Barrichello x Maldonado:#comofas?

Publicado: 01/02/2011 por Will em Artigos, Formula1
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Por todos esses anos acompanhando a F-1, devo confessar que uma das coisas mais difíceis foi não odiar Rubens Barrichello. Não digo odiar como conhecemos, restrinjo esse ‘ódio’ ao fim de semana de corrida.

Esse ‘ódio’ parece que vem junto com a visão daquela cara de bobão e o Cléber Machado gritando “Hoje sim!”. Até por que piloto de F-1 que joga golf…não merece meu respeito.

Feito esse preâmbulo para que vocês vejam que não é fácil, para mim, falar de Barrichello, volto ao post para tentar entender junto com vocês o que levou uncle Frank a montar essa dupla.

Experiência…

Se os seus resultados não te credenciam, aposte na experiência!

Vamos ouvir os ecos de sempre: Barrichello é um ótimo acertador de carros, Barrichello é um ótimo acertador de carros, acertador de carros, de carros, carros…mas isso é muita maldade minha.

A verdade é que a F-1 precisa de velocidade. Até que ponto Rubens ainda é veloz?

Muitos de nós apostaram que Nico Hulkenberg esmagaria o veterano desde o início da temporada, outros apostaram que isso só aconteceria quando a temporada européia tivesse início, alguns cautelosos acharam que Nico apenas suplantaria Barrichello nas últimas provas, quase ninguém apostou no que aconteceu.

O que vimos foi um passeio de Barrichello sobre o novato. Pode acontecer novamente e o curioso é que este ano, apesar do brasileiro ‘enfrentar’ igualmente um campeão da GP2, as apostas são um pouco diferentes.

Verdade ‘verdadeira’ é que Rubens se sente em casa em Grove. Analisar a carreira dele é observar que ele é o mais britânico dos brasileiros que já vi correr na F-1. O seu jeito contido (e, por vezes, bobalhão) e seu humor britânico combinam bem com a equipe. E isso fez muito bem a ele (ouso dizer que ele nunca esteve com nesse clima desde a Stewart).

Petrodólares?

Se Barrichello carrega uma fama ruim (não vou dizer qual delas é a pior – a de golfista ou de eterno-terceiro-piloto), o que dizer do Pastor Rafael Maldonado?

A verdade é que se apenas petrodólares cavassem uma cadeira-elétrica de fibra de carbono, já teríamos visto dezenas de aberrações (além das que já vimos…) pilotando nossos queridos bólidos.

Maldonado é um vitorioso, e não é apenas por ser venezuelano e chegar na F1 (ao contrário do que eu imaginava, ele não foi o primeiro). Ele ganhou a Formula Renault italiana e a GP2 (em sua 4ª temporada…). Em todos os seus anos de GP2 obteve vitórias e mostrou muita agressividade e alguns parafusos a menos.

A corrida que fez Frank Williams olhar com carinho o venezuelano foi sua vitória pela Trident Racing em Mônaco (temporada 2007) – que eu recomendo para qualquer amante de corrida de carros.

Pastor first caught my eye in 2007 when he drove a masterful race at Monaco. Since then, he has regularly reminded us of his unquestionable talent with some skilful wins, particularly during this year’s GP2 championship, taking an unsurpassed record of six successive victories. – AT&T Williams Team Principal, Frank Williams

Mas o que mais me chamou a atenção no perfil desse cara é que ele se afirma socialista e é amigo pessoal de Hugo Chavez. Ou seja, ele está no local perfeito! Brincadeiras a parte, torço para que ele não seja caladão e que polêmicas entrevistas possam aparecer em 2011.

We’re backing Pastor Maldonado and his team via PDVSA, so he can race round the world and show what he’s made of – Hugo Chavez.

Então, o que Maldonado tem a oferecer nas pistas? Agressividade e velocidade.

O que não seria suficiente para a F1. Mas, que no atual marasmo, foi o bastante para que pilotos como Kamui Kobayashi fossem alçados ao status de promessas de futuros campeões.

No fim das contas o que pode acontecer dentro da equipe Williams?

Eu espero mais um ano tranqüilo para o Barrichello, não vejo em Maldonado mais ameaça do que via em Hulkenberg e acho que o brasileiro vai sofrer não com o companheiro de equipe, mas sim com os carros dos outros times.

Não sei o que Frank acha que pode obter da sua dupla, eu espero resultados dentro do normal para a equipe nos últimos anos, infelizmente.

Fontes: http://www.f1shortmessage.com, http://www.f1wolf.com, http://ca.reuters.com, http://www.dihitt.com.br/n/formula-1/2010/12/02/a-historia-da-venezuela-na-f1

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comentários
  1. Fernando Kesnault disse:

    Meu amigo Will peço-lhe humildemente que retifique o teu texto no ponto em que disse que o Maldonado é o 1º venezuelano a entrar na f-1; não o é, é sim o 3º.
    O 1º foi Ettore Chimeri em gp Argentina de 1960; o 2º foi o multicampeão de motocicilismo Johnny Ceccoto que em 1984 foi companheiro do novato Senna na época e ele vinha na categoria desde 1981. Um abraço.

  2. Will disse:

    Post retificado!

    Kesnault, eu morreria sem saber que o Ceccoto era venezuelano!!!

    Valeu mesmo!

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