Games: Estudo revela, quem joga videogame é mais perigoso nas pistas

Publicado: 05/02/2011 por Hunter em Notícias
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Video Games Corrida

Um estudo feito pela Continental Tires, determinou que pessoas que jogam games de corrida são muito mais perigosos do que as que nunca chegaram perto de um controle.

Segundo a Continental, foram ouvidas por volta de 2000 motoristas entre 17 e 39 anos sobre questões que envolviam hábitos de condução, se jogavam games ou não e com qual frequência sentiam raiva na estrada.

Diferente dos motoristas que não jogavam games como Need For Speed e Gran Turismo, os gamers foram parados com mais frequência pela polícia de trânsito, sofriam mais acidentes, arriscavam mais que o normal e ficavam mais nervosos na pista.

“Parece que enquanto os jogadores desenvolvem habilidades úteis e se tornam mais confiantes, eles precisam aplicar algum equilíbrio com uma avaliação sensata do risco,” diz Tim Bailey da COntinental.

“Eu não estou surpreso de que jogadores se encontram tomando as mesmas decisões e julgamentos quando estão dirigindo na vida real como fazem no mundo virtual. O problema é que quando estamos dirigindo, nossas ações levam a resultados ‘reais’, e erros tem severas e reais consequências”, complementa Peter Rodger do Institute of Advanced Motorists.

Posso dizer que em parte o estudo é verdade. Já tentei muitas coisas em pista do que já fiz nos videogames. MAS foram em pistas de kart e não em rodovias. A questão que eu quero colocar é: a pessoa precisa saber discernir o real do virtual e isso não só aplicado a games de corrida, mas os que envolvem violência e pode-se extender esse tipo de análise até para filmes.

De qualquer forma, dirija com cuidado, pois por mais que você queira, a vida não tem save point e muito menos função de reset.

comentários
  1. SPLASHSPORTSLINE disse:

    Então vejo que terei que tomar bem mais cuidado depois de tirar minha carta,já que há uns tempos atrás consegui chegar ao fim do Need for Speed:Underground…!Depois de 118 corridas alucinantes e estressantes…!

  2. SPLASHSPORTSLINE disse:

    Ah!E pilotando um dos carros menos potentes,que é o MAZDA MX-5;porém,por ser menos potente,ele possui largadas e retomadas de velocidade melhores que os outros,somente tinha velocidade final menor que os demais,aí eu tinha que me defender usando o NITRO,hehehe.E eu joguei com o controle de estabilidade desativado,o que resultou em derrapadas espetaculares.Fica aí uma dica de estratégia para quem só acha que para vencer corridas precisa estar pilotando um carro ultra-potente.

  3. Por isso se eu me tornar piloto me torno menos perigosos!

  4. Anselmo Coyote disse:

    Bom post. Bom alerta. É isso aí. Não tem a menor graça sair de casa e não voltar tão bem conforme se esperava porque se envolveu em um acidente de trânsito. O melhor remédio é, sem dúvida alguma, o conhecimento e a cautela.

    “Segundo a Continental, foram ouvidas por volta de 2000 motoristas entre 17 e 39 anos sobre questões que envolviam hábitos de condução, se jogavam games ou não e com qual frequência sentiam raiva na estrada.”

    Não sei se a pesquisa foi feita com motoristas brasileiros. Porém, não sentir raiva, irritação mesmo, daquelas que fazem o cara ter “Um Dia de Fúria” (filme com Michael Douglas) nas cidades e estradas brasileiras é praticamente impossível.

    Aliás, não sentir raiva não é mérito algum – depende unicamente da genética do sujeito. Existem pessoas que para morrer ‘de repente’ gastam de 3 a 5 dias e ainda duvidam se morreram mesmo e muitas delas são motoristas.

    O mérito é controlar os impulsos que a raiva causa e não sair por aí fazendo merda.

    Há pelo menos 20 anos cerca de 70.000 km por ano, o que dá quase 1.500 km por semana. Uma volta completa à Terra, dizem, são 44.000 km. O Brasil inteiro tem 90.000 km de estradas. Isso significa que eu andei nos últimos 20 anos 1.400.000 km, ou seja, dei a volta ao mundo quase 32 vezes e andei por todas (absolutamente) as estradas brasileiras quase 16 vezes.

    Em toda a minha vida eu sofri um único acidente e, graças a Deus, sem envolver outro carro. Simplesmente rodei, bati no barranco e capotei.

    Por isso me dou o direito de pensar que estou falando de uma coisa que eu sei, não por ouvir falar, mas por vivê-la intensamente por anos a fio.

    Eu aconselharia a pelo menos uns 70% dos motoristas brasileiros a vender seus carros, rasgar suas CNHs e nem pensar em dirigir. Se o assunto é sobre dirigir em estradas, eu sou mais radical. Proibiria sumariamente que esses 70% dirigissem na estrada.

    O que vemos é uma imensa irresponsabilidade de quem “distribui” CNHs neste país. Um crime. Dão habilitação para o sujeito sabendo que ele será vítima e fará vítimas no trânsito rapidinho.

    Não é à toa que figuramos de forma tão trágica nas estatísticas sobre acidentes de trânsito.

    É preciso analisar o tipo de raiva que o verdadeiro motorista sente no trânsito para dizer se ele é uma ameaça.

    Eu, por exemplo, sinto profunda raiva daquele sujeito que tem um carro que usa nos finais de semana ou por 15/30 minutos por dia para ir ao trabalho, supermercado etc e nas férias escolares ou no final do ano enfia nele a esposa, os filhos pequenos, um mundo de malas, bicicleta, skate, biscoitos, cachorro, papagaio, a tia velha varizenta, e sai para a estrada entupidíssima de carros, para fazer uma viagem de 500 a 1000 km. Esse é o perfil do cara que vai parar nas estatíticas.

    Me causa profunda irritação quando vejo as carinhas felizes das crianças no vidro traseiro, ao mesmo tempo que, posicionando-me atrás do sujeito, vejo que ele sequer sabe regular o retrovisor do carro, a não ser para pentear o cabelo. Quando vejo que a pressão dos pneus está completamente desigual, que o sujeito não sabe frear ou entrar numa curva, que mantém o mesmo comportamento quando começa a chover ou anoitece eu fico irritado sim. E o sujeito pensa que andar devagar é o suficiente para livrá-lo de qualquer mal.

    Normalmente esses caras andam em comboios com outros iguais, enfiados na traseira uns dos outros como se fossem supositórios, e quando dá um problema qualquer com o da frente ele, que poderia sair ileso, não sai porque simplesmente não sabe manter uma distância segura dos carros que estão à sua frente.

    Infelizmente é assim. O sujeito é capaz de aceitar numa boa e levar na “esportiva” você chamá-lo até de corno. Mas, se disser que ele não sabe dirigir e que devia ir de avião, ônibus, trem ou simplesmente não ir… pronto! – você acabou de ganhar o mais ferrenho dos inimigos, ainda que sua intenção seja única e exclusivamente para o bem dele e de sua família.

    O melhor a fazer é passar logo e deixar esse cara pra trás e, na medida do possível, protegê-lo, afinal, ele nem sabe o que está fazendo ali.

    Esse é só um dos aspectos do caótico e mortal trânsito brasileiro. Qualquer dia eu escrevo mais sobre isso, abordando outras questões.

    Para quem acha que não é assim, basta ver nas estatísticas que o número de acidentes, principalmente com vítimas, ocorrem nas festas de final/início de ano (dezembro/janeiro), carnaval, semana santa, férias de julho e feriados prolongados.

    Abs.

    • Will disse:

      Coyote, ainda não tenho essa Km toda, mas assino embaixo de tudo que você disse (talvez pela 1ª vez rs!).

      Ano passado fui de São Luís para Palmas, cara, o que se vê nas nossas BR’s, MA’s, TO’s, GO’s…é indescritível!

      Minha filosofia é exatamente essa, passar logo e torcer para que no mínimo o infeliz não leve ninguém inocente junto – por que, quem sai em um carro sem conferir nem a p… da calibragem dos pneus é um grandissíssimo f..p!

      Já fui envolvido em um acidente, aqui dentro de São Luís, e o cara que bateu em mim estava com a placa fria, sem habilitação e alcoolizado…meu carro deu PT e ele nem seguro tinha – por sorte, minha esposa (que estava comigo e nem namorada era ainda) e eu não sofremos nada (a não ser um certo trauma que tenho em achar que ninguém respeitará a preferencial).

    • Allan Wiese disse:

      Grande Coyote!
      A realidade nas estradas brasileiras é lamentável, realmente.
      Não tenho nem de longe a mesma quilometragem que você já rodou, mas conheço um pouco de estrada. E a cada viagem que faço fico mais assustado com o que se vê.
      Caminhões carregados ultrapassando caminhões carregados em uma reta que eu, de carro (1.8), não ultrapassaria o referido caminhão. Carros que põem do lado sem nem ter o mínimo de visão necessária e, se vem alguém de frente e você não tivesse tirado o pé por prever a cagada, jogam pra cima de você e você tem que se virar pra dar espaço pro cara. Motos então, nem se fala.
      E o pior é quando se está de carona (justamente pelo motivo que você falou – dizer alguma coisa é ofensa), porque não há controle sobre nada. Se o motorista fica grudado no cara da frente você só pode torcer para que nada aconteça à frente desse, porque não dá tempo de freiar (pior ainda no molhado). Ou se o motorista não tira o pé no momento que aquele bobão põe o carro do lado sem ter o mínimo de visão necessária, mesmo vendo que a possibilidade de dar cagada é grande e, na hora que precisa se virar pra dar espaço pro cara, reclama um monte. Exemplos não faltam.
      Grande parte desses motoristas se acham pilotos profissionais, mas não sabem nem acompanhar detalhes básicos de manutenção preventiva em seus veículos e quando ficam na mão em meio às suas pilotagens não sabem porque.
      É a dura realidade do trânsito brasileiro. Eu sempre agradeço à Deus a cada fim de viagem, porque como eu disse acima, o que se vê por aí não é mole não.

  5. Remédios, a bela disse:

    Excelente comentário Coyote. Enquanto não tivermos uma legislação séria, como se tem em alguns países para se tirar a carteira, enquanto a preocupação for vender carros, não teremos uma diminuição neste número alarmante de acidentes que temos nos últimos tempos, ao contrário, teremos um aumento na medida em que se põem carros nas ruas. É lamentável, é triste e revoltante vermos o indivíduo mais preocupado em comprar carro do que discutir coisas corriqueiras, como abaixar o farol antes do outro carro aparecer e não depois de já ter ofuscado o motorista. O cara senta e discute por horas a potência do som do seu carro, mas não discutem a tragédia que este volume pode causar.
    Um dia quem sabe teremos uma realidade diferente desta, né?
    Abraços.

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