Saídas de escapamento: RB7 e F150 inovam

Publicado: 03/02/2011 por Allan Wiese em Artigos, Formula1
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Até a Scuderia Toro Rosso trouxe inovações no sistema de escapamentos

Depois que Adrian Newey implementou o EBD (Exhaust Blown Difuser – Difusor assoprado pelo escapamento) na temporada passada e todas as equipes (com exceção das nanicas) correram atrás do tempo para copiar as idéias, 2011 tem demonstrado um esforço dos projetistas em aproveitar bem o potencial de down force que pode ser gerado por esse recurso. Até agora já descobrimos o funcionamento do FEE (Fron Exhaus Exit), sistema de escapamento da Renault e ainda estamos tentando descobrir o funcionamento do sistema da Scuderia Toro Rosso.

Mas não foram apenas essas equipes que tentaram inovar na área de descarga dos gases do motor. O sempre atento Craig Scarborough esteve estudando e divagando sobre o sistema da Red Bull Racing. Era de se esperar que o time que lançou o conceito no ano passado encontrasse uma solução para a restrição no regulamento desse ano. Vamos dar uma olhada nos principais pontos, em tradução livre, do que o “espião da F1″ tem a nos dizer sobre o sistema dos touros vermelhos.

Craig inicia seu post dizendo da surpresa que foi ver o lançamento do RB7 sem nenhuma inovação aparente. Mas então, no segundo dia de testes, os touros trouxeram um novo sistema de escapamento e um novo difusor.

Apesar das alterações da regra, Newey encontrou a brecha que permite que o escapamento assopre dentro do difusor para aumentar o downforce. […] As regras permitem uma abertura de 5 centímetros na saída do assoalho, em uma área onde os times recentemente dividiram o assoalho e criaram “lábios divididos”, concidentemente uma prática adotada primeiramente por Newey no RB5

Craig segue falando que essa área era a única possibilidade de assoprar sobre o difusor, desde que se conseguisse fazer “voltas” com o escapamento, mas que isso poderia causar um efeito que tiraria o benefício conseguido com o difusor assoprado.

Área onde o escapamento faz a curva antes de sair

Aparentemente Newey percebeu isso e introduziu no RB7 escapamentos achatados indo sob a cobertura de fibra de carbono do assoalho e saindo nos 5 centímetros finais do assoalho, assoprando por baixo dos “lábios divididos” no assoalho. Os gases do escapamento então percorrem o difusor e assopram pela sua parede lateral. Assoprando dentro do difusor desta forma ajuda a aumentar o fluxo do ar saindo do difusor e aumenta o downforce.

Saída do escapamento, soprando por dentro do difusor

Craig destaca ainda que, assim como o EBD do ano passado, esse sistema será sensível à abertura do acelerador. Mas  a Renault deu o máximo de assistência que pôde para que a saída de gases se mantivesse com a maior velocidade possível, além de criar um mapeamento de motor que permita não perder potência ou dirigibilidade, mesmo com o comprimento dos escapamentos sendo tão grande. Ele ainda cita da coincidência de os tubos secundários da equipe Renault e da Red Bull terem mais de um metro de cumprimento, uma saída achatada oval com um separador central para essa saída.

Ferrari explorou o regulamento de maneira diferente

Mas não foi apenas a Red Bull que buscou novas alternativas no regulamento com a proibição do difusor duplo. A partir do problema que Felipe Massa enfrentou hoje pela manhã, Craig pôde perceber que a equipe Italiana utilizou o buraco no difusor para dar partida no motor como mais uma abertura por onde o ar saído do escapamento passa e aumenta o down force. O fato de o fogo saindo do carro de Massa não ter passado apenas por cima do difusor, mas também através dele, provou isso.

Apontando as saídas do escapamento ao redor da caixa de câmbio, o fluxo de gases rápidos do escape passará sobre o difusor e, quando o fluxo atingir o buraco de ignição no difusor, boa parte do fluxo passará debaixo do difusor.

O fogo provou que o ar passa por cima e por baixo do difusor

Segundo Craig, essas são as duas únicas brechas no regulamento de 2011 que permitem assoprar os gases do escapamento sobre e debaixo do difusor. A Red Bull explorou de uma maneira, a Ferrari de outra, a Renault de uma forma ainda mais diferente, além da dúvida em relação ao funcionamento do sistema da Toro Rosso.

O que se conclui é que essa área trouxe tanto resultado para os touros vermelhos no ano passado que ainda vai ganhar muita atenção dos projetistas em 2011. Como já foi destacado no post sobre o sistema da Renault, esses sistemas de escapamento são bastante sensíveis. Algo que a Ferrari já provou hoje pela manhã. Pode-se dizer que as vantagens obtidas em nível de downforce são proporcionais às dificuldades em implementar um sistema que funcione plenamente.

Fonte: http://scarbsf1.wordpress.com/ Imagens: http://scarbsf1.wordpress.com/ e http://f1fanatic.co.uk

comentários
  1. Will disse:

    Esclarecedor Allan…estou imaginando o que o MP4-26 trará…

    • Allan Wiese disse:

      Também estou ansioso pelas novas do 26.
      Vamos ver o que vai rolar dessa temporada. A concorrência não vai estar fraca. Tomara que tenhamos um pacote competitivo. Não precisa nem ser dominante, pra ter graça o campeonato, hahah…

  2. Hehe, aos poucos esses escapes vão se revelando…

    Mas onde está o da STR6, onde?

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