da corrida você pode dizer que essa decisão foi errada e que deveríamos ter agido de forma diferente. Mas no momento que escolhemos para vir às boxes, parecia a escolha certa para nós. Agora nós podemos ficar aqui e dizer que a degradação dos pneus macios evoluiu de forma surpreendente e que poderia ter ficado na pista até a volta 30, mas é fácil dizer isso agora.

A verdade é que, como eu sempre disse, mesmo que pareçam palavras previsíveis, você ganha e perde junto. Se é verdade que você aprende mais com as derrotas do que vitórias também é verdade que para mim 2010 foi um sucesso. Já não é mais válido pensar sobre Abu Dhabi: um minuto mais dedicado a isso é um minuto a menos para se dedicar ao trabalho deste ano.

Por fim, recepcionou o novo engenheiro da equipe, Pat Fry.

No final de cada temporada você fazer uma avaliação: sabemos que há áreas onde devemos melhorar, procurando manter os nossos pontos fortes. Perdemos muitos pontos na primeira parte do ano e sabemos que teremos que ser perfeitos de março a novembro de vencer. Nós fizemos algumas mudanças dentro da equipe que tenho certeza vai ajudar a melhorar as coisas – como você tem que fazer em cada campo, e não apenas um esporte. Eu conheço [novo chefe de engenharia de corrida] Pat Fry muito bem, tendo trabalhado com ele na McLaren, e eu acho que ele pode ser uma grande ajuda para nós. “

Este é Fernando Alonso, o adversário de Massa em 2011. Mais fortalecido e à vontade da equipe, procurará manter a equipe gravitando em torno de si.

Massa: esperança nos pneus e novos recursos.

O brasileiro, por sua vez, aposta nos novos recursos para equilibrar o jogo:

“Eu acho que essas mudanças estão indo na direção certa. Certamente teremos mais botões no volante e teremos que ter muita – por exemplo, com os botões para ativar o KERS, que você não use tudo de uma vez, mas em diferentes partes do circuito de acordo com a pista e do momento. Quanto à asa traseira, não seremos capazes de fazer um julgamento até as primeiras corridas.”

A preocupação da Pirelli em trabalhar na construção dos pneus dianteiros é uma boa notícia para Massa. Segundo Paul Hembery, diretor de competições da companhia, o pedido partiu das equipes.

Pediram para que nós tentássemos fortalecer o pneu dianteiro para dar uma entrada mais precisa quando os pilotos entrarem numa curva, para dar uma melhor sensação. Acreditamos que fizemos isso, e agora nós terminamos o trabalho com o traseiro, então veremos como vamos progredir com um carro feito para nossos pneus”

Um alento para o brasileiro. Será suficiente? As respostas definitivas serão dadas apenas no insosso Grande Prêmio do Bahrein.

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comentários
  1. […] This post was mentioned on Twitter by ultrapassagemf1, Fabio Lima. Fabio Lima said: Ferrari: pequena demais para dois vencedores?: Os temas relacionados à Ferrari sempre costumam causar … http://bit.ly/hj0D1N #F1 #F1Br […]

  2. Allan Wiese disse:

    Vitor, grande post! Parabéns.

    A impressão que eu tive foi que Massa não voltou o mesmo depois do acidente. Parece que ele está mais cauteloso. Mas isso não pode ser confirmado no ano passado por causa de todos esses fatores extra-pista que você já citou.
    A tarefa de Felipe com certeza não é fácil.
    Ele já deu a volta por cima antes. E eu torço por ele, mas não sei se ele vai conseguir vencer Alonso. Fernando é o piloto mais completo do grid atual e, além disso, um político fortíssimo. Mas, mesmo que os fatores extra-pista não influenciem, por eu achar que Felipe voltou mais lento depois do acidente, penso que ele não conseguirá ser mais rápido do que Alonso em 2011.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Allan,

      Se fosse para apostar minhas fichas, colocaria no Alonso. Não teve o menor problema de adaptação ao carro de 2010, já chegou falando a língua da equipe e conquistou a todos em Maranello. Fora o “pequeno detalhe” de que guia muito…

      Mas Massa é um piloto de capacidade muito maior que a temporada passada sugeriu. Caso se adapte bem ao F150, poderá causar uma dor de cabeça ao Domenicali – aliás, o simpático italiano nunca foi testado dessa forma antes. Massa x Kimi foi tranquilo demais, quero ver ele administrar Massa x Alonso.

  3. Will disse:

    Fernando é o melhor e massa não é tão bom quanto 2008 pareceu mostrar.

    Placar no final do ano: 15 x 5 para o Asturiano…claro que isso é palpite!

  4. Marcelo Brum disse:

    Em primeiro lugar, que post, hein, Vitor? Que dedicação foi essa… Parabéns!

    Agora, vamos aos fatos:

    – Felipe Massa sempre foi querido dentro da equipe, mas nunca conseguiu se impor verdadeiramente nela – tanto é verdade que a Ferrari buscou, em Fernando Alonso, a contratação de um piloto de maior personalidade para liderar nas pistas.

    – O piloto número 1 da equipe era para ser o finlandês Kimi – uma contratação cara, a exemplo do espanhol -, porém o mesmo não demonstrou o interesse desejado pela Ferrari, o que deixou a disputa em aberto.

    – A maior prova da decepção da Ferrari com Kimi foi a sua exclusão de forma antecipada.

    – O asturiano representa para a escuderia a volta dos tempos vencedores – com Schumacher -, com um piloto que é exigente porque quer vencer. Alonso é um cara que não fica reclamando das condições adversas em um final de semana, bem ao contrário de Felipe.

    – O F150 será um carro feito sob medida para o espanhol, ou seja, quem terá de se adaptar será o brasileiro. Alguém ainda tem dúvidas sobre quem é o número 1?

    Como brasileiro, torço pela recuperação do Massa, mas não há como fugir dos fatos: a cama está arrumada para o Alonso. A Massa, caberá engolir o sapo e tentar mostrar o seu valor dentro das pistas. Ficar fazendo beicinho certamente não é a melhor forma de fazê-lo.

    Abçs!

    • Vitor, o de Recife disse:

      Marcelo, o post foi trabalhoso mesmo.

      Sim, tanto Kimi quanto Alonso foram contratados como 1º piloto. O motivo e que a equipe não tinha plena confiança em Massa, e tinha seus motivos: em 2007, pelo brasileiro não ter nunca esboçado ser um piloto que se candidatasse seriamente ao título; em 2010, por haver dúvidas quanto às suas condições físicas.

      Agora que Alonso está “em casa”, será muito mais complicado do que em 2010, sem dúvidas.

  5. Maurício disse:

    O Massa ainda não foi rebaixado ao posto de segundo piloto, porém uma nova temporada ruím pode torná-lo definitivamente um escudeiro do Alonso. Os testes de pneus realizados no final do ano passado trazem uma esperança à torcida brasileira, pois mostra que os problemas com aquecimento de pneus, pelo menos é o que parece, ficaram no passado. O seu desempenho no início do campeonato será vital para o seu futoro, não só na competição mas dentro da equipe. Por isso, o Massa deve ser o mais agressível possível eo mais pragmático que puder ser. Força e rumo ao título de 2011, vamos desbancar os favoritos e ir de encontro as espectativas da impensa nacional e estrangeira.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Aí está a questão, Maurício:Ser agressivo e não se queimar com a equipe. Esse é o grande desafio.

      Abraço.

  6. fernando-ric disse:

    O fato é que o Massa não consegue andar junto com o Alonso. Então, o que a Ferrari deve fazer? Trocar de piloto? Deixar o Massa atrapalhar na frente? Ás vezes tem que pedir pra dar passagem mesmo, senão atrapalha estratégias diferentes ou algo do tipo.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Por isso que não acredito em Kubica na Ferrari. Causar uma guerra interna para quê? Massa estando bem pode causar algum desconforto em Alonso, mas a equipe sabe que ele não vai além do ponto de desobedecer a equipe.

  7. Teo disse:

    Vitor que excelente Post, usou bem da parsimonia!Parabens!!!

    Nao sei se o Massa vai terminar a temporada na frente do Alonso, apenas espero omo torcedor incondicional do dele, pois o cara e pareo durissimo de se encarar, me atrevo a dizer que hj dentre as equipes formadas, o maoir pareo e o do massa mediante todas as provas bem apresentadas por vc Vitor.
    Mas certamente vai andar parelho com o “parceiro”, esse ano e o ano de restituica0 do Felipe Massa dentro da equipe!Aguardem!!!
    Abrco

  8. Mari Espada disse:

    Desculpe… mas aqui vai um comentário puxa-saco… hehehe! =)

    Vitor e seu estilo minucioso de escrever…
    Esses posts detalhadíssimos me matam de tanto orgulho! Parabéns!!!

    É tão rico ter autores com estilos tão distintos aqui no Ultra.
    Todos só tem a ganhar com a diversidade de pontos de vista e formas de abordagem, assim as coisas não caem na monotonia.

    Belo post! Bela equipe!

    Beijos!!!

    PS. Depois volto com um comentário mais técnico… tô correndo agora, só queria mesmo registrar a emoção de ler um post como esse!

  9. Marcelo (Cascavel) disse:

    Bom dia

    O Massa é um bom piloto e só isso. (ponto) Alonso é um fora de série, não tem 2 títulos a toa.

    Essa é a diferença, por mais que o Massa ande tudo o que pode o Alonso tem mais talento que ele, simples assim… não tem segredo nenhum.

    Em algumas pistas o Massa vai ir melhor que o Alonso mas no final do ano Alonso estará na frente.

    • Concordo, mas esse ano a diferença deve ser menor.

    • Anselmo Coyote disse:

      Alonso é um excelente piloto sim. E tem um título que me parece (parece, apenas) limpo – o de 2005. O de 2006 tem o mesmo valor do que a vitória em Cingapura/2008. Ou alguém aqui esqueceu que o Fisichella bateu no Schumacher em Interlagos para o Alonso ganhar o título?

  10. samuel disse:

    ótimo texto Vitor, parabéns!

    Só gostaria de deixar um comentário sobre um trecho:

    “E também um piloto político: sua demonstração de lealdade à Ferrari, relativizando os inúmeros erros que esta cometeu em 2008, o credenciavam a ser um componente respeitado pela equipe.”

    Já cansei de ver gente dizendo que o Felipe perdeu o campeonato de 2008 por erros da Ferrari. Acho essa afirmação tão simplória e absurda quanto alegar que Fernando também perdeu o campeonato de 2010 por erros da Scuderia.

    Ambos em seus respectivos quase campeonatos cometeram erros que foram essenciais para a perda dos mesmos, e jogar a culpa na equipe me parece uma forma de comodismo. Enfim, eu particularmente acho que os erros de Felipe em 2008 foram piores dos que os de Fernando em 2010, mas isso pode ser relevado tendo em vista minha torcida pelo espanhol.

    No mais, belo texto, parabéns!

    Abraços!

    • Vitor, o de Recife disse:

      Samuel, eu também concordo que o Massa teve sua culpa. Ele errou muito no início do ano; daí sua recuperação e amadurecimento terem sido espetaculares. Mas o que quis enfatizar foi sua postura em relação à equipe.

      Abraços.

      • Vitor, o de Recife disse:

        Só para ilustrar, tivemos a final do Bahrein em 2010. Alonso ficou fulo com a equipe pela estratégia desastrada. Depois aliviou, como na entrevista que postei.

        De cabeça quente, Massa poderia ter feito o mesmo, mas foi inteligente ao manter o discurso de união com a equipe.

  11. Belíssimo post Vitor, parabéns.

    O Massa está fadado ao posto de segundo piloto desde a primeira curva no Bahrein em 2010 onde arregou legal.

    O que vier de melhor desempenho em 2011 será lucro para o brasileiro, mas creio que Alonso deve ser novamente o piloto ponteiro da equipe, deixando Massa no posto de fiel escudeiro.

    O que ele tem que fazer é um ano espetácular na medida do possível para angariar uma vaga num time mais ou menos em 2012, ou alguém aqui acredita que ele ainda será titular da Ferrari no ano que vem? Se fizer isso pode sonhar em pilotar uma Renault, Williams ou quem sabe uma Mercedes se esta fizer um carro ruim em 2011.

    Se não fizer nada de espetácular e for apático como em 2010, Lotus, HRT e Virgin terão o melhor piloto que elas podem pagar…

    Já Alonso tem que se preocupar com os caras dos outros boxes, Vettel, Hamilton e Button, esses sim podem lhe roubar o título como foi no ano passado, mas acreditem…

    É tudo especulações, mero chute…

    Mas se os níveis dos carros forem os mesmos do fim da temporada de 2010, podem esperar, será tudo verdade.

    • Vitor, o de Recife disse:

      “ou alguém aqui acredita que ele ainda será titular da Ferrari no ano que vem?”

      Só se ele for extremamente apático a ponto de não somar pontos para equipe. Não creio que a Ferrari contrataria outro piloto centralizador, como Robert Kubica, sempre citado pelos boatos.

      Creio que Massa só sai da Ferrari por dois motivos: ou por exceso de apatia, ou por confrontar o time de forma acintosa.

      Claro que também é tudo chute meu….

  12. Sirlan Pedrosa disse:

    Vitor,

    Difícil acrescentar algo. Concordo plenamente com sua colocações.

    No início de 2010 eu ainda achava que Alonso iria encontrar em Felipe Massa um adversário mais duro do que ele esperava, mas Felipe foi sempre muito apático nas disputas com Alonso, sempre se entregou sem muita luta.

    A ultrapassagem na entrada do boxe foi para mim o momento onde Alonso colocou o cabrecho em Massa….

    É verdade que o brasileiro tem uma grande capacidade de reação,mas não vejo mais como reverter a situação na Ferrari. Nem sou daqueles que acredita que o lugar de Massa esteja ameaçado, acho até que a equipe ficaria muito feliz em tê-lo com escudeiro de Alonso como Barrichello foi de Shumacher.

    A questão é : É isso que Felipe Massa deseja para sua carreira ?

    Gostaria muito de vê-lo numa Renault ou quem sabe até mesmo numa Mercedes nos próximos anos. Uma aposentadoria de Shumacher e a ligação de Massa com o alemão e Ross Brawn poderiam criar uma ponte para isso.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • Vitor, o de Recife disse:

      Grande mestre!

      Concordo: Massa seria muito mais feliz para reconstruir uma carreira de vencedor em outra equipe. Não vejo espaço na Mercedes, mas uma Renault cairia bem.

      Abraço.

  13. Mari Espada disse:

    Eu torço para que o Massa faça uma boa temporada!
    Claro que isso não inclui ser o primeiro piloto, pois já seria delírio de minha parte.
    Mas espero que ele ande bem o suficiente para se destacar e conseguir uma vaga em uma equipe mediana para 2012.
    Na realidade, acho que ele já deveria ter galgado essa nova equipe para 2011, mas ele preferiu teimar na Ferrari, então deixa ele, né?

    Mas sem dúvida, é melhor (e mais digno!) ser um piloto importante para uma equipe pequena, do que ser um coadjuvante numa equipe grande. Pelo menos essa é a minha opinião…

    Quanto ao Dom Alonso das Asturias, eu acredito que ele virá forte, muito forte, uma pedra no sapato do “meu Miltinho”.
    E, infelizmente, ele possui grandes chances de vencer o campeonato.
    Pois Alonso é talentoso e conta com a ajuda de um fiel escudeiro, ainda mais agora que o jogo de equipe foi liberado pela FIA.

    É… o Alonso continuará a cumprir muito bem o seu papel de vilão nessa história.

    Beijos!!!

    • Daniel Lima disse:

      Ô mari,

      Se continuar quebrando os muros dos autódromos como vem fazendo ultimente,quem vai acabar indo pra uma equipe mediana é o pilotinho de autorama,que foi campeão em 2008 por 1 ponto pelos erros da Ferrari.

      O campeonato mais injusto da historia!

      • samuel disse:

        Daniel, quais foram os erros da Ferrari na Austrália e na Malásia em 2008?

        Pra refrescar a memória:

        http://www.f1videos.com.br/videos/compacto-gp-da-australia-2008-1a-parte/view

        Repetindo o que comentei antes: dizer que Massa não ganhou em 2008 por erro da Ferrari é o mesmo que dizer que Fernando não ganhou em 2010 por erros da Scuderia.

        Abraços!

      • Mari Espada disse:

        Vitor, a apatia foi o suficiente para mim… Quem cala consente!

        Daniel, não estou sub-julgando o Massa. Eu apenas acredito que o melhor para ele seja brilhar em outra equipe! Uma equipe que lhe dê o valor que ele merece.
        E se a mesma palhaçada acontecesse com o Hamilton, também desejaria sua saída da McLaren, pois como torcedora quero o melhor para ele!

        Samuel, obrigada por poupar-me saliva, ou melhor, digitais. =)

        Beijos procêis!

      • Daniel Lima disse:

        Samuel……um tanto amadora sua explicação…se for numerar os erros do Massa e da Ferrari da uns 8 a 3 pra Ferrari.

        E gente tão entendida de F1 se deu por satisfeita.Lamentavel!!
        Massa perdeu o campeonato por erros da Ferrrari sim!!

        Já a Mclaren de 2008 não cometeu erros.

      • Anselmo Coyote disse:

        É verdade… o Massinha poderia ir p/outra equipe e brilhar. A questão é saber se a Virgin, a Lotus ou a Hispania vão querer esturricar seus filmes já queimados e se ele (Massinha) tem dinheiro pra alugar o cockpit.

      • Anselmo Coyote disse:

        Samuel,

        Essa rodopiadinha que o Massinha deu na Malásia ficando viradinho de cara p/trás foi realmente engraçada. Vc viu? veio do nada ou seria de “sensações estranhas” (uma das desculpas do super-piloto-recordista-acertador-de-carros… adivinhem quem é?)?!!!!!

        E a da Austrália? Sozinho!!!!!!!! Culpa da equipe???????

        Com certeza essa da Malásia foi melhor do que as 5 (isso mesmo, foram cinco) rodopiadinhas das que ele deu em Liverpool no mesmo ano.

        – ah, mas lá todos rodaram.
        – óbvio que não… num lance de pura sorte o ruimbinho pôs pneus de chuva intensa debaixo de um sol de arrebentar mamonas e caiu um temporal; aí ele chegou em terceiro sem rodar; e o Kimi, com um carro igualzinho ao do Massinha, rodou só uma vez e não 5 (cinco!!!!!!!!).

        E quantas posições ele perdeu em cada uma das 5 (isso mesmo, cinco!!!!!) rodopiadas (rsrs). Isso só para lembrar que ele perdeu o campeonato por 1 mísero ponto.

        Então? Alguém aí pode dizer qual foi o erro da equipe também nesse festival de bailarina de deixar o Bolshói de cabelo em pé?

        Realmente.

    • Vitor, o de Recife disse:

      “Pois Alonso é talentoso e conta com a ajuda de um fiel escudeiro, ainda mais agora que o jogo de equipe foi liberado pela FIA.”

      Hummm… Massa não pareceu muito conformado com essa posição. Não se rebelou, mas ficou apático ao ponto de não ser decisivo na missão de escudeiro.

      Acho que o jogo começa zerado no início de 2011, mas como ele se comportará caso seja relegado novamente à essa posição…. bem, veremos.

      Quanto ao jogo de equipe liberado, acho que a FIA fez bem. Proibição pra inglês ver (sem trocadilhos) não faz sentido.

      Beijos.

  14. Daniel Lima disse:

    A maioria aqui vai vir com aquele mesmo discurso……..Que Alonso tem um salario maior,é patrocinado pelo Santander,é bi-campeão coisa e tal então tera vantagens:

    Continuo afirmando o que disse antes da temporada passada começar.Que nehuma dessas coisas influênciaram dentro da pista.A ferrari não sabotou o Felipe ou deu um carro melhor para o Alonso.

    Os 2 começarão a temporada com condições iguais,no meio da temporada a Ferrari priorizou Alonso pq estava muitos pontos a frente do Massa e claramente com um desempenho melhor na maioria das corridas.

    Esse ano Massa virá forte com os pneus Pirelli…Massa é piloto de ponta,protagonizou uma das mais bonitas largadas da F1 na Hugria,onde ultrapassou Hamilton e Kovalein antes da 1 curva merecia ser campeão em 2008,pq foi muito mais piloto que Hamilton,bateu por 2 anos o Kimi que sempre considerei e considero melhor que Alonso e em 2006 estava pau a pau com o shummy,quando o Shummy ainda estava em plena forma.

    Então amigos,não ficarei surpreso se o Massa botar o Paella pra comer poeira esse ano!

    • Vitor, o de Recife disse:

      “Continuo afirmando o que disse antes da temporada passada começar.Que nehuma dessas coisas influênciaram dentro da pista.A ferrari não sabotou o Felipe ou deu um carro melhor para o Alonso.

      Os 2 começarão a temporada com condições iguais,no meio da temporada a Ferrari priorizou Alonso pq estava muitos pontos a frente do Massa e claramente com um desempenho melhor na maioria das corridas.”

      Concordo plenamente.

      Abraço.

    • Teo disse:

      Assino embaixo Daniel!!!
      Massa vai dar maior canseira que o Alonso jamais vai esquecer. Ele ta caladinho, so esperando o momento dos sinais verdes do Barhein acenderem para comecar a rebeliao!!!

      • Daniel Lima disse:

        Teo amigão,

        Esse ano Massa tem um único objetivo…..caçar Alonso,como uma Raposa caça uma lebre.

      • Anselmo Coyote disse:

        Amém, Saravá, Axé… e todas as outras saudações/agradecimentos possíveis. Agora só falta cruzar os dedos, cobrir os espelhos, deitar ao chão todas as escadas, pendurar uma dúzia de pés de coelho no pesçoço dividindo espaços com os patuás, fazer um colar havaiano com arranjo de trevos de 4 folhas, acender as velas e esperar que o rato vire morcego, que a jaboticabeira produza maçães etc etc etc…

    • fernando-ric disse:

      Daniel Lima voltou com as idéias do tipo “Massa bateu o Kimi” e “o espanhol que se prepare este ano”

      Tsc tsc

      • Daniel Lima disse:

        Coyote,

        Seu odio do Massa vem desde 2008 quando ele colocou o tomador de sorvete no bolso.

        Mas tudo bem,você calado é um poeta!!((:

      • Anselmo Coyote disse:

        Ih… despertei o melhor que um perdedor pode oferecer: agressividade ao colega, raciocínio em black out, fuga da realidade, cegueira, plágio… Vade retro, satanás.

        Daniel Lima, vamos por partes.

        1. Odiar é verbo transitivo direto. Logo, é impossível odiar o nada, sacou? Se o seu melhor argumento é esse, lamento, mas não vou discutir contigo. Só vou bater, ok? Prefiro discutir com torcedores de verdade, seja de que piloto for, mesmo não chegando a conclusão alguma, a perder meu tempo com “patriotas” seguidores de Galvão Bueno. Sinto muito.

        2. Ah… plagiar é feio. Essa frase que vc plagiou descaradamente sem dar o devido crédito é do meu ídolo, o baixinho Romário.

        PS. Calado sou poeta e vc falando é um Galvão Bueno piorado.

        3. A agressividade com um mero cornetador (título que eu acho injustíssimo, diga-se) é só o vaticínio de quem está apanhando há 10 anos e sabe que vai apanhar outra vez. E que 2008 foi um brilhareco. Lamento por vc.

        4. Mas não faça como o Wilson. Fique aqui para apanhar bastante durante a temporada. Vc será a minha diversão em 2011, ok?

        Ah… vá pentear macacos, Daniel. Quando o massacre recomeçar eu estarei aqui… ok?

        Um brinde ao meu ídolo Kimi-Matias Raikkonen, aquele finlandês-voador, Campeão Mundial de F1 pela Ferrari e vice-campeão mundial de F1 por duas vezes numa Mc Laren quebra-quebra, numa delas a 1 ponto apenas de ninguém menos do que o hepta-campeão Michael Schumacher… rsrsrs!!

        Koskenkorva haluta!

        Rsrs.

      • Daniel Lima disse:

        Eu vou com uma pistolinha calibre 22 e o lendario poeta “Coyote Bial” com AR15 hehe
        Minha resposta será dada na pista.O que posso adiantar é que não sumirei com o Wilson…Atualmente você torce p/o pilotinho de autorama correto?
        Ele sim teve seu brilho relampago em 2008,apesar de correr pela Mclaren graças a Ferrari!
        Vamos ver quem chega na frente de quem…Massa ou Hamilton.

        “Um brinde ao meu ídolo Kimi-Matias Raikkonen, aquele finlandês-voador, Campeão Mundial de F1 pela Ferrari e vice-campeão mundial de F1 por duas vezes numa Mc Laren quebra-quebra, numa delas a 1 ponto apenas de ninguém menos do que o hepta-campeão Michael Schumacher… rsrsrs!!”

        Assino embaixo…muito melhor que o Alonso!!Fora o Massa é meu piloto preferido.

        Abraço seu coyote!!

        PS:Quer apostar que na 1 vitoria do Paella Wilson estara de volta?

  15. lucas disse:

    Exelente post muito completo e explicativo.
    eu continuo na torcida GO Felipe.

    Ford F150 hehehe no proximo ano vai ser o que? F Ranger, F Explorer, F Fiesta ou então F Ká :p
    ou um f courier para o Massa entregar corridas.

  16. Maurício disse:

    Não sou nenhum torcedor passional dos pilotos brasileiros da f1, no entanto vejo que os comentários, que estão sendo feito com relação ao Massa, estão subestimando o talento deste quando comparado ao Alonso. Sei que Alonso é um piloto fora de série e talvez seja o melhor do grid, mas o Massa vai ser em 2011 um piloto difícil de ser batido. Nada vai me surpriender se ele andar canstantimente a frente do seu companheiro.

    • samuel disse:

      Maurício, sem ofensas, mas li exatamente a mesma frase no início de 2010 e nós sabemos o que aconteceu. Baseado em que tu afirmas isso?

      Abraço!

  17. Maurício disse:

    Sabe-se que a temporada de 2010 não foi boa para Ferrari e muito menos para o Massa, este por problemas técnicos e de origem motivacional. Os primeiros testes para 2011 mostram que o ano será diferente, pois logo de cara a Ferrari do brasileiro foi a mais rápida, com a do seu companheiro em segundo. Baseado neste fato que aafirmo que o Massa será muito mais rápido este ano….

    • Anselmo Coyote disse:

      Se esse idiota do Massa fosse realmente esperto, tivesse um mínimo de massa cinzenta, não fosse tão obtuso, ao saber que seu carro é ou está mais rápido (se é que está mesmo), ele “esconderia o leite” e deixaria o espanhol andar na sua frente nos treinos – só nos treinos. A italianada acharia bom e deixaria quieto. Quando fosse para as pistas ele detonaria o espanhol, de preferência fazendo parecer que foi por sorte ou mero acaso. E não há nada de novo nisso. Vi o Nelson Piquet fazer isso várias vezes em treinos.

      Mas Massa é Massa e é por isso que ele é o Massa. Um pensamento dessa magnitude, que impressiona pela simplicidade da fórmula, é coisa de gênio tri-campeão e não de um funcionário-padrão, Geni, saco-de-pancadas, puta-de-dez, bobo-da-corte, borra-botas, pilotinho de carrinho de supermercado.

      Abs.

  18. Anselmo Coyote disse:

    “Nas duas temporadas em que correram juntos integralmente – desconsidero a de 2009 pelo acidente em Hungaroring -, Räikkönen e Massa tiveram desempenhos parelhos. O finlandês terminou à frente em 2007; o brasileiro em 2008.”

    Quando cheguei ao final desta frase parei de ler imediatamente e não volto mais. Sinceramente.

    Abs.

    • Vitor, o de Recife disse:

      Ué Coyote? Mas não foi?

      Piloto por piloto, acho o Kimi melhor. Mas em 2008 ele foi muito mal, ou não?

  19. Marcelo Brum disse:

    Sem falsa modéstia, hein, Vitor: Conseguiste sucesso absoluto neste post!

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